Melancholy

8 Capítulo VIII: Good news


Notas iniciais
Ooooi ;* bom final de semana para todos!!! E quem ai vai no anime friends?! Está chegando aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah s2. Enjoy ;**

– Ah Dai-chan estou tão feliz por você _a menor selou a caixa com fita adesiva _sabe que sentirei saudades imensas, não é?

– Pare de se despedir como se nunca mais fossemos nos ver _Daiki rolou os olhos _você, Kuroko e as crianças ainda podem ir para Los Angeles quando quiserem.

– ...você está mesmo decidido a fazer isso?

A pergunta estava por vir fazia dias, a felicidade do convite feito por Taiga tinha o cegado e mesmo que ainda tivesse que pensar em mil coisas, deixou o sentimento bom lhe tomar os sentidos ignorando qualquer fato que viesse atrapalhar sua mudança. Tinha tanto medo de aquilo ser apenas um sonho que mal abria espaço para pensamentos externos.

– Claro que estou, Satsuki! É o que eu sempre quis _fechou a porta do armário num clique _confio no Taiga.

Ela abaixou e ajoelhou ao seu lado, como sempre fazia quando Daiki se encontrava chateado logo após o acidente, acariciou suas mãos e seus olhos se encheram de lágrimas sem aviso.

– Sabe que pode contar comigo a qualquer momento, é meu melhor amigo... é parte da minha família, Daiki.

– Ah vamos, pare com essa melancolia! _bagunçou seus cabelos sentindo o rosto pegar fogo _confie em mim, vai dar tudo certo. O Taiga faz parte da minha família! Assim como você.

Seu sorriso radiante fez Satsuki limpar as lágrimas e sorrir também, mais aliviada, voltou a selar as caixas para da mudança e aproveitou para cantarolar qualquer musica. Seu coração apertado só tinha uma única explicação: saudades. Desde já sentia a falta do amigo, tinha achado que seu sexto sentido estava tentando lhe avisar de algo, mas Daiki transmitiu tanta confiança que logo desencanou daquele pensamento horrível. Daria tudo certo, finalmente seu amigo seria o homem feliz que merecia.

Aomine se mudaria para Los Angeles em três meses, primeiro logicamente prepararia seu visto, cuidaria das coisas no escritório da delegacia onde trabalhava e muitos outros detalhes pendentes pelo caminho. Eles concordaram que o melhor seria Daiki continuar a trabalhar mesmo que fazendo home office, o moreno sentia falta de ser útil de alguma forma e aquilo apagaria qualquer resquício daquele pensamento. Kagami por sua vez não aguentava a ansiedade, adaptou boa parte da casa nesse meio tempo, apesar de depender dos empregados para tudo, agora queria também ter seu espaço para praticar as coisas simples da vida como cozinhar. Sua mansão mudara os ares e muita coisa na decoração, estava mais espaçosa e a todo o momento mudava os moveis de lugar pensando na comodidade de seu amante. Entre eles apenas dois assuntos continuavam pendentes: Theo e Carry. O moreno prometeu a loira que ainda conversariam uma ultima vez sobre a proposta dela e nesse dia iria contar para a mesma que tinha se decidido ficar com Taiga; ele esperava que ela entendesse sua opção sexual e suas escolhas sem nenhum drama. Theo também precisaria entender as mesmas coisas e isso fazia suas pernas bambearam... não podia dar errado! Era a hora de provar para eles mesmos que o mundo ainda tinha alguma salvação.

–----- 3 meses depois -------

– Aomine-san? Estaremos aterrissando em menos de trinta minutos.

– ...ce-certo, obrigado _respondeu ao comissário de bordo com um sorriso tímido, se ajeitou melhor no banco e amarrou o cadarço do all star. Em menos de trinta minutos estava para encontrar Kagami Taiga e viver eternamente ao seu lado.

Sim ou com certeza estava feliz?

