Memories
25 Memory Twenty Four
Notas iniciais
Memories
Memory Twenty Four
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Do céu nublado os pingos de chuva caíam, acertando todo aquilo que não estivesse devidamente protegido. O som dos trovões também estava presente, ecoando bravamente por todo o distrito. Entretanto, para aquele trio dentro do beco, nada disso parecia importar.
— Por favor, Shizuo — Mai suplicou novamente, agarrando-se com todas as forças que tinha ao braço do rapaz.
O loiro, tão confuso quanto Izaya, encarou-a com os olhos arregalados. Todavia, sua atenção permaneceu nela por poucos segundos. Passado o choque, ele voltou-se para o moreno, uma raiva sombria cobria seus olhos castanhos.
— Você é mesmo um lixo de pessoa — rosnou. — Vale menos que um pedaço de merda, mas ainda consegue achar alguém que queira te proteger.
Izaya trincou os dentes, sentindo a raiva fluir por suas veias.
— Mesmo depois de tudo o que fez, ela ainda quer te proteger — continuou. — E você não vai dizer nada?
— Não fale como se realmente compreendesse o que está acontecendo aqui, seu monstro estúpido — devolveu no mesmo tom colérico, em seguida direcionando seu olhar para Mai. — E o que pensa que está fazendo aqui?
— E-eu...
— Ela está tentando te salvar, maldito! — Shizuo interrompeu-a, apertando ainda mais a gola de sua blusa. Ele tentou se acalmar, respirando fundo e ruidosamente, para então continuar: — Você conseguiu algo que poucos têm a chance de vivenciar, mas ainda sim desperdiça a chance que tem — o loiro estalou a língua. — Sua capacidade de fazer algo por quem te preza é de dar pena. Você é de dar pena.
Com um suspiro frustrado, o guarda-costas o soltou.
— Pode me largar, Mai — falou em tom mais gentil.
Ela o fez, dando alguns passos para trás. Shizuo endireitou o corpo e se afastou dos dois, praguejando baixo e seguindo para fora do beco. Assim que ele virou a esquina, Mai soltou um suspiro de alívio e voltou a olhar para Izaya. Entretanto, seus olhos se arregalaram com a visão que teve. Na parte da frente de sua blusa, que estava empapada pela água da chuva, havia algumas manchas de sangue.
— I-Izaya! — exclamou, correndo até ele. — Seus... Seus ferimentos!
Ela fez menção de tocá-lo, mas o moreno segurou seus pulsos.
— O que pensa que está fazendo? — Sibilou. — E que droga foi essa? Não mandei ficar longe de mim?
Ele viu Mai encolher no lugar, ferida por suas palavras. Não era isso que queria dizer a ela, não mesmo. Queria deixar que ela o tocasse, para que pudesse sentir um pouco de seu afeto e preocupação, mas uma parte de si, aquela machucada e assustada, ainda tentava repeli-la.
— E-eu só estava... — Mai parou de falar, magoada, mas também sentindo uma pontada de irritação. — Não seja ingrato! Você está ferido e se eu não tivesse aparecido, sabe-se lá o que teria acontecido com você.
— Oh, que tocante. Me emociona saber o quanto se preocupa comigo — falou com ironia. — Só que eu não pedi sua ajuda. Na verdade, até preferia que você não tivesse aparecido.
Nervosa, Mai soltou-se de suas mãos e deu dois passos para trás.
— Qual o seu problema? — exclamou ressentida. — Eu só queria te ajudar.
— Bem, você fez exatamente o oposto — respondeu. — Ah, droga!
Sem que conseguisse se controlar, ele sentiu seu coração apertar dolorosamente. Toda a agonia que vinha sentindo estava pressionando-o por dentro, lutando para escapar. Ver Mai, tê-la tão perto e presenciá-la tentando ajudá-lo havia sido demais. Seus muros já tinham caído, estava completamente exposto ao sofrimento. Agora ele próprio parecia estar ruindo.
— Qual é o meu problema, Mai? Você quer mesmo saber?
Izaya deixou uma risada de amargura e escarnio escapar.
— Você é o meu problema e o fato de ter aparecido na minha vida, bagunçando-a completamente. E, principalmente, ter me feito apaixonar por você!
Ofegante devido à descarga de emoções, Izaya respirou fundo, encarando Mai, que agora o fitava com os olhos arregalados. Novamente, ele riu dela.
