Memories
10 Memory Nine
Notas iniciais
Meus amados leitores, lamento a demora. Penso que muitas acharam que eu abandonei, mas não foi isso.
É que durante todo esse tempo eu estava reescrevendo a história, passando para terceira pessoa, colocando os pontos de vista da Mai também e fazendo algumas alterações.
Sim, muitas coisinha relevantes mudaram. E eu sei que é pedir demais, mas gostaria que dessem uma lida novamente desde o inicio. X-X Sorry, mas não precisa ser agora.
Eu só não conseguir terminar de digitar o oito, mas segunda ele já vai estar arrumado.
Infelizmente, para quem já comentou, não dá pra falar o que achou em cada um. Então, se quiser, pode fazer um apanhado geral no review desse. E quem ainda não comentou, bem, essa é a sua chance de fazê-lo.
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Espero que tenham uma boa leitura e gostem. O capítulo está mais curtinho, mas é que eu queria postar logo e dar sinal de vida.
Memory Nine
Izaya olhou para o andar inferior, visivelmente perturbado. Com tantas pessoas para aparecem em seu escritório, tinham que ser justo essas duas criaturas?
— Mairu! Kururi! — gritou do segundo andar.
Sentadas no sofá da sala, agindo como se estivessem na própria casa, estavam ninguém menos que suas irmãs gêmeas. E, para melhorar a situação, com Mai sentada entre elas.
— Ah, olha, é o Izaya-nii! — Mairu exclamou, olhando para cima e apontando para ele. Aquilo chamou a atenção das outras duas, que também levantaram a cabeça para olhá-lo. — Bom diaaa! Adorei o pijama. — sorriu.
Droga, o que aquelas duas estavam fazendo ali? E ainda por cima, junto de Mai. Trincando os dentes, o rapaz voltou para dentro do quarto para trocar de roupa.
Enquanto isso, lá embaixo, a garota de cabelos negros observava as duas meninas, que trocaram entre si olhares que ela não sabia dizer o que significavam. Lembrava-se do momento em que se encontrara com as duas. Ficou tão surpresa quanto Izaya. Havia chegado ao prédio, mas ninguém a esperava. Acabou subindo por conta própria e quando estava se aproximando do apartamento, a moça chamada Namie estava saindo dele. Ela olhou para Mai sem muito interesse e disse para entrar.
Quando passou pela porta, viu duas meninas sentadas no sofá, que para sua surpresa eram incrivelmente parecidas e faziam-na se lembrar do informante. Quando as duas a viram, deram um sorriso que só a fez compará-las ainda mais a ele.
— É ela, não é, Mairu? — uma delas perguntara.
— Sim, é ela. — a de óculos confirmou.
Depois disso, as duas a puxaram para sentar com elas e bombardearam Mai com uma série de perguntas. Mas eram tantas e uma atrás da outra, que a única coisa que conseguiu dizer foi o seu nome. E foi diante de sua confusão, que uma delas riu e logo depois Izaya apareceu no andar de cima.
— O que vocês duas fazem aqui? — a voz do informante interrompeu suas lembranças. Soava extremamente calma e afável, mas ao se virar para ele, sentiu que não havia nada daquilo em seu olhar.
— Ora essa, viemos visitar o nosso nii-chan! — respondeu Mairu, como se fosse obvio. — Não é, Kuru-nee? — olhou para a irmã, a esquerda de Mai.
— Isso. — sussurrou.
— Como conseguiram entrar aqui? — continuou o mais velho, deixando propositalmente que uma pontada de ameaça transparecesse em seu tom. — E realmente acham que vou acreditar que viram apenas me visitar?
— Primeiro — Mairu, mesmo sendo a mais nova, era sempre quem tomava a palavra. —, foi a Namie-san quem nos deixou entrar. E, antes que a procure, ela saiu para fazer uma entrega sua.
Ela parou um segundo, fingindo uma expressão séria, para em seguida sorrir com malícia.