Sentiu suas pernas tremerem e a garganta secar, quer dizer, não estava fazendo nada de errado, certo? Estava apenas deixando sua zona de conforto, indo de encontro com seu filho e sua felicidade. Ele já tinha pensando na mídia e em como os fãs de Taiga, o grande ex-jogador de basquete, reagiriam, mas o ruivo lhe prometeu que deixaria os tabloides longe de sua vida particular. Daiki tinha bastante medo de ser afetado por todo aquele assédio, tanto ele quanto Theo, mas confiava na influência de seu amado.

Seus pais foram contra no inicio, a senhora Aomine precisou de alguns dias para repirar fundo e colocar as ideias no lugar, eles sabiam no entanto que nada poderiam fazer, pois era a vida de seu filho e ele por si só tinha que decidir.

O mundo começou a girar novamente para ele e Taiga, agora faltava fazê-lo girar para as outras pessoas ao seu redor. Independente de tudo isso, era a primeira vez em anos que estava para provar o que era aquela droga de felicidade.

O jatinho pousou lentamente, Taiga já o esperava ansioso e com o sorriso maior do que o rosto. Estendeu os braços assim que o moreno pisou na plataforma de desembarque para um abraço cheio de carinho.

Amo você era a frase que perfeitamente se encaixava na cena.

O casal seguiu até a mansão do ruivo, morariam ali de agora em diante com todo o conforto e privacidade. Durante o trajeto eles não mais se continham nas palavras e trocas de olhares.

– Isso está mesmo acontecendo? _Daiki deixou escapar olhando para a janela em seguida, disfarçando o momento vergonhoso.

– Me perguntei a mesma coisa a pouco! _sorriu abertamente capturando a mão de seu amado _nem acredito que você aceitou.

– ... _abriu e fechou a boca, quando Taiga ia entender que ele sempre quis aquilo? Ele falava como se não tivesse feito o pedido antes por culpa do moreno.

– Espero que goste da minh- da nossa casa _se corrigiu _mudei algumas coisas de lugar, você pode ter seu quarto se quiser. Sabe, cômodos não faltam, tem também uma surpresa. Cara, vai amar aquilo!... o que foi? Por que está rindo?... Oe, Daiki!

A risada alta de Daiki contagiou Taiga que também começou a rir e a perguntar o que ele tinha tudo ao mesmo tempo, esperou alguns segundos até o outro se pronunciar.

– Amo você, Taiga e quero dormir no mesmo quarto, não me importaria nem de morar numa kitnet. Basta tê-lo ao meu lado.

– Seu sorriso é tão lindo _parou no farol aproveitando para lhe dar um selinho.

– Perto de você _sussurrou _ele é inevitável.

A mansão de Taiga aos poucos ia ficando mais aconchegante com os toques pessoais de Daiki: um porta retrato aqui, um quadro ali e o espaço frio que aparentava ser apenas ostentação, agora estava quente e familiar. No primeiro dia teve muito trabalho para tirar todas as suas coisas das intermináveis caixas, arrumou o guarda roupas, algumas coisas na cozinha, conseguiu convencer Taiga a deixá-lo pendurar o pôster dos Giants atrás da porta do quarto (gostava de baseball!) e decorou o banheiro com sua preciosa escova de dente; agora estava confortável, ou pelo menos acreditava que sim. A noite seguiu em claro e o moreno só foi se deitar quando os primeiros raios de sol invadiram a sala, ele e Taiga adormeceram e seu sono – atrapalhado pelo fuso horário – foi pesado o suficiente para que não visse o ruivo sair para trabalhar.

Estava tendo um sonho bom, um sonho onde ainda era livre para correr na quadra, deixando Taiga para trás. Eles fizeram tantas vezes aquilo que mesmo tomado pelo subconsciente as lembranças eram vívidas.

Podia até mesmo sentir a textura da bola na ponta dos dedos e ouvir o barulho que seu tênis fazia na quadra lisa de basquete.

Daiki abriu os olhos e piscou para dissipar as lágrimas, era um passado que não voltaria independente dos sonhos que tivesse. Ao se virar para o lado encontrou um pequeno bilhete de Taiga: “Volto as 16:00!”.

– Oh, a quantidade de informações me comove, Taiga _murmurou admirando a letra corrida do amado, guardou o papel sob o travesseiro e voltou a fechar os olhos. Sua ansiedade ainda não tinha passado, estava do outro lado do mundo morando com a pessoa que mais amava na vida. Aquilo não era pouco! A felicidade o invadiu de maneira intensa o fazendo rolar para os lados como uma criança.

