Mello No País Do Espelho
3 osrevni do osrev O
Notas iniciais
Bem-vindos ao impressionantemente incredibuloso mundo de Mello atravéz do espelho!
–Mello: Que interessante, aqui parece ser exatamente igual à do outro lado, só que invertido... Pronto, agora é hora de voltar.
Incrível a disposição e boa vontade de certas pessoas em ajudar com a história!
E assim, com sua alma de estraga-prazeres, Mello estava encaminhando-se para o Espelho, quando soltou uma muda exclamação surpresa.
O reflexo ali... Aquele... NÃO ERA ELE!
Levou as mãos em desespero ao couro cabeludo e, ignorando a dor, arrancou um tufo de seus cabelos.
Não... Não eram seus cabelos...
Eram...
...Brancos.
Mirou-se em desespero na superfície lisa e zombeteira.
Os olhos acinzentados, ou azulados, que seja, o encararam de volta.
– Mello: EU QUERO VOLTAR PRO PAÍS DAS MARAVILHAS!! ATÉ VESTIDO E SAPATINHOS DE CRISTAL- Cinderela Feelings?- EU ACEITO, MAS ISSO JÁ É DEMAIS!!
Pois é, no país do Espelho, é tudo ao inverso, como as palavras nos livros próximos.
E o inverso de Mello, era Near.
*Enquanto isso, em algum lugar indefinido que não vem ao caso, mas todos sabem onde fica*
Matt, com uma arma saindo do bolso da calça e uma caixa da Cacau Show nas costas: Cheguei!! Hum? Mello!? Mello!?
Nenhuma resposta.
– Matt: Que estranho... Hum?- abaixou-se perto a uma porta entreaberta- Esse é o transformer do Near?
De fato, cuidadosamente colocado sobre a mesa, em posição de vôo, estava um robozinho, inconfundível.
– Matt: Nessas horas, é preciso fazer o que é certo!
Correndo até o quarto que tomara para seu, enfiou-se corajosamente debaixo da cama, tirando de lá uma caixa acorrentada, escurecida e blindada.
–Matt: Há! Eu sabia que o Mello jamais o encontraria! Vamos, Xbox, mostre-me do que é capaz!
*Voltando ao lugar inversamente indefinido*
Mello, encarcerado naquele corpo bem vinte centímetros mais baixo do que o que estava acostumado (a despeito de suas gloriosas experiências de mudança de tamanho), simplesmente não conseguia voltar as espelho de onde saira e que agora, aliais, encontrava-se no alto de uma majestosa lareira vitoriana, com um relógio velhinho e sorridente de um lado e um vaso emburrado do outro.
Chegou a tentar arrastar um pesado sofá que havia ali perto, para que neste pudesse subir, mas Near deveria ser muito inútil mesmo pois, quanto mais tentava tirá-lo do lugar, mais ele parecia resoluto em ali permanecer.
Agora ele teria que odiar a si mesmo?
Tudo aquilo era tão confuso! Se ao menos tivesse alguém menos teimoso que colaborasse consigo.
Pronto, nem dois minutos na fanfic, e já pensava nos objetos como ‘’alguém’’.
Andou pela sala que, afinal, parecia com aquele sótão abandonado, reparando em um ou outro móvel cuja silhueta vira coberta de poeira, quando reparou que varias coisinhas miúdas andavam pra lá e para cá, conversando em voz alta.
As peças de xadrez caminhavam aos pares, peões brancos com peões brancos, torres vermelhas de braços dados, reis e rainhas rindo.
– Mello: Ao menos... Não são animais...
– Voz do além: Parece que não podem te ouvir ou ver, também.
A voz, saída do nada, assustou-o, antes de tudo por ser a sua própria!
– Mello: Near!
– Near: Suponho que sim.
Ali estava seu corpo, com uma expressão indecifrável, vazia.
Quase podia ver a ponta de uma de suas mechas loiras mais enroladas.
Um dia... Ah, um dia ele ainda ressucitava esse tal de Lewis Carrol.
