Memories

15 Memory Fourteen


Notas iniciais
Eu queria muito ter postado mais cedo, mas reescrevi esse capítulo 3 vezes até conseguir o resultado desejado.
.
Bem, de qualquer forma, espero que aproveitem. =3

Boa leitura.

Memory Fourteen



Izaya olhou para o celular em sua mão, lendo a mensagem que recebera de Mai, avisando que era para esperá-la em seu escritório, pois passaria ali assim que escurecesse. Ele releu mais uma vez e começou a rir.


— Namie-saaan! — gritou, balançando o aparelho com a tela virada para a mulher em pé diante das estantes. — Eu tenho uma novidade para te contar! ~


— ... Eu não quero saber. — ela resmungou, pegando um dos livros.


— Eu tenho um encontro ~ — respondeu mesmo assim.


— E quem seria a azarada? — perguntou com um suspiro.


— A Mai-chan. — afirmou.


— Pobre garota. — murmurou.


O informante rodou um pouco na cadeira e depois se levantou, indo até o sofá.


— Eu até gostaria de te perguntar sobre suas experiências amorosas passadas, mas me lembrei que você só tem olhos para o seu irmão. Só que, infelizmente, ele não liga pra você. — zombou. — Uma pena, não?


— Isso não é da sua conta. — Namie rosnou.


— Ah, é claro que não. Desculpe minha indiscrição. — o rapaz rebateu com falso ar de inocência.


Enfurecida, a secretária saiu da sala ao som das risadas de seu chefe.


Como era divertido, ele pensou. Era muito interessante imaginar o que iria ocorrer naquele dia. Mai tinha a habilidade de surpreendê-lo e esperava que ela fizesse uso dessa disso naquele encontro. Queria ver até onde aquela situação iria.


— Muito, muito divertido!



Olhando ansiosa pela janela, Mai batucava de leve com os dedos o tampo de madeira da carteira. Sentia-se nervosa e despreparada. Havia se colocado em uma situação complicada, e o que pretendia fazer em relação a ela era ainda mais complexo. Porém, não podia desistir. Tinha que ir em frente, mesmo não sabendo se iria dar certo. Afinal, era do informante de quem estava falando. Podia se esperar tudo dele.


Para a surpresa da colegial, os horários passaram rapidamente. O último sinal do dia tocou e todos já estavam guardando seus materiais. Mai seguia o exemplo, quando ouviu uma risada ao seu lado.


— Parece que hoje alguém resolveu usar um uniforme limpo. — uma das suas colegas de turma comentou em tom de deboche.


— Vai ver que naquele dia ela havia dormido na casa de alguém. — uma segunda comentou com malícia.


— Será? Que pouca vergonha. — primeira acrescentou, arrancando risadas das outras.


Era verdade o que as meninas estavam dizendo, mas o tom usado a fez sentir-se desconfortável. Evitando olhar nos olhos das garotas, ela saiu da sala.

Caminhando pelos corredores e escadarias, a menor chegou ao armário de sapatos, onde trocou as sapatilhas por suas botas (às vezes esquecia-se de fazer isso tanto na chegada quanto na volta).

Ao cruzar os portões de ferro, foi até a beirada do passeio, olhando para os dois lados no intuito de atravessar.


— Mai-nee ~ — ela ouviu e, antes que pudesse reagir, sentiu dois braços ao seu redor e um rosto afundando em seu busto.


— M-Mairu. — reconheceu, dando um passo para trás, com a garota ainda agarrada ao seu corpo. — O que faz aqui? — ela olhou para frente, vendo Kururi aproximar-se logo atrás.


A de óculos finalmente levantou o rosto e sorriu. Um sorriso que lembrava muito os de Izaya quando esse estava a planejar algo.


— Viemos de ver, é claro! — respondeu, abraçando-a mais forte. — Ah, que confortável, parece que estou abraçando a Kuru-nee.


— Ce-certo... — a de olhos azuis concordou incerta, tentando afastar a menor de si, sem muito sucesso.


— Mairu. — advertiu em tom baixo a irmã mais velha.


Um pouco emburrada, a mais nova obedeceu, afastando-se de Mai.


— É verdade, não viemos aqui apenas para vê-la. — confessou, recobrando o brilho perigoso em seus olhos. — Estamos aqui para ajudá-la.


— ... No encontro. — acrescentou a irmã com roupas de ginástica.