— Surpresa, Mai-chan? Não esperava ouvir isso, não é? — Zombou. — Bem, mas é isso mesmo que ouviu. Desde o começo e mesmo em meio a tudo isso, eu te amei. Uma droga de sentimento que existe muito antes de você se lembrar e que, por mais que eu tente lutar contra, continua crescendo e clamando por você.
A menor, que estava em pé no meio da chuva, sentiu seu corpo perder as forças. Abalada, ela deu mais alguns passos para trás e apoiou as costas contra a parede úmida.
Há quanto tempo desejava ouvir aquilo? Quantas noites havia passado, chorando em meio as cobertas, implorando que Izaya lhe direcionasse essas três palavras?
Entretanto, naquele momento, ouvir aquilo lhe machucou terrivelmente.
— A-ama? — Repetiu incrédula. — Se me ama tanto como diz, por que me abandonou? Porque foi tão cruel comigo e depois simplesmente decidiu que deveríamos nos separar? Para alguém que estava amando, você pareceu aceitar muito bem tudo isso.
— Cruel? Eu? — ele negou com a cabeça. — A única pessoa cruel aqui é você, e sabe muito bem disso. Afinal, quem abandonou primeiro não fui eu. Que feriu primeiro também não fui eu — Izaya deu alguns passos na direção da garota. — E aceitar? Acha que eu aceitei bem? Você quer saber como foram esses dias longe de você, Mai–chan? Horríveis. Sabe, eu até tentei me convencer que havia tomado a decisão mais lógica e que estava melhor sem você, mas não consegui. Porque a cada maldito segundo eu pensava em você. A todo o momento eu desejava tê-la ao meu lado, ouvir sua voz e sentir o calor de seu corpo. E, como se não bastasse, me arrependia amargamente de tê-la machucado tanto e então a afastando de mim.
Izaya respirou fundo algumas vezes e depois suspirou com desgosto.
— Tudo isso culpa desse perverso sentimento que não some. O mesmo amor que sinto por você foi o que me fez sofrer quando foi embora e me impediu de te esquecer, o que me torturou quando soube que não se lembrava de mim e também foi aquele que me obrigou a machucá-la e depois afastá-la por medo de te perder de novo. E, finalmente, é o mesmo que te deseja mais e mais a cada dia que passa — ele balançou a cabeça e depois riu com sarcasmo. — Eu não estava mentindo quando disse que o amor não passa de uma desordem metal. Veja o que ele fez comigo.
O informante parou, encarando uma Mai estática e desolada. Não era para menos, havia despejado sobre ela tudo o que havia acumulado, não só durante aqueles dias, mas também desde a partida dela. Havia colocado para fora toda a sua dor e solidão.
— Por que...? — Ela sussurrou. Estava tremendo e as lágrimas haviam começado a se acumular em seus olhos. — Por que está me dizendo tudo isso desse jeito e logo agora?
— Ora, Mai — o moreno pegou uma mecha de seu cabelo. — Falando assim parece até que não me conhece. Independente do que esteja acontecendo, eu continuou sendo um covarde desprezível. Estou lhe dizendo isso porque meu mundo desabou e agora estou jogando todo o peso que carrego sobre aquilo que sempre foi meu único apoio. Afinal, assim como você só tem a mim, eu só tenho a você.
— E você espera que eu carregue o seu peso e o meu, e ainda continue de pé? — Perguntou em tom magoado, afastando a mão do rapaz com brusquidão. — Isso é crueldade. E você, o que pretende fazer agora? Ir embora com a consciência limpa por que desabafou comigo?
Ela levantou os olhos repletos de lágrimas para Izaya, havia ressentimento e dor neles. Todavia, diante da pergunta, Izaya apenas deu de ombros, como se nada mais estivesse ao seu alcance para melhorar a situação.
— Quem sabe? Não tenho a menor ideia, Mai. Não tenho coragem de afrentar o medo de te perder e, muito menos, consigo deixar de te amar.
Houve silêncio entre eles, deixando que apenas a chuva ocupasse esse espaço vazio. Até que o barulho de um estalo se fez presente, de repente e rápido, mas deixando para trás uma marca.
Izaya levou a mão até o rosto, sentindo a região arder. Ele virou-se para Mai, que ofegava e ainda permanecia com a mão erguida.
— Decida-se! — exclamou com a voz embargada. — Você precisa se decidir, Izaya, e tomar logo uma atitude. Caso contrário, essa tortura nunca irá acabar para nenhum de nós dois.
Ela aguardou o rapaz dizer algo, mas nenhuma palavra saiu de seus lábios. Magoada e com o coração partido, Mai o empurrou e tentou sair dali, entretanto, Izaya a segurou pelo pulso.
