Melhores Amigas... ou será que Não?
13 XIII.
Notas iniciais
Estou tão emocionada! #chora
Eu sei que vocês estão doidos pra ler o cap. de hj, mas deixem-me desabafar um pouco:
----- Eu pensei que não iria receber uma mísera review, e provavelmente não continuaria a história, então agradeçam à
Thainara_Aline por essa fic continuar firme e forte! Juntos: Obrigada! (xP)
----- Agradeço tbm às leitoras que comentam em cada capítulo, são elas: ianebr,aleka,mirellasilva,daniziki,DanielaMiranda,
NP2, e outras que peço desculpa por não mencionar! (vai ficar muito grande =3)
----- Vcs que leram e nao comentaram, nao se preocupem! Eu amo vcs S2! (mas vou amar mais se comentarem huashahaha xP)
Então vamos deixar de enrolação e vamos ao capítulo!!!!
PS: Quem tá narrando é a Carol
PS2: Eu notei que quase todo mundo odeia a Manu ='/ (e com razão) MAS eu tenho certeza que depois desse cap... Vcs vão odiar ainda mais! >D Muahahaha!
Aproveitem ;D
- Olha que peixe lindo! – Manu disse empolgada, enquanto brincava com o peixinho pelo vidro.
Eu meio que achei aquilo fofinho. Estávamos no grande aquário da cidade, atração turística daqui. Depois de ter mostrado para ela os melhores lugares que eu conhecia – como o tio que vende os cachorros-quentes mais gostosos, a lojinha onde tudo é 1,99, o fliperama que ficava em uma cafeteria bem antiga da cidade – nós finalmente chegamos ao tão famoso aquário.
Ela tinha amado tudo, mas ficou completamente encantada com o aquário.
- É a primeira vez que vejo um! – dissera.
Sorri. Pelo menos estava fazendo alguém feliz...
Ela percebeu que eu estava estranha, então veio em minha direção, meio tímida. Para falar a verdade, eu adorava aquela timidez dela... Espera. Eu não devia pensar nela dessa forma... Né?
- Algum problema? – perguntou com sua voz doce.
Ela chegou perto de mim colocou as mãos em volta do meu pescoço, ficando com seu rosto bem próximo do meu. Engoli em seco. Eu podia sentir sua respiração...
- Você... Você é minha melhor amiga Carol!
Pisquei. Aquela voz...
- Você já tem uma melhor amiga... Ou namorada! Seja lá o que for... Você não precisa mais de mim.
Separei-me rapidamente da Manu e olhei para os lados, procurando a dona daquela voz que conhecia tão bem. Mas ela não estava lá... Então de onde aquela voz veio...?
- O que foi?
Manu parecia meio chateada. Bem, era de se esperar, já que eu tinha me separado dela daquela forma. Espera um minutinho! Em primeiro lugar a gente não devia nem estar fazendo isso! Somos amigas. Ou será que...
De repente, um barulho de ronco bem alto ecoou pela sala do aquário.
Fiquei vermelhíssima, já que o ronco veio da minha barriga. Manu deveria estar horrorizada! Mas quando eu olhei para ela, em vez disso, ela estava rindo. Bem, tentando segurar o riso, mas não tinha muito sucesso...
- Ei, não ria...! – eu disse ainda vermelha, fazendo bico.
Ela enxugou uma lágrima e disse ainda rindo:
- Des... Desculpa!
Ela ficava linda quando estava rindo...
- Tudo bem! – eu disse sorrindo.
Ela se desculpou mais uma vez e entrelaçou seu braço no meu.
- Porque nós não vamos naquele restaurante que fica em frente desse aquário? As meninas lá da classe disseram que a comida de lá é muito boa!
- Pode até ser, mas é muito cara. – para falar a verdade, o motivo era que eu não tinha mais tanto dinheiro, pois tinha gastado quase tudo hoje com ela. Mas é claro que eu não ia falar isso...
- Tudo bem, eu pago pra gente! – ela disse sorrindo mais uma vez.
