Memories
20 Memory Nineteen
Notas iniciais
Agradeço novamente os lindos reviews que me deixaram ♥
Hoje resolvi postar uma trilha sonora para o capítulo ~~
Kuroi Namida, do anime NANA
http://www.youtube.com/watch?v=_wxoPZijXU0
Espero que gostem do capítulo e... Não se assustem muito.
Boa leitura
Memory 19
Ele conseguia ver medo e insegurança refletidos nos olhos de Mai, mas Izaya sabia que ela não iria resistir. Estava frágil e desamparada, precisava dele, e havia decidido lhe entregar todos os seus sentimentos. Exigir dela o que bem desejasse seria muito fácil, independente do que fosse ou como ela se sentisse sobre isso.
Com um sorriso malicioso, segurou-a pelo pulso e a guiou até as escadas. Mai nada disse, até ambos adentrarem no quarto do rapaz e ele trancar a porta e fechar as cortinas.
— Izaya... — ela começou, um pouco inquieta. Havia parado de chorar, mas seus olhos ainda estavam avermelhados e úmidos. — O que... O que você pretende fazer?
— Logo você vai descobrir — respondeu. — E gostar bastante.
Izaya tirou seu sobretudo e jogou-o em um canto do quarto. Em seguida, foi sentar-se na cama, batendo a mão de leve em seu colo.
— Vem aqui ~
Um pouco hesitante, a jovem se aproximou. Entretanto, quando percebeu que ela pretendia acomodar-se ao sei lado, o informante a puxou para o seu colo, colocando-a sentada de frente para ele, com as pernas nos lados de seu quadril.
Mai soltou um baixo gemido de constrangimento e remexeu-se. Porém, sem muito esforço, Izaya manteve-a no lugar, segurando sua cintura.
— Se acalme, Mai-chan. Nós nem começamos ainda — falou com humor.
— Mas... Você nem disse ainda o que vamos fazer — a menor rebateu na defensiva.
— Ora — o moreno sorriu, inclinando-se sobre ela. — Algo bem interessante e prazeroso. Nós já experimentamos isso no passado e, devo dizer, você simplesmente adorou.
Ela pareceu relutante, mas Izaya apenas acariciou seu rosto.
— Ontem eu te mostrei um tipo diferente de beijo. O que acha de tentarmos de novo? — sugeriu. — Dessa vez irei com mais calma, sei que quer aproveitá-lo tanto quanto eu.
Ao lembrar-se daquele beijo, Mai sentiu-se um pouco nervosa. Ele realmente havia beijando-a de uma forma diferente — mais intensa.
Sem esperar algum consentimento, Izaya puxou-a para mais perto, pressionando seus corpos, e a beijou. O ato iniciou-se lento, dando espaço para menor tentar correspondê-lo. Ela colocou os braços em volta do seu pescoço e fechou os olhos, tentando acompanhá-lo.
Satisfeito, ele afundou uma de suas mãos nos longos fios negros dela e inclinou a cabeça para o lado. Lentamente sua língua roçou nos lábios da colegial, incitando-a a abri-los. E Mai o fez, deixando que explorasse cada canto de sua boca, enquanto ela timidamente tentava fazer o mesmo.
Com a outra mão, Izaya começou a massagear as costas dela por baixo da blusa. Seus dedos subiram, até parar o fecho do sutiã, mas não chegou a soltá-lo, abandonando-o para explorar sua barriga e a região ainda coberta dos seios. Reagindo aos seus toques, a jovem soltou baixos gemidos em meio ao beijo, mas sem nunca se separar dele.
Quando a falta de ar começou a incomodá-los, os dois se afastaram, tentando recuperar o fôlego. Mai estava com o rosto corado e não olhava. Já o informante apenas a observava. Lentamente ele abaixou seus lábios até seu ouvido e sussurrou:
— Mai, o que quero fazer com você agora é algo que há muito eu desejo. E você vai me dar isso. Seu corpo e sentimentos serão todos meus — sua voz era rouca e suas mãos deslizavam pelo corpo da garota. — Olhe apenas para mim, deseje apenas a mim e aceite de braços abertos tudo o que eu te condicionar e oferecer. E seja obediente.
As palavras de Izaya fizeram o corpo de mais nova estremecer. Tudo o que ele lhe falou soou extremamente tentador. Não precisar se preocupar com mais nada, além do próprio informante. Se focar apenas nele e não se importar com mais nada. Dar-lhe tudo o que tinha e ser dele. Uma parte de si realmente ansiava por isso, de sentir-se importante para o rapaz. De se considerar uma parte necessária de sua vida.