— Me solta, Izaya — exigiu, sem coragem de encará-lo. — Eu já não tenho mais forças para aguentar isso. O meu mundo também desabou e eu já não sei mais o que fazer.
Izaya segurou seu pulso com mais força, sentindo seu coração gritar ainda mais desesperadamente por ela. Não iria mais conseguir ficar longe de Mai, precisava tê-la de volta.
Vamos, faça algo!, ele podia ouvir.
Sem pensar, o informante a puxou de volta, trazendo-a para perto de seu corpo e a envolvendo com os braços. Mai tentou se desvencilhar dele, mas não conseguiu. Por fim, parou de lutar e deixou que as lágrimas descessem.
— Por favor, Izaya, faça algo — implorou. — Eu estou aqui, bem na sua frente. Meu coração sempre foi seu e eu sempre fui sua. Você é o único que não se permitiu ser meu e sempre viveu fugindo de mim. É você quem precisa agir agora, pois já fiz tudo o que estava ao meu alcance. A solução do problema está em suas mãos.
Ela sentiu-o apertá-la mais.
— E o que acontece se eu resolver enfrentar tudo para te ter de volta? — Perguntou com a voz rouca e distante. — Tenho uma vida feliz por alguns meses, enquanto espero pelo dia em que não terei mais você? Não é tão simples assim, Mai. Ficar sozinho, quando um dia teve alguém, não é fácil. Dar adeus a quem se ama, muito menos. Isso tudo é como uma grande armadilha; um jogo de apostas altas demais, onde não há garantias de vitória.
Mai afastou o rosto de seu peito e olhos em seus olhos, com um sorriso triste nos lábios.
— Mas é assim que funciona o amor, Izaya. Você aposta tudo o que tem nele, sem garantias de que o terá para sempre. É assustador, eu sei, porém faz com que as pessoas se entreguem completamente a ele e o sintam mais intensamente. É arriscado e sôfrego, pode até deixar cicatrizes, mas também é lindo e puro. Quando se ama alguém, a dor e o medo não importam, pois fazemos tudo para estar ao lado dela — a jovem respirou fundo, sentindo seu coração bater dolorosamente. — Eu faria tudo por você, Izaya. E quanto a você, o que faria por mim?
Em silêncio, ambos ficaram se encarando. Aquela estranha conexão que se formava sempre que seus olhares se encontravam também estava presente, como um grande ímã que os impedia de se separarem.
Mai viu uma mescla de medo e hesitação nos olhos rubros do rapaz, mas também havia algo que não soube decifrar, era profundo e forte, que lhe dava arrepios.
Izaya então abaixou seu rosto até o dela, ficando tão próximo que seus narizes se tocavam e um podia sentir a respiração do outro.
— O que eu faria por você? — Ele repetiu. — ... Tudo.
Ele faria tudo para ter sua Mai de volta.
Antes que a menor pudesse reagir as suas palavras, o moreno juntou seus lábios. No início, devido à tamanha surpresa que sentia, Mai não conseguiu correspondê-lo. Entretanto, quando o susto inicial passou, ela fechou os olhos e se deixou levar por aquela incrível sensação.
As lágrimas ainda desciam, porém os lábios de Izaya, que se moviam contra os seus em um misto de paixão e urgência, aqueceram seu coração. Ele a puxou para mais perto, abraçando-a com mais força, enquanto a menor envolvia seu pescoço com os braços. Ela inclinou a cabeça para o lado e deixou que o rapaz aprofundasse o ato.
Quando finalmente conseguiram se separar, estavam com a respiração descompassava. Mai afundou o rosto em seu peito novamente e o abraçou.
— Por favor — pediu com a voz abafada. — Nunca mais faça isso de novo. Odeio ficar longe de você.
Eu também, pensou.
— Eu prometo — assentiu, apertando-a mais forte e descansando o queixo sobre usa cabeça.
Eles permaneceram desse jeito por alguns segundos, até que um trovão ecoou pelos céus, lembrando-os que estavam no meio da chuva.
— Vamos sair daqui — disse Izaya.
Ele a soltou, mas imediatamente pegou sua mão, levando-a dali. O que surpreendeu Mai, que ao longo do caminho também notou o quão forte Izaya a segurava, como se ainda temesse que se separassem. Ela se permitiu sorrir com isso, algo que há muito não fazia com sinceridade, e também o segurou com mais força.
Devido à ansiedade que sentiam e a grande vontade de voltarem para o escritório, onde teriam privacidade, o caminho até lá pareceu longo demais.