Só para jogá-lo de cueca na casinha do Gato Sorridente Tarado.
– Mello: Como você veio parar aqui?
Ficar entrando em espelhos alheios em sótãos abandonados não fazia muito o estilo de Near.
– Near: L me pediu que viesse ver se estavam bem, mas quando entrei só achei um gato miando alto na frente de um espelho gigantesco. Quando percebi já o tinha atravessado. Aliais, não dá pra voltar, parece que é uma passagem de mão única.
Mello estava prestes a retrucar, quando um choro alto ouviu-se, agudo a ponto de ferir-lhe os ouvidos.
Um peão branco estava dando piti no ato de uma mesinha de canto.
– Rainha Branca: Lily! Minha pequena Lily! Dio Mio, faça o que eles querem e ninguém irá te machucar!
– Rei Branco: Pare de ensiná-la a ser uma covarde! É preciso ser forte!
– Rainha Branca: Mamãe está indo com a sua bandeirinha branca!
E dizendo isso, a Rainha saiu em disparada, rumo à mesa onde a pequena Lily contorcia-se, carregando uma gigantesca bandeira branca nas mãos, derrubando o despreparado Rei Branco no caminho.
O problema era que a mesa, ainda que pequena, tinha suas três pernas bem lisas, lixadas, envernizadas, enceradas, encarnaubadas, e tudo o mais o que dificultasse para a pobre, fraca, virgem e indefesa Rainha Branca a subida rumo a sua preciosa Lily.
– Mello:... Ela nunca vai chegar no topo.
A voz da experiência.
– Near: Eu acho que já a vi em algum lugar...
A voz do viciado em brinquedos, miniaturas e figuras de ação.
E então, como se esquecendo de suas próprias tragédias, pararam por um meio segundo para admirar os esforços tão gloriosos quanto inúteis daquela pecinha diminuta em subir.
Meio segundo? Menos.
– Mello: Pelo amor de Wonka, faça esse peão calar a boca!
– Near: Quem sabe, levando a ’’mãe até ela...
E com isso, simplesmente pegou a Rainha em sua mão, colocando-a ao lado da Lily.
Poderia até ter sido um ato muito generoso, ainda mais vindo de Near, mas, no momento em que tocou a madeira, a Rainha simplesmente armou um escândalo, e começou a molhar a todos com suas lágrimas.
–Veneziano: POR FAVOR, EU FAÇO O QUE QUISEREM, MAS NÃO ME MACHUQUEM! Eu falo tudo, eu conto tudo! Eu digo onde o Japão consegue suas miniaturas!
– Alemanha: O que foi!?
– Veneziano: Tem um vulcão aqui!! Aposto que é uma arma do Inglaterra! Socorro!
O Rei Branco apenas balançou a cabeça, e começou a subir na perna da mesa, com muito mais postura, treinamento e experiência do que a Rainha Branca.
Mas, a despeito da persistência, estava tendo tanto sucesso quanto.
– Mello: Parabéns, a Rainha chora mais que o Peão!
– Near: Quem sabe se...
– Mello: Deixa que eu resolvo as coisas dessa vez!
E, muito delicadamente, Mello agarrou o Rei Branco agilmente e jogou-o em direção às duas choronas.
O Rei, ao menos, não chorou.
Apenas caiu pra trás, petrificado.
– Veneziano: Ahhhh, estão atirando aliados em nós! Abaixe-se e finja de morta Lily!
A pequena Lily apenas obedeceu entre prantos.
– Alemanha, recompondo-se depois da queda: Por favor, tenha uma postura mais digna! Onde está o nosso treinamento!?
Mello e Near apenas assistiam ao desenrolar da cena.
– Near: Mello, o que é isso?
Sob a cabeça, as mãos desacostumadas com peso erguiam um livro grossíssimo.
– Mello: Duvido que continuem berrando depois disso!
– Near: Mello, não faça isso. Não podemos precisar o que ocorre com as personagens desse lado do espelho lá do outro.
