Melancholy
9 Cap Extra: My Sunshine
Notas iniciais
Kise respirou fundo antes de sair do veiculo, o que estava mesmo fazendo ali? Ah claro... “indo visitar um velho amigo” Pensou com seus botões, não tinha nada de errado nisso certo? Ele até deixou avisado e comprou presentes.
Então por que aquilo soava tão sujo para si?
O loiro engoliu em falso, precisava subir, Aomine estava o esperando. Deixou o carro com o manobrista do estacionamento e saiu com uma sacola em mãos, sentiu vários olhares caírem sobre seu corpo. Seu estomago embrulhou. Há quanto tempo odiava isso, mas continuava fazendo a mesma coisa? O único que não conseguiu impressionar estava ali, a menos de 20 metros de si.
Apertou a alça de tecido da sacola e rumou até o prédio em frente, sem delongas o porteiro deu permissão para que subisse até o apartamento 34 e assim o fez optando pelo elevador. Se olhou no espelho sem real interesse, estava com olheiras encobertas pela maquiagem, os cabelos a pouco úmidos, agora escondidos pelo chapéu de grife, e por fim seu piercing labial brilhando pela luz falsa acima de sua cabeça. “Péssimo, realmente ridículo” Fechou os olhos por um instante, um homem com 23 anos usar argola no lábio e corretivo nos olhos? Não era a toa que Daiki jamais se interessou por si, mas agora não era hora de pensar sobre tal assunto... quem precisava de ajuda não era ele.
Japão, 16 meses após o acidente de Aomine Daiki.
Kise tocou a campainha sentindo a costumeira ansiedade lhe invadir os sentidos e travar sua garganta, era sua terceira visita naquele ano e acompanhava a melhora do amigo aos poucos. Não sabia ao certo se estava ajudando, porém o moreno conseguia se distrair com sua presença e isso era o suficiente. Ouviu o barulho característico das chaves e em seguida a porta sendo aberta.
– Yoho, Aominecchi! _sorriu instintivamente erguendo sua mão no ar.
– E ai, entra _com um mínimo de dificuldades, se afastou. Não tinha muito tempo que começara a usar a cadeira de rodas com frequência, então ainda se atrapalhava mesmo em sua própria casa.
– Como você está? Ah, trouxe presentes _pendurou as sacolas no braço e se dispôs a empurrar Daiki.
– Bem _deu os ombros _e você?
– Estou bem também, fiz um desfile ontem e acabei ganhando um contrato em Paris.
– Sério?! Tá podendo ein loira.
Aomine riu do beicinho meigo que Kise fez, realmente isso combinava consigo aos 14 anos, no fundamental, mas agora seu rosto tomara um formato mais masculino deixando a cena um pouco estranha. “Ainda assim seus olhos são inocentes” Completou em pensamentos.
– Está com fome?
– ...se eu disser que não, vou estar mentindo _respondeu sem jeito.
– Deixei o jantar pronto, quer tomar um banho enquanto esquento? Para com essa cara bizarra! _tentou lhe acertar um soco, mas não conseguiu _vem, vou pegar alguma roupa pra você.
O maior receio de Ryouta Kise, pelo menos depois de adulto, era de incomodar as pessoas ao seu redor. Ainda totalmente sem graça aceitou uma camiseta e calça de moletom, entrou no banheiro empurrado por Daiki; ele sabia que o moreno estava apenas agradecendo ao seu modo pela companhia.
I'm not ashamed of winning
But it wasn't that way in the beginning
It was this way
It was kiss me
Come kick me and diss me
I had to give it up
Now it's a way different feeling
A água quente aos poucos escorria com a maquiagem em seu rosto, o que sobrava de Ryota Kise quando retirava os anéis de prata e as correntes de ouro? A única pessoa que chegou a saber quem ele era de verdade, nunca se importou; tudo que Aomine Daiki sabia era passado através do basquete, infelizmente essa foi uma realidade a muito esquecida no tempo. O loiro se transformou apenas no modelo de capa de revista, estampado friamente pela mídia, cheia de críticas maldosa e falso glamour.