Quando finalmente chegaram ao apartamento, Mai não conseguiu conter um suspiro de alívio. Estava em casa novamente, em um lugar onde se sentia à vontade e confortável.
Ainda sem trocarem qualquer palavra, subiram para o andar de cima e entraram no quarto de Izaya. Lá dentro, ele trancou a porta.
Estavam completamente sozinhos.
Mai, parada no meio do cômodo, estava com as faces coradas e o encarava com uma inocente expectativa.
Irresistível, ele pensou.
Internamente, Izaya se sentia transbordado de desejo. A queria ali e agora. Ansiava por matar aquela terrível saudade que o consumia. Desejava Mai em seus braços, poder se conectar a ela de forma intima e tê-la por completo. Entretanto, sabia que deveria ir com calma, caso contrário, poderia assustá-la. Sem falar que queria aproveitar o máximo possível daquela experiência e, principalmente, proporcioná-la tanto prazer quanto pudesse. Queria que ela sentisse tão bem com aquilo quanto ele próprio.
— Mai — chamou. — Você sabe o que vai acontecer agora?
Ela encolheu um pouco, mas acenou com a cabeça.
— E você quer isso?
O rubor em suas faces aumentou e seus lábios tremiam, entretanto, para a surpresa do moreno, ela se aproximou e segurou as laterais do seu sobretudo, puxando-as para baixo com delicadeza. Mai se colocou na ponta dos pés, deixando seus rostos próximos, e o encarou.
— Tanto quanto você — confidenciou, em seguida unindo seus lábios.
Por parte de Mai o toque começou lento e delicado, quase como se estivesse experimentando o sabor dos lábios de Izaya. Entretanto, na medida em que evoluía, o desejo contido em ambos passou a ser dono de suas ações e o toque deixou de ser superficial, tornando-se mais intenso e íntimo.
Em meio aos ofegos, Izaya mordiscou o lábio inferior dela e roçou sua língua entre eles, pedindo passagem. E ela lhe concedeu, deliciando-se com a sensação daquele músculo úmido e aveludado explorando sua boca.
Mai inclinou a cabeça para o lado e soltou seu casaco, levando uma das mãos até os ombros do mais alto, buscando apoio, enquanto a outra o segurava atrás de sua nuca, aprofundando o beijo. Já Izaya segurava sua cintura e mergulhava os dedos nos fios negros da garota, puxando-a para si em um gesto possessivo.
Quando a falta de ar se tornou insuportável, eles se separaram. Estavam ofegantes e o rosto da mais jovem corado. Ela sentia seu coração bater rápido e uma sensação agradável de conforto corria por suas veias.
— Senti sua falta, Mai — ele confessou, massageando com o polegar sua bochecha.
— Eu também — ela sorriu com carinho.
Izaya respirou fundo, sentindo um turbilhão de sentimentos inundá-lo, mas principalmente alegria e paixão. Era tão boa a sensação de tê-la de volta em seus braços.
Sem perder mais tempo, ele a pegou no colo e levou para a cama, colocando-a no meio do colchão. Entretanto, não se deitou com ela.
Com uma expressão interrogativa, Mai sentou-se, encarando Izaya que havia se colocado de pé na frente da cama.
Em resposta a sua dúvida, ele lhe deu um sorriso malicioso.
— Agora é a minha vez, Mai — falou de forma sugestiva.
Lembrava-se da vez em que a havia colocado na sua frente e a obrigado a tirar a própria roupa. Havia sido excitante para ele, mas uma experiência desagradável e vergonhosa para ela. Então, de certa forma, queria compensá-la por isso.
Com calma e lentamente, o informante tirou seu casaco e jogou em algum canto do quarto. Em seguida, fez o mesmo com a blusa, sempre lhe mandando sorrisos provocativos e olhares sensuais. Depois passou para as calças, ficando apenas de cueca.
Surpresa com o que ele estava fazendo, Mai não conseguiu tirar os olhos de Izaya. O informante era magro, mas tinha uma constituição bem definida e com músculos. E, apesar dos ferimentos, sua pele clara, molhada pela chuva, também apresentava certo brilho, lhe dando um aspecto ainda mais atraente.
Izaya era atraente. Mai sentia-se completamente tentada a se levantar e se jogar em seus braços.
