Notas iniciais
Oie, gente!
Então, estou aqui de volta para perturba-los por mais um tempinho ~
Essa é a Segunda Temporada de Miracle, ok?
Espero que gostem.
Eu ainda não estou satisfeita com a sinopse, possivelmente mudarei.
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[Capítulo editado dia 16/02/2013]

Prólogo



Era só mais um dia comum em sua vida. Trabalho, trabalho e mais trabalho. Observar seus amados humanos, buscar informações e manipular mentes simplórias. Para ele, Orihara Izaya, o informante, essa era a definição de um típico dia comum. Infelizmente, na sua perspectiva, quando algo virava rotina, significava que estava entediado.



Um ano, certo? Havia se passado um ano desde que Mai “se fora”, abandonando-o em um profundo buraco de solidão e ressentimento. Ela não dizia sempre que nunca o abandonaria? Que queria fazê-lo feliz?


Bem, levando em conta as atuais circunstâncias, ela havia falhado miseravelmente em suas “tarefas”, de novo.

Porém, tinha que admitir, havia uma parcela de culpa sua. Onde já se viu esperar algo de alguém que conheceu ao trombar em uma esquina? Era algo completamente ridículo – ainda mais quando o esse alguém em questão não era nem mesmo humano.


Ás vezes parava para pensar... Será que se arrependia? Talvez.


Droga, tenho que parar de pensar nessas coisas enquanto estou sozinho, praguejou irritado.



Sentando em sua cadeira, olhava pela janela sem um foco especifico, quando notou Namie se aproximar com sua bem conhecida expressão de mau-humor.



— O cliente chegou. — ela avisou, possivelmente torcendo para que fosse um assassino pronto para dar um fim a vida de seu chefe,



— Mande-o entrar. — ordenou, fazendo-a dar meia volta e ir até a porta.



Não demorou muito para que tivesse a sua frente seu cliente mais assíduo: Shiki



— Ora, ora, Shiki-san, seja bem vindo. — cumprimentou, virando-se para frente. — O que trás para minha ilustre pessoa? ~



— O de sempre. – respondeu, tirando um maço de cigarros do bolso. — Membros da Yakuza que não sabem seus devidos lugares.



— Deixe-me adivinhar, quer que eu vá atrás de alguém que está abusando do poder que não tem na máfia e o intimide? — deduziu facilmente.



— Exatamente. — o homem acendeu um cigarro, pouco impressionado.



— Só preciso de um nome, do resto eu cuido. — sabia que seria fácil.



— Então facilitarei ainda mais, o nome do homem é Takashi Akihiro, trabalha como diretor de um orfanato que fica na divisa de Ikebukuro com Takamatsu.



— Um orfanato? — repetiu, surpreso com a ousadia do homem. — Ai, ai, humanos são tão surpreendentes; quando você acha que eles não podem ser piores, te aparecem com algo mais sujo. De qualquer forma, considere esse trabalho praticamente feito. — recostou-se a cadeira. — Irei lá amanhã.



— O valor de sempre? — Shiki soltou uma baforada de fumaça.


— Sim, sim, o valor de sempre. — respondeu levianamente, dinheiro era o de menos.



— Certo. Entrarei em contato com você ao final da semana. — disse por fim, retirando-se da sala.



— Bye, bye, Shiki-san! ~



Novamente rodou em sua cadeira, voltando-se para a janela. O sol se punha, colorindo a sala com um pouco de seu alaranjado.


Em momentos assim, banhados por certa nostalgia, era que se perguntava onde Mai estaria e se estavam olhando para a mesma coisa.



O celular precisou tocar mais de uma vez para Izaya acordar naquela manhã. Ainda sonolento, passou a mão pelo lado esquerdo da cama, não sentindo lada ali. Com certo mau-humor por ainda manter alguns hábitos, recolheu o braço e esfregou os olhos.


Calmamente levantou da cama e entrou no banheiro para fazer suas higienes. Ainda era cedo quando terminou de café-da-manhã, mas caso quisesse pegar o tal homem de surpresa esse era o horário perfeito.


Sem se demorar muito, já tinha pesquisado o que precisava saber na noite anterior, pegou seu sobretudo em cima do sofá – recebendo um miado irritado de Kuro, que o estava usando como cama – e saiu do escritório. Planejava ir a pé até o lugar, quando se lembrou de que o orfanato ficava entre Ikebukuro e Takamatsu, havia uma considerável distância a percorrer de seu escritório até lá. No final das contas, acabou concluindo que ir de moto seria a melhor opção.