— De fato, nossa motivação principal não foi te ver. Às vezes eu me esqueço de como você é inteligente, Iza-nii. — estreitou os olhos, sorrindo.
Sem dizer mais nada, a irmã mais nova levantou-se do sofá e foi até Izaya, acenando para que abaixasse á sua altura.
O rapaz revirou os olhos e observou Mai antes, e ela lhe respondeu com uma expressão de completa dúvida. Soltando um suspiro, curvou-se até a menor.
— Viemos aqui — sussurrou em seu ouvido. — para conhecer sua querida namorada. Ou será que eu deveria chamar de amante¹?
Essas pirralhas só existem para complicar minha vida, pensou.
Sem responder, o informante agarrou sua irmã pelo capuz do agasalho e fez o mesmo com Kururi no sofá, arrastando-as para fora do escritório.
— Eu já volto — falou para Mai.
— E-ei, espera... — ela tentou chamá-lo, mas o rapaz já havia batido a porta.
A garota se levantou e ficou olhando por onde o trio saíra. O que foi aquilo? Quem eram aquelas duas e qual era a relação delas com Izaya? A menor olhou para os lados; estava sozinha ali. Aos poucos o lugar começou a ficar sufocante e escuro. Ela voltou a se sentar e fixou os olhos no chão.
Queria muito que Izaya voltasse logo.
Do lado de fora, o rapaz soltava suas irmãs, que bufavam indignadas com o ato repentino.
— Que grosseria, Iza-nii! — reclamou Mairu. — Você nos expulsou antes mesmo de sabermos o nome dela.
— Ela se chama Mai. — informou a gêmea mais velha.
— Oh, se parece com o meu! — riu.
— Ei, vocês duas! — Izaya chamou a atenção delas, fazendo-as encará-lo.
— Não grita com a gente, Iza-nii. — amuou a de óculos, fazendo bico. — Você parecia tão bonzinho agora a pouco.
O moreno respirou fundo, olhando para as duas. Quantos anos tinham? Ah, sim, treze, quase chegando aos quatorze. No entanto, a forma como se portavam não condizia com a pouca idade, principalmente a mais nova. Ainda que fossem completamente opostas, possuíam uma mesma característica que irritava o informante profundamente.
Eram terrivelmente inconstantes. E usam isso para aprontar de todas as formas possíveis.
Mairu era completamente hiperativa e, basicamente, a “cabeça” por trás de todo o caos. Falava muito e não filtrava nenhuma de suas palavras. E era esperta. Tinha o pensamento rápido e ligava os fatos com muita facilidade.
Já Kururi, calada e calma. Suas palavras quase saiam em sussurros. E muitas vezes preferia apenas observar ou agir com cautela, Mas esse comportamento só enganava. Era tão esperta quanto a irmã, sempre a ajudando a aperfeiçoar seus planos.
Juntas, as duas conseguiam causa caos na vida de alguém tanto quanto ele próprio. Não gostava disso, principalmente porque naquele momento o alvo delas era Izaya e, possivelmente, Mai.
— Sabe, Iza-nii, você nunca dá noticia. — reclamou Mairu, indignada. — E como sabemos que você gosta de levar a vida ao extremo, ficamos preocupadas. E, às vezes, para nos sentirmos aliviadas...
— ... Seguimos você pela cidade. — completou a outra.
O rapaz continuou a encará-las. Sabia que era tudo apenas um teatro. Elas raramente se preocupavam com o irmão mais velho. Porém, sabia que se agisse como um adulto irritado, não conseguiria chegar a lugar nenhum com elas. O melhor era jogar o jogo delas, que era quase o seu próprio jogo.