Seu coração já estava disparado e ela suspirava, principalmente devido aos olhares desejosos que ele lhe mandava. Também sentia pequenas ondas de calor percorrerem seu corpo e culminarem em seu baixo-ventre. No entanto, tais sensações ficaram ainda mais fortes quando o moreno tirou sua última peça de roupa, exibindo seu membro semi-enrijecido. Mai ofegou com a visão e sem querer acabou desviando os olhos de vergonha.
O rapaz apenas riu.
— Desse jeito vou achar que não gostou do meu pequeno showzinho — comentou. — Sei que não chega aos pés do que fez para mim, mas sei que te agrada me ver nu.
Mai estremeceu com suas palavras e corou ainda mais, lembrando-se da ocasião.
— Você... Gostou? — perguntou insegura.
— Ora, Mai, não há como não ficar excitando com você.
— E-então não se mexa — pediu.
Mai colocou-se de joelhos na cama e começou a tirar suas roupas. Tentando imitar o moreno, ela o fez lentamente, sem em nenhum se desviar de seus olhos. Era embaraçoso e suas mãos tremiam, mas ela tirou cada peça até ficar inteiramente nua para do rapaz. Então Mai se deitou na cama novamente, deixando as coxas ligeiramente afastadas e estendeu os braços para o mais velho, fazendo uma expressão infantil e ligeiramente emburrada.
— Estou com tanto frio, Izaya. Preciso de você — falou em tom manhoso. — Por favor, venha esquentar o meu corpo com o seu.
O informante, que assistiu àquilo tudo com os olhos arregalados, sentiu sua masculinidade latejar dolorosamente.
Mai não tinha a menor noção de perigo. Ela não tinha ideia do quanto conseguia mexer com ele em níveis tão profundos.
Sem deixá-la esperando mais, ele foi até a cama e se colocou sobre a menor. Seus lábios voltaram a se encontrar e suas línguas iniciaram uma dança úmida e sensual. Seus corpos se roçavam, e Izaya pôde relembrar o quão macia Mai era e o quão confortável se sentia junto dela.
Os ofegos de gemidos contidos ecoavam entre eles, juntamente com a excitação, que ficava cada vez maior.
Quando se separaram, Izaya suspendeu-se sobre seus braços, olhando diretamente nos olhos de Mai, que respirava com dificuldade. Antes de fazer qualquer coisa com ela, precisava contemplá-la. Há muito não a tinha para si, precisava reviver cada lembrança que possuía. Por isso, seus olhos primeiro focaram-se em seu rosto, que mesmo em uma situação como aquela, continuava inocente e puro. Os olhos brilhavam de paixão e um pouco de embaraço, mas ao mesmo tempo continham uma inegável segurança de que era com ele que queria estar. Aos poucos, sua atenção saiu de seu rosto e foi para o seu corpo. Seus seios macios e redondos estavam com os mamilos eriçados, sua cintura bem delineada era delicada e sua barriga lisa.
— Você é linda — disse, fazendo-a corar, mas ao mesmo tempo sorrir. — E é tudo que mais desejo. Sempre foi.
Seus lábios desceram até o pescoço dela, ele respirou fundo o delicioso cheiro de rosas que Mai tinha e começou a depositar beijos ali, junto de algumas mordidas, deixando marcas arroxeadas. Quando terminou, desceu para os seios. Izaya segurou um deles com a mão, apertando-o de leve; era suave e quente.
A mais nova deixou um pequeno gemido escapar.
— Gosta quando toco aqui? — provocou.
— ... Gosto — respondeu.
Mai pegou sua outra mão e levou ao que estava livre, fazendo com que o segurasse também. E da mesma forma fez a outra. Desse jeito, ela guiou suas mãos, simulando movimentos circulares e fazendo com que ele os apertasse com um pouco mais de força.
— Pode apertar um pouco mais — falou, sentindo as mãos fortes de Izaya pressionarem aquela região tão sensível. — Eu me sinto bem quando faz isso. E quando... Beija eles.
Izaya não pôde deixar de sorrir e se sentir mais excitado.
— Fico feliz que esteja se soltando mais — comentou com deleite.
A jovem comprimiu os lábios, receosa.
— Senti sua falta tanto quanto sentiu a minha — respondeu. — E te desejo tanto quanto me deseja. Não disse que precisava de você só para te provocar. Meu coração ainda dói e me lembrar daqueles dias longe ainda me assusta. Por isso, quero me sentir o mais próxima de você o quanto possível, mesmo que isso seja um pouco embaraçoso — ela respirou fundo. — Essa noite, me faça lembrar de como é ser sua e se deixe ser meu.
— Desse jeito não vou conseguir me conter — ele segredou. — Sabe muito bem que é o que mais quero.