Mas o que tinha atrás dos holofotes?
– Impossível... _murmurou.
Após o banho, caminhou em passos lentos até a sala de estar, Daiki o esperava com dois pratos e muita comida. Seu estomago roncou e logo o sorriso voltou a estampar seu rosto delicado.
– Sirva-se! _apontou para a mesinha de centro, Kise então reparou em algo em sua mão.
– Aominecchi, o que é isso? _agachou ao seu lado e a alcançou.
Pelo uso continuo da cadeira, sua mão acabara esfolando inteira dando aspecto avermelhado. A recomendação era luvas, porém se recusava a usa-las sendo travado por um orgulho idiota.
– N-não é nada, Kise _tentou se livrar do aperto falhando na primeira tentativa.
– ...vai se acostumar, logo isso melhora _animou o amigo acariciando os machucados.
Daiki sentiu a pele macia de Kise e logo a insegurança voltou a assolar sua mente, desde o acidente estava se sentindo a pior pessoa do universo. Sem qualquer alto estima ou vontade de mudar, vendo o gesto carinhoso do amigo, a pergunta que antes jamais pensou que faria escapou de seus lábios.
– Eu ainda sou bonito?
– ...o que? A-Aominecchi deixa de ser bobo _seu rosto enrubesceu e foi obrigado a olhar para qualquer ponto longe dos olhos escuros de Daiki _mas é claro que sim.
Sem resposta ele continuou.
– Sempre... uh, venha aqui _o ajudou se acomodar no sofá dando um pouco de conforto aos dois _sempre te achei muito bonito, é estranho para um cara dizer isso eu acho. Ainda assim... só está um pouco abatido, eu também fico sempre depois de um dia estressante sabe.
– ...obrigado.
– Desde a época do fundamental! Sabe disso, sabe que te admiro desde sempre... Aominecchi _se aproximou tocando sua pele morena com a ponta dos dedos _Daiki.
E sem pensar duas vezes, selou os lábios. Apesar de não se aprofundar no beijo, nos poucos segundos que permaneceu em contato, pode sentir o perfume bom de Aomine assim como sua respiração que se tornou pesada.
Mas o que tinha atrás dos holofotes?
Voltou a se perguntar, a resposta veio sorrateira em seu coração: sobrava um homem apaixonado que não sabia como lidar com aquele sentimento. Estava ali apenas por querer uma chance de beijar novamente os lábios macios de seu amigo de escola. Sujo, imoral! Aomine precisava de ajuda para se reerguer e não de uma mão boba no meio de suas pernas.
Ainda assim... “Ainda assim eu te amo tanto, não posso me segurar te vendo frágil desse jeito, Aominecchi”.
– Você é maravilhoso, incrível, uma pessoa sem limites para a perfeição... então pare de se martirizar com perguntas sem sentido.
– Kise... _e estavam tão perto um do outro que podia sentir o hálito quente contra sua pele.
O beijo agora partiu dos dois, a iniciativa dupla deu uma nova injeção de ânimos e Daiki sentiu que a muito não provava lábios tão doces. Desde seu infeliz acidente nunca mais chegara perto de ninguém com intenções maliciosas; era a primeira vez em quase 1 ano e meio que sentia seu corpo reagir ao toque de alguém.
– Oe, Kise... pare com isso, eu não posso...
– Por que? _perguntou com urgência na voz, se não parassem agora então seria impossível controlar seu ímpeto.
O loiro desceu sua mão até a coxa do outro, Daiki então a afastou com violência se protegendo do que estava por vir. Não tinha tentado se excitar nenhuma vez, estava com medo de ter se tornado impotente e pior, tinha vergonha que Kise descobrisse que de repente era incapaz de seguir em frente com aquilo.
– SAIA! _gritou em desespero _vá embora, tenho nojo disso!!
