Memories

8 My best friend gave me the best advice


Notas iniciais
Yooooooooooooooo! Tudo bem? XD Deixa eu compartilhar minha felicidade com vocês: MEU COSPLAY DO AOMINE TÁ QUASE 100% COMPLETO *O* Só faltam as lentes azuis (que mom não quer comprar pq as minhas lentes vermelhas quase me cegaram T^T), mas conseguirei! Enfim, era só isso mesmo '-' Boa leitura XD

My best friend gave me the best advice (Meu melhor amigo me deu o melhor conselho)
He said each day's a gift and not a given right (Ele disse: cada dia é um presente e não um direito adquirido)
Leave no stone unturned (Não deixe pedra sobre pedra)
Leave your fears behind (Deixe seus medos pra trás)
And try to take the path less travelled by (E tente sempre o caminho menos viajado)
That first step you take is the longest stride (Este primeiro passo que você dá é o mais difícil.)

If Today Was Your Last Day — Nickelback

– SATSUKI! — O homem berrou quando viu a mulher de cabelos cor-de-rosa sair de seu carro ao chegar em casa, ela pareceu se assustar, pois soltou um pequeno grito e deu um pulinho, e ficou ainda mais assustada quando braços fortes a levantaram pela cintura em um abraço tão forte que ela jurou que morreria. — Satsuki, eu lembrei de você, lembrei de todas as vezes que joguei no campo com os garotos e você estava lá, lembrei de quando entramos no colégio juntos e você ficou envergonhada porque era a única menina que só andava com meninos, lembro de quando eu quebrei sua boneca favorita e te dei o meu carrinho e você chorou e brigou comigo, sei que tem trauma de sapos, porque eu coloquei um sapo na sua cabeça um dia, lembro que te protegia dos garotos no colégio quando eles te assediavam...

– D-Dai-chan... — Ao entender quem era a pessoa que a agarrava em frente a sua casa e o que essa pessoa falava ela sentiu o choro chegar até sua garganta, sentiu seu corpo estremecer e então deixou o choro vir enquanto abraçava o pescoço do maior, chorando com o amigo. — Dai-chan, meu Deus!

– Satsuki, me desculpa, senti tanta saudade. — O maior soluçou deixando a mulher no chão, mas sem soltá-la do abraço agora carinhoso, alisou o cabelo da mulher, sentindo-a tremer pelo choro. — Eu ainda lembro pouco, mas sei que te magoei por algum motivo, me desculpe, me desculpe...

– Ah, Dai-chan, seu bobo. — Ela riu chorosa. — Depois de quatro anos sumido você ainda consegue pensar em coisas tão bobas assim, só você. — Ela separou um pouco o abraço e beijou a testa do homem, limpando o rosto. — Não se preocupe, a culpa não foi sua em nada do que aconteceu, nem sua, nem da sua irmã.

– Minha irmã? — Ele franziu a testa. — Eu tenho irmã?

– Ahn... — O clima pareceu ficar tenso entre eles e Momoi segurou as mãos do homem e sorriu fraco. — Vocês se odeiam, Dai-chan... Na verdade, ela te culpa pela morte... pela morte dos seus pais, mas isso não é verdade, ela só não quer se sentir culpada, então joga tudo em cima de você, mas a verdade é que ninguém tem culpa. — Momoi suspirou e olhou para Kise e Kagami, cumprimentando-os com um pequeno sorriso. — Vamos entrar e te explico tudo.
Entraram na casa da mulher e se acomodaram em seguida, Kagami se responsabilizou por fazer um chá, já que não sabia muito sobre Aomine e aquele parecia ser um assunto realmente delicado.

– Aominecchi, esse assunto é meio pesado, sabe... — Kise parecia muito inseguro, achava que não era hora para o maior saber dessas coisas.

– Eu quero saber. — Ele insistiu e olhou para Momoi, que sorriu afetada.

– Você não muda. — Ela suspirou e cruzou as pernas sobre o sofá e olhou para o melhor amigo. — Quando éramos pequenos nossas famílias eram muito amigas, realmente amigas, por isso eu e você nos tornamos melhores amigos e, bem, meu irmão era loucamente apaixonado pela sua irmã, tanto que hoje eles são casados... mas, no ano que entramos para a Teiko, Dai-chan... você descobriu que minha mãe tinha um caso com seu pai. — Aomine arregalou os olhos e ficou paralisado, mas ainda olhando para a amiga, esperando que o contasse mais. — Então... então você contou para a sua irmã e ela ficou indignada, ela quis brigar com o pai de vocês, mas você a impediu e disse que não era da conta de vocês. Depois você me contou e... nesse dia nós estávamos voltando dos jogos na quadra e quando chegamos à nossa rua, vimos um homem apontando uma arma para a sua irmã, você saiu correndo para impedir qualquer coisa, mas quando você bateu no braço do homem...