Infelizmente, em seu coração, havia um canto obscuro que sussurrava lhe incertezas e medos. Dizendo que tudo isso podia ser apenas um monte de fantasias que ela própria usava para se enganar e acreditar que ainda existia uma chance. Que eram mentiras criadas para camuflar a dura realidade de que Izaya apenas a usava e que ela era completamente descartável.
Eram palavras fortes e que a assustavam, pois a cada segundo que passava sentia a alegria sumindo de seu peito e as feridas se acumulando, junto com o peso de sua decisão. Entretanto, já não havia mais volta. Mai e todo seu amor pertenciam ao rapaz. Restava-lhe apenas viver entre a fantasia e realidade, clamando para que o melhor lado sobrepusesse o outro. E, enquanto isso não acontecia, ela devia suportar toda aquela dor e sofrimento, sempre deixando que Izaya conseguisse tirar dela o que desejava.
— Continue... — pediu timidamente.
Com a fala da garota, Izaya deu um sorriso deturpadamente malicioso.
— Muito bem. Fique de pé — ordenou.
Um pouco confusa, a colegial saiu de seu colo e colocou-se de pé e deu dois passos para trás, mas ainda ficando a sua frente. Afastada dos roques do rapaz, ela consegui concentrar-se melhor em seu próprio corpo, notando que algo quente parecia correr por suas veias, seu coração estava disparado e o nervosismo proveniente daquela situação se tornava cada vez mais forte.
— Tire — o informante apontou para ela de cima a baixo. — Tudo.
— Tu-tudo...? — Mai corou ao imaginar-se nua diante do rapaz.
— Vamos, tire para mim — apressou.
Com as mãos trêmulas, a menor começou a remover suas meias negras, passando para o lenço de seu uniforme, afrouxando seu colarinho. Em seguida ela tirou a blusa de marinheira e desabotoou a saia, fazendo-a cair por suas pernas e tocar o chão.
A jovem sentia o olhar do mais velho queimar sobre o seu corpo, mas a pior parte nem havia chegado. E quando suas peças íntimas deslizaram pelo seu corpo, deixando-a completamente nua, Mai não teve a menor coragem de encará-lo. Sabia que o moreno analisava cada parte sua exposta, e isso a deixava arrepiada. Constrangida, apenas abraçou a si mesma e encarou um dos cantos do quarto.
Sentado na cama, Izaya observada cada detalhe da garota nua a sua frente. Havia se passado um longo tempo desde a última vez que fizeram isso. E, vendo-a exposta para ele, sentia uma excitação latejar na expectativa de reviver aquelas sensações prazerosas com Mai.
Sua real vontade era de puxá-la para sua cama e mais do que depressa possuí-la, mas sabia que deveria ir com calma. Queria saborear ao máximo cada momento, cada reação da garota e as sensações causadas por aquela interação tão íntima. E começaria apreciando aquela excitante visão. Na opinião do rapaz, Mai era simplesmente linda e tentadora. Seu corpo era delicado, com curvas nos lugares certos e seus seios eram agradavelmente grandes. Isso, sem contar com toda aquela fragilidade que parecia chamá-lo para que a arrebatasse. E não demoraria em fazê-lo.
Izaya tirou sua blusa negra, movimento que fez a menor encará-lo. Ele pode notar que pelos seus olhos, seu corpo também a agradava, mesmo que ela tentasse esconder isso.
— Gosta do que vê? — perguntou com ar altivo. — Ainda tem mais para apreciar.
Ficando de pé, o moreno levou as mãos ao seu cinto e desafivelou-o, em seguida abrindo o zíper de sua calça. Olhando diretamente para menor, ele começou a abaixá-la junto com a cueca, o suficiente para liberar seu membro enrijecido.
Os olhos de Mai, que estavam atentos aos seus movimentos, se arregalaram com a visão e seu rosto ficou completamente rubro. Constrangido por aquilo ter feito seu corpo – em especial na região de seu baixo-ventre – reagir de forma estranha, ela se encolheu no lugar.
O rapaz apenas riu, voltando a se sentar.
— Não finja que não gostou — zombou. — Agora volte para mim, vamos continuar.
Relutante, a menor se aproximou novamente dele. Izaya tocou sua cintura, deslizando seus dedos pela delicada curva.
— Se abaixe — ordenou, apontando para o espaço no chão entre suas pernas.
