Memories
19 Memory Eighteen
Notas iniciais
Bem, dessa fez não foi por enrolação, estava atualizando minhas outras fanfic. E por falta de tempo também. E vai ser assim até o final do mês. Mas quando o ENEM passar, prometo que ficarei mais regular, tá bom?
Gostaria de dar as boas vindas a Hikari Aya, que começou a acompanhar a história! Espero que goste de Memories!
Estou feliz, Miracle está quase chegando aos 200 reviews (só falta 1) e Memories está quase nos 100 xD
Devo tudo isso a vocês, leitores, muito obrigada ~~
Não quero segurá-los mais. Boa leitura.
Memory Eighteen
O escritório estava em silêncio. Consternada, Mai olhava com as orbes arregaladas para o rapaz, que sorria com maldade, esperando pacientemente a reação de sua presa.
— Eu não entendo... — ela falou, em um tom misto de magoa e incredulidade. — Nos dias anteriores tudo parecia tão... Bem.
— Aah, aquilo? ~ — perguntou, referindo-se a ocasião em que subiram no terraço daquele prédio e o jantar. — Gosto de pensar que o que passados foi um estratégico entretenimento. Não nego que foi divertido “brincar” com você, mas o motivo principal era que se eu quisesse fazê-la se apegar a mim, precisava proporcionar-lhe momentos daquele tipo. E acho que fiz um excelente trabalho, não concorda? ~
A menor sentiu seu rosto corar e desviou seu olhar dele.
— “Quando não estou com você, me sinto sozinha. Eu também só tenho você” — Izaya recitou com deleite. — Uma linda declaração, não acha, Mai-chan? Daquelas que vem do fundo do coração. Quando eu ouvi isso, tive certeza que meu plano havia dado certo. Mesmo que negue, sabe que se apegou a mim. — ele parou um segundo. — Não, não, é muito mais do que um simples apego. Você se apaixonou por mim, não é isso? — perguntou em tom alto.
Sentindo-se ainda mais envergonhada, ela se encolheu no lugar.
— Vamos, Mai, me responda — exigiu com ar convencido.
— ... É verdade...
Ela sentia-se completamente constrangida por estar sendo obrigada a expor seus sentimentos daquela forma, ainda mais quando a mesma ainda não estava pronta para confessá-los.
Por outro lado, o informante se divertia, rindo com prazer.
— Meu brinquedinho é tão comportado ♥ Admitindo seus sentimentos por mim dessa maneira... Fico até excitado! — ele gargalhou. — É como você disse, eu sou a única pessoa que você tem, o que deixa mais do que claro que pertence a mim — o rapaz abriu um sorriso afetadamente alegre. — Ou seja, caso não queria acabar abandonada e ter seus lindos sentimentos desprezados por mim, sugiro que continue assim: obediente. Sou tudo para você, então em troca faço tudo por mim. Estamos entendidos?
Entretanto, mesmo com a pergunta, não esperou resposta. O informante lhe deu as costas e começou a caminhar de volta para a sua mesa
Mai ficou parada no mesmo lugar, olhando para o chão. Estava completamente chocada e magoada. Todos os seus medos e inseguranças se tornaram verdade de uma vez só. Seus sentimentos foram expostos sem pudor e tomados como brinquedos, e suas memorias felizes viraram mentiras premeditadas por Izaya.
Não tinha coragem de continuar ali, mas estava sem forças para se mover. Todas as palavras de Izaya e daquele homem ecoavam por sua cabeça, torturando-a. Até que algo em meio a tanta crueldade chamou sua atenção. Mai voltou a olhar para cima, encarando as costas do rapaz que se afastava.
“Ele a odeia por ter se esquecido dele e o abandonado”
Será que era isso? Era esse o motivo da repentina hostilidade? Mesmo com tudo o que ouviu, ainda havia uma parte de si que teimava em duvidar dos fatos, que se recusava a acreditar que Izaya era realmente o que dizia. Mesmo sua mente chegando à conclusão obvia, seu coração insistia no contrário.
Com uma estranha inquietação tomando-a, ela moveu-se de súbito, agarrando o moreno pelo braço.
— Izaya — chamou um pouco sem fôlego, fazendo-o olhá-la por cima do ombro. — Por acaso, você não está dizendo tudo isso para mim simplesmente por que está magoado?
Ele virou-se para Mai e ela pôde ver, por poucos segundos, surpresa em seus olhos rubros. Porém, o mais velho logo tratou de esconder isso.
— O que? — indagou, com um humor fingido.
— Disse que já nos conhecíamos, não é? E você sempre dá a entender que nós, no passado, erámos próximos. Mas que, por algum motivo, eu te deixei. E, agora que estou de volta, não me lembro mais de você. — explicou a garota, surpresa com o que ela própria havia descoberto. — Izaya, o fato de eu ter te deixado e me esquecido do tempo que passamos juntos te magoou, não é verdade? É por isso que está agindo assim comigo. Por magoa e ressentimento. E, acima de tudo, medo — a jovem insistiu, sem nenhum momento desviar seus olhos dos dele. — Não é isso, Izaya?