– O que aconteceu? Satsuki, me diz. — Mas Momoi apenas conseguia chorar.

– O tiro pegou na minha mãe e... como o homem ficou assustado, o outro tiro pegou no seu pai. — Aomine se levantou, tropeçando enquanto ia para trás, mas conseguiu não cair. Ofegava baixo de olhos arregalados. — A culpa não foi sua, você só queria defender sua irmã... mas... mas ela te culpou pela morte do seu pai e sua mãe entrou em depressão, nossa família se separou um pouco depois disso e nós mudamos de colégio. — A garota se levantou e suspirou, caminhou até o amigo e o abraçou certo. — Uns anos depois sua irmã foi para os EUA e meu pai cuidou da sua mãe até ela falecer... e-ele...

– Sa... Satsuki... — Aomine sentia lágrimas escorrendo por sua face, mas não as sentia saírem de seus olhos, sentia seu coração pesando, sentia tudo desmoronando. — E-eu matei... matei sua mãe... Satsuki... — Ele só conseguia repetir aquelas palavras, sem conseguir acreditar que realmente havia cometido um homicídio indireto.

– Não, Dai-chan, você não matou ninguém, você nunca fez nem faria isso. — A mulher segurou o rosto do amigo e sorriu. — Olhe para mim, eu nunca te culpei por nada, foi um acidente e você salvou a vida da sua irmã.

– Mas... matei meu pai e sua mãe.

– Não, você não matou ninguém, Dai-chan, você só defendeu alguém que amava. Ninguém te culpa, ninguém teve culpa a não ser aquele bandido. — A garota sentiu o homem desmoronar em seus braços e acabou sentando-se no chão com ele, todos observavam Aomine chorar como uma criança perdida nos braços da garota.

– E-eu lembrei... — Ele falou num soluço forte, apertando ainda mais a roupa da garota, ela suspirou e fechou os olhos, tentando controlar as novas lágrimas, aquele momento parecia muito com o de muitos anos atrás, quando teve de abraçar e acolher um Aomine coberto de sangue e lágrimas. — Satsuki, me perdoe, por favor, me perdoe...

– Dai-chan, escute, eu estou aqui e nunca te culpei, você sempre fez o melhor para mim... Dai-chan... — Ela acariciou os fios azuis do amigo. — Ela não era uma boa mãe, de qualquer forma e ninguém pode mudar o passado, ok? Não sofra tanto depois desses anos todos, você não precisa nem merece algo assim. Foi por isso que se tornou o policial que é, tão bom e certo, Dai-chan, você é uma pessoa que devemos admirar, não se torture, por favor.

– Eu... — Ele soluçou mais uma vez e sentiu Kise sentando ao seu lado, sem pensar duas vezes saiu do colo de Momoi para o dele, sentindo os braços fortes acolherem seu corpo encolhido. Aquele cheiro. Só aquele cheiro poderia acalmá-lo, ainda não entendia por quê, mas descobriria.

Aos poucos o choro do maior ia passando, Kagami desistira de ir até a sala ao escutar o choro alto do maior, não queria ser intrometido e achou melhor ficar ali antes de ter um forte ataque de ciúmes caso visse aqueles braços tocando seu Kise.

– Gomen... — Sussurrou o homem de cabelos azuis ainda sem conseguir tirar o rosto do pescoço, agora molhado, de Kise. — Satsuki... eu prometi que cuidaria de você... e sumi... gomen... — A garota arregalou os olhos e colocou ambas as mãos sobre os lábios, para que seu choro não saísse tão audível quanto era. — Não vou sumir de novo...

– É uma promessa? — Ela sorriu, sua voz saindo chorosa, Aomine a encarou e pressionou os lábios contra sua testa.

– Claro que é. — Ele voltou a abraçar a garota, sentindo-se muito mais confortável por ter lembrado de alguém.

– Dai-chan, não quer passar a noite aqui? — A garota sugeriu sorrindo e alisando o rosto úmido do maior, tratando de limpar toda aquela água do rosto belo do amigo.

– Não vou te atrapalhar? E seu namorado? — Ele franziu a testa.

– Namorado? — A mulher parou de fazer qualquer coisa e ficou encarando o maior.