Sem resistir, ela fez o que lhe era mandado. Pela posição em que estava, havia ficado mais próxima do membro do rapaz. Tentou não olhá-lo, mesmo que uma parte de si quisesse fazê-lo, porém Izaya segurou seu queixo, obrigando-a a olhar para cima.
— Sabe, Mai-chan, além de dizer palavras bonitas ou trocar beijos, a boca também tem outra utilidade muito interessante — ele falou com uma expressão indecente no rosto. — E eu vou te ensinar qual é.
Ele passou os dedos pelos lábios dela e os entreabriu. A mente de Mai estava começando a compreender o que o moreno estava querendo, e isso a deixou aflita.
— Vá com calma e usando a língua — Izaya instruiu, trazendo o rosto da colegial para mais próximo de sua virilidade.
No início ela não reagiu, entretanto, lenta e timidamente correspondeu às ordens dadas. Desajeitadamente ela tocou com a língua o membro do rapaz e começou a movimentá-la ao longo de sua extensão.
— Um bom começo, Mai-chan — elogiou.
Mai continuou com seus movimentos, até que o moreno a guiou para que introduzisse sua masculinidade em sua boca. Ela não ofereceu resistência, deixando que todo aquele volume quente preenchesse sua boca. Em reação, a menor apenas fechou os olhos e soltou um gemido de constrangimento.
Sorrindo, o informante entrelaçou os dedos no cabelo dela e começou a guiar suas ações. Pouco a pouco o prazer começava a fluir pelo seu corpo, se intensificando com a visão da menor ajoelhada e nua, com seu membro entre os lábios. Aquele lindo rosto corado e de olhos fechados, completamente constrangido, era simplesmente excitante.
E pensar que aquilo era só o começo. Ainda teria muito mais dela.
— Isso mesmo, você está indo muito bem — ele arfou de leve, acariciando o cabelo de Mai, ajudando-a a alterar entre usar a boca e a língua.
Ela continuou, tentando ao máximo não pensar no que estava realmente fazendo. Tentando se manter ignorante àquela situação, agindo de forma automática, apenas recebendo ordens e obedecendo sem pensar em seu significado, nada mais. Entretanto, era difícil. Mesmo que fosse o que sua mente queria, seu corpo a traía, pois reagia a todo instante a tudo que estava acontecendo. Fazendo-a passar por sensações novas e confusas, desejos que ela não sabia que tinha. Sentia-se esquentar cada vez mais, seu coração estava acelerado e havia um estranho e úmido incômodo entre suas coxas.
Negava, mas havia algo dentro de si que pedia para que Izaya continuasse.
Suas mandíbulas estavam começando a ficar doloridas, quando sentiu o informante estremece de leve e um líquido quente e espesso inundar sua boca. Ela afastou-se e colocou a mão sobre a boca, encarando Izaya em dúvida.
Ele estava um pouco ofegante, mas permitiu-se sorrir de forma sugestiva. Compreendendo o que era, ela deixou que aquilo descesse por sua garganta.
— O gosto é bom? — ele perguntou, porém Mai não quis respondê-lo.
— Acabou...? — a garota quis saber, sem olhá-lo.
— É claro que não — respondeu com a voz rouca. — Ainda não tive todo o prazer que quero, nem fiz você senti-lo.
Ele segurou o braço da garota e a puxou do chão, derrubando-a na cama. O gesto repentino a assustou e Mai se remexeu no lugar, na tentativa de se levantar. Izaya apenas segurou seus pulsos contra o colchão e se colocou sobre ela.
— Ora, Mai, achei que quisesse que eu a confortasse — ele comentou com falsa inocência. — Por que está tentando escapar?
— Eu não estava... — respondeu com a voz trêmula. — Já disse que vou deixar você fazer o que quiser comigo, apenas não pare e termine logo.
Aquilo poderia até ter soado como um estímulo para Izaya, porém, mesmo sabendo que não era a intensão da mais nova, aquilo lhe pareceu um desafio.
— Falando desse jeito, parece até que não está gostando — disse de forma lenta.
Suas palavras fizeram os lábios de Mai curvarem-se para baixo e seus olhos ganharem um tom de autocensura.
— Ou será que apenas não quer admitir? — sugeriu, percebendo como ela reagia de forma desconfortável as suas palavras. — Tenta se convencer que o que está fazendo é apenas uma resposta ao fato de se entregado a mim, mas no fundo me deseja, não é? Isso é um pouco contraditório, Mai-chan. Você aceita com facilidade seus sentimentos por mim, mas quando seu corpo decide reivindicar um pouco de prazer, você nega com veemência. Seria por timidez? Ou então medo de que, ao aceitar que sente coisas desse tipo, vai se tornar alguém suja e vulgar?
