Memórias de Um Guildmaster

1 Dia 1 - Memórias Póstumas de um Guildmaster


Notas iniciais
Esta foi a primeira fic que fiz no Nyah! Espero que gostem!

Dia 1 — Memórias Póstumas de um Guildmaster.

Perguntava-me se deveria começar essas memórias pelo princípio ou pelo fim. Se eu começaria pelo nascimento, ou pela minha morte. Hum, suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, nunca achei-me uma pessoa normal, minha vida sempre foi recheada de acontecimentos estranhos, logo, iniciaremos estas memórias pela minha morte. Como uma lenda, abandonei o mundo humano e parti para o nada. Vagando como um espectro a serviço de Lord of Death para todo sempre. Não, não é exatamente como você imagina. Eternidade é uma palavra longa, mas tenho certeza que vou esperar alguns anos para partir para o Inferno. Com a quantidade de pessoas que morrem a todo momento, acredito que Carontes está com hora marcada por um bom tempo. Decidi seguir o conselho de algumas pessoas da área que já estão esperando por um bom tempo, alojar-me em algum cemitério e talvez assustar algumas pessoas, acendendo as luzes, abrindo portas, fazendo barulhos estranhos...

Enfim, eu sou Tokay, o grande líder da Gondor Knights. (Aposto que vocês nem se lembram que guild é esta.) Morri numa manhã de Abril, Sexta-Feira. Já estava escuro, e era por volta de sete horas da noite. Assim como as exatas sete pessoas presentes no enterro. Lembro-me daquela fina chuva triste e constante. Com um discurso improvisado, lá estava Ikarus, meu fiel companheiro e atirador de elite da guild.

“Aqueles que conheceram Tokay, meus senhores, podem dizer comigo que os céus estão chorando pela perda irreparável de um dos mais belos caracteres de Rune Midgard. Este céu sombrio, estas nuvens escuras, tudo isso é um louvor ao nosso ilustre finado.”

Bom e fiel amigo! Não me arrependo de ter lutado ao lado de um homem tão grande como ele.

Niflheim era o lugar mais procurado pelos mortos, com reservas para até 2500 anos. Quando você morre, as coisas são tão desorganizados do que quando você está vivo, agora eu teria que esperar a boa vontade do barqueiro para poder embarcar... Bom, eu fui obrigado a seguir as idéias que me forneceram: procurar um cemitério. A idéia era boa, mas eu não pretendia continuar com toda aquele alvoroço e barulho da vida, eu queria um lugar calmo, onde pudesse finalmente descansar.

Vizinhança boa, coberto por uma bela neblina e por chuvas fracas em dias frios. (Acredito que eu tenha uma queda por coisas fúnebres e tristes.) Uma casa abandonada era perfeita. Na verdade não abandonada, lá morava um coveiro, com oitenta e poucos anos... O velho descansava em um hospital próximo por questões de saúde, e acho que ele não se importaria se cuidassem um pouco de sua casa. (Ele nem vai voltar mesmo...) A cabana situava-se no alto do cemitério, um silêncio total... Era perfeito!

A casa, por sua vez, parecia bem mais velha que o próprio coveiro, teias das mais diversas aranhas, que com suas formas perfeitamente desenhadas, deviam viver em pefeita harmonia com o velho, por conta de não serem venenosas. O ranger da porta dava um ar macabro e o barulho do vento entrando por entre os vãos da única janela fariam qualquer pessoa bisbilhoteira evitar o local. (Tudo bem que na vizinhança só tem fantasma, e do que eles váo ter medo?) Apesar de bem pequena e com alguns buracos no teto, lá seria perfeito. Não era possível que muitas pessoas entrassem no alojamento, mas de qualquer modo, eu não tinha intenções de conhecer pessoas mesmo... A vida me ensinou a não confiar mais... Bom, o tamanho da casa era o suficiente para uma pequena cama, uma estante de livros antigos e uma mesa. Uma... Mesa... Já pensou como a eternidade pode ser entediante? Ainda mais para alguém tão impaciente como eu costumava ser.

Embaixo dessa mesa, guardados em uma caixa, um pequeno livro em branco jazia ao lado de um lampião. Veja só, o velho ainda usava lampiões! Isso pra vocês notarem como tecnologia demora pra chegar em alguns lugares... Lampião, livro em branco e uma caneta bico de pena... Por que não escrever um livro sobre minha vida? Tenho muito tempo e seria divertido compartilhar essas memórias com alguém. O lugar me dava inspiração. Era belo, e ao mesmo tempo, escuro, assim como o ódio que sentia daquela moça que partiu meu coração para sempre... Será que consigo deixar o fantasma de meu passado para trás? Na forma figurada, pois agora eu sou um fantasma...

Acredito que... (...) Droga de caneta...

Notas finais
Só uma observação, os nomes dos capítulos estão marcados por "Dia", mas isso não quer dizer o número de dias que Tokay está morto, é só uma forma de contar as páginas de seu diário. Tipo capítulos. Bom, eu estive dando uma olhada de novo nessa fic, e parei pra dar uma arrumada! Este capítulo foi refeito, agradeço por lerem e deixem um review!