Memories
6 Let nothing stand in your way...
Notas iniciais

If today was your last day (Se hoje fosse seu último dia)
Would you make it up by mending a broken heart? (Você faria o certo curando um coração partido?)
You know it's never too late (Você sabe que nunca é tarde demais)
To shoot for the stars (Para almejar as estrelas)
Regardless of who you are (Independentemente de quem você é)
So do whatever it takes (Então faça o que for preciso)
'Cause you can't rewind (Porque você não pode retroceder)
A moment in this life (Um momento nesta vida)
Let nothing stand in your way (Não deixe nada atrapalhar o seu caminho)
'Cause the hands of time are never on your side (Pois as mãos do tempo nunca estão do seu lado)
If Today Was Your Last Day — Nickelback
Kise suspirou, estava feliz, muito feliz. Mesmo com tudo que ocorrera, não podia negar que ter finalmente se livrado daqueles sentimentos que o consumiram por tantos anos era aliviador e aceitar Kagami em sua vida foi realmente bom. Levantou o rosto, deixando a água morna lavar todo seu rosto, passou as mãos cheias de sabonete especialmente separado para seu rosto, fazendo espuma em seguida, sentindo seu rosto ficar limpinho. Toda a tensão de seu corpo saía conforme a água escorria por seu corpo.
Saiu do banho minutos depois e foi direto para o closet, pegando uma roupa leve para ficar em casa, apenas um shorts e uma camisa de mangas médias, decidindo ficar apenas de meias, caminhou para fora do quarto e desceu as escadas devagar, notando que não estava satisfeito com a decoração do flat que ele e Kagami dividiam, depois perguntaria se o ruivo não queria mudar tudo aquilo, parecia tão triste e solitário com aquela coloração completamente bege.
Ao chegar a sala, viu que Kagami havia colocado a mesa no centro, como faziam sempre que algo especial aconteceria, e a mesa estava cheia de comida, e pelo cheiro, estava uma delícia. O loiro se aproximou da mesa e estava pronto para beliscar um pouco de onigiri especial do Kagami quando notou que alguém o encarava, olhou para o lado e encontrou olhos azuis escuros.
– É feio beliscar a comida. — Falou Aomine Daiki rindo baixo colocando alguns pratos sobre a mesa. Kise ainda estava paralisado, mesmo tendo decidido esquecer aquele homem, era difícil quando ele estava em sua casa e sendo tão sedutor. Notou que haviam cuidado de sua aparência e agora parecia muito o antigo Aomine, apenas haviam deixado o corte um pouco maior do que realmente era, Kise perguntou-se se sua pele tinha a mesma maciez. — Bom dia, Kise-san.
– B-bom-dia, Aominecchi. — Ele sorriu leve e depois riu da expressão confusa do maior. — Ah, eu sempre coloco "cchi" como terminação no nome de alguém que eu realmente respeite.
– Hum, você me respeita? — Perguntou o maior ainda de testa franzida enquanto arrumava os talheres.
– Sim. — Kise sorriu dando de ombros. — Éramos muito amigos, afinal.
– Amigos?
– Uhum, você era meu melhor amigo antes de perder a memória, Aominecchi. — Kise suspirou e mexeu nas frutas que Kagami havia colcado na mesa, deixando algumas da maneira que achava mais harmoniosa. — Nos conhecemos em uma partida de basquete muitos anos atrás, e acabamos jogando um mano a mano e eu nunca te venci, desde então somos amigos. Só que você sumiu.
– Era só isso mesmo? Todos agem como se houvesse algo realmente especial e diferente que apenas você pode contar. — Aomine cerrou um pouco os olhos e Kise corou levemente.
– E-Eu entrei em de-depressão por uns meses depois que você sumiu, éramos muito amigos, quase como irmãos, então... talvez seja isso, talvez não queiram falar sobre mim, talvez queiram que eu mesmo conte minhas lembranças. — Ele sorriu e deu de ombros.