— Isso... Isso não é verdade — ela sussurrou em tom magoado.
— Não...? — com um sorriso atrevido, o informante soltou um dos pulsos da garota e levou a mão até a região entre suas coxas, massageando com os dedos toda aquela região úmida.
Ao perceber o que ele estava fazendo, a menor soltou um guincho de pânico. Ela tentou juntar as pernas, mas o joelho de Izaya estava entre elas, impedindo-a.
— Oh, olhe isso! — o rapaz riu, movimentando seus dedos. — Você pode dizer não, mas seu corpo está implorando por atenção.
Novamente, ela não conseguiu dar-lhe uma resposta.
— Ainda farei você admitir que me quer — decidiu.
— Por quê? Já não basta eu ter admitido meus sentimentos e deixar você fazer o que quiser comigo? — ela perguntou.
Izaya a encarou.
— Não.
Sem se conter, o informante juntou seus lábios e depois passou a beijar seu pescoço — por vezes, mordendo e deixando algumas marcas. E, para saciar sua vontade de ter aquele corpo para ele, o mais velho começou a explorá-lo com as mãos, começando por sua barriga e cintura, até chegar aos seios. Ele massageou aquela região macia, apertando-os de leve e ouvindo os baixos gemidos de Mai, que lutava para contê-los.
Um pouco irritado com isso, deixou o pescoço da garota e levou os lábios até um dos seios, usando sua língua para brincar com o seu mamilo.
— Ngh... — ele a ouviu. Mai mordia o lábio inferior e fechava os olhos com força, em uma vã tentativa de não ceder.
Mas Izaya sabia que era apenas uma questão de tempo, logo ela perderia o controle. Por isso, ele continuou, explorando todo o seu corpo com as mãos e boca.
Mai sentia-o tocá-la por completo. O informante experimentava cada região de seu corpo, sempre dando atenção especial às áreas mais sensíveis, como se ele soubesse exatamente o que fazer para acabar com sua resistência. Ela tentava, a todo o momento, não deixar se perder em meio às sensações, mas estava ficando difícil.
Os beijos que ele depositava em sua barriga começaram a descer até o seu baixo-ventre, mas pararam ali. Izaya se ergueu e passou as mãos pelas suas coxas, apertando-a de leve, para depois segurá-las e flexiono-as contra o seu tronco, de forma que ele próprio conseguisse encaixar-se entre elas. Era uma posição embaraçosa, principalmente porque agora Izaya olhava na direção de sua feminilidade.
Ele exibiu uma expressão depravada e levou os dedos àquela região.
— Hm, essa parte aqui parece me querer muito — comentou.
Usando o dedo indicador e o médio, ele os introduziu na garota. Mai soltou por acidente um gemido alto, porém era uma mescla de nervosismo e dor.
— Se acalme, Mai — falou. — A dor vai passar.
O rapaz moveu seus dedos dentro dela, e no início tudo que ela sentiu foi dor. Entretanto, com o passar dos instantes, essa sensação desagradável passou e uma muito melhor começou a se espalhar. Sem perceber, ela começou a arfar e sentir-se mais aquecida. E, ao notar essa mudança, o informante retirou seus dedos.
Posicionando-se melhor, Izaya segurou seu membro e aproximou da intimidade de Mai. Primeiro ele apenas roçou-se nela, vendo como a respiração da garota ficava mais acelerada, e então introduziu sua masculinidade nela. Lentamente começou a preenchê-la, sem nunca tirar os olhos dela. Mai estava ofegante e cobria sua boca com as mãos, mas também o encarava.
Quando já se sentia completamente dentro dela, o rapaz iniciou seus movimentos, devagar, porém constante. Sua excitação pedia que começasse logo com investidas intensas, mas sabia que deveria ter um pouco de calma. Pouco a pouco ele foi aumentando a velocidade, até constatar que já a havia feito se acostumar com seu membro. Dessa forma, sentiu-se livre para intensificar seus movimentos, retirando-se completamente da menor e deslizando novamente para dentro dela, sempre acertando no lugar que sabia que daria a ela mais prazer.
Izaya sentia-se inundado por uma deliciosa sensação. Estar dentro de Mai era incrível. Ela era apertada, quente e úmida. A cada movimento que fazia, mais fortes ficavam as sensações de prazer e mais ele a queria.
Por outro lado, a jovem tentava a todo custo bloquear o que estava sentindo. Porém, a cada estocada dada pelo informante, mais sensação agradáveis e sublimes fluíam por seu corpo. Era maravilhoso sentir Izaya. Tanto, que não aguentava manter-se em silêncio. Ela queria... Queria...