– ...me... e-eu... _as lágrimas caíram sem aviso, mais pelo susto do que pelas palavras em si e ao vê-las o moreno paralisou _me desculpe, ah o idiota do Kise _riu pelo nervosismo _está tudo bem. Ei está tudo bem _afagou seus cabelos _me desculpe, tá? Não vou mais fazer isso, prometo.
– ... _balançou a cabeça num gesto positivo.
A expressão corporal do loiro era de autodefesa, ele desviava o olhar e tentava se esconder com os braços, claro, Aomine acabara de dizer que sentia nojo do outro. Grande mentira! E apesar de não estar com as ideias totalmente no lugar, tinha plena consciência que estava sendo um babaca. Tudo em sua mente estava confuso.
– Eu já vou indo _anunciou Kise ao longo de vários minutos _fique bem, Aominecchi.
Daiki esperou com isso raiva ou decepção, mas tudo o que encontrou fora um sorriso. Um sorriso culpado que não deveria existir.
– Espera, não é pra ir de verdade _segurou a barra de sua camiseta _eu menti.
– Eu sei _murmurou, estava sendo sincero afinal.
– Então fica, queria mesmo que viesse e fiquei feliz com isso.
– ...impossível... se eu ficar, não vai dar mais para controlar _levou seus dedos aos lábios _perdão _quero tocar você e mesmo agora ainda sinto o gosto da sua boca. Me desculpe por isso.
Kise se levantou e alcançou sua blusa deixada no canto do sofá, ainda estava com as roupas emprestadas, mas mandaria alguém devolver mais tarde. Se ficasse mais um segundo na companhia de Aomine perderia o controle, há anos chegara em seu limite e sabia que aquela visita poderia acabar com seu bom senso.
– Me desculpe _repetiu sem olhar para trás, suas mãos, agora trêmulas, apertavam com força o tecido macio na blusa.
– Espera! Espera, espera!
Daiki, que estava sentado no móvel, estendeu a mão no intuito de segurar sua blusa e acabou falhando, dando um impulso exagerado se levantou e se desequilibrou – suas pernas ainda não tinham força o suficiente para tal movimento. A queda foi inevitável assustando ambos ainda assim ele não desistiu e agarrou a barra de sua calça.
– Eu disse para esperar!
– Aominecchi! _se agachou tentando ampará-lo _você está bem?
– ...caralho, Kise... você sempre bagunça tudo. Por que se importa tanto comigo? Por que veio até o Japão depois do acidente? Por que continua vindo? Por que está fugindo quando eu é que estou sentindo vontade de sair correndo?!
As perguntas sem sentido foram cuspidas de forma ríspida, Aomine entrara em profunda depressão após o acidente e não fazia realmente muito tempo que se levantara da cama para retomar sua vida normal. O loiro fora o primeiro a chegar, depois de Satsuki é claro, para saber como ele estava no fatídico dia e continuou ao seu lado mesmo sabendo que não estava sendo notado. Agora, um pouco melhor apesar dos sentimentos ainda variarem com frequência do feliz para o melancólico, Daiki não entendia como Kise continuava a insistir em ser o bom amigo que supostamente era; no fundamental jogavam juntos, mas a partir daí a distancia entre eles se tornara gigantesca. Seus dias eram repletos de Kagami Taiga, Kuroko e Satsuki, os outros integrantes da geração dos milagres eram apenas velhos conhecidos e isso incluía Kise.
O loiro sempre fora a pessoa que chegava para conversar, seu jeito gentil e grudento obrigava a todos manter certo contato. Contato unilateral entretanto. Entre eles apenas um beijo no fundamental, um selinho simples e inocente, nada mais. O moreno imaginava que aquilo não passava de admiração e que o loiro sempre teria o ar da inocência em seus olhos.
– ...você me admira muito não é? _Aomine se levantou e recostou no sofá trazendo o outro consigo e o acomodando entre as pernas.
– Sim _disse fraco, encostando sua cabeça no ombro alheio.
