Memórias de Um Guildmaster

2 Dia 2 - Da traição, à queda de uma Lenda.


Dia 2- Da traição, à queda de uma Lenda.

Os dias naquele cemitério eram mais animados do que as pessoas em meu tempo. Todos conversavam alegremente, sem pensar em trabalhos, preocupações, completamente esquecidos do tempo. Todos agiam como se fossem grandes amigos há muitos anos. Não gosto de pessoas alegres... (...)

Aquela casa fria e ominosa... As aranhas estranhavam o novo visitante no local, mas como elas são capazes de ver um fantasma, não cabe ao meu conhecimento. Enquanto eu pensava em um modo de continuar essas memórias lembrei-me do homem que me inspirou a tornar-me o que eu era. Ele chamava-se Rebolation. Tudo bem , já ouvi alguém fazendo piadinha sobre uma tal música com esse nome... Mas ele surgiu muito antes dessa música que ouço jovems cantando e dançando na praça. Muito antes...

Antes de minha morte, eu, Tokay, era um respeitado Guildmaster. Um grande líder, a poucos passos de tornar-se uma lenda. Rebolation era apenas mais um guerreiro de sua guild. Lembro-me do dia em que ele conquistara um castelo sozinho. Faltando cerca de um segundo a fortaleza fora conquistada. Como uma sombra por entre as defesas do castelo adversário, Rebolation penetrou nas sombras, e quebrou o emperium de modo fabuloso. E como um raio de sol, a última mensagem surgiu no topo da torre. “O Castelo de Gefn, em Rachel, foi conquistado” . Eu já era vivo nessa época, mas não me importava com Guerras de Emperium, mas o caso era notícia por todos os lados. Depois de um tempo, foi ele que inspirou a montar uma guild... Bom, mais para frente ainda direi mais sobre essa misteriosa figura! (Risada Maléfica)

O dia estava tão confortável... Uma chuva rala caía e fazia um barulho aconchegante quando tocava as folhas dos poucos pinheiros do cemitério. Aqueles pingos me lembravam do dia em que eu vim a falecer... Foi numa Sexta Feira de Abr... (Espere um pouco, eu já disse isso!)

Bom, os fantasmas aproveitavam a chuva para sair, elas até me chamaram, mas como sou um cara reservado e não gosto de sair muito, descidi ficar em casa. Será que mesmo em morte eu não consigo me livrar dessas pessoinhas simpáticas e sorridentes? (Que ódio!)

Aquelas aranhas me olhavam admiradas e ao mesmo tempo confusas. Como se quisessem algo... Ou sentissem algo. Criaturas esquisitas... Já eu, sentia que esse dia era especial para escrever um pouco. Sei que vou ter a eternidade para escrever. Uma eternidade inteirinha para ficar escrevendo! Inteirinha... (...) Será que eles já foram?...