— Haaaa, Izaya...! — sua voz saiu manhosa e carregada de prazer.
Ao ouvi-la, o moreno a encarou. O rosto de Mai estava completamente corado, seus cabelos negros se espalhavam pelo travesseiro, mas com algumas mechas sobre os seus seios e o corpo começando a suar devido aos movimentos.
— Você está gostando tanto quanto eu — ele falou com a voz rouca, aumentando a velocidade, fazendo-a ofegar. — Quer que eu continue assim?
— Hngh...
— Vamos, quero ouvir sua voz — Izaya começou a diminuir de intensidade.
— ... Por favor, não parece — pediu sofregamente.
Extremamente satisfeito, o informante intensificou seus investidas, fazendo Mai chamar seu nome cada vez mais alto. Ele continuou dessa forma, até que pediu para a menor mudar de posição. Retirou-se dela e ajudou-a a ficar de costas para ele, apoiada sobre os joelhos e mãos. No início a posição a deixou pouco confortável, mas assim que Izaya voltou a preenchê-la e reiniciar suas estocadas, o embaraço passou a ser apenas um pequeno incomodo.
O ato se prolongou por algum tempo, até que a menor começou a sentir que estava chegando ao seu ápice.
— I-Izaya...! — ela ofegou, sentindo seu prazer culminar.
O informante ainda manteve o ritmo, mas logo ele também chegou ao seu clímax, liberando-se dentro da garota.
Ele retirou-se de Mai, que se deitou na cama, com a respiração pesada e corpo suado. O moreno também fez o mesmo, ficando ao seu lado. Ele a observou por alguns segundos, e então a puxou para mais perto para juntar seus lábios aos dela, porém a outra o conteve, colocando a mão em seu peito e mantendo certa distância entre os dois.
Ela pareceu ficar envergonha.
— Por hora está bom... Eu acho — falou em tom baixo, puxando as cobertas para se cobrir e virando-se para o outro lado.
Dessa vez o rapaz não a forçou, mas ao invés de continuar na cama, ele se levantou. Ajeitando suas calças, seguiu para o banheiro a fim de tomar banho.
Mai ouviu a porta do banheiro se fechar e momentos depois o som do chuveiro. Respirando fundo, ela voltou-se para o lado vazio do colchão.
Fechando os olhos, repassou tudo o que ela fizera com Izaya naquela cama. Havia sido bom, não negava, mas havia uma parte de si que a censurava por ter se deixado levar. O problema não era ter feito aquilo, ainda que tenha sido uma experiência nova e embaraçosa, mas sim gostado. Perdido o controle e pedido mais ao rapaz. Foi vergonhoso e humilhante. Sentia-se suja.
Mas isso a fez se lembrar, Izaya realmente havia deixado claro o real significado de “se entregar”.
Cansada de se auto repudiar, Mai decidiu se deixar levar pelo sono.
Na banheira, apenas aproveitando a água quente, o informante deixava que ela intensificasse ainda mais seu estado de relaxamento e satisfação.
Tudo havia caminhado exatamente como ele queria e havia tido uma incrível experiência com Mai, deleitando-se com a sensação de estar ligado fisicamente com ela, depois de tanto tempo. Seus planos haviam dado certo e era assim que devia continuar, com ele sempre no controle de tudo.
Quando terminou, voltou para o quarto. A menor estava dormindo, mas ele não tinha a intensão de fazer o mesmo. Trocou de roupa, secou os cabelos e desceu para o escritório. Ainda era cedo, mal passava das nove da manhã, havia muito que aproveitar do seu dia. Ao passar os olhos pelo local, notou o material da jovem caído perto da porta. Ele pegou sua pasta, vendo que havia ficado no chão uma foto. Ele também a apanhou, fitando a imagem do exato momento em que os dois haviam se beijado no dia anterior na praça. Não estava surpreso com aquilo.
Depois de receber uma ligação da escola da garota, falando sobre o que ela estava passando, o informante logo soube que poderia usar isso em seu benefício.
Então, naquele dia na praça, ao ver Mai ali e que próximo dela estavam seus colegas de classe, ele soube exatamente o que fazer para dar combustível às pressões que ela sofria. Havia sido uma demonstração de possessividade, é claro, mas ele também queria que ambos fossem vistos. E como adolescentes são cruéis, mais do que depressa ele obteve resultados satisfatórios: uma Mai abalada e completamente fragilizada, em um estado perfeito para se deixar cair em suas garras sem resistência.