Era uma nova fase em sua vida.

Perto das 14 horas o moreno fora obrigado a deixar os cobertores macios e procurar algo para comer, Taiga tinha avisado sobre a governanta e empregados circulando pela mansão. Daiki prometeu que se apresentaria a todos antes de começar a fuçar na cozinha (a senhorinha de 62 anos detestava pessoas novas manipulando suas louças).

Caminhou em passos lentos até a porta do quarto espiando pelo longo corredor vazio. As únicas escadas, que logo virariam uma rampa, eram as de acesso para área de lazer e jardim na parte descoberta então o moreno tinha livre movimentação e agradeceu a atenção do ruivo com esse detalhe, logo ele pode chegar à cozinha sorrindo ao sentir o aroma bom do almoço.

Miss... Angelina? Good... ah morning, afternoon! _se corrigiu.

Seu inglês ruim fez a mulher sorrir gentilmente, ela se aproximou capturando as mãos frias do homem.

– Se não usar luvas no inverno, elas ficarão esfoladas, querido.

– B-boa tarde, prazer em conhecê-la! _respondeu agora aliviado pela fluência no japonês.

– Com fome, aposto _Daiki respondeu num gesto rápido _vou servir o almoço, pode esperar na sala de jantar.

– Ah... tá eu... estou indo. Me desculpe invadir sua cozinha.

Mais uma vez ela abriu um largo sorriso.

Sua cozinha _o corrigiu.

Daiki se dirigiu até a sala e ocupou um dos oito lugares da mesa de jantar. Ficou no silencio com o corpo tenso e as mãos paradas no colo, ok, aquela poderia até ser sua casa de agora em diante, mas demoraria uma vida para se acostumar com empregados... aquilo lhe dava a sensação de nada ser seu – bom, na verdade, nada era seu! Não tinha comprado nem um parafuso e isso o fez se sentir um pouco desconfortável. Taiga tinha enriquecido com seu próprio esforço, era injusto simplesmente usufruir de tudo aquilo entrando em sua vida de repente.

– Com licença, Aomine-san.

Uma segunda empregada chamou sua atenção lhe dando um susto, ela colocou delicadamente as louças e travessas sobre a mesa. Sua fome apertava o estomago, porém o nervosismo fazia sua boca secar não dando real vontade de saborear a refeição.

– Obrigado! Hum, parece bom _tentou sorrir, mas a menina se afastou com um gesto educado.

Depois do almoço fora do padrão e mais uma dose de nervosismo, voltou ao quarto desejando que Taiga chegasse o quanto antes. Ele prometeu ao ruivo que nesse meio tempo pensaria em como conversar com Carry e Theo, porém não conseguiu fazer nada daquilo; precisava de um apoio para se acalmar. Buscou o celular que fora esquecido ao lado da cama e discou para Satsuki, apoiou o aparelho gelado no ombro ocupando suas mãos com as cobertas.

– Padrinho! _a voz de Kaoru soou alta e quase o fez derrubar o Iphone _tudo bem?! É o Kaoru.

– Eu sei peste, quer me deixar surdo? _e ambos gargalharam, pode ouvir Satsuki gritar no fundo e não era para ele _o que a sua mãe tem?

– Brigando com o Takeru, ele acertou a bola de basquete na janela da sala. Estamos treinando para o clube na escola.

– Sério?! Yes _comemorou estalando os dedos _mas tente não quebrar as coisas, treinem o domínio da bola antes de arremessar.

– Certo, estamos indo bem, ah ela está aqui, tchau padrinho!!

– Tchau pestinha _ouviu a mulher dizer qualquer coisa com a voz estava alterada, mas amaciou assim que pegou o celular _oi esquilo!

– Dai-chan, ai Dai-chan! Onde está você para colocar freio nesses meninos? _e apesar do lamento ela sorria _como estão as coisas ai?

– Bem! Estou esperando o Taiga voltar do trabalho _afundou mais nas cobertas relaxando o corpo quase que totalmente.

