Mello No País Do Espelho
4 acinâtoB ed oãsiviD A
Notas iniciais
Bem-vindos de volta ao espetaculoso mundo de Mello no País do Espelho!
(e dane-se o fato de que só tem o nome do loiro no título, a despeito do Near também estar participando)..
Dois garotinhos indefesos perdidos em um mundo, literalmente, às avessas, onde peças de xadrez choram covardemente e pessoas trocam de corpo como naqueles filmes clichê que passam na sessão da tarde.
Bem-vindos de volta ao espetaculoso mundo de Mello no País do Espelho!
(e dane-se o fato de que só tem o nome do loiro no título, a despeito do Near também estar participando)..
Lá, no meio da grama macia, um ser com roupas indefinidas, sujas de lama, olhava ao redor, tentando localizar-se.
– Mello: Bem, acho que o ideal seria chegar até o topo daquele morro, assim poderei ter uma visão melhor das coisas...
À sua frente, por mero capricho do enredo, havia justamente um longo e retilíneo caminho cercado por uma daquelas cercas vivas que muito se vê em filmes americanos, que o conduzia diretamente ao morro.
Era o tipo de situação onde, se você errar o caminho, se mate e evite a transmissão de seus genes para o restante da humanidade.
E assim, resolutamente, Mello começou a marchar em passos firmes, quando uma curva colocou-se na sua frente.
–Mello:.....De onde essa curva surgiu? Bem, mas o caminho era todo reto, suponho que se eu seguir em frente, chegarei na colina.
E, com a lógica absurda aliada ao sentimento impulsivo, avançou sem receios pela curva intrometida.
– Near: Voltou?
De fato, a curva o levara diretamente para a casa onde Near estava recostado contra o batente, olhando o terreno com um peão desmaiado de pavor em uma das mãos e um cavaleiro branco esbaforido na outra, enquanto que um livro fazia as vezes de.. Casinha? Ah, qualquer coisa assim.
Mello apenas fez uma de suas caras mais típicas (quem quiser saber do que falo, sugiro que vejam o episódio onde Roger sugere que ele trabalhe como L junto do Near) e deu as costas para a casa, correndo todo o caminho de volta, até ver-se novamente na estrada retilínea.
– Mello: Dessa vez eu não vou errar! Vou ir mais rápido, antes que aquela curva se intrometa no meu caminho!
Considerando-se o lugar onde estava, até que fazia sentido. Correndo com as meias cada vez mais imundas, quando a tal curva colocou-se em seu caminho não teve duvidas e a escalou de uma só vez, caindo desajeitado, mas vivo do outro lado.
De fato, livrara-se daquela curva desagradável, mas agora, tinham muitas outras a sua frente.
*Enquanto isso, nos confins da Clamp*
– Sakura: O que será que eles queriam com a carta Labirinto hein Kero?
– Kerberus: O quê!? Você emprestou a carta!?
*Voltando ao loiro que não é mais loiro mais querido da fanfic*
– Mello: Bem, como eu quero seguir reto, suponho que se eu virar um número de vezes igual para a esquerda e para a direita, acabarei seguindo em frente.
Logo, entre saltos, chutes e curvas naquele caminho que parecia retorcer-se diante de si, Mello, afoito, viu aquela mesma curva se colocando à sua frente e, acelerando o passo, acabou por dar de cara com uma parede.
– Near: Machucou?
Agora rodeado por pecinhas amarradas, desmaiadas e desacordadas, Near olhava Mello caído à distância.
– Mello: Que porra é essa! Onde já se viu uma casa que fica se enfiando no caminho dos outros! Mas no meu não! Não permitirei que nada se enfie no caminho que eu escolhi para chegar ao topo!!
E levantou-se de um salto, correndo mais do nunca, antes de parar e dar uma olhada significativa pra trás.
–Mello: Me dá minhas botas!
– Near, olhando inquisitivamente para os pés onde botas de grosso couro e solado vermelho incomodavam: Não sei se vão caber.
– Mello: Não me interessa, só me dá elas aqui!
Como Near não se mostrasse muito propenso a colaborar, Mello avançou em sua direção, disposto a cortar-lhe fora os tornoze-los se fosse preciso!
O fato de os tornozelos dele serem os seus próprios é mero detalhe, como sempre.
