Memórias Impagáveis.

24 Capítulo 24 - Natal


Notas iniciais
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Com as mãos sobre o Humpty Lock, desejei poder ver minhas shugo charas como no sonho. Meu pedido não foi atendido, o pedido de quanto eu amejava.

Já era 24 de Dezembro, podia chamar de natal? Ainda era cedo, a neve caia e atrás estava o nascer do sol que se escondia atrás das nuvens, o dia estava extremamente frio que combinava totalmente com a época. Novamente eu iria passar o Natal sozinha, recusei todas as propostas que viagem que tanto pediam minha presença. Com a casa só para mim e um natal nada aconchegante e vazio, resolvi visitar o templo a noite e festejar ao lado de uma fogueira para me aquecer. Me embrulhei com os casacos, moletons e calças quentinhas possíveis, o frio estava congelando até a minha língua e meus lábios estavam secos e gelados.

Ao respirar pausadamente, podia-se ver a névoa branca saindo de minhas narinas, eu sentia todo o meu corpo estando imobilizado e congelados. Me sentia sozinha, mas eu também não tinha animo para viagens naquele momento e então ficar só era a única opção que restava.

- Sozinha, Amu-koi? — A maçaneta da porta da porta da frente se abriu suavemente, eu já sabia quem era, a única pessoa do mundo que podia e me chamava de “Amu-koi” nem era preciso me virar, ele me abraçou por trás segurando minhas mãos e entrelaçando nossos dedos.

Eu estava me sentindo mais segura.

- Ikuto... — Sussurrei seu nome baixinho, mantendo um sorriso. — Você está aqui.
- E eu também. — Uma voz feminina passou pela porta, era Sakura. — Não se preocupem, podem continuar, lembram daquele dia? — Ela riu.

Minhas bochechas se ruborizaram levemente, era verdade, Sakura para mim já era uma irmã e suas “piadinhas” já eram bem normais para mim.
- Fala de mim, mas e você e Haru? — A provoquei com sorriso pervertido estampado como o de Ikuto, ela abaixou a cabeça constrangida.

Rimos todos e Sakura ficou ainda mais vermelha, mas de raiva.

- I-I-Idiotas. — Murmurou ela, irritada. — Vá logo, Ikuto. E você vem comigo. — Ela me puxou e me enfiou dentro do carro sem mesmo me dizer onde iamos.
- Para onde está me levando, sequestradora? — Fiz piada, pude ver a expressão nada delicada dela.
- Você acha mesmo que iria passar o Natal sozinha? — Perguntou ela, ajeitando a maquiagem olhando no retrovisor do carro antes de dar a partida.
- Era esse o plano, sequestradora. — Respondi, rindo.
- Não é mais. — Ela deu partida ao carro e continuou. — Vamos para o Shopping, não estava pensando que iria assim para festa não é?

Suspirei como uma resposta, Sakura me levou a diferentes lojas até encontrarmos o “vestido perfeito” e o “sapato perfeito”.
- Amu, você está... Fascinante! — Disse a garota ao pegar minha mão e me rodopiar como uma boneca. Por um descuido do salto alto que usava juntamente com o vestido longo e esmeralda, cai sobre o sofá que havia ao lado do provador. Sakura riu e me ajudou a levantar.
- Desculpe. — Sorriu ela me posicionando em frente ao espelho, eu realmente estava deslumbrante. A cor esmeralda havia caído muito bem no vestido longo, um modelo um pouco oriental ao lado aberto no calcanhar.
- Um certo olhos azuis irá babar quando te ver. — Provocou ela, dando o troco na mesma “moeda” me fazendo corar bruscamente.
- Você já comprou seu vestido? — Perguntei passando eas mãos sobre minhas bochechas que queimavam e mudando de assunto rapidamente.
- Sim, olhe. — Ela tirou o vestido da sacola e me mostrou, roxo combinava com a cor dos seus olhos, eram verdes como a cor do meu vestido.