Amassando a fotografia entre os dedos, o rapaz a jogou no lixo e colocou a pasta da menor no sofá. Enquanto ela não acordava, tinha trabalho a fazer.
Remexendo-se em meio às cobertas, ainda um pouco sonolenta, Mai sentou-se no colchão e esfregou os olhos. Quando sua visão voltou ao foco, notou que estava sozinha no quarto, o que era bom. Não sabia se tinha coragem de encarar Izaya com tanta tranquilidade depois do que havia feito.
Ao se levantar da cama, logo notou que precisava de um banho. Sem se dar ao trabalho e vestir suas roupas intimas, apenas colocou seu uniforme e esgueirou-se para o seu quarto, onde havia roupas limpas.
Terminando de se lavar, Mai colocou uma blusa de mangas compridas branca, uma saia negra e meias da mesma cor. Estava frio, mas ela não havia encontrado nenhum casaco no armário.
Quando saiu do quarto, relutou em descer. Mas se trancar ali dentro não iria ajudar me nada em seu estado. Talvez, depois de uma volta por Shinjuku e esfriar a cabeça, conseguisse lidar melhor com a situação e Izaya. Respirando fundo, tomou seu caminho até a escada.
O informante, sentado em sua mesa, logo notou sua presença, olhando-a dos pés a cabeça e olhe dirigindo um sorriso malicioso.
— Bom dia — cumprimentou. — Dormiu bem?
— Bom dia — respondeu, ignorando a pergunta e sentando esconder sua ansiedade. Ela passou por ele, indo em direção à porta. — Eu vou dar uma volta, quando for hora do almoço, eu volto.
— O que? — ele indagou, achando sua declaração divertida. — Sair? É claro que não ~
— Por quê? — Mai o olhou surpresa.
— Mai-chan, Mai-chan... Será que o presentinho que te dei essa manhã foi tão bom que se esqueceu do que te falei anteriormente? — perguntou, fazendo a outra corar. — Irei repetir: você não precisa de ninguém além de mim. Eu sou o seu mundo. Logo, coisas “de fora” são completamente dispensáveis. Então, porque motivo sair sem estar em minha presença?
— Mas...
— Fique e desfrute de minha companhia. E, principalmente, esteja perto para quando eu quiser algo de você.
Mai ficou em silêncio. Isso estava errado, sabia. Entretanto, o que poderia fazer para ir contra? Morava com Izaya, dependia dele de todas as forças possíveis. Resistir não era uma opção.
— Certo — consentiu com um pouco de tristeza.
— Muito bem.
Suspirando, ela foi para o sofá e se sentou. Procurou o controle da T.V. para ligá-la, mas ao invés disso encontrou sua pasta. Quando a viu, lembrou-se da escola.
— Izaya — chamou.
— Sim?
— O que eu devo fazer com o problema da escola? — perguntou.
Tirando sua atenção do computador, ele olhou para a colegial.
— As pessoas de lá são horríveis comigo e dizem coisas ruins ao meu respeito. O que devo fazer? — era notável o tom de mágoa em sua voz.
— Ignore-os, todos eles — foi simples. — Uma hora irão se cansar. Seres humanos são volúveis, se cansam rápido daquilo que não lhes traz alguma diversão. E é isso que vai aconteceu quando você parar de se importar. Tratá-la mal vai se tornar chato.
Sua resposta fazia sentido, mas havia algo mais que a incomodava.
— E se for verdade o que dizem de mim?
Izaya riu de suas palavras.
— Você realmente acredita nisso? Em um monte de gente ignorante que não te conhece? — ele fitou a expressão triste dela. — Ah, Mai-chan, você é muito bobinha. As coisas que aquelas pessoas dizem são apenas mentiras sórdidas feitas para fazer você se sentir mal. Não acredite em anda daquilo.
— Se são mentiras, por que insistem em dizê-las para mim, sendo que não fiz anda para eles?
— Porque, além de volúvel, o ser humano é ilógico e caótico — respondeu. — Provavelmente eles não sabem como lidar com você ou te acham diferente demais para os padrões convencionais. E, quando o homem se depara com algo que tem dificuldade de entender ou lidar, sente receio e medo, e em resposta a esses primitivos sentimentos, semeiam o caos contra a existência que os perturba. É como uma estratégia de fuga. Se veem o desconhecido como inimigo, tem uma desculpa para não precisar entendê-lo. Mas, no fundo, a única alternativa é enfrentá-lo de frente e se permitir compreender. Faz sentido para você?