– Sinto muito... — Aomine pareceu desconfortável, porém suspirou como se pensasse "não tem como mudar o passado" e decidiu mudar de assunto. — E minha namorada? Eu tinha uma, não?
– Bem, se tinha nunca me contou. — Kise engoliu em seco. Por que ele continuava a insistir que era uma namorada?
– Merda... eu queria muito encontrá-la... — Ele suspirou e passou as mãos pelo rosto. — Mas quem sabe eu não lembre agora que encontrei todos vocês, não é? — O homem de cabelos azuis sorriu levemente e Kise o correspondeu, sentindo seu coração falhar algumas batidas. — Obrigado, pelo que estão fazendo, é bom saber que tenho bons amigos. Foi meio assustador no começo...
– Ah, pode contar conosco, principalmente comigo e a Momocchi. — O loiro riu e coçou a parte de trás da cabeça.
– Kagami-san gosta muito de você, não é? — O riso de Kise foi sumindo aos poucos e então ele ficou apenas com um sorrisinho de dúvida no rosto. — Bem, ele me disse para não te machucar, se eu te fiz algo, me desculpe. Queria lembrar para poder me redimir, mas eu realmente não consigo, me perdoe. — O maior encurvou-se um pouco e Kise ficou estático. O que, diabos, era aquela educação de Aomine? Desde quando ele se curvava para pedir desculpas a alguém? Bater a cabeça realmente muda as pessoas, foi uma conclusão que Kise tirou naquele momento. E o que Kagami estava fazendo? Pedir para Aomine não machucá-lo?
Aquilo seria uma aceitação dos fatos ou ciúmes? Kise apenas balançou a cabeça e deixou isso de lado.
– Você nunca me fez nada, Aominecchi, pode ficar tranquilo. — O loiro riu e empurrou os ombros do maior, para que ficasse ereto. — Está tudo bem, não precisa se esforçar tanto, só relaxe e descanse, você precisa depois de tudo o que te aconteceu, né?
– É... — O maior riu um tanto sem graça.
– Vou ver se o Kagamicchi precisa de algo. — Falou sorrindo ainda e virou-se para a cozinha, caminhou lentamente para lá, deixando Aomine arrumando a mesa e suspirou, notando o quanto seria difícil colocar seu plano de esquecê-lo em prática, mas sabia que não estava sozinho nessa.
– Ah, saiu do banho, moça? — Kagami sorriu segurando uma bandeja cheia de algo que pareceu delicioso aos olhos do loiro, era doce, colocou a bandeja sobre a mesa e Kise voltou a sorrir, era tão bom estar bem com ele. Abraçou-o com carinho e suspirou. — Hoje você está bem carente, hein?
– Nhaa... só estou feliz. — O loiro beijou o rosto do namorado e encarou-o. — No que posso ajudar, Mr. Chef? — O ruivo riu e colocou a bandeja em suas mãos.
– Leve para a sala, mas sem beliscar.
– Ooooh, como você é ruim! — Kise exclamou pegando a bandeja, mas obtendo como resposta apenas um tapa na bunda, fazendo com que desse um pulinho e risse, mas ao olhar para trás viu a expressão maliciosa do ruivo e arrepiou-se, ele e aquela mania de morder o lábio daquela forma! — Safado.
Kise levou a bandeja até a mesa e suspirou, arrumando-a, olhou para Aomine e notou que este corava um pouco, mas ignorou, olhou para o outro lado e Kagami vinha trazendo uma jarra que parecia cheia de suco, colocou-a sobre a mesa e suspirou.
– Uma hora para fazer o café da manhã perfeito. — Riu o ruivo. — Fiz aquelas omeletes que gosta. — O ruivo bagunçou o cabelo do namorado sendo observado por Aomine, que ficou encabulado com a situação, vira os dois na cozinha, era estranho, mas não sentia nojo nem repulsa, mas sabia que jamais se sentiria atraído por um homem. Jamais.