— Espera! — ela olhou para as gêmeas. — Como sabem que vou me encontrar com Izaya?


— Temos nossas fontes. — Mairu vangloriou-se. — Agora vamos, temos uma surpresinha pra você.


Sem ter como fugir ou protestar, Mai acabou sendo arrastada pelas garotas para sabe-se lá aonde.



Lentamente a escuridão começou a tomar conta dos céus, dando espaços apenas para o brilho das estrelas e a Lua. Devido ao verão, não fazia tanto frio, deixando o clima daquela noite em uma agradável temperatura.


Sentado em sua cadeira, o informante olhava para a tela de seu computador, com a janela do chat aberta. Sentia-se estranho, não era do seu feitio ter expectativas ou ficar ansioso por algo.


Porém estava. E ficava mais forte a cada minuto que passava.


Havia tentando convencer a si mesmo que tudo era fruto da sua vontade de ver as pessoas reagirem a diferentes tipos de situação. Que no fundo, mesmo não gostando de como Mai estava agora, sua curiosidade insistia em querer conhecer esse novo “eu” com quem estava lidando. Que era apenas uma rica fonte de observação. Entretanto, havia percebido que há muito ela não se encaixava nessa categoria. Que há muito não a via como seus amados humanos, que seu interesse por ela era diferente.


O sentimento muito perigoso e frágil. Perigoso, frágil, arriscado e, acima de tudo, assustador. E, tais características se acentuavam agora que ela não se lembrava dele.


Seus pensamentos acabaram sendo cortados por duas batidas na porta. Já imaginando quem era, desligou seu computador e levantou da cadeira. Ao passar ao lado do sofá, pegou seu sobretudo e vestiu.


— Bye, bye, Kuro. — falou para o gato deitado perto da mesinha de centro.


Aquele não era mais o momento de demonstrar incerteza. Ele era Orihara Izaya e sempre estava no controle da situação. Sempre.


Exibindo um sorriso confiante, foi até a porta e a abriu. Quem estava do outro lado era exatamente quem esperava, mas de forma diferente.

Mai estava parada a sua frente, mas não usava seu habitual uniforme ou roupas escuras. Ao invés delas, trajava uma blusa vermelha de mangas cumpridas e botões que delineava seu corpo. Seus quadris estavam envoltos por uma saia de pregas preta e suas pernas cobertas por um par de meias 7/8 brancas e botas. Por último, seu cabelo estava presto por uma fita, também vermelha.


Ele ficou encarando-a de cima a baixo por alguns segundos, exibindo um sorriso satisfeito, até que a outra remexeu-se desconfortável.


— Estou estranha...? — perguntou sem graça.


— Muito pelo contrário. — respondeu. — Está muito bonita, Mai-chan. Mas...


Ele deu um passo para mais perto dela e levou a mão até a altura de seu rosto. Com o movimento, a menor encolheu-se no lugar e fechou os olhos. No entanto, a única coisa que sentiu foi seu cabelo sendo solto e caindo até a altura da cintura.


— Melhor. Você fica mais bonita com ele solto. — o moreno falou simplesmente, guardando a fita de seda no próprio bolso.


— O-obrigada. — respondeu, olhando para o lado.


— Bem — ele sorriu. — Aonde pretende me levar?


Tentando se recompor, a garota olhou para o mais velho.


— O lugar não tem nada de especial, apenas... Me siga.


Os dois saíram do prédio e, deixando-se ser guiado pela mais jovem, Izaya seguiu pelas ruas de Shinjuku até Ikebukuro. Porém ela não foi para o centro, ao invés disso, caminhou para uma área comercial um pouco mais tranquila, perto de um parque arbóreo. Ao lado dele, havia uma espécie de barraca de alimentos tradicionais móvel, toda feita de madeira, com várias mesas ao redor e iluminado por lamparinas.


— Um restaurante ao ar livre? — observou. — Como descobriu um desses, Mai-chan?


Ele virou-se para olhá-la, percebendo um grande sorriso em seus lábios.


— Tive ajuda. — respondeu. — Não é bonito? A noite está fresca e a movimentação é mais calma. Ficar aqui é quase relaxante.


Gentilmente ela o pegou pelo braço e o levou até uma das mesas vazias; acomodaram-se um de frente para o outro.


— Então, Mai, por que me trouxe aqui? — o informante perguntou finalmente.


— Eu acho que já te disse, não?