– Você não tem um? — Momoi e Kise começaram a rir juntos, colocando as mãos na barriga para "controlar" a dor que começava a se espalhar pelos músculos do local. Aomine continuou com a expressão de paisagem até Kagami chegar e ficar com a mesma expressão segurando uma bandeja com chá.

– Não lembrou tudo sobre mim ainda, né, Dai-chan? — A mulher limpou os olhos e sorriu fraco. — Eu não gosto de homens.

– Quê?! — Aomine arregalou os olhos. Seu melhor amigo e sua melhor amiga eram homossexuais, muitos (se não forem todos) de seus amigos o eram. Ficou encarando a menor que apenas sorria fraco, bebericando seu chá. — Ahn... gente... eu também sou gay? — O silêncio se espalhou pelo recinto, apenas a tosse de Kagami foi escutada, mas o silêncio voltou logo em seguida. — Dizem que quem cala consente...

– Então, Aominecchi, melhor você lembrar essas coisas por você mesmo. — Disse Kise, cortando qualquer coisa que Momoi fosse revelar. — Eu e o Kagamicchi vamos voltar para casa, está tarde e amanhã ele volta à ativa e, bem, preciso desse contrato com o estilista aí. — Momoi sorriu e olhou para Kagami, se levantando para levá-los até a porta.

– Mas não tenho nada para passar a noite aqui, Satsuki! — Lembrou Aomine e a mulher riu.

– Você passou tantas noites aqui, Dai-chan, que você tem roupas, toalhas, jogos, equipamento de basquete, tem muita coisa sua na minha casa. — Ela piscou e o maior assentiu, indo dizer "até mais" para Kise e Kagami, o loiro prometeu voltar no dia seguinte para marcarem certo a festa e Aomine concordou.

– Oe, Satsuki, o que tem para comer aí? — A garota arqueou a sobrancelha. — Que foi?

– O Dai-chan fofo já foi embora? — Aomine a censurou com um olhar e sentou-se largado no sofá. — Chato.

– Chata é você! — Exclamou o maior, procurando o controle da televisão.

– Seu grosso!

– Fresca!

– Baka, sai de cima do meu jaleco!

– Não coloque no lugar de sentar, então!

– A casa é minha!

– Mas eu estou aqui!

Aomine e Momoi pararam e se encararam, segundos depois explodiram em gargalhadas, foi naquele momento que Momoi notou o quanto sentia falta daquele homem, ele nem fazia ideia do quanto. Se aproximou de Aomine e acariciou seu cabelo, atraindo os olhos azuis.

– Você é tão bobo. — Ela sorriu. — Mas eu gosto bastante disso...

– Claro que gosta. — Ele revirou os olhos. — Satsuki, é sério, estou com fome.

– Então vá até a cozinha e faça comida. — Ela deu de ombros e o maior apenas arregalou os olhos e deixou o queixo cair. — Vou tomar banho, faça algo gostoso!

Aomine suspirou e se levantou, caminhou até a cozinha e procurou algo para comer, mas não havia nada para se cozinhar ou ao menos fritar ali, então decidiu pedir uma pizza. Não sabia quais sabores Satsuki não gostava, então pediu os que ele gostava, esperando que ela aprovasse. Voltou para a sala e ficou largado no sofá esperando a menor.

– E a comida, Dai-chan? — Ele olhou para cima e engoliu em seco, Satsuki usava um shortinho muito curto e leve, assim como uma camisa que não cobria sua barriga, o cabelo estava amarrado e sua pele ainda um pouco molhada. Ela ligou o aquecedor e foi até a cozinha, pegando duas cervejas na geladeira, Aomine não conseguiu evitar olhar seu corpo durante todo o trajeto.

– Pedi pizza... — murmurou apenas, pegando a cerveja que a menor o oferecia, ela sentou ao seu lado no sofá e assentiu.

– Ki-chan me disse que você lembrou como se atira. — Ela sorriu encarando-o com seus olhos rosados e brilhantes, ele engoliu em seco, Momoi estava linda demais e mostrar tanto o corpo não era uma coisa muito segura, mesmo que fossem apenas melhores amigos de infância.

– Ah, sim, parece que está no sangue isso. — Ele sorriu dando um gole em sua cerveja. — Mas e você, Satsuki? Como foram esses anos sem minha ilustre presença?

– Para dizer a verdade, tranquilos. — Ele fingiu-se indignado e ela riu. — Não é mentira, Dai-chan, você é sempre muito competitivo, às vezes até é barulhento e me enchia o saco, sem contar que é tão cheio de si que se houvesse um clone seu, provavelmente o pediria em casamento.

