Notas iniciais
Terceira fic, já *-*
A história veio de uma conversa com uma amiga. E o sobrenome da família foi a Mel Devas que me ajudou -q
Boa leitura :)

Acordei, me despreguicei, levantei da cama e disse pra mim mesma:

– Bom dia!

Entrei no banheiro e me olhei no espelho. Estava um caco. Ter que aguentar o mesmo todos os dias é difícil. As pessoas invadem sua privacidade com facilidade, a sociedade não é mais a mesma. Deixei os pensamentos de lado, me despi e entrei no banho. A água quente tinha alguma propriedade mágica que me fazia melhorar nesses dias ruins, me restaurava pra encarar outro dia, confiante, certa de que nada poderia acontecer.

Depois de ter me trocado, desci para a cozinha e me sentei no banco ao lado da bancada. Minha mãe estava preparando algo para mim, meu pai aproveitava seu café com torradas e geleia.

– Bom dia. – Disse aos dois. Ambos se viraram.

– Bom dia. – Responderam em coral com um sorriso.

– Aqui está. – Minha mãe trazia minha omelete e meu chá.

Depois de termos nos deliciado com a comida de mamãe começamos a nos arrumar. Voltei para meu quarto pegar minhas coisas e ir para a escola. Automaticamente coloquei os fones e liguei o iPod, nele, tocava a única coisa que me desacorrentava do dom ao qual eu era escrava, o som do mar. Era algo estranho. Um som tão simples e ao mesmo tempo tão estranho de se ouvir.

Eu? Sou Alex Blackwolf, uma adolescente normal no meio de mais uma sociedade corrompida e, por que não dizer, cheia de mistérios. Vamos ao que interessa, eu tenho um estranho dom de entrar na música em que ouço. Sim, eu vivo o que se toca na música. Entretanto, não depende da letra, as notas são as que mais interferem na viagem, quanto mais intensas forem as junções da música, mais intensa será a aventura.

O que eu tenho ninguém consegue explicar. Já eu, que convivo diariamente com isso, tomei a liberdade de pesquisar sobre o assunto, mas como não sou uma doutora ou algo do tipo, só posso criar minhas teorias. Ela se baseia nas funções básicas de cada parte do cérebro, e as únicas partes que podem ter mudado, e mesmo assim ninguém ter percebido seriam, primeiramente, os lobos temporais, que são responsáveis pela audição, ficarem supersensíveis às notas musicais, e por último, a medula, que trata das funções motoras e sensoriais, ter aumentado a percepção dos sinais recebidos por outras partes do cérebro. Traduzindo, ao ouvir notas meus sentidos mudam totalmente, ficam dependentes do que ouço na música.

Voltando à parte normal, moro em Londres, tenho 15 anos, frequento a escola pública no meu primeiro ano de colegial e toco violoncelo. Meus pais, Kate e Brandom Blackwolf, trabalham como advogados no escritório da família. Assim como eu, eles sabem do meu estranho dom.

Notas finais
Então? Reviews?