Memories

12 Memory Eleven


Notas iniciais
Desculpe o atraso, meu computador estragou

Memory Eleven



Namie abriu a porta do escritório para Mai entrar. Assim que ela pôs os pés dentro do lugar, a moça levou a ponta do dedo indicador aos lábios e acenou com a cabeça em direção a Izaya, que falava ao telefone sentado em sua mesa.

A menor entendeu que era para fazer silêncio e repetiu o ato para guardar em sua mente o significado do gesto.


A secretária se afastou, enquanto a outra caminhava até o sofá, observando o informante. Não completamente, pois esse estava com sua cadeira giratória virada para os janelões. Ele falava de forma animada, mas Mai sentia que era só mais um de seus trabalhos.


Quando o moreno desligou o aparelho, voltou-se para frente, notando então a presença da garota ali. Arregalou os olhos de leve, pois a ligação o havia distraído o suficiente para se esquecer da chegada dela.


— Olá? — ela tentou.


— Bem vinda de volta. — devolveu.


Mai olhou para os próprios pés sem graça, para depois levantar a cabeça e fita-lo.


— Ontem — começou, porém logo desistiu de voltar no acontecimento da noite passada.


Tentando se distrair, ela pegou uma das revistas em cima da mesinha de centro, juntando concentração para ler suas matérias. Izaya a observava e planejava estimulá-la para que continuasse a frase, no entanto um toque de celular interrompeu seus planejamentos.


Mai assustou-se com o barulho repentino e tirou desajeitadamente o aparelho do bolso. Ela o encarou um pouco confusa, sem saber que tecla apertar.

O rapaz riu revirando os olhos e se levantou. Foi até a menor, que balançava inutilmente o eletrônico, e o tomou de suas mãos.


— Ei! — reclamou com a intromissão.


— Vejamos... Quem está te ligando? — perguntou para o nada, olhando para o visor colorido. Ao ler o nome do diretor, franziu o cenho com mau-humor. — Akihiro-san, é? Ligação rejeitada.


— O que? Não, Izaya! — ela levantou-se para pegar de volta seu pertence roubado, mas o outro o ergueu acima da cabeça e deu alguns passos para trás.


— Por que não? Você está comigo agora, não precisa dar atenção a mais ninguém.


O moreno apertou o botão vermelho, negando a chamada e fazendo o toque cessar.


— Por que fez isso? — Mai continuou, ainda tentando pegar da mão do rapaz o celular. — Vamos, isso não tem graça! — ela se colocou nas pontas dos pés, apoiando-se com a mão no ombro do rapaz, enquanto a outra tentava chegar aos dedos dele.


Izaya deu mais alguns passos para trás, recostando-se a parece ao lado da televisão para não cair. Sentia o corpo da menor pressionar-se contra o seu, dando um sorriso torto diante disso. Porém ela mal notava a situação em que se encontrava. Aproveitando-se disso, empurrou seu corpo contra o dela, fazendo a jovem perder o equilíbrio. Usufruindo dessa vantagem, segurou-a e inverteu as posições. Prendendo Mai entre a parede e seu corpo.


— O que está fazendo? — assustou-se, percebendo enfim a situação embaraçosa em que se encontrava.


— Ora, você não me deixa usar sem celular em paz. — argumentou de forma tranquila. — Por isso precisei arranjar um jeito de te manter paradinha.


Mai tentou se soltar, mas a posição em que estava tornava impossível fazer algum movimento realmente útil; não conseguia abaixar nenhum de seus braços. E quanto mais tentava se remexer, mas vergonhosa a situação precia ficar. Por fim, parou de tentar alcançar a mão do rapaz e tentou relaxar o corpo.


— Por que está fazendo isso? — ela abaixou a cabeça, para que ele não visse seu rosto corado.


— Porque é divertido e eu quero ver uma coisa no seu celular.


Ele abaixou o aparelho na altura de seus olhos e começou a vasculhar as poucas coisas ali gravadas.

Enquanto Izaya fuçava em sabe-se lá o que, Mai deixou os ombros caírem, concluindo que só sairia dali quando a boa vontade dele permitisse.

Ela tentou ignorar a sensação incomoda de estar tão próxima do corpo do rapaz. Involuntariamente, deixou sua cabeça encostar de lado no peito do informante. Logo quando fez isso, notou que era possível ouvir suas batidas do coração. Era ritmada e calma. Parecia... Familiar.