– Porque eu sou incrível. — Ela revirou os olhos e balançou triste a latinha já vazia e correu até a cozinha, pegando mais uma latinha de cerveja. — Pega outra para mim também, se tiver. — Ele pediu e assim ela o fez, mas antes que chegasse até Aomine a campainha tocou e ela suspirou, deixando as latinhas nas mãos de Aomine, tirando uma nota de dentro de sua carteira antes de sair.

– Hai, hai! — Ela exclamou quando a campainha tocou novamente. Aomine a viu abrir a porta e sair, arregalou os olhos, como ela saía semi nua daquela forma?! Deixou as latinhas na mesinha de centro e correu para fora, vendo o entregador de pizza comê-la com os olhos, se aproximou decidido e passou os braços pela cintura da menina, que, assustada, olhou para o maior. — Dai-chan?

– Muito obrigado por trazer nossa pizza. — Falou rude para o homem enquanto pegava a pizza e puxava a garota consigo, de forma que o entregador não pôde ver nem sequer mais um pedacinho daquele corpo belo exposto. Assim que entraram na casa o homem encarou a mulher um pouco bravo. — Como você sai vestida assim?

– Ahn, estou normal, Dai-chan.

– Está quase nua. — Ele suspirou e passou a mão pelo rosto. — Satsuki, não é porque você é lésbica que o resto do mundo também é gay. — Aomine sentou-se no chão e voltou a encarar a televisão. — Isso é perigoso, não faça isso de novo, viu?

– Ahn, ok, não farei. — Ela prometeu rindo baixo e sentou so lado do amigo, começaram a comer a pizza discutindo sobre o filme e muitas vezes discordando e entrando em pequenas discussões, Momoi não podia deixar de sorrir ao conversar com o maior, era quase um sonho tê-lo ali de novo.

– Mas... me conta, você tinha alguém, não tinha? — Aomine franziu a testa. — Eu jurava que tinha.

– Ahn, é... eu tinha. — A garota riu fraco, parecendo ficar triste. — Ela conheceu outra e me deixou.

– Me desculpe. — Aomine abaixou a cabeça, parecendo se sentir mal por tocar os sentimentos da amiga.

– Tudo bem... — Ela sorriu e deu mais um gole em sua cerveja, a frente de ambos já haviam várias latinhas. — Eu a conheci num torneio de basquete, sabe... ela era treinadora. Hic — a garota soluçou e riu baixo depois, sentindo que começava a ficar alegre pela bebida. — Um dia fomos para as termas e, bem, os meninos ficaram com os meninos e nós éramos as únicas mulheres... — Momoi jogou a cabeça para trás enquanto terminava a cerveja num só gole. — De início tivemos uma briga verbal de rivais, mas depois a conversa foi fluindo... nós começamos a sair depois disso, apenas como amigas, mas um dia voltamos às termas. — Momoi sorriu e abriu mais uma latinha de cerveja, dando longos goles. — Eu fiz amor com ela lá mesmo... e ficamos juntas depois disso, ainda tínhamos a rivalidade, mas era tão divertido. E então, um dia apareceu uma mulher dos EUA e a levou embora, num dia qualquer sem eu nem mesmo saber. O nome dela era Riko, Aida Riko.

– Entendo... — O maior suspirou e puxou a mulher, abraçando-a com carinho, sentindo-a começar a chorar.

– Eu a amo tanto, Dai-chan... — choramingou a mulher enquanto seu choro aumentava cada vez mais e mais.

– Shii... apenas chore, Satsuki... eu estou aqui. — Suspirou triste, apertando-a nos braços e murmurou. — Agora vamos aproveitar todos os dias juntos, ok? Vou sair com você sempre que quiser, Satsuki, até para comprar roupas. — Ela riu chorosa e ele limpou o rosto molhado. — Nós ganhamos dias de presente novamente, vamos aproveitá-los, certo? Afinal não se vive duas vezes. Vamos superar tudo isso juntos, é muito difícil, mas conseguimos.

– Sim, Dai-chan, porque nós somos fodas. — Ela riu e socou levemente o ombro do maior.

– Eu senti saudades, Dai-chan.

– Eu não! — A garota fez uma expressão chocada totalmente falsa e caíram em gargalhadas antes de começar uma briga de almofadas e então uma corrida desajeitada com muitas quedas, risadas, bebidas e fofocas por parte da menor, para então terminarem a noite dormindo abraçados sobre o soalho de madeira, com um presente chamado "ressaca" para o dia seguinte.

Notas finais
Essa é minha música favorita no mundo inteirinho