— Acho que sim... — ela ficou pensativa, até que seus olhos brilharam de curiosidade. — Você disse que é uma pessoa desprezível e cruel, Izaya. E isso também é uma forma de caos. Então, significa que também existe algo que o assombra e do qual tenta fugir?
Foi estranho o que Mai presenciou. Ela viu, no fundo dos olhos de Izaya, que ele havia sido pego por suas próprias palavras. Percebeu surpresa e, por um momento, viu suas defesas caírem.
— Talvez — foi a única coisas que saiu de seus lábios.
— Você sempre me pareceu tão seguro e distante de qualquer problema — ela falou. — É difícil imaginar algo do qual você tenha medo. Mas ninguém é inabalável, suponho. Então, com você, que sempre demonstrou ter seus sentimentos distantes de tudo e todos, deve ser algo muito forte e assustador, não é? Algo que o abale profundamente — Mai parou um pouco para pensar. — Será... Será que tem algo relacionado comi...
— Já te ajudei com o que me perguntou, então chega dessa conversa tola — cortou de forma ríspida.
A jovem queria dizer mais, porém se conteve ao máximo. Ela queria realmente compreendê-lo melhor, mas percebeu, pelo tom e expressão do rapaz, que aquele não era o momento certo.
Depois daquela conversa, um pesado silêncio se instalou entre os dois, durando quase o dia todo. Izaya ficou trabalhando, ocasionalmente tendo que sair para resolver algum problema, enquanto Mai se distraía vendo T.V ou lendo algo. O almoço e o lanche da tarde se passaram sem nenhuma mudança, até que o jantar chegou.
O informante, que estava sentado no sofá, levantou-se e se dirigiu para a cozinha. Sem dizer qualquer palavra, começou a preparar o jantar. Também no sofá, Mai o observou o tempo todo, curiosa. Quando ele acabou, voltou para perto do sofá e depositou sobre a mesa de centro duas tigelas repletas de arroz, com pedaços de carne e vegetais temperado, com seus respectivos hashis.
— O que é? — ela perguntou, vendo-o sentar-se perto da mesinha.
— Donburi — respondeu, começando a comer.
Fazendo o mesmo, ela também se sentou e pegou a tigela para si. O prato estava delicioso quando provou.
— Você gosta de cozinhar? — a menor deixou escapar.
— Não realmente, mas não gosto de pratos industrializados e nem sempre tive a Namie-san para cozinhar para mim.
— E quais são os seus pratos favoritos? — continuou.
— Curry, Unagi e Tempurá.
Não querendo se manter em silêncio, a mais nova tentou insistir com a conversa, lhe fazendo mais perguntas. Infelizmente Izaya não parecia estar interessado nela e ignorou todas as suas palavras, limitando-se apenas a terminar sua refeição.
Havia uma estranha sombra sobre ele, Mai havia conseguido notar. Um clima sombrio e incômodo que o sufocava internamente. A menor não gostou de vê-lo desse jeito.
— Izaya — ela chamou, tentando passar um pouco de carinho pelo seu tom. — Se algo que eu te disse te incomodou, por favor, me fale. Disse que estou aqui para você, então imagino que te ajudar seja a melhor forma de aplicar isso. Principalmente se seu problema tiver alguma relação comigo. Se... Se eu te fiz se sentir triste ou desolado, me conte, quero arrumar isso. Não tenha medo...
Ela fez menção de tocar seu ombro, porém ele a afastou com irritação.
— Sim, você está aqui para mim, mas apenas quando eu pedir. E não me lembro de ter requisitado sua ajuda — respondeu em tom ácido, assustando-a. — Guarde sua lamentável compreensão para você mesma.
Erguendo-se, ele deixou a sala e subiu para o quarto.
Suspirando com pesar e um pouco ressentida, Mai olhou para a sua própria tigela. Havia feito apenas uma pergunta, dito algumas palavras e tentado ajudar... Por que ele reagiu de forma tão amargurada?
Ainda com aquelas questões em mente, terminou de comer e lavou os utensílios, subindo também para o andar superior. A porta do quarto do rapaz estava fechada, mas sabia que ele iria querer que dormisse lá, mas primeiro tinha que pegar seu pijama em seu próprio quarto.
