Notas iniciais
Tudo o que tenho a dizer estarão nas notas finais =3 Espero que gostem n.n

Memorias de um verão passado

Prologo

O cheiro férrico de sangue circulava o local inteiro, junto a corvos do mais intenso negro, com olhos igualmente negritos na qual estavam sedentos por corpos, comendo os cadáveres que estavam em decomposição por aquele local. Os corpos que ali jaziam eram muitos. Brutalmente mutilados com um corte de uma katana afiada e que com plena certeza já havia visto muitas vezes o sangue espalhando-se corrosivamente por um campo de guerra.

Em meio a esse massacre de corpos sangrentos, e corvos crocitando por mais um pedaço de carne, encontrava-se uma pequena criança, sentada em cima de um corpo qualquer, sem importar-se com os mortos, e com não mais que seus sete anos, de estranhos cabelos pratas em um encaracolado deveras bagunçado, olhos vermelhos intensos, trazendo a inocência de uma criança, juntamente ao cansaço de um guerreiro que lutava há anos. Um sentimento que não deveria pertencer aos olhos de uma vida tão nova.

Apoiado em sua espada — preta com detalhes pratas — embainhada, o pequeno garoto desfrutava de uma massa esbranquiçada com um recheio de carne. Havia dias que não comia direito, e necessitava nem que um pouco, alimentar-se para manter suas energias.

Enquanto procurava dar mais uma mordida desesperada no bolinho em suas mãos, sentiu algo gentilmente tocar sua cabeça, e em reação ao ato não esperado, abaixara-a um pouco, errando a mordida que daria em sua refeição. O que era uma merda. Estava com fome. Todavia, não tinha tempo para preocupar-se com aquilo. Tinha que descobrir quem era o autor da mão, ao menos ele esperava que fosse uma mão, tocando seus fios esbranquiçados. Levantou a cabeça, revelando seus olhos vermelhos em direção a um homem.

– Eu vim depois de saber sobre um demônio devorador de corpos. – a voz soara gentil, quente e acolhedora. As mãos afagaram levemente seus cabelos bagunçados, bagunçando-os mais ainda, em um gesto de carinho, não entendia muito sobre aquilo – Esse seria você? – o sorriso gentil que se mantinha nos lábios do homem era intrigante. Nunca tinha visto aquilo em um sorriso, afeto. – Acredito que seja um demônio gentil. – estranhou a fala, mas não tinha tempo para aquilo.

Em um ato rápido, rápido de mais para uma simples criança, retirara a mão de sua cabeça, e dera um pulo para trás, saindo de cima do corpo do homem que há pouco se encontrava. Suas mãos pequenas agarraram a espada que jazia embainhada em sua cintura, agarrando-a com força, temendo mentalmente, sem deixar transparecer em sua face, o que poderia ocorrer consigo.

Desembainhou sua espada, ouvindo o som do mental arrastando-se contra o couro da bainha, em barulho lento e atormentador. Aos poucos a lamina da espada fora sendo exibida. Uma lamina cuja qual o metal era refletido pelo sol por entre as manchas de sangue que banhavam a espada. O sangue escorria por entre o aço vagorosamente até a ponta, onde atingia o chão em gotas cristalizadas.

– Foi com isso que você criou esses cadáveres? – o homem voltara a perguntar, o sorriso ainda brincava afavelmente em seus lábios rosados enquanto a espada aos poucos era posta mortalmente contra sua figura. O garoto somente lambera o canto superior de seus lábios, limpando a sujeira que o bolinho anterior – este agora no chão – causara – Uma criança solitária, matando para se proteger, é isso? – os olhos vermelhos foram contraídos por suas sobrancelhas esbranquiçadas. Estava atento tanto nas falas intrigantes do adulto, como nos movimentos que o mesmo poderia fazer. – Impressionante – voltara a falar, o mais novo sentia-se um tanto quanto confuso. O que o homem queria dizer com aquelas palavras? Matava por que precisava daquilo, não para impressionar — Porém, sua espada já não será mais util. – O homem desconhecido iria atacar-lhe?

Ficara em posição de batalha, adaptando-se da melhor forma possível para usar o objeto férrico longínquo. Uma mão sobre o couro e a outra sobre a lamina mortal. Seus olhos avermelhados observavam meticulosamente a postura alheia, tentando descobrir por que o outro ainda não fizera nenhum movimento suspeito, ou se quer lhe atacara quando teve a chance. Talvez aquilo fosse para enganar-te. Não cairia sobre aquele possível teatro de bondade. E finalmente o movimento, na qual julgava ser o inicio de uma luta, viera.