– Mas sabe, já não sou metade do que fui, Kise. Sou apenas uma pessoa caída, presa, que perdeu tudo na vida inclusive a liberdade. O Aomine que você admira, não existe mais.
Ryouta meneou a cabeça de forma negativa, o abraçou gentilmente fazendo carinho em suas costas.
– Te admiro de qualquer jeito, Aominecchi. Não faço ideia se isso é só amor ou... sei lá, mas só quero ficar perto como sempre... “como sempre desejei” completou em pensamentos se lembrando da época do colégio, quando era obrigado a encontrar Daiki e Taiga constantemente nos jogos.
O coração já tão judiado pelas adversidades da vida esquentou pelas palavras de carinho, Daiki se permitiu sorrir por um breve instante.
– Obrigado _afagou os fios loiros, mas o outro se afastou com o rosto ardendo pela vergonha _o que foi?
– ...na-nada.
– Kise? _tentou abraçá-lo novamente sem sucesso _o que foi agora?!
– Hn...
A cena trouxe nostalgia a ambos, quando no fundamental, Aomine sempre precisava perguntar o que estava acontecendo com o loiro enquanto o mesmo se encolhia nos cantos. O moreno logo se irritava fazendo Kise chorar, era engraçado aos olhos de terceiros e pareciam ter bem menos idade do que realmente tinham.
– Meu corpo... reagiu _disse baixinho se afastando um pouco mais e batendo as costas na mesinha de centro _já volto.
Felizmente – ou não – eles não eram mais inocentes comparados com os 14 anos da época.
– Ah... e precisa fazer essa cara de quem está morrendo? _respondeu encabulado evitando olhar para Kise.
– Cl-claro, é nojento, não é?
– É só uma reação natural, caralho, vai cuidar disso antes que comece a doer.
Kise não se levantou, Daiki arriscou olhar para ele e o viu encolhido com os olhos marejados. “Eu não o entendo!” Pensou fechando o punho com força.
– Se importa se eu for... embora?
– M-mas o que foi agora?! Vai logo no banheiro enquanto esquento o jantar, está tudo bem _se apoiou no sofá atrás de si sentou aproveitando para estalar as costas. O clima pesado de momentos antes agora era aos poucos substituído pela costumeira amizade.
– Aominecchi nunca entende nada.
E como se aquilo fosse uma luz no fim do túnel, Daiki se lembrou do que disse a pouco. Burro! Tinha o afastado dizendo que sentia asco. Disse sem pensar e era uma grande mentira, entretanto o loiro não sabia desse pequeno detalhe e isso infelizmente parecia pedir uma explicação decente.
Onde foi que se metera?! Seria tão mais simples se certas coisas não precisassem de explicação.
– Eu não disse aquilo seriamente, acha que vou ter nojo se eu sou gay? Droga _engoliu a vergonha como se fosse um bolo de arame farpado.
– ...sou eu, né? _murmurou.
“Ah Kise cale a boca por favor!!!” seu pensamento foi gritante, ele não queria tocar naquele assunto.
– Não! É só que... não me faça falar disso, peste!
– Tudo bem _se levantou mais uma vez indo em direção ao casaco agora jogado no chão.
– Que inferno Kise, por que é sempre assim com você?! _tapou os olhos por um momento _tá eu conto, senta aqui! E shiu! Não chore nem diga nada _foi obdecido.
Eles se encararam por alguns segundos até o moreno desfazer a expressão fechada.
– Impossível _resmungou engolindo as palavras _meu caralho, vem cá.
Decidido a provar para si mesmo que ainda tinha libido o suficiente para satisfazer Kise – e a si mesmo diga-se de passagem – uniu os lábios num beijo necessitado. Daiki estava com 23 anos e desde que vira Taiga pela última vez (há seis anos atrás) tinha ficado com vários homens e mulheres sem nunca se interessar por ninguém, dessa forma seu corpo se acostumou a reagir instintivamente ao menor toque. Para ele não era problema pegar alguém apenas por diversão. Se sentiu um pouco idiota por isso, Kise era um amigo importante no final das contas, mas sexo era sexo e ele o faria com ou sem sentimentos.