— Então não se contenha.
Ansioso, ele desceu os lábios até seu seio esquerdo, roçando a língua contra o seu mamilo rosado. Em seguida, levou-o completamente a boca, chupando-o com avidez, enquanto sua mão esquerda ficava a cargo do outro.
Mai soltava gemidos e suspiros, enquanto suas mãos massageavam as costas do rapaz, às vezes arranhando-as.
A sensação de ter Izaya tocando-a era maravilhosa. Mesmo envergonhada, a jovem se sentia bem e feliz. Seu coração batia forte, trazendo emoções adormecidas desde aqueles dias solitários sem o moreno.
— N-nhg, Izaya... — deixou escapar, encurvando-se de leve quando ele a mordeu com mais força.
— Calma, a melhor parte ainda está por vir.
Os apertos e mordidas que ele lhe dava faziam pequenas ondas elétricas percorrerem seu corpo. Seu baixo-ventre também reagia a tudo que estava acontecendo. Internamente sentia-se úmida e se contraindo a cada toque.
Depois de brincar com seus seios, Izaya desceu por sua barriga, deixando ali beijos carinhosos e contornando seu umbigo com a língua. Aos poucos eles foram descendo até o ventre da menor, que ao notar onde ele estava se aproximando, acabou deixando que a vergonha o tomasse.
— E-espera... — disse ofegante, cobrindo a região.
— Não quer? — instigou, lembrando-se com humor da primeira vez que havia tentado isso nela.
Mai não conseguiu negar, afinal, quando percebeu o que ia acontecer, sentiu-se ainda mais quente e desejosa.
— É que está... Molhado — explicou sem jeito. — E tem um cheiro diferente. Será que não tem problema você colocar a boca ai?
Izaya acabou rindo de tamanha inocência. Era simplesmente divertido lidar com ela.
— É claro que está desse jeito — afirmou com malícia, massageando o ventre de Mai. — Caso contrário, você não estaria gemendo de forma tão deliciosamente excitante — ele abriu um sorriso depravado. — Para mim não há problema nenhum um fato de estar molhada, Mai. Quero poder provar cada parte sua.
Ainda que com receio, ela concordou, tirando as mãos e afastando um pouco mais suas pernas, para lhe dar passagem.
Com cuidado, Izaya segurou uma de suas coxas, erguendo-a um pouco para cima. Ele começou a beijar e morder aquela região, seguindo lentamente para baixo, até chegar a seu alvo. O informante aproximou seu rosto daquela região molhada e provocante, sentindo o cheiro de sua excitação. Lambendo os lábios, levou a língua até ali, escolhendo um ponto em especial que sabia que faria com que Mai reagisse de imediato.
Quando o tocou, a menor não conseguiu segurar seu gemido lânguido. Estimulado, o rapaz continuou a friccionar sua língua ali e depois percorreu toda a região, por vezes, chupando alguns pedaços, criando sons melados.
— I-Izaya... I-Isso... Haaa! — Sem conseguir se conter em meio aos espasmos, ela levou aos mãos até os cabelos do rapaz, separando ainda mais suas coxas.
Era uma sensação incrivelmente boa, o prazer provocado pela língua quente e habilidosa de Izaya era imenso e a fazia ofegar ainda mais. Sentia-se quente e seu peito subia e descia em meio aos arquejos. Sua excitação ficou ainda maior quando sentiu o informante introduzir dois dedos em sua parte íntima, fazendo movimentos de entra e sai. Houve uma pequena pontada de dor, mas ela logo sumiu em meio ao prazer.
Aquela sensação maravilhosa ficava cada vez mais forte, até que Mai sentiu um nó se formando em seu ventre, tensionado a ponto de se arrebentar.
— Izaya...! E-espera, eu vou... — ela arfou. — Haaaa, eu vou...!
Não conseguiu terminar de falar, uma onda poderosa de prazer inundou seu corpo, e ela sentou-se liberar-se nos dedos do mais velho.
Com o coração trovejando em seu peito, a jovem tentava normalizar sua respiração. Seu corpo havia ficado subitamente mole, mas ainda com vestígios do que acabara de experimentar. Ela viu Izaya se erguer, enquanto olhava para os próprios dedos de sua mão, completamente pegajosos.
— Des... Desculpe... — disse envergonhada.
— Oh, está se desculpando? — ele lambeu os dedos, fazendo uma expressão de puro deleite. — Por quê? Seu gosto é simplesmente maravilhoso, Mai.