— Querem que eu acredite que estavam preocupadas comigo? — riu. — Essa é boa. Vamos, digam logo o motivo de estarem aqui, antes que eu arranque isso de vocês ~
— Ok, ok... — a de tranças se deu por vencida, como ele havia previsto. — Há um tempinho vimos você andando por ai com uma garota. No inicio, achamos que era só mais alguém com quem você estava “se divertindo”. Mas então todas às vezes que víamos você por Ikebukuro, estava junto dela. Curiosas, tentamos saber mais sobre a garota, sem sucesso algum. A única coisa que conseguimos, e ainda sim irrelevante, foi quando perguntamos ao Simon-san. E ele simplesmente respondeu: “é alguém especial”. Só que depois disso ela pareceu sumir e nunca mais te vimos com ela.
— Até ontem. — completou Kururi. — Estávamos voltando da escola, quando vimos você com ela novamente.
— Então resolveram invadir minha casa e descobrir quem era? — intercedeu o mais velho.
As duas sorriram diante do comentário.
— É claro que não! — falaram em uníssimo. — Viemos aqui porque queríamos ajudar você! ~ ♥
Malditas irmãs imprevisíveis.
Mas tinha que admitir, estava até impressionado. Quem diria que elas descobririam sobre Mai e viriam até ali para saber mais à respeito. Na verdade, foi um atitude semelhante às dele. Todavia, justamente por já conhecer esse tipo de ação, sabia o que as movia para tal: curiosidade. E isso, somado a irresponsabilidade delas, poderia ter um resultado desastroso.
— Primeiro, irmãzinhas, você mal sabem minha relação com ela. No que querem me ajudar? — riu.
— É claro que sabemos. — foi Mairu quem respondera, mas ambas sorriam com malícia.
Izaya estreitou os olhos.
— Vão embora. — decidiu.
Sabia que se barrasse as duas, ainda sim elas iriam conseguir se encontrar com Mai. Por isso, tinha que planejar a situação de forma que o encontro das três tivesse sob seu total controle.
— Por que não podemos vê-la agora, Iza-nii?! — perguntou Mairu em tom choroso.
— Porque criancinhas malcriadas que invadem a casa alheia devem ser castigadas. — zombou. — Por isso, esse será o castigo de vocês. ~ Voltem amanhã, e se eu estiver de bom humor, deixo vocês entrarem. ~
— Você é um maldoso! — as duas se irritaram.
— Já fui chamado de coisa pior. — deu de ombros.
— Voltamos outra hora, Mairu. — falou a irmã mais velha.
A menor suspirou, dando-se por vendida novamente.
— Certo... — assentiu, dando as costas para o rapaz.
Satisfeito, Izaya virou-se para a porta, pronto para voltar ao apartamento.
— Oh, faz sentido. — ouviu Mairu responder a um comentário inaudível de Kururi. — Agora entendi, Iza-nii! Então é por isso que não quer que fiquemos perto dela agora. Nem você sabe como lidar com ela. Interessante essa Mai. Deve ser alguém divertida.
Resmungando, o informante ignorou o comentário das duas e abiu a porta do escritório. Fez o movimento lentamente, de forma que não fizesse barulho. Queria saber se Mai estava prestando atenção na conversa. Porém o que viu foi algo bem diferente.
Ela estava sentada no sofá, tal como a havia deixado, mas estava com a cabeça baixa, olhos fechados e com as mãos tampando os ouvidos.
Pretendia se aproximar sem que ela percebesse, mas a porta escapou de seus dedos ao fechá-la, fazendo barulho quando bateu. Mai se assustou com aquilo e olhou para trás.
— Izaya — ela chamou com alivio na voz. — Quem eram aquelas duas?
— Minhas irmãs — respondeu com pouco caso, aproximando do sofá.
— Irmãos e irmãs fazem parte daquilo que chamam de família, não é? — continuou.
Izaya sorriu diante da pergunta. A curiosidade de Mai não mudava.
— Isso mesmo, junto com o pai e a mãe. — sentou-se no encosto do sofá, próximo de onde a menor estava. — Mas há outros jeitos de se formar uma família.
— É mesmo? — ela ficou mais interessada.
— Sim, sim — afirmou com ânimo. — Através do casamento.
— E o que é isso?