Peguei minha carteira e fui até o caixa pagar o vestido e o salto alto, Sakura ainda estava provando inúmeros sapatos para usar na noite de Natal. No final nenhum ficou bom e tive que emprestar algum que eu tinha em casa. O dia se passou como um estralo de dedos e já era anoite, aceitei o convite de Sakura para que eu me arrumasse na casa dela sem problema algum, a festa era da família de ambos e resolveram chamar alguns amigos. Ela se ofereceu para fazer um penteado em meu cabelo, como ele era longo preferiu fazer um trança e utilizar algumas pedras para enfeitar.
- Vocês estão pro... — Ikuto abriu a porta bruscamente, ao olhar para nós ficou sem reação alguma, tentava falar algo mas sua voz não saia.
- Eu falei, Amu-chan. — Ri com o comentario de Sakura, ela tentava “acorda-lo” com gritos ou estralos de dedos.
- Amu, você está... — Ikuto se aproximava de mim com seu costumeiro sorriso pervertido, já havia se tornado habitual para mim. — Linda.

Seus lábios foram ao encontro dos meus, Sakura fechou a porta levemente para que ninguém visse a cena, ou seria pior para os dois.
- Haru virá? — Perguntei, no mesmo momento a porta se abriu novamente, era Haru.

Como Ikuto, Haru usava um paletó com gravata borboleta preta. Os dois estavam totalmente elegantes, era a nossa vez de “babar” pelos garotos.
- Uau. — Dissemos juntas em um uníssono, Haru fechou a porta com os pés e tratou-se de agarrar Sakura pela cintura da mesma forma que Ikuto. Eles se beijaram lascivamente, como Ikuto não perdia tempo, pressionou nossos lábios no mesmo momento nossas línguas se entrelaçavam até que perdêssemos o ar.
- Temos que descer, já está na hora. — Disse Sakura olhando para o pequeno relógio encima da comoda de sua cama.

Trocamos de posições, Ikuto segurava a mão de Sakura e Haru a minha. Sentiamos-nos desconfortável com esta situação mas sabiamos que era o que deviamos fazer. A festa era linda, tanto quanto a casa, a decoração era cheia de árvores, viscos, bolas de cristais ou de plastico, renas e outros objetos natalinos de cristal. A festa seria no enorme jardim com direito a buffet e mesas.

Sakura apontou para um pequeno local vazio e distanciado, era muito bonito e estava totalmente efeitado. Tinha alguns banquinhos e uma pequena fonte, as pessoas não vinham aqui de forma alguma, como dizia ela.
- Olhe, estão de baixo de um visco. — Sorriu Haru, apontando para cima. — Beije-a.

Ikuto assentiu sem hesitar, me beijou docilmente e com vólupia, sua língua pedia passagem e eu a deixei se levar dentro de minha boca explorando todos os cantos e entrelaçando-se na minha. Por falta de ar, tivemos que quebrar o beijo e eu estava ofegante.
- Tão bela... — Sussurrou ele baixinho em minha orelha, me fazendo arrepiar. — Tão corada...

Um suspiro, foi minha resposta.

Neste momento eu não havia percebido que uma plateia nos olhava, inativa na verdade, pois Sakura e Haru estavam se beijando da mesma forma que nós, ri baixinho com esta situação e Ikuto novamente estava me beijando mas dessa vez em meu pescoço.
- Oh, pare. — Gemi baixinho em seu ouvido, ele se arrepiou. TOUCHE!
- Ei casal, temos que voltar para festa. — Advertiu Sakura, me puxando pelo braço.

A família me tratou com tamanha gentileza, não pareciam ser pessoas ruins, mas ainda não me sentia bem em saber que eles eram um “casal” para aquela família. Fingi ser a nova namorada de Haru, despertando um ciúme descontrolado de Ikuto e de Sakura. Eu ria com esta situação juntamente com ele.
- Um brinde! — Os donos da festa (pais de Sakura) levantaram as taças, fizemos o mesmo que brindamos.

Eu estava cansada, minhas pernas estavam amolecidas e meu rosto aparentava estar cansada. Pedi para que alguém me levasse embora, Ikuto foi o primeiro candidato olhando furiosamente para Haru que havia se oferecido.
- Não gostei, Amu-koi. — Reclamou ele enquanto entravamos dentro do carro. — Você é só minha.
- Eu também não gosto de você com Sakura, mesmo ela sendo uma irmã para mim. — Eu também não me sentia feliz com aquilo, mas preferia guardar para mim.
- Quer entrar? — Perguntei, já esperava uma resposta “não” ou “tenho que voltar”.
- Sim. — Afirmou ele.

Antes que eu pudesse responder mais alguma coisa, sua boca invadiu a minha rápidamente, ao meu ver já estavamos em meu quartos semi-nus...

Notas finais
Desculpem, eu irei demorar para postar o próximo capítulo pois estou num concurso de one-shot.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.