– Kyah, que bom. Finalmente um café da manhã que não seja o meu. — O loiro riu e olhou para Aomine. — Você já experimentou a comida do Kagamicchi? É divina!
– Ah, na verdade, não, ontem pedimos pizza porque eu não lembrava como era. — O maior riu sendo acompanhado dos outros dois, e então sentaram juntos.
Começaram a colocar a comida em seus pratos, de início Kise até pensou que tinha comida demais na mesa, mas quando viu o prato de Kagami e de Aomine notou que tinha comida faltando ali. Suspirou, alimentar dois ogros não seria fácil. Olhou para seu prato, conseguia comer bem mais do que tinha ali, mas não podia sair de suas medidas, então contentou-se com o pouco que podia comer. Ser modelo, às vezes, era bem cruel.
– Ontem eu descobri que sei realmente jogar basquete. — Contou Aomine a Kise, que sorriu.
– Você é um dos melhores que conheço, sempre perdi para você no mano a mano. — O loiro riu cortando um pedaço da omelete. — Também sempre perco para o Kagamicchi, então... — deu de ombros e o ruivo sorriu balançando a cabeça.
– Você é bom também, Kise. — O ruivo olhou para o maior e sorriu. — Kise é um copiador, ele vê o que você faz e segundos depois pode fazer exatamente o mesmo. É incrível. — Aomine arregalou um pouco os olhos. — Só tem uma pessoa que ele não conseguiu copiar até hoje, mas é porque Kise chama muita atenção e essa pessoa é praticamente invisível.
– Entendo... isso parece interessante, eu gostaria de jogar com você algum dia, Kise-san. — O loiro assentiu sorrindo fraco por estar com comida na boca.
– Podemos reunir o pessoal qualquer dia. — O loiro falou. — Aquele que foi te ver no hospital.
– Ah, sim. — Aomine assentiu tentando pensar em qual "pessoal" ele se referia.
– Ah, anjo... — Kagami falou de súbito, atraindo o olhar do loiro e o de Aomine, sua mão estava sobre a de Kise. — Tirei essa semana de folga, assim posso te ajudar com as coisas dele e a casa. Tudo bem?
– Obrigado, coração, eu ia mesmo precisar de ajuda. — O loiro sorriu e apertou a mão do namorado, por algum motivo, Aomine não se sentiu confortável vendo a cena, não como antes quando os viu na cozinha, agora todo aquele clima entre ambos o incomodava, parecia fora do lugar para si. — Mas hoje só vamos descansar, senti saudades de casa.
– Ok, então... — O ruivo lhe sorriu e voltaram a comer em silêncio, às vezes trocando leves palavras sobre coisas que antes Aomine gostava muito de fazer, este ficando muito impressionado com o quanto parecia ser íntimo daquele loiro, ele sabia muito sobre si e, a cada vez, se surpreendia mais com o quanto ele sabia sobre sua vida. — Bem, vou tirar a mesa. — Anunciou o ruivo sorrindo fraco. — Ah, não precisa, Aomine-san, pode ficar tranquilo.
– Mas...
– Por favor, você é visita, Aominecchi, pode deixar que fazemos isso. — O loiro sorriu começando a pegar as coisas da mesa, o de cabelos azuis suspirou e foi para o sofá, pegando o controle e ligando a televisão para assistir o Jornal da Manhã, que, por algum motivo, ele sabia que queria assistir.
Kise e Kagami agora guardavam as coisas na cozinha, se preparavam para lavar a louça e guardar tudo em seu devido lugar, algumas vezes Aomine olhava para ver o que faziam, estavam sempre rindo e sorrindo um ao outro, achava bonita a forma como se davam bem um com o outro, mas para si havia algo errado. Talvez ainda fosse difícil se acostumar com o fato de que seu melhor amigo era homossexual.
Perguntou-se várias vezes como fora quando descobriu isso ou se sempre soube. Ficou observando quando os lábios do ruivo se dirigiram aos do loiro, como suas mãos o seguraram com força, não precisava ser muito gênio para saber quem era seme ou uke naquela relação, o que o assustava ainda mais, pois sempre achou que era contra homossexuais, mas... mas quando viu Kise tudo aquilo passou. Era como se fosse algo totalmente normal em sua vida, como se fosse quase parte de sua rotina.
