Memórias Impagáveis.

23 Capítulo 23 - Estremeci


Notas iniciais
DEEEEEEEEEEEEEEESCULPEM A DEMORA MEUS AMORES :C

O Humpty Lock não brilhava mais, e meu brilho também se ofuscava.


Aquilo era um sonho? Aquilo foi realmente um sonho? Me parecia tão... real!
Sem perceber, lágrimas já escorriam dos meus olhos, ao mesmo tempo que eu não queria que fosse um sonho, eu queria.
Sonhos geralmente... são muito dolorosos.

Por um momento, minha mente embaralhou e minha visão ficou mais fraca e estava embaçada, tudo que pude vê foi Dia murmurando alguma frase mas tudo que pude entender foi “brilho”, e então minha mente se apagou por completo rendendo-se a escuridão.

Novamente eu não conseguia distinguir se tudo aqui fora a ser um sonho ou não, ou muito menos onde eu estava naquele momento. Ao abrir os olhos completamente pude perceber que estava no meu antigo quarto, em minha antiga cama e na minha antiga nostalgia. Minha cabeça doía muito, em meus sonhos totalmente estranhos eu geralmente extrapolo e provavelmente bato algum membro do meu corpo em algum comodo. Mas isso não me acontecia quando estava a dormir com a alguém, ah obrigada por voltar para minha mente Ikuto, você ajuda muito viu?

Joguei meu celular ao chão e consequentemente pisei por cima dele.
1 ponto para a má sorte.
E então escorreguei e bati meu nariz no chão.
2 pontos para a má sorte.
Meu nariz quase quebrou e estava sangrando.
3 pontos para a má sorte.

Ok, chega má sorte você está me afetando demais ultimamente. Enxuguei minhas lágrimas com um lenço de papel ao lado da comôda e desci as escadas, por alguma sorte não cai ou ao menos me desequilibrei. Meu café da manhã estava posto a mesa no lugar onde eu sempre me sentava, cumprimentei meus pais e Ami com um doce “bom dia” e me sentei para comer.

O sonho era desta mesma forma, estava acontecendo as mesmas coisas, deja vu?
- Onee-chan, você poderia me levar a escola? — Perguntou Ami, mas hoje eu teria que fazer alguns exames para entrar a faculdade de economia.
- Ami-chan, desculpe. Tenho alguns exames para entrar na faculdade, outro dia ok? — Eu não havia contado a ninguém, como eu já tinha 18 anos eu deveria entrar numa faculdade certo? Economia sempre me cativou de alguma forma, mas musica também. Talvez seja por causa de Ikuto, de alguma forma isso não importa mais. Ou importa? Ah droga, minha mente está uma bagunça novamente.

Peguei minha bolsa e chamei um táxi, despedi rapidamente de meus pais e entrei ao carro.
- Ah... Moço, poderia me levar a Faculdade Kushimime? (Nossa, que nome lindo que inventei.) — Pedi ao taxista simpático.
- Claro! — Respondeu sorridente, virando o carro em uma manobra um tanto perigosa.

Me remexi no carro incomodada tentando ler mais uma pilha de livros que havia comprado para fazer a prova, eles não eram nenhum um pouco complicados para mim, eu tinha uma mente aberta e uma memoria fotográfica que me favorecia muito.
- Obrigada. — Dei o dinheiro ao taxista simpático e entrei a faculdade.

Normalmente, eu deveria estar em estado de choque ou com um leve frio na barriga, mas por sorte isto não aconteceu. A prova, em meu ponto de vista, havia sido um sucesso e tanto, não tive alguma dificuldade proposta nas questões.
- Amu-chan?! — Uma voz conhecida me chamou, era Haru.
- Haru-kun? Que surpresa inesperada. — Ri de canto, lhe dando um abraço amigável.
- Estuda aqui ou veio fazer o exame como eu? — Perguntando ele, bagunçando carinhosamente meus fios de cabelo.