— Dizer que resolveu sair comigo só porque queria me ver feliz é um tanto vago, não acha? — desafiou com um sorriso. — O que eu quero saber é o que a motivou a fazer isso e o que pretende realmente — sua expressão ficou astuta. — Bom, se quiser, posso tentar adivinhar eu mesmo.


— ... Você complica demais as coisas. — ela comentou com desânimo. — Por que quer tanto saber?


— Hm, não sei, será por quê? — respondeu com ironia.


Depois de um longo silêncio e um suspiro, Mai desistiu. Sabia que Izaya iria insistir até que lhe fosse dito o que queria.


— Desde aquele dia no Rússia Sushi eu comecei a ter uma impressão diferente de você. Antes, achava que era só uma pessoa estranha que gostava de se divertir cruelmente com que lhe conviesse. E que só me via como entretenimento... — ela parou um segundo. — Mas, depois do que você falou naquele dia, percebei que, de certa forma, erámos parecidos. Pensei que talvez você só estivesse se sentindo sozinho e que quisesse uma companhia que soubesse interpretá-lo. Só que...


Ela levantou os olhos para o moreno, como se o analisasse.


— Ao mesmo tempo, você parece distante. Como se algo o estivesse fazendo se fechar. Talvez nem mesmo você queria alguém tão próximo assim. Então imaginei que se tentasse me aproximar de forma lenta e tentasse te conhecer, você se abriria mais para mim para que eu te entendesse.


— Mai...


— O que você acha, Izaya, se formos amigos? — Mai olhou para ele com carinho. — Eu ficaria contente em conhecê-lo melhor. Assim vou poder saber sobre o que te deixa alegre, ou triste. As coisas que você gosta e não gosta... E até entender seus sentimentos.


E mais nova ia falar mais, porém ao perceber a expressão de Izaya, calou-se.


— E-eu disse algo de errado?


— Não. — respondeu.


Era estranho ser compreendido tão rapidamente por ela. Mesmo que a garota não tivesse suas memórias, parecia tão fácil pra ela entendê-lo e aproximar-se de seu coração. Como se a velha Mai estivesse ali olhando para Izaya, mas estava longe o suficiente para que o próprio não a alcançasse. E, da mesma forma que da última vez, ela estava facilmente conseguindo dominá-lo.

Aquele sentimento, escondido em seu âmago, parecia querer sair das sombras e se apoderar de seu corpo. Mas ainda precisava mantê-lo preso dentro de si. Aquela não era a mesma pessoa que um dia prometera fazer tudo por ele, que desejava ficar eternamente ao seu lado e que não se importava em sofrer por isso.


Essa pessoa ainda estava muito, muito longe dele. E a linha que os unia ainda era muito tênue. Por isso, enquanto não a tivesse para si de volta, precisava prender essa Mai a si. Para que fosse ele a estar no controle.


— Com licença, o que vão querer? — o garçom perguntou ao se aproximar.


Passando agilmente o olhar pelo cardápio, o rapaz pediu para ambos a primeira coisa que lhe pareceu atraente. Depois de anotado, o homem se retirou. Quando ele afastou-se o suficiente, o informante voltou-se para a colegial, que o encarava preocupada.


Não podia perder o controle da situação tão facilmente. Então, encarando-a, o rapaz exibiu um sorrio fino e traiçoeiro, que fez a menor assustar-se. Demonstrando tranquilidade, ergueu-se da cadeira e foi se sentar ao lado dela.


— Muito interessante o que você falou, Mai-chan. — comentou.


Demorou um pouco para ela captar o que havia falado, mas quando percebeu que era uma confirmação para tudo o que estava dizendo, alegrou-se.


— Realmente?


— É claro. — falou com benevolência. — Porém, saiba que não vou aceitar uma mera amizade. — seu sorriso ficou malicioso. — Quero algo muito melhor do que isso.


— E-e o que seria?


— Quando esse encontro acabar, eu te mostro. — respondeu. — Então, como pretende me conhecer melhor?


— Convivendo com você.


— Oh, quer dizer que decidiu vir morar comigo?


— Er... Bem, acho que não tem problema eu passar alguns dias com você. — murmurou sem graça. — Tudo bem?


— Você está me perguntando isso? Sabe muito bem que meu objetivo sempre foi te trazer para o escritório.