– Uma espada que machuca os outros para se defender... – a mão que antes achara quente e grande tocara o cabo da espada que estava presa na cintura do mais velho, retirando-a aos poucos de seu cinto. Engoliu seco, junto a um soluço de seco que escapara de seus lábios sem permissão. Seus olhos ficaram levemente arregalados com aquilo, antes de voltarem a ser estreitados por suas sobrancelhas álgidas, e se dependesse, suas orbes estavam ainda mais estreitadas que antes.

Preparava-se para o taque da lamina, entretanto, sua posição ofensiva fora feita atoa. O homem jogara sua espada para os braços da pequena criança, com bainha e tudo mais. Agarra com um pouco de dificuldades, quase caindo para trás, enquanto gemidos assustados saíam de seus lábios sem sua permissão, a espada que fora jogada para si. Recuperou o equilíbrio, agarrando-se bem as duas lâminas próximas ao seu corpo.

– Eu entrego minha espada. – o homem lhe dera as costas, como se tivesse certeza que o garoto de calos pratas não fosse ataca-lo. E talvez fosse verdade, o menino estava assustado de mais com aquilo tudo para se quer raciocinar alguma coisa que não fosse encarar as costas largas do estranho – Se você realmente quer aprender a maneja-la... – aos poucos a figura dava seus primeiros passos para longe do pequeno, afastando-se lentamente, cada vez mais. O mais novo endireitara-se, com os olhos em curiosidade, ouvindo as palavras que o outro dizia – Siga-me – descrença fora o que enfeitara suas orbes vermelhas. Acabara que tentar matar o homem, e o mesmo estava adotando-o como discípulo?!

O homem era uma figura estranha – tanto na aparecia como na personalidade — e desconhecido para si. Poderia fazer qualquer coisa caso seguisse-o, tanto mata-lo ou fazer algo pior. Entretanto, optara por acreditar na áurea afável que estendia-se por a figura do mais velho, e aquele sorriso doce. Estranho, mas conquistador.

Observou os cabelos aloirados, longos e lisos do homem a sua frente sendo agitados pelo vento que corria pelo campo aberto com cheiro de carnificina, antes de olhar para as duas espadas seguradas por suas mãos pequenas. Olhara primeiramente a espada negrita com detalhes pratas que havia sido tirada de um cadáver qualquer e a espada vermelha com dourada que o mais velho lhe dera.

Ainda confuso, deixara uma escorrer por entre seus dedos, abandonando-a naquele lugar que há pouco havia matado muitos, antes de correr em direção ao loiro que a cada segundo mais estava distante.

Dentro de alguns segundos, sua corrida alcançara os passos lentos do mais velho, para assim, parar de correr e andar calmamente ao lado do outro. Olhou a face encoberta parcialmente pela franja amarelada, enquanto um sorriso ainda brincava nos lábios do mais velho. Novamente sentira a mão grande e quente afagar seus cabelos bagunçados, desarrumando-os novamente.

Atordoado, mas com um estranho calor alastrando-se dentro de si, apertara fortemente a espada que carregava contra seu corpo. Aquela espada vermelha com detalhes que o outro lhe dera, seria o seu mais precioso tesouro.

Naquele dia, em meio aos corpos em decomposição, e sangue banhando a terra do local, o pequeno renascera para uma nova vida, como aprendiz de um homem loiro estranho. Estranhamente gentil e amável.

Notas finais
E aí povo viciado em Gintama? Entrei recentemente para o grupo o/ Gintama é um anime perfeito xD E ah, essa é uma cena do cap 180 do anime Copiei-a inteiramente xD Mas pode deixar que o resto não será plagio do autor de Gintama e.e E bem, esse é o prologo, onde o Gin encontra com o Shoyu-sensei - havá? E está pequeno... Muito pequeno... Acho que os caps dessa fanfic serão maiores! Bem maiores! - Eu acho e.e Bem, eu escreverei aos poucos o cotidiano do Gin ao enturmar-se com Takasugi, Sakamoto e Zura...Katsura: Zura ja nai, Katsura da!Ignorando minha mente reproduzindo o Zura gritando isso para mim... Os caps serão aleatórios, relatando um pouco sobre o cotidiano desse samurai que eu estou perdidamente apaixonada. Não haverá casais. Ou ao menos não vou manter isso em prioridades, mas eu pretendo relatar o primeiro beijo do Gin - Sacchan, eu sei que você vai sentir ciúmes, eu também vou! E ah... por que eu sou super curiosa para saber o passado de Gin! Espero que isso incentive algumas pessoas a escrever algo sobre o passado do Gintoki... SERIO, EU PRECISO DESCOBRIR ALGO A MAIS! E ah... FELIZ ANIVERSÁRIO GIN! Pode não ser o dia que você nasceu, mas é o dia em que você renasceu, certo? Espero que valha de alguma coisa... Comentem n.n