Kise estava sendo encostado à geladeira, enquanto o ruivo lhe dava beijos calorosos, Aomine não ficou irritado por estarem fazendo aquilo, afinal era a casa deles, mas como tinham visita, podiam pelo menos ser mais discretos. Foi quando notou que estavam sendo discretos, tanto que o loiro mordia o lábio ou segurava o ar para não deixar que sua voz chamasse a atenção de Aomine, e que era ele quem estava espiando.
Corou fortemente quando viu o loiro colocar as mãos nos ombros do ruivo e ofegar baixo, mordendo o lábio em seguida, sua face estava corada e os olhos fechados, de onde estava não podia ver o que acontecia, mas tinha quase certeza de que Kagami estava masturbando-o. Ficou um tanto incomodado, mas decidiu parar de olhar, não tinha direito de fazer aquilo, mesmo que Kise fosse seu melhor amigo, era melhor não ficar vendo sua intimidade.
Escutou uma risada, mas não olhou, continuou observando o noticiário, mas sem absorver realmente sobre o que era falado. Seus pensamentos agora passeavam pela expressão do loiro e ele sabia que aquilo era realmente errado, muito errado, então apenas esvaziou a mente — a muito custo, diga-se de passagem — e concentrou-se no noticiário.
Minutos depois o casal apareceu perguntando se o maior não gostaria de fazer algo, ele respondeu que queria mergulhar um pouco na piscina do prédio e Kagami emprestou uma de suas sungas, mas Aomine disse que não precisavam se incomodar em fazer companhia a ele, pois queria pensar e organizar seus pensamentos, o casal respeitou sua decisão e ficaram no flat mesmo, mas Aomine mal notara o olhar intenso do loiro em sua tatuagem no ombro.
Aomine se sentia confuso e frustrado, se havia perdido a memória, porque ao ver as pessoas novamente não lembrava delas? Tudo acontecera rápido demais, depois de tanto tempo nas ruas havia se acostumado a ser apenas uma sombra na humanidade, mas agora que descobriu que tinha uma vida como todas aquelas pessoas que observava noite e dia sentia-se encurralado.
Olhou para a piscina, será que sempre gostara de nadar? Pulou dentro da mesma e começou a nadar lentamente, aproveitando a sensação de ter a água deslizando por sua pele, acariciando-a de forma agradável. Fechou os olhos e voltou à superfície, puxando mais ar, passou as mãos pelo cabelo e olhou para o céu, estava tão claro e suave.
– Quem eu sou? — Sussurrou para as nuvens, deixando seu corpo voltar ao fundo da piscina.
~x~

– Hey, loiro... — uma voz rouca o chamou, baixa e próxima, abriu os olhos e olhou para o ruivo deitado nu ao seu lado. Suspirou observando-o, Kagami era lindo, principalmente quando ficava daquele jeito, sorrindo daquela forma serena, com os olhos calmos.
– Oi. — Kise deitou-se de lado também, colocando sua mão sobre a de Kagami e sorriu para ele.
– Eu estou feliz. — Segredou o ruivo, se aproximando mais do menor, abraçando sua cintura. — Você me faz muito feliz.
– É bom escutar isso. — O menor riu baixo e voltou a encarar o ruivo. — Eu devo ser o homem mais feliz do mundo por ter você. — O loiro passou a ponta de seu nariz pela ponta do nariz de Kagami. — Eu tenho muita sorte mesmo. — Kise suspirou sorrindo com a sinceridade de suas palavras, aproveitando apaixonado seus próprios sentimentos. Sentia-se um tanto livre, era como se agora tivesse pulado pelas grades e saísse voando... Suas asas eram Kagami.