– Mello: AHHH!! Não vai pra trás não!
– Near:... ?
Cada vez mais veloz, Mello tentava alcançar aquele desgraçadinho que ia cada vez mais pra longe, ainda tendo a cara-de-pau de levar a casa inteira consigo!
– Vozinha mirrada vinda do chão: Ai! Eu estou acordado, estou acordado!
Surpreso, Mello levantou os pés, vendo uma flor meio que tensamente pisoteada.
Dizem que para se ter certeza de que algo está vivo, a melhor coisa a fazer é cutucar e ver se se mexe. A versão Mello da técnica consistia em chutar a coisa suspeita mais próxima e ver se gritava.
Coisa que, aliais, aconteceu.
– Violeta, com a voz ainda mais mirrada: Nãaaao! Não preciso de adubo! Não, encarregado me salve!
Mello agachou-se mais próximo da flor, e foi quando deu-se conta de que acabara parando em um jardinzinho cheio de pontinhos coloridos murchos. O lugar era meio sinistro e vez ou outra vapores estranhos erguiam-se do chão mas, afinal, já estava acostumado.
– Mello: Ei, sua flor roxa, você pode me dizer como chego no topo da colina?
– Jhonny: Aaaaaaaaah! Mais um dos robôs gigantes do Lírio! Roooooosaaaaa!
Antes que Mello pudesse se defender viu-se envolto em vinhas espinhosas atiradas por uma rosa de olhar exausto mas determinado que empunhava uma espécie de bazuca das fadas numa mão e uma pena gasta na outra.
– Jhonny: Na mosca!
– Reever: Pega a injeção, Violeta! As vinhas ainda estão em fase de teste!
– Mello: ME SOLTEM IMEDIATAMENTE SUAS FLORES IMBECIS!
Um minuto e meio de silêncio seguiu-se após sua exigência. Mello apenas podia ouvir um murmurar entre as duas flores.
– Jhonny: É... Olhando bem, não tem óculos nem boina...
– Reever: Ah, saco.
De algum modo obscuro, a Rosa aproximou-se com uma seringa nas mãos que, uma vez aplicada nas vinhas, as fizeram murchar, libertando-o.
– Reever: Sentimos muito, pensamos que fosse uma dos robôs gigantes do Lírio...
Assim que a circulação voltou, Mello logo ergueu-se, e já estava prestes a pisotear a maldita da Rosa, quando um gás o atingiu no rosto e ele caiu paralisado.
– Mello: AAHH! ME SOLTEM!
– Reever: Bom tiro, violeta. O que é isso?
– Jhonny: Era pra deixar as folhas e pétalas mais firmes, mas ficou firme demais...
– Reever: Muito bem, vai trabalhando num antídoto ai. Vamos começar de novo. Quem é você e o que está fazendo aqui?
– Mello: EU NÃO VOU FALAR NADA PARA FLORES DESGRAÇADAS QUE FICAM ME PARALISANDO!
E a Violeta estava prestes a responder quando uma sirene começou a soar, vinda de algumas margaridas, e logo a Rosa apertou um botão de emergência, que Mello julgava ser responsável pelo som de terra caindo.
– Reever: Podem parar, já o capturei de volta.
– Near:... Por que eu estou coberto de terra?
Caido no chão, Mello pode enxergar seus cabelos loiros surgindo por baixo de um monte de terra que brotara do nada.
– Reever: Hãn? Cadê o Lírio?
– Near:...Flores falantes.
– Jhonny: O Lírio escapou!
– Mello: Near! Como você chegou aqui?
– Near: Ah, é que eu revolvi vir te entregar as botas, mas por mais que andasse na direção para onde você tinha ido, não chegava. Então, resolvi fazer o mesmo que você e correr na direção da casa... Funcionou.
– Reever: Ei, loirinho, será que poderia se levantar por favor?
Near obedeceu, e, abaixo de sua bota um Lírio esmagado babava por cima de dezenas de folhas jogadas ao seu redor manchadas por tinta. Ele mesmo estava quase que completamente soterrado por bilhetinhos e xícaras das fadas vazias.
No meio daquele caos, uma boina estilosa destacava-se.
– Near: Acho que já vi essa boina em algum lugar.
– Reever: Ah, ele ainda está dormindo. E ele não assinou nada...