Ele sorriu ao ver Mai morder o lábio inferior em um ato de embaraço. Estava mais do que satisfeito por ter proporcionado a ela uma experiência tão incrível. Sem falar que o próprio havia ficado ainda mais excitado. Agora seu membro enrijecido estava ereto, latejando terrivelmente, implorando para se ver dentro de Mai, e umedecido pelo seu pré-gozo.
Ele respirou fundo, contendo seus próprios suspiros. A visão que tinha da jovem naquele momento também era de tirar o fôlego. Suada e ofegante, com a pele brilhando e o rosto vermelho, os cabelos bagunçados sobre o travesseiro, era algo extremamente sensual.
Ele se inclinou sobre ela e voltou a unir seus lábios. Um som úmido e agradável se fez presente, enquanto Mai sentia seu próprio gosto. Suas línguas brincaram mais uma vez, alternando entre a boca da jovem e do rapaz. Quando se separaram, Izaya acariciou o seu rosto com delicadeza e movimentou seus quadris contra os dela, fazendo suas regiões íntimas roçarem e Mai soltar um gemido manhoso.
— Não fique envergonhada e nem precisa se desculpar — confortou com carinho. — Não se importe com mais nada agora, Mai. Só eu estou aqui, foque-se apenas em mim e esqueça o mundo. Se deixe sentir — ele hesitou. — Se deixe senti o quanto eu te amo.
Surpresa e emocionada com as palavras do informante, a colegial acenou com a cabeça e sorriu de forma terna. Suas mãos foram até o rosto dele, puxando-o para outro beijo apaixonado. Logo após, seus dedos inexperientes correram pelo corpo de Izaya, alisando seu tronco por inteiro, proporcionando a ele arrepios agradáveis, e depois descendo até seu membro.
Um pouco sem jeito, Mai o massageou.
Os lábios de Izaya estavam próximos de seu ouvido, e seus suspiros roucos juntamente com sua respiração quente não só a estimulavam a continuar, como também a estavam excitando.
Ela apertou um pouco mais e pressionou o topo, sentindo seus dedos ficarem melados. Com um pouco de curiosidade, ela se deixou explorar outras regiões, ouvindo os suspiros de Izaya se transformarem em baixos gemidos.
— Está bom, Mai, já não aguento mais.
Izaya se levantou ofegante e afastou as mãos da jovem de si, segurando ele mesmo sua masculinidade.
Ajeitando-se na cama, ele posicionou seu membro de frente para a região íntima da garota, que estava úmida e não parava de se contrair, chamando por ele. Izaya colocou as pernas dela em volta de sua cintura e, sem tirar os olhos de Mai, começou a se introduzir lentamente nela.
A colegial mordeu o lábio inferior, sentindo-se ser cada vez mais preenchida por aquele grande volume. Ele estava quente e latejante, provocando nela pequenos espasmos internos.
Izaya foi até o final e parou, deixando-a que se acostumasse.
— Posso, Mai? — pediu depois de alguns segundo com a voz rouca e ansiosa.
— Pode — respondeu trêmula.
Respirando fundo, o informante começou a investir contra ela. No começo, eram estocadas lentas e macias, até se tornarem rápidas e intensas.
O moreno sentia seu membro ser deliciosamente comprimido entre as paredes da menor. Ela era apertada e quente, e estava tão molhada que sua masculinidade escorregava para dentro dela com uma incrível facilidade.
Era um prazer imenso que sentia, fazendo com que deixasse escapar baixos gemidos. Entretanto, ele percebeu que Mai involuntariamente estava se contendo, colocando as mãos sobre a boca.
— Vamos, Mai, não precisa se controlar. — falou entre um ofego e outro. — Me deixe ouvir seus gemidos, me deixe excitado e me mostre o quanto estou lhe dando de prazer.
Ao notar o que estava fazendo, ela tirou as mãos dos lábios e deixou que sua voz corresse livre. Seus gemidos eram altos e manhosos, chamando por Izaya a todo o momento.
— Hngh, Izaya...! Não pare! — Ela gritava em meio a arquejos. — Ngh, não pare!
O moreno aumentou as investidas, fazendo com que as sensações deleitosas ficassem ainda mais fortes e o dominassem.
— Tão... Nggh, grande. — ela falou. — E quente...! HAAA!
Ele olhava para Mai, vendo seu rosto tomado pelo deleite. A satisfação em contemplá-la tomada por tamanho prazer, o balanço sensual de seus seios e os sons molhados e eróticos que se propagavam pelo quarto eram demais para ele.