— Pronto ~ — ele se deu por satisfeito. — Agora você tem o meu número e eu o seu ~


Izaya deu alguns passos para trás, finalmente se afastando da menina. No entanto, notou que ela continuava com os braços erguidos e o encarava com o olhar trasbordado de curiosidade.


— O que foi? — perguntou.


— Eu consegui... — ela começou, dando alguns passos em sua direção. — Eu consegui ouvir, Izaya.


O informante a encarou, confuso. Chegou a dar um passo para trás, mas acabou deixando que a menor se aproximasse. Chegando perto o suficiente, Mai colocou os braços em volta de seu tronco, como em um abraço, e aproximou o ouvido de seu peito novamente.


— Eu estou ouvindo as batidas de seu coração, Izaya — observou. Para ela, parecia uma grande descoberta.


Ele não se moveu, estava estático. Sentia os braços dela em volta de si e seu corpo delicadamente recostado sobre o seu.


— Está ficando rápido. — ela continuou, levantando a cabeça para Izaya.


Os olhos do moreno estavam arregalados e devido a isso, Mai finalmente percebeu o que estava fazendo. Sem jeito, ela soltou-se dele com o rosto corado.


— D-desculpe. — pediu.


— Ora — ao perceber que seu estado surpreso havia ficado evidente, Izaya tentou recuperar sua postura. —, estava tentando me assediar, Mai-chan? Quanta ousadia da sua parte ~


Com as palavras dele, o rubor da garota aumentou mais.


— Você entendeu errado...! Eu só estava...


Batidas incessantes interromperam a explicação da mais nova, ecoando por todo o escritório. Por um momento, tanto Izaya quanto Mai se distraíram do que estavam fazendo e se viraram para o som.


As batidas continuaram, até que o informante chegou à conclusão de quem poderia ser.


— Droga... — praguejou, caminhando até a porta e abrindo-a.


Ao olhar para o lado de fora, deu de cara com suas “queridas” irmãs gêmeas.


— Como combinado, estamos aqui ~ — falou Mairu, mostrando um “v” de vitória.


— Me digam, não deveriam estar na escola nesse momento, estudantes ginasiais? — ele provocou.


As irmãs trocaram olhares cumplices, porém em seguida a de óculos deu de ombros.


— Resolvemos matar os dois primeiros horários para conhecer a Mai. — explicou. — Vamos lá, família em primeiro lugar, não é? — sorriu de forma inocente.


Revirando os olhos, Izaya deu passagem para as duas, fechando a porta quando elas entraram.


Mai, parada no meio do cômodo, olhava para as duas sem saber o que fazer.


— Certo, essas são Orihara Mairu e Kururi, minhas irmãs mais novas. — apresentou. — Essa é Mai, ela mora aqui comigo. — deu ênfase no verbo morar, encarando a de olhos azuis.


— Ela mora aqui ou você a arrastou? — Mairu provocou, com um sorriso nos lábios.


— Você contou pra elas, Izaya? — Mai indagou surpresa, com os olhos arregalados.


— O que?! — ele fez.


— Há, eu sabia! — a de óculos riu vitoriosa. — Iza-nii é mesmo um pervertido, é bem a cara dele.


— Iza-nii é um perigo... — Kururi murmurou encolhida ao lado da irmã.


— O que elas querem dizer com isso? — a de cabelos negros perguntou preocupada.


Percebendo que tentar acompanhar ou intervir na conversa não daria em nada, o informante cruzou o grupo e foi sentar-se em sua cadeira, observando o desenrolar da situação. Deixaria que as gêmeas perguntassem o quanto quisessem, para se darem por satisfeitas. Só assim conseguiriam fazê-las ir embora.


— Quantos anos você tem, Mai-chan? — a irmã mais nova quis saber.


— Será que podemos chama-la de Mai-chan? — Kururi indagou.


— Por que não perguntam pra ela? — Izaya ajudou, com um sorriso irônico. — Vocês disseram que queria tanto conhecê-la, mas até agora as únicas a falarem foram vocês.


Percebendo um pouco a contragosto que o irmão estava certo, a duas se calaram e encararam Mai.


— É um prazer conhecê-las — finalmente se pronunciou, sorrindo para elas. — Eu não sabia que Izaya tinha uma família. — comentou curiosa. — Nem que era possível duas pessoas terem rostos tão parecidos.


— Ela parece ser mais agradável que você, Iza-nii — Mairu espetou. — Como você aguenta nosso irmão?


— Sentem-se e terminem essa conversa logo — o informante apressou.