O informante a encarou, pela primeira vez sem reação. Entretanto, sua expressão em branco logo tomou forma: raiva. Muita raiva. Ele puxou bruscamente seu braço e encarou Mai com ferocidade.
— Não diga asneiras — rosnou, com ar ameaçador. — Não fique com a estúpida ideia de que dependo emocionalmente de você.
Ao invés de voltar para sua mesa, Izaya passou por ela e foi até a porta do escritório.
— Preciso sair, faça o favor de estar aqui quando eu voltar — ameaçou, indo embora.
Ela ouviu a porta batendo e depois o silêncio absoluto.
Mesmo sozinha, a garota ainda conseguia sentir a raiva do rapaz. Nunca o havia visto daquela forma. Havia sido assustador. Todavia, isso só fazia a faziam pensar o quão certa estava.
Se o que ela disse fosse realmente uma coisa ilógica, ele teria zombado e rido de suas palavras. Mas não foi o que aconteceu, muito pelo contrário.
Devia ser verdade, era a única explicação. No passado os dois eram realmente próximos, mas por algum motivo – que talvez Mai tivesse uma ideia de qual era –, ela o abandonou. E agora estando de volta, não se lembrava dele e dos momentos que tiveram.
Izaya era um homem solitário, não possuía amigos e as pessoas a sua volta queriam distância dele. Caso eles tenham sido realmente próximos, provavelmente Mai era a única companhia que ele tinha. Ao ir “embora”, o rapaz deve ter se sentido ainda mais sozinho e abandonado. E, quando finalmente se reencontraram, descobrir que Mai não se lembrava de nada deve ter sido um terrível choque. Saber que todos os momentos que compartilharam estavam perdidos no tempo deve ter causado a ele uma horrível sensação de desolamento.
Sentiu-se culpada. Estava sendo cruel com o rapaz. Mesmo acreditando que o conhecera, não se importou em saber se havia ficado alguma cicatriz proveniente do abandono.
Izaya devia odiá-la, desprezá-la por isso. Era realmente como o homem de jaleco havia falado. O informante não queria mais saber de sentimentos – não confiava nela para isso –, queria Mai apenas para ser seu brinquedo, assim ficando em uma posição segura e ainda podendo usufruir de alguma vantagem de ter sua companhia. Izaya queria seus sentimentos para se aproveitar deles, mas não tinha quaisquer intensões de correspondê-los.
E era tudo sua culpa.
Ela realmente merecia ser punida por ele. Mesmo tendo dito que queria ajudar Izaya, no final das contas só pensou na própria felicidade. Foi egoísta.
O problema era que... Não queria que isso acontecesse. Amava muito o informante. Todas as vezes que o via sentia seus dia melhorar, sua companhia lhe trazia alegria e a afeição física que trocavam fazia seu coração se aquecer. Queria uma nova chance, queria concertar seu erro e tentar dar seus melhor por ele. Queria entregar seus sentimentos a ele e tê-los correspondidos.
Porém, parecia ser tarde demais para isso. Izaya já havia colocado um abismo intransponível entre os dois. Tinha medo que isso pudesse significar a possibilidade dele considerar abandoná-la e trocá-la por outra pessoa. Imaginá-lo com outro alguém lhe doía terrivelmente.
No entanto, precisa fazer algo. Não queria desistir. Só ainda não sabia qual era o caminho certo a seguir para alcançar seu objetivo.
Seus passos eram duros e irritados. A cada vez que relembrava das palavras da garota, Izaya praguejava.
Quem Mai pensava que era para falar tamanha estupides para ele? Quanta ousadia... Achar que tinha alguma dependência emocional por ela e ainda jogar isso em sua cara. Magoado? Com medo? Ressentido? Quanta baboseira. Ele era Orihara Izaya, o informante, o homem mais perigoso de Ikebukuro, não um adolescente idiota que se lamuriava pela perda do primeiro amor. Ela realmente achava que Izaya havia sofrido com sua partida? Que o fato dela não se recordar dele o magoava? Mai era muito ingênua por pensar dessa forma. Longe de ter sentido sua falta, ansiado para que voltasse para ele e sentido-se rejeitado ao descobrir que ela não se lembrava mais dele. Isso era um absurdo.
O informante parou de andar e olhou para o lado, percebendo que seus passos o haviam guiado para Ikebukuro, lugar que a colegial tanto gostava. Sem que pudesse fazer lago à respeito, sua mente o traiu, fazendo-o reviver os momentos que passara com ela ali, até a sua partida.
Aquelas memorias o faziam cerrar os punhos. Não cometeria os mesmos erros do passado. Dessa vez não se colocaria em uma posição tão vulnerável. Conseguindo ou não fazê-la recordar-se do passado, as coisas iriam mudar. Iria deixar bem claro para Mai, e para todos a sua volta, que era ele quem estava no controle.
Ah, não, melhor.