Naquele momento, não existia mais nada para Izaya, além de Mai e toda a paixão que sentia por ela. O medo e a dor haviam desaparecido, junto com o mundo a sua volta.
A cada segundo, o desejo e anseio ficaram mais fortes, tornando suas estocadas mais profundas e certeiras.
— Mai... — ele arfou. — Aah, Mai...
— Haaa, Izaya! — ela gemia. — É... É incrível!
Tudo estava ficando intenso demais e ele sentia que logo chegaria ao seu ápice. As investidas continuavam, até que as contrações das paredes úmidas da jovem ficaram intensas e frenéticas, fazendo o rapaz perceber que ela estava chegando ao clímax.
— IZAYA! — gritou.
O moreno deu sua última investida rigorosa, também chegando ao auge. Ele a inundou com seu sêmen quente, fazendo-a estremecer. Entretanto, ao invés de parar de uma vez, ele continuou os movimentos, porém de forma mais lenta, estendendo o prazer de ambos, até finalmente parar e se retirar com cuidado dela.
Na cama, Mai mal conseguia respirar direito. A testa estava suada e os olhos nebulosos. O moreno se abaixou até ela lhe dando um último beijo, sentindo seu corpo completamente relaxado. Ele deitou-se sobre a colegial, sentindo seu coração disparado.
Ficaram nessa posição por bons minutos, tentando fazer com que o ar voltasse a circular adequadamente pelos pulmões. Até que sentiu Mai empurrá-lo de leve. Achando que a estava esmagando, saiu de cima dela e deitou-se ao seu lado. Entretanto, para sua surpresa, ao fazer isso, ela se levantou e sentou sobre seus quadris.
— Mai...?
— Você... — seu rosto ficou ainda mais vermelho, o que era uma visão bem provocante, considerando que ela estava nua e com os cabelos bagunçados. — Quer parar?
Ao perceber o que Mai queria, não conseguiu conter um sorriso malicioso.
— Ora, o que é isso...? — riu, ficando sentado e tocando seu rosto com a mão. — Minha pequena Mai-chan está tomando a iniciativa ~ Simplesmente não há como negar um pedido desses.
A jovem estava um pouco sem jeito, mas tentou relaxar. Ela segurou o rosto de Izaya e o beijou com carinho, massageando suas línguas com lentidão. Depois passou para o pescoço, distribuindo beijos e singelas mordidas. Suas mãos ao mesmo tempo alisavam suas costas e tronco.
Devido ao que havia acabado de passar, o corpo de Izaya estava mais sensível que o normal. Por isso, a cada beijo e toque de Mai, agradáveis arrepios corriam pelo seu corpo. Ele se deixou suspirar com as ações da menor e massageou suas costas, estimulando-a.
— Sua delicadeza me encanta, Mai — falou.
Ele a ouviu soltar um gemido, mas esse parecia diferente dos anteriores. Curioso, afastou-a de seu corpo para encará-la, vendo seus olhos azuis repletos de lágrimas.
— O que foi, Mai? — Perguntou, tirando a franja de seus olhos.
— Izaya... — ela chamou. — Eu estou tão feliz — confessou. — Queria tanto voltar a estar ao seu lado e queira mais ainda ser amada por você. Estou tão feliz por estar aqui com você, que meu coração mal aguenta — ela tentou limpar as lágrimas. — Eu te amo, Izaya. Eu realmente te amo muito.
Com cuidado, ele acariciou seu rosto, sentindo sua mão ficar molhada. Izaya encarou aquele rosto inocente. As palavras sinceras de Mai penetravam em seu peito, aquecendo-o por dentro, fazendo-o sentir coisas únicas.
Não há mais porque me conter, pensou.
— Eu também te amo, Mai — confidenciou. — E também estou feliz por ter a minha linda primavera de volta.
Completamente surpresa e ao mesmo tempo emocionada com as palavras do moreno, a jovem não conseguiu reagir.
Izaya apenas sorriu.
— Apenas a verdade — disse, antes de juntar seus lábios e beijá-la com paixão.
Do lado de fora, a chuva continuava a cair e os trovões ecoavam por toda a cidade. Entretanto, nenhum dos dois ligou para isso, o mundo para eles mão existia mais.
Ali, naquela cama, eles apenas se preocupavam em mostrar o amor que sentiam um pelo outro. Um sentimento genuíno e forte que tomava seus corações e que nada nem ninguém poderia parar.
Aquela seria uma longa noite.
Memory Twenty Four Finalized.
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