Eu e Haru haviamos virado grandes amigos depois daquele dia que nos conhecemos, para mim ele era um irmãozão. Ele me tratava como sua irmã mais nova que precisava de atenção e proteção.
- Vim fazer o exame, para Economia. — Lhe respondi, ajeitando meu cabelo bagunçado.
- Oh! Eu também! Ficamos em salas diferentes, por isso não lhe vi. — Disse ele, retirando o celular do bolso e olhando o visor. — Tenho que ir, até mais. — Se despediu ele, correndo até a entrada da faculdade.

My, My, My, My, My, My, My — Skinny Love — Birdy. (Toque)
- Alô? — Era ele, por que alías, este toque era especialmente dele e para ele.
- Amu-koi, olhe para trás. — Virei-me e ele estava de pé em minha frente, desligando o telefone em seguida. Eu havia me esquecido que ele dava aulas, e muito menos sabia que seria naquela faculdade. — Pensei que não sabia onde eu dava aulas, Amu-koi.
- Eu não sabia mesmo. — Respondi cabisbaixa. — Vim fazer uma prova, para entrar no curso de Economia.
- Oh! Então quer dizer que eu poderei te ver todos os dias? — Perguntou ele, se aproximando. Aquilo me deixou um pouco mais feliz, um pouco? É claro que eu estava pulando de alegria por dentro, e meu coração estava mil por hora. — Isso e tão bom, Amu-koi.

No meio do campus lotado de estudantes universitários ou futuros, ele me beijou. Sua mão estava em minha cintura, e a outra acariciava meus longos fios cor de rosa, eu provavelmente estava corada mas não era pelo beijo e sim por que toda a faculdade praticamente parou para ver.
- Tão bom, que parece ser um sonho. — Pensei comigo mesma, esta frase poderia estar virando um clichê total, mas era o que meus sentimentos demonstravam.
- Idiota. — Sussurrei baixinho em sua orelha, com hálito quente e então ele arrepiou. — Estamos em um campus de faculdade, Sr. Professor.
- Mas você não é minha aluna, Sra. Estudante. — Ikuto riu baixinho, me dando um forte abraço e depositando um beijo em minha testa.
- Ah, que se dane! — Pressionei meus lábios aos dele novamente, uma atitude totalmente ao contrário de mim, quem é você?! Sua língua explorava a minha boca em ritmo constante, elas se entrelaçavam. O ar então se desfez e nós nos separamos, ofegantes.

Ele sorriu de canto, escondendo a surpresa que eu havia lhe causado. Eu não era de fazer essas coisas, não mesmo, mas isso se chamava falta e saudade. Ikuto pegou minha mão e me puxou para um lugar mais reservado, embaixo de algumas Sakura Noki que estavam a florescer.

- Aqui. — Apontou ele, onde havia um banquinho branco no meio de duas das várias árvores que florescia.
- Você não tem que voltar ao trabalho? — Perguntei, me sentando no banquinho ao seu lado.
- Daqui a meia hora. — Respondeu ele, olhando ao relógio em seu pulso. — É, bem isso!

Ri baixinho, me aconchegando em seus braços que me envolviam lentamente e me acariciavam.
- Você me parece preocupada, o que aconteceu meu amor? — Ouvi-lô dizer meu amor foi como uma explosão em meu coração, isso me fez esquecer até os mais profundos problemas.
- A-Ah. — Foi tudo o que consegui dizer. — Eu tive um sonho, um sonho estranho.
- Poderia me contar? Eu me preocupo com você, minha pequena. — Não aguentei, o beijei da forma mais suave e doce que podia, ele estava tão... Carinhoso. Ele fazia um gentil cafuné em meu cabelo e beijava meu pescoço, arrepiei.

Contei o sonho da noite passada para Ikuto, ele me olhava e prestava atenção em todas as minhas palavras...
- Isso... — Disse ele, logo continuando. — Mas eu também tive esse sonho, Amu-koi.

Estremeci.

Notas finais
Juro não demorar ok? Até o próximo.