Ao formar uma nova ideia em sua mente, o rapaz soltou uma risada maldosa. Não iria só deixar evidente seu controle sobre a garota, mostraria também como era ela quem realmente dependia dele. Mai achava que ele quem precisava dela? Muito bem, provaria o contrário. Iria expor sua fragilidade e vulnerabilidade, obrigando-a a precisar dele e clamar para que a controlasse e a dominasse.
Mesmo que ele precisasse feri-la, fazê-la sofrer e prendê-la a presados grilhões.
O rapaz ainda esperou que seu humor melhorasse, para enfim voltar ao escritório. Ao chegar, percebeu que a colegial já havia ido para a cama e levado Kuro junto. Preferindo não importuná-la mais naquele dia, subiu para o seu próprio quarto. Se realmente pretendia seguir com que havia decidido, o dia seguinte prometia.
Novamente, acordando mais cedo que o normal e sem tomar café-da-manhã, Mai deixou o apartamento de Izaya. Depois de tudo que havia acontecido, ainda precisava se preparar para o que estava por vir. Por isso, optou por sair mais antes que o rapaz acordasse. Entretanto, a garota também não se sentia bem disposta para ir à escola. Não havia se esquecido do problema que enfrentava lá, e agora que não tinha o informante como porto seguro, suportar a intimidação por parte de seus colegas parecia impossível. Por isso, ao invés de ir para lá, seguiu para o Rússia Sushi. Tinha ouvido falar que alunos usando uniforme e matando aula não costumavam ser bem recebidos na maioria dos estabelecimentos, então achou que lá seria um refúgio melhor. Mesmo não conhecendo bem aquele tal de Simon, sentia que ele era uma boa pessoa e que seria compreensível com sua “escapada”.
Quando chegou, o restaurante estava quase vazio. O grande homem negro limpava uma das mesas, mas parou e olhou por cima do ombro ao ouvir seus passos. Ele sorriu para a menor e indicou com a cabeça uma das salas privadas. Ela consentiu, entrando em uma das últimas e acomodando-se. Se soubesse administrar bem o seu dinheiro, achava que conseguiria matar todo o tempo de aula ali – além de ficar completamente empanturrada. E depois... Não sabia o que faria, e nem queria pensar nisso.
Momentos após, Simon veio atendê-la e ela fez o seu pedido. Enquanto esperava, tirou da pasta alguns mangás e começou a lê-los.
E assim se seguiu. Já estava em seu terceiro pedido, quando notou que já havia matado três quartos do período de aula. Ainda sem querer ir embora, e com um pouco de dinheiro sobrando, pediu algo para beber. Como já havia lido todos os mangás que trouxera, pegou seu celular e conectou-se ao chat.
Infelizmente não havia ninguém online, o que a fez pensar que talvez quase todos os membros fossem alunos como ela. Porém, mesmo assim, ela resolveu esperar.
— — Kanra-san entrou no chat.
(Kanra-san): Olááá!!
(Kanra-san): Alguém online?
(Aoi-san): Apenas eu.
(Kanra-san): Oh.
(Kanra-san): Que raridade ver você online esse horário.
(Aoi-san): Bem, não é realmente um horário que eu costumo entrar.
(Kanra-san): Isso soou muito suspeito ~
(Kanra-san): Não me diga que é um estudante matando aula.
(Aoi-san): ...
(Kanra-san): Que feio, Aoi-san!
(Aoi-san): Desculpe...
(Kanra-san): Ei, estou apenas brincando com você.
(Kanra-san): Se tem um motivo pertinente para fazer isso, não há porque se desculpar.
(Kanra-san): Aconteceu algo?
Mai parou, encarando o ícone da usuária Kanra. Será que teria problema se desabafasse um pouco com ela? Não tinha coragem de falar o que estava acontecendo consigo para pessoas próximas, mas Kanra era diferente. Ela não conhecia Mai e vice-versa. Talvez, se não revelasse detalhes em excesso, descarregar um pouco da sua aflição e até conseguir algum tipo de ajuda fosse uma boa ideia.
(Aoi-san): ... Sim.
(Kanra-san): Bem, não quero forçá-lo a nada.
(Kanra-san): Mas se quiser desabafar, estou disposta a ouvir e te ajudar.
(Aoi-san): É meio complicado.
(Aoi-san): Existe uma pessoa de quem gosto muito, Kanra-san.
(Aoi-san): Alguém muito importante para mim.
(Aoi-san): Mas agora ela está brava comigo e acho que é porque eu a magoei.
(Kanra-san): Hm
(Kanra-san): Qual é sua relação com essa pessoa?
(Aoi-san): Não sei dizer ao certo.
(Aoi-san): Passamos muito tempo juntos, compartilhamos bons momentos. Sua presença me faz sentir feliz e seguro.
(Kanra-san): E o sentimento é recíproco? Ela também tem a mesma estima por você?
(Aoi-san): Não sei, ela nunca disse nada. Mas sempre me pareceu feliz por estar comigo.