O vento das oito da manhã estava frio, mas se acentuava com a velocidade em que Izaya estava. A verdade era que não gostava de andar de moto, pois sua atenção tinha que estar sempre fixa na pista e, caso não quisesse morrer, não podia ficar observando as pessoas por quais passava. Era algo extremamente chato ter que ficar focado apenas no asfalto cinza ou nas cores dos sinais. E hoje tal tarefa parecia ainda mais difícil, pois uma estranha sensação o inquietava, tirando parte de sua concentração.



Logo entrou na rua do orfanato, diminuindo gradativamente a velocidade enquanto olhava os números das grandes residências que compunham aquele distrito. Não demorou muito para achar uma casa maior do que as outras e totalmente no estilo tradicional japonês, tanto que chegava a parecer um templo. Havia um arco alto de madeira vermelha nos portões, de onde pendia uma placa escrito: Orfanato Masayuki.



Internamente se perguntava quanto dinheiro de contrabando havia sido usado para levantar aquele lugar. Provavelmente muito.



Estacionou a moto próxima ao meio fio e, com as mãos enfiadas no bolso, começou a caminhar em direção as portas de correr da entrada. Bateu com o nó dos dedos na madeira e não precisou esperar mais do que meio minuto para ser recebido por uma mulher que trabalhava ali.



— Posso ajudá-lo? — ela perguntou, olhando Izaya com curiosidade. — Dias de semana o orfanato só abre para visitas depois do meio dia.



— Não vim para visitar. — respondeu, sorrindo amigavelmente. — Estou aqui para conversar com o diretor Takashi-san.



— Ah, o senhor diretor. — sua presença pareceu fazer mais sentido para ela. — Bom, ele está resolvendo alguns assuntos no momento. Importa-se de esperar?



— Claro que não.



Com uma reverência, a mulher o convidou para entrar e o guiou pelos grandes corredores que conectavam os quartos da casa.



— Esse é o escritório do Akihiro-sama. — ela falou, abrindo uma das portas. — Espere-o aqui. Vou avisá-lo sobre sua presença e assim que ficar disponível, ele virá até aqui.



Acenando com a cabeça, o informante entrou e foi se sentar em uma poltrona próxima a janela.



— Qualquer problema, me chamo Tatsuki Kirie. Com licença. — ela se retirou da sala.



Enquanto esperava o diretor, o rapaz começou a repassar mentalmente o que iria falar e como o intimidaria. Ao fundo, podia ouvir as vozes das crianças e adolescentes que moravam ali. A janela do cômodo dava para o jardim onde os órfãos brincavam.



— Takumi-kun, Mitsuki-chan, vamos entrando, precisam se aprontar para a entrevista. — a voz de Kirie se fez mais alta, mas não o suficiente para tirar seu foco. — E você, Mai-chan, o que acha de fazer uma entrevista dessa vez?



Por um momento seus pensamentos vacilaram, mas logos os retomou. O nome dela não era tão incomum assim, qualquer um podia tê-lo.



— Já disse que não quero.



Sua respiração falhou. Era a mesma voz que a dela.



Não era possível.


Só podia ser um engano. Uma coincidência ridícula.

Meramente para saciar suas dúvidas, olhou para fora. Porém a resposta que conseguiu não foi o que esperava.


Não podia ser.



Levantou-se bruscamente da cadeira e foi para a janela, apoiando-se ao batente. Em pé, perto da mulher, estava uma garota. Sua pele era tão pálida quando à neve, tinha longos cabelos negros e olhos azuis.


De onde estava, a garota o olhou. Seus olhares se encontraram, mas nada aconteceu. A menina apenas voltou-se para a mulher e negou com veemência a oferta. E como se não houvesse mais nada de importante ali, ela deu as costas e foi embora.


Não mesmo. Só podia ser uma maldita coincidência.



Fim do prólogo.


Notas finais
Bom, é só um prólogo, mas não deixem de comentar e dizer o que acharam, ok?
Tentarei postar semanalmente.
Ah, e para quem também gosto de originais, vai ai outra fic minha:
http://fanfiction.com.br/historia/216812/Edificio_Montgomery_Foster/