– Assim eu fico sem graça. — O ruivo corou um pouco e riram juntos. Lentamente Kagami se deitou sobre o loiro, selando seus lábios. — Quero fazer amor com você agora, Ryouta. — O loiro se arrepiou, sentindo um calor começar a preencher seu corpo, um calor gostoso e acolhedor, apaixonado; suas bochechas aqueceram com um leve formigamento, seu coração disparou e sentiu-se tremer nos braços de seu amado, sorriu fraco e passou as mãos pelo pescoço do maior, erguendo um pouco o rosto para roçar seus lábios aos do ruivo.
– Então me ame, Taiga... — Sussurrou contra os lábios do maior, que arrepiou-se e sorriu junto ao menor, selando seus lábios enquanto suas mãos voltavam a acariciar o corpo macio de Kise. Suas línguas dançavam juntas em suas bocas, deslizando lentas de uma forma intensa que os arrepiava, os envolvia em um só, era uma sensação única.
Kise acariciava as costas largas de Kagami, arrepiando-se com a mão do maior que agora acariciava sua coxa, levantando-a para abraçar sua cintura, e assim fez com ambas as pernas, prendendo o ruivo entre elas. Ofegou baixo quando Kagami retirou o cobertor de cima de seus corpos, a parede do quarto era apenas um enorme vidro, e então havia uma varanda um pouco espaçosa, mas não estava fechada, então podiam ver toda a cidade e o sol ainda baixo por entre alguns prédios e uma brisa suave entrava pela mesma.
– Nós não devía-mos fe-fechar as co-rtinas ao menos? — Sussurrou Kise entrecortando as palavras enquanto o ruivo beijava todo seu pescoço, apertando seu corpo com desejo. Mordia o lábio apertando o lençól da cama.
– Deixa assim, anjo... — Kagami olhou para o menor com um olhar intenso, enquanto lambia os lábios. — Dessa forma posso te ver melhor. — O ruivo sorriu de canto e Kise colocou as mãos sobre o rosto, a ideia de ficarem nus havia sido dele, mas não pensava realmente que aquilo atiçaria pensamentos perversos em Kagami, até porque depois de tanto tempo juntos aquilo se tornara normal. — Não, tira as mãos do rosto, vai... — O ruivo puxou as mãos do loiro, sorrindo para a face avermelhada. — Não sei como ainda consegue sentir vergonha disso...
Kagami desceu os beijos para o mamilo de Kise, que ofegou alto sentindo a língua quente do maior deslizando por lá, provocando sua carne sensível, os dentes mordiscando-o. O loiro voltou a encarar o namorado, muitas vezes Kagami o excitava mais por sua expressão do que por seus atos. O ruivo colocara a língua para fora e agora a deslizava por seu corpo, chegando até sua virilha, onde depositou beijos, lambidas e mordidas, fazendo com que o modelo estremecesse muitas vezes.
– Ahh, pare de ser mau. — O loiro fez bico quando o ruivo deslizou apenas a ponta da língua por seu membro, mas este apenas sorriu e continuou daquela forma em sua glande, deixando-o cada vez mais excitado, ansiando para ser tocado realmente. Apertou o cabelo do ruivo e o encarou ofegante, este achou aquela uma linda imagem e muito, muito excitante. — O-o... Onegai... — Kagami sentiu todo seu corpo se arrepiar, Kise sabia que ficava louco quando ele fazia aquele tipo de coisa.
– Você não presta. — Ofegou o maior, colocando todo o membro do menor em sua boca, começando a mover lentamente, arrancando ofegos altos do menor, que arqueava as costas e impulsionava cada vez mais o membro para dentro da cavidade úmida e quente, de forma que Kagami aumentava cada vez mais a velocidade, arrancando gemidos manhosos e altos.
– A-Aaah, Ta-Taiga! — Gemeu alto quando o ruivo começou a fazer sucções fortes, levou a mão ao cabelo ruivo e apertou os fios, ofegando como louco, sentia-se muito próximo ao limite, mas o noivo tirou seu membro da boca e sorriu para o gemido de reprovação do menor.