(Aoi-san): Mas agora não tenho mais certeza. Acho que ela me odeia.
(Kanra-san): E o que aconteceu entre vocês?
(Aoi-san): Nós nos conhecemos há um tempo. Ficamos juntos e erámos a única companhia um do outro. Porém, algo aconteceu e eu tive que abandoná-la. Não foi por maldade, não tive escolha. Mas isso a magoou. E agora que estou de volta, ela está irritada e me tratando mal.
(Aoi-san): Acho que não sou mais suficiente ou a mesma pessoa de antes. Meus sentimentos parecem insuficientes para ela.
(Kanra-san): Que pessoa terrível, Aoi-san.
(Kanra-san): Tem mesmo certeza que vale a pena mesmo ficar ao lado dela?
(Kanra-san): Ela me pareceu um tanto desprezível.
(Aoi-san): Não diga isso!
(Aoi-san): Ela só está com o coração ferido. No fundo é uma pessoa incrível!
(Kanra-san): Hahahahahahaha!
(Kanra-san): Você está soando muito apaixonado, Aoi-san.
(Aoi-san): ... Eu estou, Kanra-san.
(Kanra-san): Kyah! ♥
(Kanra-san): Que fofo ~
(Kanra-san): Muito bem, se é assim, eis o meu conselho
(Kanra-san): Se gosta tanto dela e não quer sair do seu lado, deixe que as coisas continuem assim. Se ela está magoada, te trata assim por vingança. Por isso, não faça nada contra isso, permita que ela desconte toda a raiva em você e use seus sentimentos. Deixe-a liberar seu ódio, até não sobrar nada.
(Kanra-san): Quando ela se cansar disso, vai acabar percebendo que seus sentimentos são verdadeira e que lamenta o abandono.
Lendo pela segunda vez o conselho, Mai respirou profundamente, seria essa uma alternativa para o seu problema?
(Aoi-san): Isso vai ser sofrido.
(Kanra-san): Mas ela vale a pena?
(Aoi-san): Eu faria tudo por ela.
(Kanra-san): Ótimo! ~
— — Setton-san entrou no chat
Setton-san: Bom dia.
[Private Mode] (Kanra-san): Não se preocupe, Aoi-san, seu segredo está seguro.
[Private Mode] (Kanra-san): Pode contar comigo para o que precisar.
(Aoi-san): Obrigado por tudo.
(Setton-san): ?
[Private Mode] (Kanra-san): Opa.
[Private Mode] (Kanra-san): Responda na tarja branca de cima para usar o chat privado.
[Private Mode] (Aoi-san): Oh, não sabia que isso existia.
[Private Mode] (Kanra-san): Tecnologia, Aoi-san, sempre nos surpreendendo.
(Kanra-san): Bem, eu preciso ir!
(Kanra-san): Até mais tarde ~
— — Kanra-san saiu do chat.
Izaya soltou uma risada curta. Foi só usar as palavras certas que Aoi-san contou seus segredos para ele. Pobrezinho, mal sabia que o informante não tinha quaisquer intensões de ajudá-lo. Muito pelo contrário.
Pela conversa, conseguiu concluir muitas coisas sobre aquele misterioso usuário. Primeiramente, ele era um colegial. Um adolescente solitário que havia se apaixonado por uma garota de personalidade difícil. E que, provavelmente, devido a sua pouca experiência, havia cometido algum deslize que irritou essa menina. E agora ela descontava toda a sua raiva e frustração nele.
Obviamente, o certo a se fazer em uma situação como aquela era conversar sobre o ocorrido. E, ao invés de se render, Aoi-san deveria tentar demostrar seus verdadeiros sentimentos de forma direta. Claro, isso se essa menina realmente gostava dele. Pela forma como ela se portava, de acordo com o testemunho do garoto, não parecia realmente que o relacionamento, aos olhos dela, era verdadeiro e com boas intensões. Mas isso só deixava as coisas mais divertidas para Izaya.
Mesmo se mostrando uma conselheira dedicada no chat, não pretendia realmente ampará-lo. A verdadeira intensão do moreno era afundar mais o garoto em seu problema através daquele conselho completamente deturbado. O que disse para ele fazer só iria piorar a situação e aumentaria a angustia de Aoi-san. Se, como suspeitava, o colegial tivesse a estabilidade emocional intimamente vinculada àquele relacionamento, ao manipulá-lo para autodestruí-lo, iria devastá-lo psicologicamente. E uma pessoa em tal estado está sujeita a tomar atitudes inconsequentes.
Só precisava descobrir a identidade do garoto e logo seria capaz de presenciar um belo espetáculo.
Satisfeito e cheio de expectativa, desligou o computador e espreguiçou-se em sua cadeira, a espera de seu próximo cliente. Entretanto, antes que esse chegasse, o telefone fixo do escritório tocou.
Sem precisar fazer qualquer coisa, Namie tomou a dianteira e o atendeu. Ela falou alguns segundos e depois o encarou.