– Mello: Por que o Near vocês não amordaçam nem lançam gás paralisante?
– Near: Mello está paralisado? Que prático. De todo modo, o que fazemos agora?
– Mello: Eu acho que deveríamos ir até o topo da colina, assim poderíamos enxergar melhor. Mas eu nunca consigo chegar lá!
– Reever: Querem chegar numa colina?
– Near: Pelo visto.
– Jhonny: Tentaram ir diretamente em direção a ela? Às vezes dá certo.
– Mello: Mas é claro que tentei ir direto nela, pensa o que, que eu sou imbecil?
– Reever: Parece. Você deveria ir na direção oposta à colina para chegar lá.
– Near: Até que faz sentido, afinal, Mello. A nossa situação mesmo diz isso.
– Mello: Espelho, inverso... Não é?
– Near: Sim.
– Jhonny: Bem, de todo modo, terão que esperar passar o efeito do gás primeiro. Podem se sentar ai! Cuidado com os frascos sem rótulo...
Near, concordando com a cabeça, sentou-se ao lado do Mello agonizante, e começou a conversar com as flores enquanto empilhava algumas pedras próximas.
– Near: Todas vocês podem falar?
– Reever: Sim, mas a maioria está exausta demais para fazer qualquer coisa além de trabalhar. Se bem que acho que a grande parte está é desmaiada mesmo... É que acabou o café...
– Mello: Café? Desde quando flores tomam café?
– Jhonny: Ora, se não fosse pelo café, como poderíamos falar? É ele quem mantém o solo duro!
– Mello:... O quê?
– Margarida número 65: Rosa, acho que precisamos acordar o Lírio. Tem uma Tulipa grasnando aqui.
– Reever: Violeta, vocês não tinham confiscado todos os fertilizantes!?
Esticando-se o máximo em seu caule, a Rosa aproximou-se do tal Lírio.
Mello e Near apenas assistiram enquanto a Rosa despejava um balde de orvalho, uma chuva de espinhos, sacudia até as raízes saírem e soprava uma vuvuzela das fadas, sem que o Lírio sequer se movesse.
Com um suspiro, aproximou-se do ouvido (?) deste e lhe sussurrou algo que nenhum dos dois pode entender, mas o fez levantar em prantos, armado com uma broca gigantesca e bradando algo como ‘’como pode fazer isso sem nem contar pro seu irmão!?’’.
– Reever: Você mexeu no adubo das tulipas de novo?
– Komui: Você me acorda só pra ficar me acusando? Isso é muito cruel, Rosa! Eu não durmo há dias, como você é malvado comigo! Olha, que formas de vida interessantes.
–Reever: Não mude de assunto!
O lírio aproximou-se ignorando completamente a Rosa, e começou a mexer nos fios de Near.
– Komui: Suas pétalas são muito macias... Mas as daquele paralisado ali são tão desbotadas. Deve estar morrendo.
– Mello: Vem aqui que eu te mostro quem está morrendo!
– Komui: Eles não deveriam estar amordaçados?
– Reever: Se nós deixamos você a solta, por que iríamos amordaçá-los? São só formas de vida ambulantes desbotadas, agora vai logo ver aquela Tulipa.
– Komui: Eles parecem aquela flor vermelha que apareceu aqui mais cedo...
– Reever: É... Parecem mesmo. Eu estou vendo você enfiando os papéis debaixo da pedra.
– Mello: Tem mais gente como nós por aqui?
– Jhonny: Na verdade, está bem ali.
De fato, na direção para onde a folhinha miúda da Violeta apontava, estava uma figura definitivamente humanóide.
– Near: É a Rainha vermelha do jogo de xadrez.
– Mello: Vermelha? Mas xadrez não são peças brancas e pretas? E desde quando peças são daquele tamanho?
– Johnny: Deve ser o ar fresco daqui. Além de nos fazer crescer que é uma maravilha, ainda nos deixa saudáveis e com cores exuberantes. Talvez faça bem para essas suas pétalas despenteadas e murchas também!
Sem aviso, a Violeta foi acertada por um punho.
– Near: Parece que o efeito do gás passou, podemos ir então.
E agarrando-o pela mão livre, ajudou-o a levantar-se e começaram a andar em direção à Rainha, sem sequer se despedirem das flores, fazendo valer todo o seu senso de sociabilidade, humanidade e gentileza, mas, quando se deram conta, a Rainha estava a quilômetros de distância e eles de volta à casa.