Mello lhe concedeu um belo olhar onde poderia-se ler ‘’você acha realmente que eu ligo’’ sem muito esforço, antes que algo lhe acertasse, fazendo-o assustar-se e derrubar o livro com estrondo no chão.
Um cavaleiro branco de péssimo equilíbrio escorregava pelo atiçador, quando caiu em cima de seu pé. E ai que consideraremos primeiramente que um cavaleiro digno anda armado com uma daquelas desnecessariamente gigantes espadas medievais cônicas, e então lembramos que Near só usa meias.
É, doeu.
Enquanto Mello fazia uso de sua vasta gama de adjetivos, Near pegou o livro, que caira aberto, e leu o que parecia um poema.
Como esperado, ao menos por si, o poema estava escrito ao contrário, e talvez fosse interessante aproximar-se do espelho para facilitar a leitura, ainda mais porque aquele parecia estar num inglês britânico um tanto quanto antigo.
Mas, puff.
Wammy’s House.
O Komulinião
Estava no Jeeranche e amormente cheirava
Cansmaiados e jogados nas corresas
Apanguindos e esvaziados
Espranciosos reslevalavam
Cuidado com o Komulião, minha cara querida!
Ele tem as gafeiras que arranham e os carolhos que seguem
Cuidado com o Kumiutan gotejador e veja
Tem ainda os Civididos
Ela pegou seus Dark Boots
E todos os Tymcopios a seguiram
Sequer o Tidundi calcário lhe resistira
E os Leruvas lhe temiam
E, como num desejo captioso
O Komulinião, os olhos em chamas
Veio redororrastando, o torto entrecortado
E engrejonou enquanto avançava
Um dois, um dois! E por traz e pra trás.
As Dark Boots vieram tcha e bum!
Ele caiu destruído e com sua boina
Ele se foi casperrastando de volta.
E haveria ela esmagaçalhado o Komulinião?
Venha pros meus braços, minha corasmida menina!
Um fabuseuloso dia! Calloh! Callay!
Ela ganhou nosso respeito.
Estava no Jeeranche e amormente cheirava
Cansmaiados e jogados nas corresas
Apanguindos e esvaziados
Espranciosos reslevalavm
–Near:...Que coisa mais inútil. Enfim, o que acha que deveríamos fazer agora, Mello? Mello...?
Algo que um dia fora um cavaleiro branco, mas agora parecia mais uma pecinha de damas se contorcia no assoalho.
– Mello, já recomposto, com uma das mãos na maçaneta da porta da frente: O que foi? Nem olha pra mim não! Você que se vire, eu vou chegar em casa sozinho, e antes de você! Já passei por coisas piores do que pecinhas de xadrez ambulantes!
E, com essa frase que transbordava maturidade e ingenuidade, Mello precipitou-se para fora da casa, onde uma relva macia e várias flores se encontravam.
– Mello: POR QUE RAIOS VOCÊ NÃO USA SAPATOS COMO GENTE NORMAL!?
E uma adorável estrada de brita também.
Near apenas suspirou.
Aquele seria um longo dia...
Notas finais do Titio Lavi
Caham. No poema original, Jabberwock, L.C. inventa um bocado de palavras, priorizando a sonoridade destas, e nem tanto o sentido.
Mais pra frente, um ovo metido a besta vai explicar melhor as coisas, não se preocupem.
Mas enfim, o fato é que aquele bicho gigante com jeitão de dragão e cara de lagarto que você viram no filme do Burton existe na versão original, viram?
E, aliais, realmente na ilustração tem um ser de cabelos longos e ondulados empunhando uma espada.
Lavi é cultura.
Notas finais
*empolgada porque foi MUITO MAL no vestibular*
Viu, viu? Coloquei a capa!
Queria muito mesmo saber fazer arte digital, mas tá bom assim u.ú
Hoho, Mello e Near dessa vez.
Mas nada de yaoi.
Ainda estou pensando em como levarei essa ideia que me ocorreu adiante, mas enfim.
Com isso, terei que reformular capítulos, mas não importa.
Será divertido~~
Ficam os avisos de sempre!
Kalhens~
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