— É pra você — avisou. — É da escola da Mai.
O almoço há muito já havia passado, mas ainda não era suficientemente tarde para começar a escurecer. Os frios ventos outonais também estavam presentes, balançando casacos, cabelos e saias, resfriando tudo que entrava em seu caminho.
Cansada de andar às cegas e com sentindo frio, Mai se dirigiu para a praça principal de Ikebukuro, na esperança de descansar um pouco em um dos bancos. Ao se aproximar, viu Celty conversando com uma garota usando o uniforme da Academia Raira. Já a tinha visto antes pela cidade, porém não se sentia muito a vontade para chegar perto.
A colegial as observou de longe, quando a motoqueira a notou e pediu para que se aproximasse com um gesto. Ela olhou em volta, um pouco sem jeito, quando percebeu que ali perto havia um grupo de estudantes da sua sala. Vê-los a fez hesitar. Era angustiante saber que os eventos ocorridos na escola estavam atrapalhando até sua vida fora dela. Impelida a não deixar isso acontecer, Mai tentou ignorá-los e se aproximou da dupla.
“Essa é Sonohara Anri, Mai-chan” — Celty apresentou. “Antes de perder sua memoria, vocês foram boas amigas”
A de olhos azuis se virou para a outra, que lhe deu um sorriso tímido.
— Fico feliz em poder revê-la, Mai... –san — a jovem de fios curtos e olhos castanhos fez uma singela reverência. — Celty-san me contou sobre sua situação no hotpot. Imagino que esteja sendo bem difícil. Mas espero que logo tudo se resolva — tentou.
— Obrigada — disse, se sentindo um pouco melhor. Anri era tão tímida quanto ela. — E pode me chamar apenas de Mai.
Tentando se soltar um pouco e passar o tempo, Mai começou a conversar com as duas. Mais com Celty, pois Anri era um tanto silenciosa, apenas concordando ou soltando alguns comentários.
Quando o assunto estava quase acabando a motoqueira perguntou para as duas se queria ir até sua casa. Anri, um pouco sem jeito, aceitou o convite, e Mai fez o mesmo, sentindo-se animada.
“Temos um videogame. Posso ensiná-las a jogar” — ela ofereceu.
— É uma ótima ide... — Mai teve sua fala repentinamente cortada, ao sentir seu braço sendo puxado, obrigando-a a virar-se para trás. Ela arregalou os olhos ao ver quem era.
— Ora, ora, veja só isso — Izaya falou. — Você anda bem popular, ein, Mai-chan. Já vez mais uma amiguinha.
Assustada, ela não conseguiu reagir. E, incialmente, o informante também não lhe deu atenção. Seus olhos estavam focados em suas “amiguinhas”. Anri parecia frustrada e desconfortável com a presença dele, enquanto Celty apenas irritada com a falta de delicadeza do rapaz.
— Seja lá o que estão planejando fazer, deixem Mai fora disso — ordenou com ar arrogante. — Agora ela está comigo.
“Isso não cabe a você decidir, Izaya” — Celty objetou. “Não pode perdê-la a você desse jeito”
— Ah, não? — ele a desafiou. — Até onde eu sei, tenho total direito de mandar naquilo que é meu.
— Izaya! — Mai exclamou, aflita.
— O que foi? — ele perguntou com ar grave e ameaçador. — Por acaso se esqueceu na nossa conversa?
A menor comprimiu os lábios e encolheu no lugar.
— Caso tenha se esquecido, vou relembrá-la.
O mais velho a puxou para mais perto, juntando seus corpos. Ao perceber o que estava por vir, Mai tentou afastá-lo, mas era fraca demais para isso. Prendendo-a pela cintura e com uma mão atrás de sua cabeça, ele a obrigou a encará-lo. Seus olhos se encontraram e Izaya abaixou seu rosto, entretanto levou seus lábios até sua orelha.
— Se ficar resistindo desse jeito, vou começar a duvidar de seus sentimentos por mim — sussurrou.
Aquelas palavras cruéis a atingiram profundamente. Sentiu seu coração apertar dolorosamente.
Desarmada, Izaya aproveitou a chance para juntar seus lábios. Entretanto, aquele beijo não foi como Mai estava acostumada – começando lento e calmamente aumentando de intensidade. Ao contrário das outras ocasiões, esse se iniciou intenso e áspero, isento de qualquer delicadeza. E o informante a segurava com força, pressionando seus corpos, fazendo-a arfar.
Ele inclinou a cabeça pra o lado e a menor sentiu algo úmido forçar seus lábios, entreabrindo-os. Sem saber o que fazer, ela apenas deixou que o rapaz explorasse sua boca com a língua.
Quando a falta de ar passou a ser insuportável, ambos se separaram. Izaya não parecia ofegante e mantinha um sorriso sádico nos lábios. Em contra partida, Mai, com o rosto ruborizado, tinha dificuldades em estabilizar sua respiração. No começo, evitou encarar as pessoas a sua volta, envergonhada pelo que havia feito em público. Mas, pelo canto dos olhos, acabou espiando Celty e Anri; a motoqueira estava espantada com o ato e a outra colegial com o rosto ruborizado.