– Eu quero você, anjo... — Kagami deitou-se sobre o menor, aproveitando a sensação de seus corpos unidos daquela forma, o loiro ofegou alto sentindo a glande do namorado tocar sua entrada, sendo levemente forçada para entrar em si. — Tão lindo. — A voz rouca do maior afetava todo seu corpo, fazendo-o respirar cada vez com mais dificuldade, o ruivo adorava vê-lo entregue daquela forma, cravando as unhas em seus ombros, os lábios ligeiramente abertos, completamente suado, os olhos banhados em luxúria, tremendo de ansiedade e prazer sob seus braços.
– Vai logo, onegei, onegai! — O loiro pedia, impulsionando o corpo contra o membro do ruivo, abraçou-o com mais força, arranhando as costas largas no caminho. — Taiga, onegai, eu estou ficando louco... — A voz rouca e sensual do loiro o implorou, para em seguida o ruivo sentir a língua quente do menor deslizar por sua orelha, fazendo-o perder o controle para provocar o loiro, começando a penetrá-lo devagar, escutando os gemidos manhosos e prazerosos do menor.
– Ah, Ryouta! — O ruivo gemeu de dor e prazer quando o menor contraiu o interior, apertando seu membro de forma esmagadora, a marca de sua mão provavelmente ficaria na cintura do loiro de tanto que apertara. — Uma semana foi o suficiente para te deixar tão apertado? — Sorriu de canto, ofegando e empurrando-se mais para dentro do loiro, que só conseguia gemer e rebolar para que o membro do maior entrasse melhor.
As estocadas iniciais foram lentas e prazerosamente torturantes. Kise tentava conter os gemidos que saíam engasgados de sua garganta, suas unhas cravadas nas costas do ruivo marcavam a pele branca, deixando vergões vermelhos, sempre que tentava conter um gemido mais alto mordia o ombro do maior. Sentia uma vontade louca de que o ruivo fosse mais rápido, mas não conseguia pronunciar sequer uma palavra, então apenas olhou para o namorado, que ofegava e mordia o lábio inferior encarando-o com extremo desejo, seus olhos brilhavam.
– T... Taiga... — conseguiu deixar escapar em um gemido antes de jogar a cabeça para trás ao ser tocado no local certo, sentiu o membro do ruivo passando pelo local lentamente, mas forte e de forma intensa, fazendo-o gemer longamente e alto, um gemido expressando total prazer, revirou os olhos e colocou as costas da mão sobre a testa, sentindo o corpo do maior ficar ainda mais unido ao seu, Kagami o abraçava com carinho e força. Seu coração aqueceu-se intensamente, e vários sentimentos preencheram seu corpo. Estavam fazendo amor, amor como jamais haviam feito antes. Dessa vez era recíproco. — Ob-Obrigado... — sussurrou colocando uma das mãos no rosto do maior, acariciando sua face, havia chego a um ponto no qual não conseguia mais controlar as lágrimas que agora desciam por sua face, molhando seu cabelo e o travesseiro.
– M-meu anjo, por que está chorando? — Kagami arregalou os olhos, parando os movimentos e limpando o rosto do menor, totalmente preocupado. — Eu te machuquei?
– Iie... — O loiro riu baixo e abraçou o maior, ainda com lágrimas escorrendo lentas por seu rosto. — Só estou me sentindo amado... Você me deixa muito bem... Eu me sinto um monstro por tudo que te fiz, Taiga, mas quero que entenda que eu nunca me achei digno de todo amor que você sempre me deu, eu prometo que vou dar o meu melhor para você se sentir como eu me sinto agora, porque você merece. — O loiro sorriu ainda mais largo e aproximou os lábios dos de Kagami. — Eu farei você entender o quanto é especial...
– Ryouta... — Mas as palavras que Kagami nem sabia quais seriam pronunciadas foram impedidas por um beijo apaixonado, logo o loiro os virava devagar, ficando sobre o ruivo sem desfazer qualquer contato entre ambos, encostou sua testa à de Kagami e fechou os olhos, colocando dois dedos sobre seus lábios, num gesto silencioso para que o maior não falasse nada.