— É verdade... Acho que se eu não tivesse te repelido tanto, as coisas teriam sido mais fácies. — ela sussurrou com culpa. — Desculpe por aqueles dias no orfanato, eu estava apenas assustada.


— Concordo. Foi bem irritante naquela época. — ele confirmou, fazendo uma careta. — Mas agora está aqui comigo.


— É. — concordou com um singelo sorriso.


Logo a comida chegou e os dois puderam se alimentar. Quando acabaram e pagaram pelos serviços, levantaram-se para ir embora. Mai seguia por onde havia chegado, porém Izaya a chamou.


— Antes de voltar, quero te levar a um lugar. — falou apenas.


Surpresa, a mais nova assentiu e o seguiu.


— Aonde estamos indo? — ela quis saber.


— Calma, já estamos chegando.


Eles andaram por mais algum tempo, até que o moreno parou.


— Pronto.


Mai o olhou em dúvida, mas depois se virou para frente.


— O que são essas coisas?! — perguntou com os olhos arregalados.


— São brinquedos.


Ainda não era muito tarde e havia muitas pessoas na rua. Porém, nesse horário, já não havia mais crianças brincando no playground, deixando a área completamente livre apenas para os dois.


Maravilhada, a garota correu por entre os brinquedos coloridos. Por fim, parando no balanço e sentando em seu banco de metal. Animada, ela descobriu como se movimentar nele e começou a se abalançar.


— Isso é muito divertido! ~~ — exclamou animada.


— Sim, sim. Só cuidado para não cair. — advertiu, sentando no ao lado, sem se mover.


Quando já não tinha mais fôlego, ela parou.


— Muito obrigada por me trazer aqui. — disse, mas quando olhou para sua companhia, percebeu que suas feições eram sérias.


— É um lugar importante, muitas coisas aconteceram aqui entre nós dois. — explicou, fitando-a com intensidade. — Você gostava daqui, mas eu não. Detesto esse lugar, e é por sua causa.


O sorrido nos lábios de Mai foi aos poucos se apagando. Seu olhar passou por todo o lugar, depois voltou o moreno, que continuava a encará-la de forma tão séria e profunda. Por um momento a noite ficou fria e seus sentimentos perderem intensidade Ela deixou os ombros caírem e abaixou a cabeça, fitando as mãos sobre o seu colo.


— Sobre isso de já termos nos conhecido, talvez não seja algo tão absurdo assim.


— Oh, é mesmo? O que te fez mudar de ideia? — ele estreitou os olhos, parecendo um predador observando os movimentos de sua caça.


Depois de um longo silêncio, a jovem continuou:


— Posso te contar um segredo?


— Mas é claro.


— Eu sou diferente das pessoas, Izaya, mas isso sempre foi algo perfeitamente aceitável para mim. Entretanto, tem algo de estranho acontecendo comigo. Eu me sinto vazia e às vezes sufocada. Há momentos em que fico tão triste, que sinto como se meu coração fosse parar. E esses sentimentos... Não sei de onde vem. — Mai estreitou os olhos, sentindo-os ficarem marejados. — Sinto tristeza, dor e solidão. Mas não sei como acabar com isso. É como se eu tivesse perdido uma parte muito importante de mim que tivesse todas essas respostas.


As lágrimas começaram a descer pelo seu rosto. Queria contê-las, não fazia sentido começar a chorar ali, mas era difícil. Seu coração estava apertado. Ao mesmo tempo, condenava a si mesma por ter revelado tanto para o rapaz, tão simplesmente. Nunca contara isso a ninguém, pois achava que um dia essas estranhas sensações iriam parar. No entanto, depois que conheceu Izaya, eles só ficaram mais fortes.

No inicio, não queria acreditar nas palavras do informante sobre se conhecerem. Tentava fingir que ele não tinha nenhuma influência sobre si, mas tudo a sua volta dizia o contrário e que deveria ceder.


Só que era tão complicado e... Assustador.


— Que bobagem... — ela riu com amargura, odiando seu próprio comportamento.


— Não é bobagem. — o rapaz respondeu firme e, para a surpresa da outra, ele estava de pé a sua frente. — Não se preocupe, Mai, eu vou cuidar dessa tristeza. — pegando sua mão, ele a puxou para si.


— I-Izaya... — sua voz saiu por um fio, sentindo os braços do mais velho em volta de seu corpo.


— Mas tem uma condição. — sussurrou em seu ouvido. — Você não pode fugir quando perceber que se aproximou demais de mim.


