Notas iniciais
E aí gente! Sentiram minha falta? o///

Leitores:...
Eu:...

Er... Eu não demorei muito pra postar, mas sei que pra vcs foi uma eternidade! Pra compensar, esse capítulo vai ser grande! ;D

PS: Quem tá narrando a 1ª parte é a Bia e a 2ª é a Carol.
PS2: Sim, eu gosto de Evanescence! *-* (Vcs vão entender pq)

- Bia, eu te amo! O que eu tive com a Manu não significou nada! – Carol me disse, logo depois me beijando.

Retribuí o beijo com intensidade. Ambas estávamos na nossa sala de aula, mas não tinha ninguém além de nós lá. Ficamos encostadas na parede, nos beijando por um bom tempo. Ah, a sensação de sentir seu corpo colado no meu era maravilhosa...! Suas mãos percorriam meu corpo, e logo ela estava desabotoando minha calça...

TRIIIIIIIIIM.

Pulei da cama tão alto que caí no chão. Aquele barulho horrível vinha do despertador que estava na escrivaninha. Me levantei do chão, toda doída devido à queda. Mas não era a dor que eu sentia que me importava. E sim aquele... Sonho?

Sim... Era tudo um sonho. Suspirei, agora lembrando com exatidão do que tinha acontecido. Logo fiquei bastante vermelha. Eu não era acostumada a ter esse tipo de sonho... Na verdade eu nunca tinha, ainda mais com a Carol...

Só de lembrar dela meu coração doía. Eu tinha que fazer algo em relação a isso, já que eu tinha que conviver com ela diariamente...

Mesmo pensando nisso, não tive coragem de ir à escola.

Eu nunca costumava faltar às aulas, então tive que dizer para minha mãe que eu estava gripada. Passei a manhã quase inteira na cama, ouvindo música. Enquanto a música My Immortal, de Evanescence, tocava no player, lágrimas caíam no travesseiro. Aquela melodia triste estava me fazendo chorar.

Chorei tanto que logo adormeci.

- Bia, desculpa, mas eu... Eu estou apaixonada pela Manu. E nós vamos nos casar!

Gritei, implorando para que ela não fizesse isso, enquanto Carol andava com Emanuella em direção ao altar. Ambas sorriam e disseram sim quando o padre perguntou. Eu tentei pará-las, mas existia uma barreira que me separava delas. Não conseguia passar por mais que tentasse, enquanto percebia que elas estavam prestes a se beijar...

- NÂO!

Sentei-me rapidamente na cama. Eu estava ofegante e suava feito uma condenada. Aquilo... Aquilo era mais um sonho...? Sonho não... Pesadelo.

- Você está bem?

Aquela fala repentina me assustou tanto que quase caí da cama de novo. Foi quando eu vi que a pessoa que tinha falado isso provavelmente não deveria estar aqui, e sim na aula.

Ana sorriu. Ela estava sentada na ponta da minha cama.

- Não me parece que você esteja bem.

- É. – confirmei ainda assustada. – Você também parece que não.

Ao ouvir isso, ela olhou para baixo e fez uma cara triste.

Eu ia perguntar por que ela não estava na aula, mas resolvi adiar. Ela parecia ter motivos sérios.

- Aconteceu alguma coisa?

Ela ainda estava desviando os olhos de mim. Parecia se questionar se deveria contar ou não.

Eu não perguntei mais nada. Se ela veio até aqui, é porque ela tinha vontade de me contar alguma coisa. Apesar de sermos amigas há pouco tempo, nos conhecíamos bem.

Droga. A palavra ‘amigas’ me fez lembrar quem eu não queria...

- Eu pensei que você estivesse na aula. – ela tentou desviar o assunto.

- Eu também pensava isso de você.

Ela me olhou, triste.

- Eu... Não tenho vontade de ir para lá.

- Eu também não. – concordei, agora reparando bem na face da garota. Ela tinha olheiras horríveis, parecia que não tinha conseguido dormir a noite toda.

- Se você achava que eu estava na aula, porque veio até aqui? – essa pergunta meio que estava me intrigando.

- Bem, eu tentei ligar para o seu celular, mas não conseguia, então liguei para a Carol... – respondeu ela, enquanto a simples menção daquele nome causava um aperto no meu coração – E ela me disse que você tinha faltado à aula. Fiquei preocupada, já que isso nunca acontecia...

Como eu não falava nada ela continuou:

- Ela estava bem preocupada com você.

Aquilo fez meu coração ir até a boca e voltar.

- Es-estava? – gaguejei, enquanto ela dava pequenas risadinhas.

- Sim, estava. – disse sorrindo, mas logo percebeu que eu tinha ficado triste. – Aconteceu alguma coisa?

- Isso foi o que eu perguntei para você.