– Não precisa... — Sussurrou movendo-se lento, mas profunda e intensamente sobre o ruivo, que o abraçava, ajudando-o a enterrar ainda mais fundo seu membro dentro do menor, que gemia manhoso com os olhos fechados, ora lambendo os lábios, ora mordiscando-os. Kise segurou as mãos de Kagami e as entrelaçou com as suas, apertando-as enquanto gemia, seus olhos agora conectados, lacrimejando de felicidade, amor, carinho e realização. Agora estavam completos.
Kagami estava fascinado não apenas com as palavras, mas com as atitudes de Kise, jamais haviam feito sexo de forma tão romântica, era sempre Kagami a ser mais carinhoso, era sempre ele a amar, sem esperar ser retribuído, mas ali estava o modelo, tratando-o como uma pedra preciosa com aquela expressão linda na face. Poderia viver eternamente daquele momento. Parar tudo naquele mesmo instante para sentir as mãos de Kise apertar as suas com tanto carinho e necessidade, para sentir seu corpo quente colado ao seu, para observar sua expressão apaixonada e entregue.
Um sorriso desenhou-se em seus lábios e ali permaneceu até chegarem ao orgasmo juntos, falando o nome oposto ao chegarem ao limite. Kise estremeceu nos braços de Kagami uma última vez e deixou seu corpo perder as forças sobre o do ruivo, riram baixo e o loiro depositou um beijo delicado no ombro largo de seu namorado.
– Eu amo você, loiro... — Kagami sussurrou alisando o cabelo de Kise, que agora deitava ao seu lado, abraçou-o por trás, apertando-o contra seu corpo, sentindo o cheiro de suor e sexo que se misturara ao cheiro de ambos no quarto. A frente o sol iluminava a cidade, jogando belos raios por entre os prédios, era uma imagem linda. — Te amo tanto. — Kise entrelaçou suas mãos e sorriu fraco, cobrindo-os, seu coração batia rápido demais.
Kagami era intenso. Muito intenso.
– Claro que ama. — Kise olhou para trás por um momento, o sol iluminando seus orbes dourados, seu sorriso parecendo ainda mais vivo e sincero. Kagami podia parar o tempo e observar aquela cena pela eternidade, completamente intrigado em qual momento daquele dia se perdera, em quantas vezes desejara parar o tempo apenas para vê-lo. Queria chorar tamanha sua felicidade, queria rir, sorrir, pular e gritar para o mundo que o amava. — E eu te amo, sabia? Amo muito. — Kise depositou um leve selo em seus lábios e voltou a se encolher em seus brçaos. — Agora shii, você fala demais... — Kagami tinha os olhos arregalados e todo seu corpo se arrepiara pelas palavras do menor, sentia-se como se fosse único, naquele momento, com o loiro em seus braços, com os raios do sol, o calor de seus corpos unidos, só conseguia ficar estático, sentindo o que jamais sentira antes. Sentia-se especial. Seu coração batia como louco em seu peito, suas mãos apertavam Kise e um sorriso iluminava seu rosto.
– Olha quem fala...
– Eu nem falo tanto assim, ok? — Kise fechou os olhos como se expressasse o óbvio e Kagami sorriu.
– Ah, não, eu que falo. — Kagami riu e beijou a testa do menor. — Eu poderia gritar para o mundo que te amo, sabe... — O ruivo suspirou e ajeitou alguns fios do cabelo do menor com um pequeno sorriso.
– A varanda está a sua disposição. — Riu o loiro e então Kagami o acompanhou, achando aquela uma ótima ideia. Levantou-se e enrolou uma toalha na cintura, piscando para o loiro antes de caminhar para a varanda, o loiro arregalou os olhos. — O que está fazendo, Taiga? — Perguntou um pouco assustado, mas a única resposta que teve foi um riso. Kagami saiu e colocou as mãos no parapeito da varanda, olhando para a cidade a sua frente, encheu o peito de ar e, num sumo de amor e paixão, gritou para que todos ouvissem.