Foi ai que se lembrou das pessoas de sua sala que também estavam ali. Sem se conter, procurou-os no mesmo lugar de antes. Para o seu desespero, eles ainda estavam lá e também a olhavam; alguns riam, outros cochichavam, e teve a impressão de ter visto um deles apontar o celular para ela.
Saber que eles haviam presenciado a cena lhe causou uma terrível indisposição, tanto que teve que se segurar em Izaya para não desabar.
— Lembrou-se, não é? — ele assegurou, depois virando para as outras duas. — Como eu disse, a Mai-chan está ocupada no comento, sim? ~
Celty tentou protestar, mas o informante havia se afastado e puxado a colegial junto. O caminho até o escritório foi silencioso, Izaya não parecia interessado em conversa e a outra estava desalentada demais para dizer algo. Só quando chegaram ao apartamento é que ela conseguiu se manifestar.
— Por que... Por que fez aquilo? — sua voz saiu fraca e trêmula. — Aquelas... Aquelas pessoas... Todas elas nos viram e acharam estranho o que fizemos. Tem algo de errado nisso, Izaya...
Ele riu.
— Ora, Mai-chan, você não precisa de mais ninguém além de mim — falou de forma convencida. — As outras pessoas são completamente dispensáveis. Só quis deixar isso claro.
A menor, que se apoiava no sofá, enquanto se martirizava, pensando no que aconteceria quando fosse à escola, parou completamente e o encarou.
— O-o que? — perguntou.
Izaya, que estava se divertindo maldosamente com o desespero dela e o sucesso de parte de seu plano, sorriu com satisfação.
— Ora, Mai, você estava tão ocupada fazendo seu chilique, que nem parou para pensar direito na lógica do que eu te disse. — ele foi até a menor. — Pode não estar claro agora devido a sua falta de bom senso, mas quando decidir se entregar totalmente a mim, vai perceber que o mundo a sua volta não é mais tão importante assim. Isso inclui as outras pessoas, a opinião delas e os problemas que elas trazem — o rapaz respondeu, pegando uma mecha de seu cabelo negro. — Posso ser um verdadeiro desgraçado por estar te tratando como posse e usando seus sentimentos indiscriminadamente, mas, veja bem, há uma vantagem nisso. Ao se focar apenas em mim, fazer com que eu seja o centro do seu mundo, os outros problemas irão sumir. Essa angustiante solidão que sente, suas dúvidas e medos... Tudo irá sumir — abaixou-se até seu ouvido, deixando sua voz rouca. — Sem falar no prazer físico que estará ganhando. Você não gostou daquele beijo?
A respiração da garota estava descompassada e ela corava com suas palavras. Completamente satisfeito, o moreno se ergueu com um sorriso presunçoso nos lábios.
— Pense bem nisso, minha querida Mai. Querendo ou não, irei usá-la como me convir, entretanto, se for esperta e aceitar esse fato, verá também que poderá extrair algo de vantajoso disso tudo. Bem, mas isso é com você — deu de ombros. — Para mim não fará diferença, como não fez hoje — falou por fim, em tom de riso, afastando-se dela.
Se ela não resistir a mim, será muito melhor. Uma Mai submissa e vulnerável é bem mais interessante, pensou com malícia. Agora veremos quem dependerá de quem.
Fingindo ignorar completamente a presença de Mai, extremamente satisfeito com a conveniência da situação em que ela se encontrava, o informante foi para sua mesa e se pôs a trabalhar. Já a colegial continuou parada no mesmo lugar, ainda lidando desajeitadamente com as palavras do rapaz.
Mesmo carregadas de crueldade e deturpação, aos ouvidos de alguém no estado fragilizado em que ela estava, pareciam confortáveis.
O resto daquele dia passou-se de forma silenciosa e sombria. Izaya não disse mais nada, deixando a jovem em paz para pensar sobre o que lhe havia sido dito. Enquanto a própria se trancava em seu quarto, tentando não pensar no dia seguinte.
Infelizmente não havia anda que pudesse ser feito. A lua que ora dominou os céus daquela noite, deu lugar ao sol, que avisou a todos os moradores daquela cidade que o dia havia começado e não pararia por ninguém.
Cansada demais para sair cedo, Mai desceu em seu horário normal. Viu Izaya sentado no sofá, que lhe dirigiu um sorriso malicioso.
— Tenha uma boa aula — desejou de forma sugestiva. — Ah, e essa noite não se esqueça de ir para o meu quarto.
Não respondendo ao comentário, ela seguiu para aporta e foi embora. Sua caminhada até a escola foi repleta de nervosismo e angústia. Não tinha ideia do que a esperava lá e isso a assustava. Penso em matar aula, mas não sabia se obteria sucesso novamente.