Enquanto se trocava, voltou a pensar no comportamento de Izaya e em suas palavras. Era tão estranho imaginar um lado frágil no informante, que justificasse toda essa raiva e atitudes caóticas. Isso podia significar em meio as suas máscaras, comportamento odioso e muros impenetráveis, se escondia um coração ferido e desolado. Que carregava uma profunda cicatriz e que agora tentava fugir de todas as forças daquilo que a causou. E ela sabia que era culpa dela, mas agora tinha dúvidas se era apenas o abandono o causador daquela ferida. Porque, no final das contas, ela esta ali com ele, lhe dando todos os seus sentimentos sem exigir que os retribua. Para ele, é uma situação perfeita e segura. Entretanto, depois daquela conversa, parecia que ainda havia algo incomodando Izaya, que o fazia se esconder e se fechar.
Ver o informante daquela forma... Era horrível. Sabia exatamente o quão ruim e devastador era ter seus maiores medos se realizando diante de seus olhos e seu coração completamente dilacerado pelo sofrimento. Pensar que ele poderia passar por isso novamente fazia Mai se entristecer. Izaya podia estar usando-a e fazendo-a passar por momentos de dor, mas ela ainda o amava e queria vê-lo bem. Queria que ele tivesse uma vida feliz e sem medos, queria ver o seu sorriso.
— Não se preocupe, Izaya, eu vou cuidar de você.
Era isso, agora estava completamente certa. Havia tomado a melhor escolha ao se entregar a ele. Assim, poderia cuidar de suas feridas, para que nunca mais nada o machucasse. Mesmo que fosse doloroso para ela e saber que nunca teria seus sentimentos correspondidos, correndo a todo o momento o risco de ser descartada, iria continuar. Sabia que seria um caminho em que fraquejaria, teria medo e choraria. Tinha completa noção que seu coração ganharia muitas cicatrizes e se encheria de sofrimento, mas o que sentia por Izaya era maior que isso e não a deixaria desistir.
Assim que se trocou, foi direto para o quarto do rapaz. Ao entrar, o viu sentado na cama já de pijama e mexendo no celular. Infelizmente, de súbito, os acontecimentos daquela manhã a atacaram, deixando-a um pouco nervosa e desconfortável. E ele notou isso.
— Se acalme, Mai. Não vou te atacar toda vez que vê-la perto de uma cama ou semelhante.
— Desculpe... — disse.
Ele apenas deu de ombros, enquanto a menor caminhava até o seu lugar na cama.
— Aqui dentro está frio, porque não estava usando nenhum casaco? — perguntou simplesmente, colocando seu celular na cômoda.
— Não achei nenhum no meu armário.
— Amanhã à noite vou levar você para comprar alguns — decidiu, sem muito sentimento na voz. — E, quem sabe, até paramos em algum lugar interessante para comer. Tirando seus comentários irritantes, até que você se comportou bem hoje, merece um pequeno mimo.
— Obrigada.
Ela tentou sorrir com carinho para o rapaz, mas acabou falhando ao notar que ainda havia raiva escondida em seus olhos.
— I-Izaya...
Antes que pudesse terminar a frase, ele a puxou para si e juntou seus lábios. Mas aquele foi um beijo áspero e seco, quase violento. O rapaz mal deu espaço para Mai correspondê-lo, que já sentia a língua dele invadindo sua boca.
Ele a derrubou na cama, ficando sobre a colegial, separando-se logo em seguida, quando o ar lhe faltou.
— O que aconteceria se eu mudasse de ideia e resolvesse fazer algo com você? — perguntou com os olhos cheios de indiferença.
Ela tentou engolir o medo.
— Deixaria que continuasse.
— Mesmo que eu te machucasse?
— Sim.
— Hmmn, interessante — respondeu, deixando que um pouco de malícia e satisfação lhe escapasse. — Boa garota. Apenas comece a tomar cuidado com o que diz para mim, as coisas para você podem não acabar bem.
Com um sorriso maldoso, Izaya saiu de cima dela e se acomodou do outro lado da cama.
— Boa noite, Mai.
— Boa noite... — ela devolveu com a voz trêmula.
Memory Nineteen Finalized
Notas finais
Bem, eu não escrevo um hentai desde Miracle, então estou meio enferrujada. Mas acho que ficou bom. Tentei fazer algo diferente. Não queria nada vulgar, porém, levando em conta o que está acontecendo com os dois, não queria nada fofo e romântico. Tentei fazê-lo mais provocativo e intenso.. Sei lá.
Confesso que gostei bastante desse capítulo. Tanto a cena erótica, quanto o desenvolvimento psicológico dos dois. E gostaria de saber o que vocês acharam. Espero que, assim como eu, tenham gostado ^^
Não se esqueçam de comentar e, quem sabe, deixar uma recomendação.
Até o próximo capítulo ~~
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