O quê? Eu não podia deixar aquilo acontecer! Era o meu orgulho que estava em jogo!
- Não, não precisa!
- Eu faço questão!
Assim, ficamos o caminho todo discutindo quem ia pagar, até que a Manu venceu. Quando finalmente chegamos lá, pedimos qualquer coisa e ficamos conversando sobre trivialidades. De vez em quando a Manu colocava sua mão sobre a minha, e eu sentia um arrepio percorrer até minha espinha. Ou então quando seu pé se encostava do nada ao meu, eu realmente ficava toda vermelha. Se nós não fôssemos amigas, eu diria que ela estava flertando comigo...
Espera aí. Ela poderia realmente estar flertando comigo!
Essa súbita compreensão da realidade me fez relembrar dos momentos que ficamos juntas: das carícias, do quase beijo de ontem, do beijo de anos atrás. Ah... A lembrança daquele beijo me fez olhar para seus lábios... O estranho era que quanto mais eu observava, mais aqueles lábios pareciam estar mais perto dos meus. Porém chegou um momento que eles estavam perto demais...
Antes que eu pudesse ter qualquer reação, a Manu me beijou.
Aqueles lábios sabor cereja apertavam suavemente os meus, e depois de alguns segundos sem reação, eu a beijei de volta. Ela abriu espaço para deixar minha língua passar, o que eu também fiz. Estávamos em um verdadeiro ‘beijo francês’. O que eu achava estranho era que, de alguma forma, ela estava beijando diferente daquela única vez anos atrás. Talvez seja porque passamos tantos anos sem nos comunicarmos...
Vários minutos se passaram e a gente continuava se beijando. Mas agora o beijo vinha acompanhado de carícias, mãos sobre as outras, mãos sobre as coxas. Parecíamos um casal de namoradas! Eu nunca tinha feito isso antes, mas pareceu tão... Natural.
- Er... Desculpa intrometer vocês, mas... – a súbita fala da garçonete fez a gente se separar quase na velocidade da luz. – O pedido de vocês já está pronto.
- Ah... Obrigada. — agradeci, dando meu melhor sorriso. A garçonete estava muito embaraçada, e logo foi atender outro cliente.
Suspirei.
- Parece que isso não é comum aqui, né? – Manu comentou, enquanto colocava suas mãos sobre as minhas de novo.
- Não é que não seja comum... Apenas as pessoas não fazem isso em público. – na nossa cidade, pessoas homossexuais são tidas como aberrações. Por isso muitas pessoas não se assumem e por isso elas vivem uma vida infeliz.
Espera aí. Eu tinha acabado de beijar outra garota em um espaço público! Quer dizer que de agora em diante as pessoas irão nos tratar como aberrações?!
- O que foi? Aconteceu alguma coisa, Carol? – Manu perguntou com uma voz preocupada.
- Manu, me desculpe! – eu disse, retirando minhas mãos embaixo das dela. – Por minha causa, você vai ser taxada como aberração...
Eu estava desesperada, achando que ela iria embora. Mas em vez de me dar uma tapa na cara, ela voltou a pegar minha mão e falou calmamente, dessa vez a apertando com força.
- Eu não me importo com o que os outros digam... Porque eu já tenho o que eu mais queria no mundo. Sabe o que é?
Sacudi a cabeça negativamente, ainda com os olhos marejados.
- Uma pessoa que eu pudesse amar de verdade.
Ela sorriu, enquanto passava sua mão livre carinhosamente no meu rosto. E eu estava adorando aquilo. Acabei por sorrir também.
- E só falta mais uma coisa para meu mundo ficar perfeito.
- O que é? – perguntei ainda sorrindo.
Ela se aproximou de mim, e disse com a cara mais fofa e sexy do mundo:
- Você ser minha namorada.
Notas finais
#táparei
Huahshahahaha
Parece que a Carol tá se apaixonando pela pessoa errada... E agora? Ela vai aceitar? Ou ela não vai aceitar?
Isso vcs verão amanhã!!!!!!!
Fui o/
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