As palavras do rapaz fizeram seu corpo arrepiar por completo e seu coração disparar. Ao mesmo tempo, as lágrimas aumentaram em seus olhos, escorrendo por suas faces.


— ... Certo. — respondeu, escondendo seu rosto no peito do informante.


Sentindo a garota contra o seu corpo, trêmula e frágil, Izaya sorriu. Um sorriso fino, carregado de malícia e crueldade, que combinavam com seus olhos repletos de maldade.


Havia conseguido.


Sem perceber, a própria Mai estava levando a si mesma para suas garras. Precisava de uma forma de prendê-la a si e havia descoberto uma.


Dependência.


Tinha que fazê-la sentir-se dependente dele, física e emocionalmente. Assim conseguiria tê-la para si independente do que acontecesse, independente de quem o atrapalhasse. Seu caminho estaria livre até ter Mai de volta.


— Vamos embora? — ele pediu. No fundo, queria rir de prazer com sua vitória, mas precisa se resguardar.


— Vamos. — concordou, afastando-se dele e limpando as lágrimas.


O caminho de volta foi silencioso. Ao chegarem ao escritório, ambos subiram para o andar de cima. Mai pretendia ir para o seu quarto, porém Izaya a puxou para o seu.


— O que foi? — perguntou um pouco alarmada.


Ele a colocou contra a parede, cercando-a com os braços.


— Lembra-se de quando eu disse que não ficaria satisfeito com uma mera amizade? Bem, era disso que eu estava falando.


Com um dos braços, o informante enlaçou sua cintura e juntou seus corpos. E, com a outra, segurou a lateral de sua cabeça, afundando os dedos nos fios negros. Ele começou a aproximar seu rosto do dela, quando a menor o deteve.


— Espera... — tentou.


— Com medo? — perguntou com um sorriso presunçoso.


— Não, mas...


Não teve tempo de terminar, o rapaz logo juntou seus lábios aos dela, fazendo seus olhos se arregalarem. Começou com o toque superficial, porém que pouco a pouco foi se tornando profundo.

O informante apertou mais o corpo da garota contra o seu, inclinando-se sobre ela, saboreando aquela sensação que a tanto havia sido privado. Já a menor, tentou recuperar-se de susto e acompanhá-lo, abraçando seu tronco e fechando os olhos.


Por fim, quando estavam sem ar, afastaram-se. Mas Izaya continuou a segurá-la, enquanto Mai colocava as mãos sobre o seu peito. Estavam ofegantes. E, ainda sem se recuperar, ele abaixou os lábios até o ouvido dela.


— Quer dormir comigo? — sussurrou roucamente.


A pergunta a fez se afastar dele. A jovem deu alguns passos para trás, com o seu rosto completamente vermelho.


— ... Boa noite, Izaya. — disse acanhada, correndo para fora do quarto.


Depois que ela saiu, o mais velho se jogou sentado na cama. Estava satisfeito, pois tudo ia muito bem e do jeito que queria. Tocando os próprios lábios, disse:


— Para um começo está muito bom.


Agora era ele quem estava no controle.



No outro quarto, Mai fechou a porta e a trancou. Seu rosto estava quente, seu coração disparado e mente confusa. As coisas tinham acontecido muito rapidamente, sem que pudesse fazer nada.


— Izaya... — sussurrou para si no escuro.


Sentia o coração apertado a uma intensa vontade de voltar para aquele quarto, mas se conteve.


Todavia, em meio aquele turbilhão de sentimentos, uma coisa ela podia dizer: era inegável a vontade de ficar perto do informante.



Memory Fourteen Finalized.



Notas finais
O que acharam?
.
Gostaria muito que mandassem reviews dizendo como está o desenvolvimento da fic. Até o capítulo 13 eu achei bem lento, mas de agora em diante as coisas vão correr de forma mais "intensa".
.
Espero que tenham gostado e que nada tenha ficado confuso.
Apontem os erros que acharem e digam o que acham de tudo no geral.
Também aceito recomendações ~~
.
Hmmm, não sei se tem alguém aqui que leu Distorted Love, mas caso tenha, estou começando a trabalhar na pequena continuação.
.
Reviews eu respondo amanhã, pois estou com sono. Mas agradeço todo o apoio e dou boas vindas a Mika Garcia =3
.
Bye bye ~~