– Hum... tem alguma coisa te incomodando?

– ...só não estou acostumado com os empregados ainda, sabe... _se virou para o lado.

– Tente sair para se distrair!

– N-não conheço nada por aqui ainda, mas vou dar uma volta amanhã! _mentiu, a verdade era que o moreno tinha medo de sair sozinho e acontecer algo já que para ele qualquer passeio se tornava um desafio, ainda mais em lugares desconhecidos. Não podia incomodar Taiga cada vez que quisesse dar uma volta no quarteirão _e o Kuroko, como está?

– Ele sempre está bem _enrolou as pontas do cabelo de forma distraída _semana que vem temos a festinha da Charlotte.

– Ah verdade... Satsuki, compre algo por mim, por favor?

– Claro!... KAORU! _a voz estridente fez o moreno pular _Dai-chan eu te ligo daqui a pouquinho! Me descul-

– Vai lá esquilo! Eu te ligo mais tarde _riu _até mais.

– Até mais, saudades imensas! _e desligou.

Daiki jogou o Iphone para o lado e fitou o teto. Seu coração apertou.

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– Cheguei! _a voz imponente do ruivo soou pelo hall de entrada, sua governanta saiu apressada correndo da cozinha acreditando que algo havia acontecido, mas encontrou seu menino com um sorriso gigante no rosto.

– Francamente _bufou arrancando risadas do outro _toda essa alegria...

– Onde ele está? Ele já almoçou? Vai ‘Mione, me fala!

A mulher de 45 anos meneou a cabeça para os lados, começara a trabalhar para Taiga há cinco anos e nunca tinha o visto passar os dias com tamanha ansiedade. Ela cuidava das contas da casa assim como manutenção da cozinha e jardins, era uma “faz tudo” para Taiga e o ajudava até mesmo quando o ruivo não tinha disposição para voltar dirigindo depois dos jogos e festas. A loira alta e esguia ajeitou o coque e os óculos com movimentos rápidos, esperou que seu chefe se desfizesse do casaco antes de começar com os muitos recados do dia.

– Festa de caridade em nome de Seijuro Akashi para o final de semana.

– Veta!!! _respondeu quase em histeria, detestava as festas do ruivo maníaco, ultimamente ele andava pior.

– Seu trabalho pediu uma reunião com pais e filhos, estilo confraternização.

– ...meu caralho _resmungou _esqueci dessa bagaça. Cuide disso ok? Vai ser no clube mesmo.

Ela o mirou com um sorriso torto, obviamente a mulher já tinha todos os detalhes em mente, só esperava que Taiga não se esquecesse da data e fosse surpreendido pela reunião.

– O senhor Aomine já almoçou e o espera no quarto _disse por fim capturando a atenção integral do ruivo, finalmente.

– Josy... _ a chamou pelo nome verdadeiro e hesitou por um momento, ela então acenou para que continuasse _será que... ele vai se acostumar com tudo isso?

A preocupação era palpável em sua voz, diante um medo tão inocente, Josy sentiu seu coração palpitar mais forte.

– Taiga... não o conheço para dar qualquer opinião, infelizmente. Entretanto, tenho absoluta certeza que ele tem bons amigos e pode consultá-los sempre que se sentir inseguro.

– Tem razão _murmurou _obrigado!

Josy o seguiu com os olhos até o mesmo sumir pelo corredor, apesar de ser apenas 13 anos mais velha, tinha o ruivo como um filho. Sua postura diante todos era formal beirando a frieza, Kagami nunca se importou com isso sendo capaz de olhar através da mascara do profissionalismo e deixar de ser a celebridade para tornar um amigo. “Mione” era um apelido carinhoso que ela ganhou após Taiga esquecer a tv ligada na maratona de Harry Potter, por seu jeito claro e educado de falar, ele comparou a mulher com Hermione Granger – melhor amiga de Harry Poter – e acabaram passando a madrugada toda daquele dia vendo os filmes. ‘Mione com certeza sentiria falta de ser a melhor amiga de Kagami Taiga agora que Aomine tinha chego à casa, mas sinceramente desejava toda a felicidade do mundo para o casal.