A irmã mais nova bufou, puxando sua gêmea e sua atual vítima de interrogatório para o sofá – não antes de mostrar a língua para o rapaz.


— O Iza-nii nunca nos contou sobre você — ela falou para Mai. — Ele é um chato mesmo — resmungou.


— Podemos chamá-la de Mai-chan? — Kururi pediu.


— Não, não, sinto como se fossemos o pervertido do Iza-niii — a de óculos reclamou. — Você parece ser alguém gentil, precisa de um nome a altura disso.


As irmãs fizeram uma careta pensativa e segundos depois sorriram uma para outro em uma concordância mutua e silenciosa.


— Mai-nee! — exclamaram em uníssimo.


— O que? — Mai ficou confusa.


— É perfeito ~ — agradou-se Mairu. — Agora você é a Mai-nee!


— Certo...


A de cabelos negros soltou um suspiro. Era difícil acompanhar a conversa das duas; falavam muita coisa e não a deixavam responder. A única coisa boa era que assim conseguia escapar de dialogar assuntos mais profundos e de conteúdo pessoal.

Enquanto as gêmeas se empolgavam com o apelido os olhos de Mai viajaram até Izaya. Dessa vez ele não observava mais as três, sua atenção estava na tela do computador, porém seu semblante era irritado.


— ...


— Quantos anos você tem, Mai-nee? — Mairu perguntou, tirando o foco dela do rapaz.


Mai virou-se para a ginasial, com um olhar perdido.


— Er... — ela batucou os joelhos com a ponta dos dedos. — Me... Me disseram que tenho 16 anos. — respondeu sem confiança.


— Te disseram? Como assim, você não sabe sua própria idade? — Mairu zombou.


— Onde você estuda? — emendou a irmã mais velha.


— Eu não estudo — comentou. — Mas me falaram que logo, logo vou começar.


As gêmeas trocaram um olhar confuso, achando as respostas pouca cabíveis para a situação que achavam que Mai se encontrava.


— Mairu... — sussurrou Kururi.


— Sim, eu também acho que tem algo de errado — devolveu no mesmo tom.


Elas não trocaram mais comentários, olhando em seguida de forma desconfiada para o irmão. Izaya, por sua vez, ao notar o silêncio pouco comum para as duas, voltou sua atenção para o trio.


— Finalmente acabaram? — instigou.


— Sim, acabamos — Mairu falou com ar solene, se colocando de pé. — Não é, Kuru-nee?


A outra confirmou com um aceno, segurando a mão de Mai, ficando de pé, abrigando-a a fazer o mesmo.


— Iza-nii... — a de cabelos curtos chamou, balançando a cabeça em negação, como se estivesse decepcionada. Ela se aproximou de sua mesa e colocou as duas mãos sobre o tampo, inclinando-se para frente. — Tem algo muito mal contado nessa história. — comentou só para ele. — O que acha de termos uma conversinha à sós?


Izaya estreitou os olhos, encarando ora Mai, ora a irmã.


— Eu respondo algumas perguntas e depois vocês vão embora. — rosnou.


— Muito sensato — sorriu. — Mai-nee, importa-se de ir com a Kuru-nee até a loja de conveniências para comprar nossos lanches?


— Tudo bem, Izaya? — ela pediu confirmação.


O informante gesticulou com a mão de forma desinteressada e deu de ombros. Esperou as duas saírem, para fuzilar a irmã de forma ameaçadora.


— Certo, o que está acontecendo? — ela perguntou, pela primeira vez de forma genuinamente preocupada. — Primeiro, quem é ela realmente? Pelo que deu a entender, não está verdadeiramente morando com você como da última vez.


Izaya suspirou. Irmãs irritantes e enxeridas. Até que ponto elas pretendiam intrometer em seus assuntos? Se não tomasse o controle da situação, logo elas iram bagunçar ainda mais as coisas. Não confiava nelas o suficiente para dividir suas preocupações. Não porque achava que iriam espalhar para os quatro cantos, mas pela forma como elas iriam tentar lidar com isso.


— Queremos apenas te ajudar, Iza-nii...


Ah, ainda iria se arrepender disso.


— Sim, ela não é bem a mesma pessoa que vocês viram há um ano. — revelou. — Ainda que continue sendo a Mai.


— O que isso quer dizer?


— Por certos motivos, ficamos um ano inteiro sem nos ver e quando a reencontrei, não se lembrava mais de mim. E, antes que pergunte, não, eu não sei o porquê disso ter acontecido. E devido à isso, ela não está morando comigo no momento.