– EU, KAGAMI TAIGA, AMO KISE RYOUTAAAA-! — O loiro arregalou os olhos e, rindo, correu para o noivo e tampou seus lábios, coberto, desajeitadamente, com um dos lençóis da cama. A voz de Kagami ecoava por entre os prédios enquanto o loiro ria com os olhos arregalados para o ruivo, que sorria por baixo de sua mão.
– Ficou louco?! — Kise riu ao perguntar, porém seus olhos brilhavam fascinados e seu sorriso contagiava uma alegria sem igual.
– SIM, EU SOU LOUCO POR KISE RYOU-
– Kaaaaagamicchi! — Exclamou o loiro novamente, tentando conter suas risadas e a boca do ruivo com as mãos. — Nossos vizinhos vão reclama-
– EU TE AMO, KI... — Porém seu novo grito havia sido interrompido por um beijo. Kise jogou-se em seus braços e selou seus lábios de forma apaixonada, deixando as mãos espalmadas em seu peitoral, de forma que o maior o rodeou nos braços, retribuindo ao beijo com carinho e paixão. Moviam os lábios no mesmo ritmo, massageando-os, sentindo cada mínimo pedaço, decorando como se fosse a primeira vez que se beijavam.
Kagami o tirou do chão e separaram os lábios com leves risadas apaixonadas, mas o ruivo não o soltou, então o loiro encostou suas testas e fechou os olhos, abraçando o pescoço do maior, roçando seus narizes enquanto passava as pernas pela cintura do ruivo, de forma que o lençol abandonou seu corpo, mas não iriam se importar, afinal ninguém veria. Alisou a face corada do ruivo, que mantinha os olhos fechados e respirava calmamente, parecendo totalmente em paz, a luz alaranjada do sol lhe deixando ainda mais belo.
– Taiga... — Sussurrou o loiro, alisando sua face completamente fascinado, passando a ponta dos dedos pelos lábios bem desenhados.
– Hum? — Murmurou Kagami, ainda sem abrir os olhos, porém, ao não escutar uma resposta, abriu-os, deixando que o menor apreciasse seus olhos vermelhos como rubi, brilhando como duas pedras preciosas, as quais apenas Kise tinha o privilégio de ver daquela forma. Os rubis mais belos que já havia visto na vida, ou algo como Pedras Filosofais, que representavam a felicidade eterna de Kise, sim, era algo como aquilo. Pedras Filosofais disfarçadas de rubis brilhantes...
– Eu estou me sentindo apaixonado. — Suspirou o loiro. — E amado... e me sinto um adolescente nos braços do garoto que gosta pela primeira vez. — Riu baixo, segredando sentimentos tão puros e maravilhosos. Seus olhos lacrimejavam. — Droga, Taiga... como você faz isso?
Mas Kagami apenas sorriu, um sorriso pequeno e sincero. Levou o loiro até a cama e deitou-se com o mesmo, sabia que deviam tomar um banho para que não resfriassem, mas agora tudo o que queria fazer era deitar ao lado de seu amado e observar o sol iluminar os prédios da movimentada Tokyo, como se não tivessem mais nada para fazer no mundo, queria parar o tempo apenas para eles. E assim o fez. Deitou-se de conchinha com o loiro, apertando-o num carinhoso abraço e os cobriu, passou a acariciar os fios sedosos e louros com a mão livre e ficou observando a paisagem pela janela, Kise o entendeu e apenas sorriu, aconchegando-se ao peitoral do namorado enquanto observava a paisagem aproveitando todo o carinho que lhe era concedido.
Minutos depois Kise adormeceu com um singelo sorriso nos lábios. Sem se importar se ainda era manhã, se ainda tinham muito o que fazer, a única coisa que lhe importava era que estava nos braços de seu ruivo.
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