O ruivo por sua vez caminhou em passos largos até o quarto, fora seu primeiro dia de trabalho na Cia do moreno e mal podia se aguentar no clube desejando que as horas voassem o mais rápido possível. Abriu a porta sem bater, se arrependeu pois acabou assustando Daiki que estava cochilando.

– Ops, te assustei _coçou a nuca _oi!

– Oi! _tentou se desvencilhar das cobertas sem sucesso _como foi seu dia?

– Normal _o ruivo tirou a blusa de lã e se enfiou debaixo das cobertas se agarrando no corpo quente de Daiki _está frio, frio!!

– Estou sentindo! _tremeu ao toque gelado tentando o aquecer o mais rápido possível. Capturou seus lábios gelados e em poucos minutos a temperatura do corpo de ambos estavam estabilizadas.

– O que fez de bom?

– Hum.... almocei e dormi, apenas _sorriu sem graça _vou trabalhar mais tarde.

– Potz, também tenho que montar o cronograma da reunião _disse para si mesmo _vamos jantar fora?! Ah antes! O Theo foi bem hoje, acertou uma cesta muito foda.

– Quero vê-lo _mordeu o lábio como sempre fazia ao se sentir ansioso com algo. O ruivo levou o dedo indicador até seu rosto o obrigando a relaxar.

– Não se preocupe, vamos resolver rapidamente as coisas com eles. Pensou? _se referiu a Carry, Daiki meneou a cabeça minimamente _bom, faça as coisas ao seu tempo.

Aomine não admitia, mas estava com medo e o ruivo estava com dificuldade de fazê-lo se abrir. Quanto mais o tempo passava, mais difícil ficaria. O silencio entre eles reinou por alguns segundos, o ruivo ganhava carinho nos cabelos, porém o outro se encontrava distante e pensativo; se sentiu impotente diante tal situação. Esse era o peso de 15 anos sem contato, sabia que uma hora ou outra acabaria interferindo na relação de ambos, Taiga não conhecia mais o amado tão bem a ponto de saber o que dizer em momentos como aquele.

Daiki precisava de um incentivo, uma injeção de animo para enfrentar as questões complicadas que estavam por vir.

Deitado em seu peito e olhando para a cômoda ao lado, o olhar de Taiga foi capturado pela embalagem do bombom que comera ao acordar. Ganhou o doce como gesto de carinho do moreno que trouxe escondido como presente – e o usou como afrodisíaco diga-se de passagem. Sua mente iluminou. Podia ser somente uma palavrinha, pequena e comum, mas para uma pessoa que sempre capta o menor dos detalhes, poderia funcionar.

– Amor, vamos ao Lucques hoje?

Aomine Daiki não fazia a menor ideia do que era “Lucques”, mas ser chamado de amor fez seu rosto esquentar e tomar uma forte coloração carmesim. Ainda sem sair do lugar, Taiga sorriu ao ouvir seu coração acelerar, apertou o abraço e foi recompensado com um beijo cálido no pescoço.

– O q-que é isso? _respondeu aos tropeços.

– Um dos melhores restaurantes de Los Angeles.

– Ah... e o que tem lá? _continuou com a voz quebrada tentando se acalmar.

– Frutos do mar _disse divertido ao se virar de barriga pra cima e encontrar o rosto afogueado do outro _vai amar.

Eles riram, evidente que ambos perceberam o que a palavra ‘amor’ causou naquele contexto.

A felicidade em seu coração era inegável, inevitável, incontrolável! Sentir sua cadeira de rodas, que antes lhe dava tantas lagrimas, ser empurrada por aquele que amava parecia de repente se tornar a melhor coisa do mundo. Não se arrependia de ter saído do Japão, apesar de estar longe de todas as pessoas importantes como Satsuki e os gêmeos, Daiki agora corria atrás de sua própria felicidade ao invés de viver embargado pelos sorrisos alheios. O homem tão judiado pelos traumas da vida finalmente dava um passo para o futuro.