Satisfeito com a atenção da garota fixada completamente em si, continuou:
— O casamento é uma coisa que ocorre quando duas pessoas se gostam tanto, a ponto de não querem mais se separar. Então elas se casam e passam a viver juntas, compartilhando sentimentos e outras coisas mais, pelo resto de seus dias.
A cada palavra dita, a menor se impressionava cada vez mais. Aquilo lhe pareceu incrível, mas ao mesmo tempo uma pontada de saudade cutucava seu peito.
Porém esse sentimento Izaya não havia percebido. A única coisa que via era um fascínio infantil e inocente sobre um assunto que grande parte das pessoas tratava com pouco caso. E ver todo aquele interesse fantasioso despertava seu lado maldoso.
— Mas é claro, nem sempre as coisas ocorrem bem. — deu de ombros. — A vida não é perfeita e nem todo casamento dá certo. Alguns abandonam outros traem a pessoa com quem fizeram a promessa de viverem juntos para sempre. Acontece e com frequência. Essa é a vida.
Aos poucos o brilho nos olhos de Mai foi sumindo. Ela deixou os ombros caírem, assumindo uma postura desanimada.
— Por que sempre que você fala uma coisa gentil, logo em seguida joga outra cruel por cima? — perguntou.
— Oh, lamento se te magoei, Mai-chan. — desculpou-se, sem um pingo de remorso em sua voz. — Então vou compensar minha gafe, dizendo algo gentil novamente.
Ela olhou para o informante, carregada de expectativa.
— Houve mais de uma ocasião em que você desejou ter esse tipo de relação comigo. — respondeu lentamente. — Em que você desejou vivem para sempre ao meu lado.
Ao falar aquilo, Izaya sentiu algo pesar em seu peito. Tristeza, talvez. Uma angústia de quem perdeu algo que considerava muito importante e que agora parecia impossível recuperá-la de volta.
Sem falar mais nada ou esperar para ver a reação da garota, ele se levantou do sofá e voltou para sua mesa. Porém, segundos depois a sentiu se aproximar.
— O que foi? — perguntou.
— ... — o rosto dela esquentou, sentia-se desconfortável com o que ia perguntar. — E o que você respondeu para “ela”? Quer dizer, você também queria... Ficar ao lado dela?
— Antes de qualquer coisa, “ela” é você. — apoiou o cotovelo sobre a mesa, descansando o queixo sobre a mão, ainda sem deixar de encará-la. — Se quer saber a resposta, por que não me pergunta de novo? Responderei da mesma forma que respondi em todas às vezes.
— ... Assim não é justo. — respondeu.
— Você é quem não está sendo justa comigo, Mai.
Seu tom saiu sério e sincero, sem sacarmos ou ironia. O olhar de Izaya estava fixo em Mai; ele a encarava com profundidade, deixando-a desconfortável.
— Desculpe... — ela sussurrou, afastando.
Foi por pouco, para dos dois.
Memory Nine Finalized.
¹ — o sentido de amante que a Mairu disse não foi no de relação extraconjugal, mas sim dando uma conotação sexual a relação dos dois.
Notas finais
Bom, eu gostaria muito que comentassem. Preciso saber o que estão achando. Estou cheia de ideias, mas preciso de ânimo para coloca-las em prática aqui e as aperfeiçoar.
Também aceito Recomendações. XDD
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E, sim, as irmãs do Izaya irão parecer. Não com tanta frequência assim, mas elas serão importantes. Acho que vocês sabem um pouco delas, né? A Mairu é a de tranças e a Kururi a de cabelo curtinho.
As duas são bem parecidas com o Izaya, no sentido de causar confusão. Apesar de não chegarem a tanto. Também são meio pervertidas, principalmente a Mairu, que como foi dito, não filtra suas palavras.
Tirei isso do Light Novel, oks?
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Ah, para quem estava esperando. Minha fic ShizuoxOC
http://fanfiction.com.br/historia/328894/Heartbeat/
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No geral, acho que é isso. Desculpe a demora. Tentarei não atrasar mais assim.
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