Sem opções, ela apenas seguiu seu caminho. Quando chegou a escola, logo de cara percebeu que as pessoas por quais passava, sendo da sua sala ou não, olhavam-na de forma suspeita. Incomodada, acelerou o passo e adentrou em sua classe.
Quando olhou para as pessoas li, percebeu que muitas seguravam papeis retangulares, para onde olhavam, fazendo uma expressão de nojo ao vê-la. Ouviu algumas pessoas chamarem-na de nomes ruins e uma garota trombou propositalmente em seu ombro ao passado ao seu lado.
Confusa, Mai foi até sua carteira, compreendendo enfim o que era tudo aquilo. Sobre a mesa estava o mesmo papel retangular – uma foto. Era uma fotografia tirada no exato momento em que havia sido beijada por Izaya. Ao lado da imagem dos dois, havia um grande “vadia” escrito em vermelho.
— Então você finalmente resolveu deixar pública a sua ocupação? — falou uma das meninas ao seu lado. — Me diz, você dá pra qualquer homem ou só para os que têm dinheiro?
Alguns alunos riram, se aproximando dela, enquanto a menor sentia-se empalidecer. Suas mãos tremiam, ela mal conseguia segurar a fotografia.
— Não vai responder, não? — a mesma garota exigiu. — Será que dessa sua boca só saem gemidos?
— Tenho certeza que aquele homem, Orihara Izaya, deve ter achado outras utilidades para ela — outra pessoa falou em tom de chacota.
Mais risos. Pessoas apontando para ela e julgando-a.
— Vadia.
— Puta!
Mai apertou a foto entre os dedos, amassando-a. Sentia suas lágrimas pedindo passagem em seus olhos, mas ela se recusou a deixar que escapassem. Não ali na frente daquelas pessoas.
Com a cabeça baixa, ela abriu passagem entre as pessoas que a haviam cercado e correu para fora da sala. Para sua sorte, os portões da escola ainda estavam abertos e ela pode fugir dali.
Desesperada, a jovem correu rua afora, quase sendo atropelada e trombando em vários transeuntes pelo caminho. Mas ela não se importou com nada disso, queria apenas distancia de tudo aquilo. Estava cansada, magoada e humilhada. Não aguentava mais isso.
Quase tropeçando, ela subiu os degraus do edifício, até chegar ao andar desejado. Ofegante, Mai parou à porta do escritório. As lágrimas já haviam começado a escorrer pelo seu rosto e seus ombros tremiam. Ela ergueu a mão até a maçaneta e abriu a porta.
O barulho da jovem entrando distraiu o rapaz do computador, mas ele não ficou surpreso.
— I-Izaya... — chamou-o suplicante, sua voz saiu chorosa e ela ergueu seus olhos marejados.
Entretanto, mesmo com a visão da garota se desfazendo em lágrimas na sua frente, ele não fez nada. Ficou parado, sentado em sua mesa, com um dos cotovelos apoiados no tampo de madeira, segurando seu queixo com a mão. Em seu rosto havia uma expressão satisfeita, acompanhada por um sorriso de descaso.
— Só assim para você aprender como as coisas funcionam, não é, Mai-chan? — ele perguntou simplesmente.
A garota o encarou, com a cabeça cheia demais para entender o que ele queria dizer.
— As coisas na escola não andam fáceis para você, pelo que soube — Izaya se ergueu da cadeira. — Pelo que parece, seus colegas andam judiando bastante de você, e de forma cruel.
— Como você soube...? — ela perguntou sem fôlego, quase se engasgando com o choro.
— Ora, sou um informante, sei de tudo o que acontece. Principalmente do que acontece com o meu brinquedinho — afirmou de forma convencida, chegando perto dela. — Apenas não sei dos detalhes, mas você me fará o gentil favor de me contar, não?
Receosa e hesitando, Mai calou-se, com medo de falar a verdade para ele. Por alguns momentos, até seu choro parou.
— Vamos, não me force e tirar isso de você — o informante disse, cruzando dos braços. — Sabe que se eu tentar, vou conseguir.
Talvez, se não estivesse tão abalada, a menor até teria conseguido se esquivar daquilo, fugido ou inventado alguma desculpa. Mas seu estado psicológico estava terrivelmente abatido. Não tinha forças para lutar ou resistir. Por fim, sem conseguir se segurar, e no fundo clamando pela ajuda do rapaz, ela desabou.
— ... Eu... Eles...! — ela se embolou com as palavras que tentavam sair todas de uma vez. — As pessoas me odeiam por estar com você! Dizem que sou uma pessoa suja e promíscua. Chamam-me de nomes horríveis e dizem que faço coisas vulgares. Todos na sala me tratam mal e zombam de mim. — confessou em desespero. — Eu não sei o que fazer. Todos os dias acordo com medo e assustada, preocupada com o que pode acontecer quando eu pisar na escola!
Seu choro se reiniciou e agora sem nada o contendo. Já havia despejado toda a verdade, nada importava mais.
— Tsc, tsc, tsc... — Izaya fez, sem se compadecer momento algum. — Se tivesse me ouvido, nada disso teria acontecido, não acha?