O loiro reagiu no mesmo instante, era o que desejava intimamente então foi incapaz de pensar duas vezes. Passando a mão pela cintura de Daiki, uniu os corpos rapidamente sentindo sua ereção o pressionar, um gemido rouco escapou de seus lábios macios. Ao contrário do que Daiki imaginava, Kise não era de falar muito, o loiro o empurrou no sofá e tomou a posição de dominante, tirou a camiseta jogando de qualquer jeito no chão; suas mãos eram quentes e deslizavam por debaixo de sua blusa de moletom.
Os medos de Aomine sumiram assim que sua pele foi arranhada pelas unhas curtas do amigo, o arrepio subiu até sua nuca e os lábios separaram pedindo mais um beijo. Além de ainda conseguir ficar excitado, não perdera nenhum pouco a mobilidade de seu quadril podendo simular o sexo que viria. Sentiu seu rosto ser erguido e não se arrependeu, encontrou um par de olhos sedentos de prazer, a cor castanho mel exibia um brilho diferente de tudo que vira na vida. Era muito mais do que o basquete ou felicidade. Era algo que o tragava e hipnotizava.
– Kise _murmurou perdendo o fôlego.
Ainda sem dizer nada, o loiro desceu mordiscando seu mamilo e seguindo até o cós da calça moletom. Não esperou por qualquer reação, enquanto se preparava com uma das mãos, abocanhou a ereção de Daiki o fazendo se contorcer.
O sexo silencioso foi rasgado por gemidos incontidos e resmungos de prazer, o oral não teve grande espaço, Daiki precisava gozar ao menos uma vez e Kise já quase se divertia com seus próprios dedos.
– Corta essa _puxou o menor pela cintura _ainda não, Kise.
A penetração não foi difícil, ele não pode deixar de imaginar com quantos outros Kise já se deitara naquele meio tempo em que se conheciam. “Desde quando seus olhos deixaram de ser inocentes? Há um minuto eles transbordavam a essência límpida da juventude”.
Daiki ouviu um murmuro que entendeu como “mais”, ele aumentou a força em seus braços num movimento brusco.
– Mais! _e em alto e bom som, Kise pediu. Pedir não era bem a palavra, soou mais como uma ordem.
Sentado sobre sua ereção, cavalgando usando todo seu fôlego e perdido em sua própria luxuria o loiro gozou pouco tempo depois, sem aviso, sem se quer abrir os olhos. Aomine fez o mesmo ao sentir o outro mais apertado, segurou em seu pulso o trazendo para baixo.
I was super cool
But now I'm super strong
I had nothing to lose
But I was super wrong
It was the circumstance
I got the power from
I was super tough
But now I'm super strong
Super strong
*Brave – Kelis.
Mesmo após o orgasmo, ambos continuaram ofegantes e realizando movimentos lentos e sensuais, Kise aproveitava o momento para atirar os cabelos para trás e secar o suor do rosto.
– Daiki _o chamou rouco _do que estava com medo mesmo?
– ...cala boca _resmungou o erguendo o suficiente para sentir o sêmen escorrer sobre seu corpo _pegue uma toalha no banheiro.
– Claro.
E como uma última e singela provocação lambeu os dedos sentindo o gosto daquele que, decididamente, amava.
– Doce, doce como mel _disse antes de rumar ao banheiro. Daiki não conseguiu responder, seu rosto esquentou de maneira absurda.
Mel era também a cor dos olhos de Kise.
Depois daquela noite, as visitas continuaram. Aomine não mais voltou a se deitar com o loiro, de alguma forma eles entendiam que os sentimentos jamais entrariam em sincronia; o fantasma de Kagami Taiga ainda era vivo no coração do moreno machucando Kise a cada singelo olhar.
“Ainda assim se eu te ajudei, então foi o suficiente Aominecchi”

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