— E ela tem família?


— Não, vivem em um orfanato.


Um silêncio estabeleceu-se entre os dois. Mairu olhava para baixo, tentando tirar alguma conclusão das informações. A situação agora não lhe parecia mais tão divertida e simples.


— Que tipo de relação vocês tinham? — tentou, porém Izaya não respondeu, mas aos olhos da irmã aquilo já significava muitas coisas. — E o que pretende fazer?


— Tentar fazê-la se lembrar de mim. — contou.


O silêncio voltou a tomá-los, e só foi quebrado quando Mai e Kururi voltaram. Como prometido – e com certo olhar repreensivo de Izaya – as duas ginasiais foram embora, com a promessa de que voltariam outro dia.


Quando a porta bateu, o informante finalmente suspirou de alivio.


— Como essas duas dão trabalho — reclamou.


— Por que elas me chamaram de “-nee”? — Mai quis saber.


— Ahn? Bom, possivelmente elas estão te considerando como “parte da família”.


— Sério? — ficou animada.


— Ah, não se alegre com isso. É das minhas irmãs que estamos falando. Não espere coisas boas vindas delas. — falou com desprezo.


— Não devia falar assim delas, são sua família.


— E o que você sabe sobre famílias? — destreinou os olhos com desgosto.


— ... O suficiente para me fazer querer ter uma. — confessou em tom baixo.


— O que nunca será possível, já que eu muito malevolamente estou atrapalhando sua vidinha, certo? — desafiou em tom de escarnio.


— Eu nunca falei isso. — defendeu-se.


— É claro que não — colocou-se de pé. — Vamos, me acompanhe.


Não sabia como as coisas tinham chegado àquele tom venenoso. Talvez a visita de suas irmãs e o fato de ter que rever todas as suas frustrações na hora de relatar os acontecimentos à Mairu tenham acabado com seu humor.

Porém aquilo não mais importava, discutir com Mai sobre isso era inútil em certas ocasiões.


Sem se apegar mais ao assunto, ele se afastou da mesa e subiu as escadas que levavam ao andar superior. Demorou alguns instantes, porém a menor também o seguiu. Quando chegaram lá em cima, ela olhou para as três portas fechadas e depois virou para Izaya.


— Escolha uma das duas — ele pediu, apontando para as que estavam lado a lado.


Ainda sem saber a finalidade daquilo, ela apontou para a segunda. O informante sorriu e levou a mão até a maçaneta.


— Meus parabéns, Mai-chan, você acabou de descobrir o seu quarto.


— Meu quarto?


Ela observou dentro do cômodo. Era simples e amplo; possuíam uma cama de casal com lençóis claros, dois criados mudos, o chão coberto por carpete, armários e outra porta que dava para um banheiro.

Com cautela, Mai adentrou na frente de Izaya. Aquele lugar lhe parecia familiar.


— No início era aqui que você dormia. — ele contou, sentando na cama. — Vamos, pode deixar sua curiosidade fluir e comece a xeretar.


— Inicio? E depois? — questionou.


— Bem, depois de um tempo você começou a preferir dormir comigo, no meu quarto. — deu um sorriso fino. — Quer ir até lá?


Mai engoliu seco, tentando não ruborizar.


— Nã-não obrigada. — ela lhe deu as costas, virando-se para o armário.


Tentando ignorar as palavras do outro, a garota abriu uma das portas de madeira clara, visualizando seu conteúdo. Havia várias roupas ali penduradas e quando as analisou mais de perto, notou que eram todas femininas.


Tudo a sua volta, detalhe por detalhe, parecia conspirar contra ela e dar ainda mais forças às palavras do informante sobre terem se conhecido. E pouco a pouco ficava mais difícil julgar tal sentença como falsa. Mas sentia tanto medo em admitir a verdade.

Ela espiou o rapaz por cima do ombro, percebendo que esse se distraia com seu celular. Ainda bem que ele não a estava observando, não queria que notasse que suas barreiras estavam caindo.


Mai passou algumas roupas com a mão, notando que entre elas havia um uniforme escolar. Ah, havia se esquecido desse detalhe.


— Izaya — chamou — Tem uma coisa que preciso te dizer.


— Então fale.


Ela afastou-se do móvel e sentou na cama, ainda de costas para o moreno.


— Há um tempo — começou. — comentaram comigo sobre entrar em uma escola. Eles me explicaram sobre o que se tratava e me entregaram vários papeis para preencher. Disseram que eu precisava entrar em uma e que era algo muito importante. Ainda não entendo bem sobre essa tal importância, mas amanhã será o meu primeiro dia de aula.