— O-o que?
— Eu te disse, Mai, e você devia ter me dado ouvidos. Depender de mim é muito melhor. Você devia ser fiel aos seus sentimentos por mim e se deixar se dominada. Só assim vai conseguir se sentir realmente livre dos problemas. — explicou. — Você é frágil, vulnerável e delicada. Olha só o que tentar seguir em frente sozinha fez com você — ele apontou. — É incapaz de se virar sozinha nesse mundo caótico e cruel. Precisa de mim. Mesmo que eu seja um homem desprezível, sou melhor do que qualquer outra pessoa. Vou te usar como bem entendo, é verdade, mas isso te manterá próxima a mim e protegida dos outros.
Izaya chegou mais perto dela, passando a mão pelo seu rosto molhado.
— Você me ama, Mai. No fundo deseja isso, não é? O que mais quer é estar perto de mim e se preocupar só comigo. Por mais que finja o contrário e tente resistir, bem lá no fundo está pedindo para que eu a possua — falou em tom malicioso. — Vamos, pare de se segurar. Já sabe das minhas intensões com você, para que adiar mais o inevitável?
Mai ouviu todas as palavras do informante, sem interrompê-lo ou negá-lo uma única vez. Aquilo tudo a fez pensar e se perguntar se o problema não era realmente ela. Tudo aquilo estava acontecendo por sua causa. Por ser quem era e por agir ao seu modo.
Ela era uma inútil, realmente. Sentia-se desolada e incapaz. Uma existência que não merecia espaço no mundo. Nem a pessoa que mais amava no mundo havia conseguido ajudar.
Mas ali estava Izaya, de braços abertos. Recebendo-a sem se importar com quem era. Ele era a sua única alternativa, o único que iria aceitar alguém tão dispensável como ela.
E o informante não estava mentindo, a garota o queria. Desejava estar perto dele e senti-lo. Ansiava uma chance para consertar seus erros e ser a solução para as sombras que afligiam o rapaz, que o levavam a agir de forma tão cruel. Queria curar suas cicatrizes e ser tudo para ele.
Mesmo que Izaya fosse usá-la e tratá-la como mero brinquedo, se isso fosse ajudá-lo, estava disposta a suportar essa dor.
Mai estava determinada a fazer tudo por ele. Até destruir seu próprio coração.
— Eu sou sua... — ela sussurrou, em meio aos soluços. — Meu amor e carinho são todos seus, faça o que quiser com eles. Se eu... Se eu fizer de você o meu mundo, vai ficar tudo bem, não é? Você ficará satisfeito e não precisarei me preocupar com mais nada?
Izaya, que assistia a todo aquele sofrimento, respirou fundo, com ares de grandiosidade. As coisas havia se engrenado mais rápido do que ele imaginava. Mas isso só o deixava mais satisfeito. Conseguira deixar Mai e um estado tão fragilizado e vulnerável, que ela já não mais se importava com o que ele iria lhe fazer. Apenas queria algo que para acabar com seu sofrimento. Aquilo era simplesmente perfeito. Com a colegial daquele jeito, poderia manipulá-la facilmente, sem que resistisse. Ela estava praticamente pedindo para isso.
O informante a tinha completamente para ele, submissa e desampara, suplicando por sua proteção.
Com um sorriso gentil, mas os olhos carregados de malícia, o mais velho limpou novamente as lágrimas de seus olhos.
— Ah, Mai-chan, como você é obediente — falou com deleite, puxando-a para os seus braços, surpreendendo a menor. — Finalmente percebeu que eu tenho razão. E já que se comportou muito bem, darei a você uma pequena regalia.
A menor levantou os olhos para ele
— Tem algo que há muito quero fazer, Mai-chan. E acho que agora é o momento perfeito. E, se continuar a me obedecer e fizer tudo direitinho, acho que também servirá como um conforto para você.
Mai não havia entendido o que aquilo significava, mas era tarde demais para resistir. Na verdade, nem pretendia...
Ela era dele, certo?
Memory Eighteen Finalized

Notas finais
O que acharam, leitores? Me digam suas impressões e previsões para os próximos capítulos.
Ah, essa imagem que eu postei, achei que ela combinou perfeitamente com o capítulo. Concordam? Quem quiser, tenho ela sem o "Memories"
E, de novo, o capítulo ficou enorme. Prometo tentar diminuir nos próximos. Ah, e não se preocupem, esse capítulo foi o primeiro ápice. Agora pretendo trabalhar calmamente com os conflitos e não exagerar no drama.
Uma notinha: para quem acompanha Strange Love, nesse momento estou escrevendo o capítulo dois, ok? E para aqueles que liam a minha original, eu deletei ela e a reescrevi. O prólogo já está disponível.
No mais, acho que é só isso. Comentem bastante e digam o que acharam.
Desculpe a demora e agradeço por todos os comentário (que responderei amanhã, preciso ir dormir '-')
Fale com o autor