A semana passou sem muitas mudanças, Aomine ainda não se sentia totalmente confortável e muito menos confiante para sair de casa sem a presença do outro, entretanto ocupava esse meio tempo trabalhando e juntando dinheiro – queria ajudar de alguma forma. Suas conversas por skype com antigos amigos também aumentaram, agora ele e os gêmeos jogavam jogos online e mesmo longe tentava ajudar no basquete dos garotos. A distância de certa forma fazia algo sair das sombras e entrar sorrateiramente em seu coração.

Medo, insegurança, saudade? Impossível definir.

– Como assim, Dai-chan? _a rosada voltou a chamar sua atenção no skype, ele minimizou a aba que usava para trabalhar e encarou a webcam.

– É muito luxo para uma pessoa que nunca teve mais do que o suficiente como eu. A banheira dele é do tamanho do meu banheiro lá em Tokyo!

A menina riu descrente, em outras eras Daiki simplesmente se acostumaria de um dia para o outro.

– Logo você se acostuma, só precisa ver suas coisas jogadas por ai e vai se sentir em casa _comentou enquanto se ocupava em lixar as unhas.

– ...ai é que está, eu até... coloquei um porta retrato na sala e o pôster dos Giants no quarto, mas tenho receio de ficar mudando ou colocando... ou tirando as coisas do lugar.

– O Taiga nunca se importaria com isso _rolou os olhos.

– Ah... não sei _deu os ombros _de qualquer forma deixa como está.

– Tente se lembrar que não é uma visita, vocês se conhecem desde os... 16 anos _contou mentalmente _pare de agir como se nunca tivessem transado até quatro meses atrás.

– Satsuki! _tapou o rosto desacreditado na sinceridade da amiga.

– Bobo _cantarolou.

– De qualquer forma, preciso ir. Vou ver a Carry hoje... meu caralho, me gelou até a espinha só de pensar nisso.

A expressão divertida da menor se desfez, soltou um suspiro pesado antes de desejar boa sorte e desligar. Daiki ficou a olhar para o nada, repetiu seu mantra antes de se levantar e ir tomar banho.

Está tudo bem, não estamos fazendo nada de errado.

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Taiga chegou à mansão horas depois, ele havia prometido conversar com seus superiores no clube então só retornou a noite. Assim que adentrou o hall, Mione veio ao seu encontro como de costume, ela não tinha nada em mãos, apenas a expressão fechada.

– O senhor Aomine ainda não retornou _anunciou.

– ...eu sei _mexeu os lábios sem emitir som algum, deu a ela alguns papeis para arquivar e largou o corpo no sofá.

Naquele momento Daiki ainda deveria estar no meio da conversa com Carry, eles se encontrariam após os treinos de Theo, o garotinho seria levado para casa por sua – odiosa – avó. A todo o momento conferia o celular, pediu que lhe avisasse quando estivesse vindo para casa, jurou de pés juntos que não aceitaria carona e voltaria com seu motorista de confiança. A ansiedade era tamanha que suas mãos tremiam, o que estavam discutindo? O que estavam decidindo? E se Daiki resolvesse ir embora com ela?

Taiga riu de sua própria imaginação, obvio que o amado jamais o abandonaria para ficar com ela, e se algo acontecesse ele iria pessoalmente tirar satisfação com a mulher.

– Angel! Miss Angel _gritou como uma criança mimada fazendo a senhora correr da cozinha, assustada, com uma espátula de bolos nas mãos.

– Taiga, pelo amor de Deus o que foi?!

– Me ajuda a fazer panquecas?

A cara de pidão do homem de 32 anos a fez tapar os olhos com uma das mãos.

– Oe! O que foi esse “facepalm?”

– Ajudo, senhor Taiga, claro que ajudo. Quantos anos acha que tem?

– Com calda de chocolate? _segurou na barra de seu avental.

– Com calda de chocolate _confirmou.

Ele se levantou e pediu 15 minutos enquanto ia tomar um banho, seja lá como fosse a conversa, Daiki com certeza voltaria estressado e nada melhor para relaxar do que alguns mimos.

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Notas finais
Gente, um obs: estou com preguiça de escrever lemons, na verdade não gosto muito de escrevê-los... sério, sinto vergonha.. então essa fic terá poucos. #sorry. Próx cap será o especial AoKise provavelmente...