Izaya virou-se para encará-la, porém Mai estava na outra ponta da cama.


— Então à partir de amanhã você será uma colegial? Meus parabéns ~ Adoro uniformes colegiais. Como é o seu? — brincou.


O comentário não pareceu surtir algum efeito nela. Na verdade, Mai parecia estar tentando dizer algo que he custava a sair.


— Por acaso quer me pedir algo? — supôs com interesse, fazendo-a reagir. Estava certo. — Ora, ora, Mai-chan, deseja algo de minha ilustre pessoa? — perguntou com malicia.


— Não é nada de mais... — sua voz saiu trêmula.


Achando aquilo divertido e que poderia ser uma boa oportunidade, o mais velho se aproximou dela, sentando ao seu lado.


— Vamos, diga ao Izaya-sama o que ele pode fazer por você — estimulou. — Não precisa se acanhar.


— ... Nesse primeiro dia de aula, você poderia me levar e me buscar?


— Te levar pra escola? — repetiu incrédulo, esperava mais. — Achei que ia pedir algo mais interessante. Que sem graça.


— Quer dizer que não vai me levar? — agora era ela quem estava decepcionada.


O rapaz a fitou longamente, notando o quão aquele simples ato parecia para Mai algo realmente importante.


— Certo, certo, eu te levo. Onde e que horas te encontro?


— Às sete, em frente a fonte da praça principal de Ikebukuro! — sinalizou em tom animado. — Prometo não me atrasar!


— Está realmente animada com a escola — observou.


— Nem tanto... Bom, estamos combinados!


Ela estava saindo do quarto, quando se lembrou de que Izaya ainda não havia devolvido seu celular.


— Meu telefone. — pediu.


— Ah, é mesmo. — ele tirou o aparelho do bolso e a entregou. — Dê uma olhada na agenda.


Com seu pertence de volta em mãos, Mai vasculhou onde lhe foi indicado.


♥ Izaya-sama ♥


Foi o que encontrou.


Ela se virou para o rapaz, franzido o cenho. Em resposta, ele apenas deu de ombros de forma inocente.


Nos momentos sequentes não houve maiores acontecimentos. Algumas palavras foram trocadas, mas na maioria do tempo Izaya se ocupava com seu trabalho e Mai lia alguns livros.

Quando a noite tomou os céus da cidade, a menina foi até a porta e olhou uma última vez para o informante.


— Promete que vai me levar? — insistiu.


— Prometo. — confirmou de forma despreocupada. — Se está tão preocupada com a possiblidade de não nos encontramos, por que não dorme aqui?


A sugestão deixou a menor sem fala e desconcertada. Ela olhou para baixo e foi embora, fechando a porta atrás de si.

Enquanto caminhava pelo corredor em direção ao elevador, ela sentia seu rosto quente e coração palpitar, entretanto, tentou apartar tais sensações lembrando-se do dia seguinte. Conseguiu; sentia-se mais relaxada e havia um sorriso bobo em seus lábios. Izaya havia prometido leva-la à escola, estava feliz com isso. Havia sido... gentil da parte dele. Ao contrário dos últimos dias, que tentava ignorar a proximidade da data, agora a aguardava ansiosamente.


Quando chegou ao térreo e entrou no carro de Akihiro, tirou o celular do bolso. Não custava fazer isso.



No escritório, sentado no sofá lendo um arquivo da Yakuza, Izaya sentiu seu celular vibrar. Era uma mensagem.


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De: Mai

Para: ♥ Izaya-sama ♥

Assunto: –


Tenha uma boa noite

Com carinho,

Mai

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Era algo simples, mas que conseguiu arrancar do rapaz um sorriso involuntário. Ele balançou a cabeça, repreendendo-se. Porém não teve muito sucesso em segurar a vontade de respondê-la.


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De: Izaya

Para: Mai-chan ~

Assunto: –


Te espero amanhã, não se atrase.

Izaya

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Memorie Eleven Finalized

Notas finais
O que acharam?
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Normalmente não gosto de ficar pedindo reviews, mas dessa vez achei necessário... Tem muita gente que colocou a fic nos acompanhando ou nos favoritos, mas não comenta. Dá um pouco de desanimo postar.
Gostaria que vocês aparecessem mais, nem que seja só pra dizer que está gostando D=
.
Até o próximo capítulo.