– Mello: AAAH, SUA CASA MALDITA, PARE DE ENFIAR NO MEU CAMINHO!!
– Near: Esquecemos do que a Rosa disse.
– Mello: Ah, é. Devemos andar em direção oposta...
– Near: Bem, vamos tentar então.
E os dois viraram-se de costas para onde a Rainha estava e começaram a correr.
– Mello: Você... Não tem... Fôlego...Nenhum!
– Near: É.
– Rainha: Oras, mas que criaturas mais deselegantes! Meu correr é muito mais charmoso e agradável que os vossos.
– Mello: Ah! A Rainha!
– Rainha: Mói~
– Mello:...Ainda dá tempo de voltar?
*Enquanto isso, no jardim*
– Jhonny: Rosa! O lírio escapou de novo!
Um som interminável de espinhos arranhando folhas cessou por um instante.
– Reever: Pegue o gás.
NOTAS FINAIS COM TITIO LAVI
Dessa vez, para as notas finais, contaremos com a participação das flores!
... Por que tem uma flor numa garrafa ali?
– Reever: Precaução.
Certo...
Digam-me, você não sentem medo de ficarem aqui fora sozinhas?
– Reever: Como se alguém fosse se aproximar daqui... Todos sabem que o Lírio adora fazer experimentos em formas de vida novas...
– Jhonny: Até que é bom...Pelo menos ele se mantém ocupado e para de ficar criando robôs... Ainda tenho as cicatrizes do último!
– Reever: Mas em todo caso, não há porque nos preocuparmos, temos aquela árvore, a chamamos de Hev.
... E no que uma árvore pode ajudar?
– Reever: Ela late.
...Late?
– Reever: Mas é claro! Ela faz ‘’bough-wough’’ ou ‘’pau-uau’’, dependendo do dialeto. De todo modo, o fato é que ela late com a aproximação de algum perigo. Por isso ela tem tantos ‘’boughs’’ ou ‘’paus’’.
É, faz sentido.
– Jhonny: Mas é claro que faz!
Certo. E, afinal, qual a relação entre o café, o chão duro, e vocês falarem?
– Reveer: Geralmente quem prepara o café é uma Lírio gentil, irmã do Lírio da boina, ela não está aqui agora, então sobra pra mim. Mas, de todo modo, depois que ele está pronto, o Lírio coloca mais algumas coisas nele para que o solo fique tão duro o possível. Na verdade, qualquer flor poderia falar, mas normalmente o local onde elas estão é muito macio, então elas dormem demais e não tem tempo de fazer algo produtivo. Com o solo duro, nos mantemos acordados por puro e simples sadismo alheio...
Entendido. Aliais, cadê a rosa branca cheia de gotas de orvalho ao redor que canta com você no filme da Disney?
*Recebe olhar significativo da Rosa*
Certo, já entendi. Não acredite em tudo o que a Disney diz...
Bem, até a próxima!
Notas finais
Aliais, eu tive que fazer uma escolha entre priorizar a personalidade e o contexto das personagens ou as Flores do Lewis.
Acabei optando pelas personagens em si, por isso inclui as notas finais, porque acho as explicações das flores muito divertidas.
Aliais, outra verdade é que quando eu fui escrever, tinha perdido minha relação de personagens, então coloquei os membros da divisão de ciências que eu mais me lembrava e deixei assim mesmo, mas enfim... Talvez por isso também tenha ficado ruim.
Pra mim o mais divertido é a comprovação que TODOS os personagens, tanto do País das Maravilhas quanto do Espelho sempre chama a Alice, direta ou indiretamente de burra, estúpida, ser que não pensa em nada.
E a melhor ameaça que ela consegue, e ela o faz não é nem como retaliação, mas para ajudar o Lírio, é vou arrancar vocês e fazer um buquê.
Enfim!
Agradecimentos à Senhorita, que leu o capítulo antes ~
Ficam os avisos de sempre,
Kalhens.
YOOO! ~ HyuugaKonan aqui. :3 Entrei na conta dela para postar o cap, se tiver algo errado, me perdoem. D:
Beijoos ♥
Nós desejamos boas feeeestas ~
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