Ela não esperava por aquilo, e logo ficou triste de novo. Então aquele clima pesado voltou. Eu não queria falar da minha briga com... Ela, e nem a Ana queria falar sobre os seus assuntos. Pelo menos não agora. E eu não iria forçá-la. Eu apenas liguei meu Ipod e deitei na cama de novo. Passaram-se vários minutos dessa forma. Ela parecia ter desistido.

- Acho que eu... Vou embora. – disse finalmente, se levantando da cama.

Levantei a sobrancelha.

- Tem certeza de que não quer falar nada?

Ela se virou e olhou para mim com um sorriso triste.

- Tudo bem. Eu não estou pronta para falar nisso. Além de que... Você parece ter seus próprios problemas, né?

-...

Como eu não respondia, ela apenas deu um ‘tchau’ triste e abriu a porta. Quando ela estava indo embora, eu resolvi dizer:

- Não se esqueça, Ana. Você não precisa lidar sozinha com seus problemas. Para isso servem os amigos.

Ela virou a cabeça e disse por cima do ombro, sorrindo:

- Então eu digo a mesma coisa a você.

E foi embora.

Eu fiquei encarando a porta por alguns minutos até que decidi voltar às minhas músicas deprê.

Aquele seria um longo dia...

---

- Então, por hoje é só isso, classe!

A professora Maria saiu quase correndo da sala, enquanto os alunos faziam a baderna de sempre. Normalmente eu me juntaria a eles, mas hoje eu...

De repente, alguém me abraçou por trás, me despertando dos meus pensamentos ruins.

- Gostou da aula, Carol? – disse Manu, enquanto sorria carinhosamente para mim. Sorri de volta. Se não fosse por ela, não sei se eu agüentaria me separar da Bia... Mas pensando melhor, ela foi a causa daquela briga... Não, não. A causa da briga foi a minha estupidez.

Ela ficou me encarando pensativa por alguns segundos, então logo pareceu ter tomado uma decisão. Ela me abraçou mais forte e disse baixinho no meu ouvido:

- Ei, eu tive uma idéia! Porque você não me mostra os melhores locais da cidade, já que eu sou nova aqui?

Fiquei em dúvida por alguns segundos, mas logo mostrei um grande sorriso a ela.

- Claro!

Ela ficou extremamente feliz e me abraçou mais uma vez. Sentindo seu perfume de bebê, eu também a abracei.

- Será que você pode me esperar só um minuto, enquanto eu vou ao banheiro? – perguntou ela se separando de mim.

- Claro. Quer que eu vá com você? – eu respondi, me levantando para ir com ela. Ela pareceu nervosa e me interrompeu de continuar, colocando a mão no meu rosto.

- Não precisa...! É rapidinho! Por que você não fica aqui, tomando conta das nossas coisas?

Ela beijou minha bochecha e saiu meio rápido, dizendo “Volto já!”.

Quando ela saiu, eu lentamente coloquei a mão na minha bochecha, enquanto meu coração ficava acelerado.

Aquela garota certamente mexia comigo...

- Parece que você não ouviu nada do que eu disse.

Olhei rapidamente para trás e percebi que a Fernanda estava falando comigo. O que era estranho, já que quase nunca nos falávamos. A última vez foi quando ela disse aquilo... Algo como não perceber o que estava perto de mim...

Então finalmente eu entendi do que diabos ela falava.

- Isso não tem nada a ver com você! – a encarei com raiva.

Ela apenas riu e caminhou lentamente (como fazia sempre) em direção à porta, escutando músicas em seu Ipod. Mas antes de chegar à porta, ela falou baixo, de costas para mim:

- Se você demorar muito para perceber... Pode ser que a fila ande.

E foi embora, me deixando com mais raiva ainda. Como assim a fila vai andar...? Será que ela...?

- Carol! Voltei! – Manu acenava do lado de fora da sala. – Vamos?

Afastando esses pensamentos confusos da minha cabeça, fui na direção que aquela garota pequena cenava. Quando cheguei perto, ela agarrou meu braço e me puxou alegremente pelo corredor. Sorri. Eu não tinha que me preocupar com meus problemas, apenas tinha que me divertir com ela. E definitivamente seria divertido, pois iríamos sair em um... Encontro?

Uma imagem sorridente da Bia passou rapidamente pelos meus pensamentos. Sacudi a cabeça e olhei para Manu. Ela parecia realmente feliz.

É. Seria um encontro.

Notas finais
A Manu é uma Bitch, eu sei. Mas eu acho ela e a Carol um casal tãaaao fofo ^^ #apanha
Vocês saberão o porque da minha opinião doida no próximo capítulo! E dessa vez eu não vou atrasar de novo hehe!

Hasta la vista, hermanos! ;D #sotaquemexicano