Meio Bruxa, Meio Deusa
8 Capítulo 7
Draco Malik e Coraline Horan eram alunos de intercâmbio vindos dos Estados Unidos.
- Então, vocês vieram de que cidade? – perguntou o professor Horácio enquanto iam para as masmorras.
- Nova York – disse Coral sorrindo, afinal, não era mentira no caso dela – Meu pai mora lá, minha mãe era daqui de Londres.
- Que legal – disse Horácio – No que seu pai trabalha?
Ele é o deus grego da morte – pensou Coral – Legal, não é?
- Ele trabalha numa funerária – respondeu Coral e Draco tossiu para esconder uma risada.
Assim que chegaram á parede de pedra, Horácio disse a senha (Puro Sangue) e a passagem abriu-se revelando uma sala comunal com várias pessoas, que se calaram diante a entrada do professor.
- Alunos – disse Horácio com um pequeno sorriso – Esses são os novos alunos de intercâmbio, Coraline Horan e Draco Malik, eles estão cursando o quinto ano. Espero que vocês sejam legais com eles. Então, até as aulas de amanhã!
E retirou-se deixando a sala comunal em silêncio.
- Hãn... Oi? – disse Coral.
- Olá – disse um jovem loiro de olhos cinzentos – Sou o monitor, Lúcio Malfoy.
Draco apertou a mão de seu pai de quinze anos com uma expressão de descrença, logo depois Coral apertou a mão de Lúcio.
- Coraline, acho que você gostará de conversar com minha namorada Narcisa e suas amigas, elas estão ali – disse Lúcio indicando com a cabeça um grupo de garotas – Draco, venha comigo.
Narcisa Black levantou-se e veio em direção á Coral. Ela tinha cabelos lisos e loiros claros, olhos azuis no tom do céu e pele branca.
- Olá Coral – disse Narcisa achando que tinha intimidade o suficiente para chamá-la pelo apelido – Sou Narcisa Black, venha comigo, vou apresentar-lhe minhas amigas.
Coral seguiu Narcisa e sentou-se com ela numa mesa. Coral segurou-se para não gritar ou matar as duas que ali estavam; Bellatrix Black e Astrid Jacob estavam sentadas conversando.
- Olá – disse Bellatrix – Sou Bellatrix Black, pode me chamar só de Bella.
Coral deu seu sorriso falso.
— Prazer em te conhecer, Bella.
- Sou Astrid Jacob – disse a mãe de Coral – De onde você veio, Coraline?
- Estados Unidos, Nova York – respondeu fria, como queria estrangular aquela mulher.
- Hum... – respondeu.
Bellatrix tinha cabelos castanhos escuros e volumosos e olhos negros cruéis. Astrid tinha olhos amendoados e cabelos loiros encaracolados, parecia uma princesa. Coral quase não podia acreditar que tinham o mesmo DNA.
- Então, Coral – disse Bella – Você e aquele loirinho estão namorando?
- Oque? – exclamou – Claro que não!
- Ótimo – disse um sorriso malicioso na direção de Draco – Eu bem que gostaria de tentar ir falar com ele.
Isso não seria incesto? – pensou Coraline, mas nada disse.
- Ele até que bonitinho sim – disse Narcisa – Mas prefiro o Lúcio.
- Os dois praticamente iguais – disse Astrid.
- Pelo menos nós temos bom gosto em relação aos garotos – disse Bella cruelmente – Enquanto á Andrômeda...
- Não acredito que ela escolheu um sangue ruim – disse Astrid – Sra. Black vai pirar quando descobrir, não?
- Mamãe vai ter um ataque – disse Narcisa – Aposto que vai tirar Andrômeda da tapeçaria da família.
- Eu quero mais é que tire mesmo, igual a nossa tia Walburga fez com o traidor de sangue – disse Bella.
- Traidor de sangue? – perguntou Coral erguendo uma sobrancelha.
- É – respondeu – Sirius Black, ele é da Grifinória. Sinceramente, aquele ali não merece carregar o nosso sobrenome.
Coral mordeu a língua para não defender Sirius.
- Mas, diga-nos – falou Astrid – Qual o nome da sua outra escola de magia, Coral?
- Bem – ela pigarreou – Ela se chama Academia de Magia Olympicus, fica em Nova York mesmo.
Coral segurou-se para não rir. Olympicus? Ela tinha uma mente realmente muito criativa.
- Todos eram sangues puros lá?
- Hãn... Eram sim. Tinha um ou outro mestiço...
- Falando nisso, você é sangue puro, não é?
- Sou – Coral respondeu com raiva. Só mesmo na Sonserina para se importarem com o sangue da pessoa.
Após uma longa conversa, o Salão Comunal começou á esvaziar. Coral subiu junto com as outras garotas e pegou o seu inseparável livro de Mitologia em seu malão, que fora posto ali.
- Você vai estudar? – perguntou Astrid descrente.
Coral deu uma risada amarela enquanto escondia a capa do livro.
- Eu só vou dar uma olhada na matéria antes das aulas começarem – disse – Você sabe.
- Ah, com certeza não sei – disse com uma careta – Boa noite então.
- Boa noite – respondeu.
Coraline desceu as escadas do dormitório em silêncio e sentou em uma mesa. Só após alguns minutos, percebeu que não estava sozinha. Havia um garoto sentado junto á janela, observando os animais que nadavam no escuro lago.
O garoto poderia ser tomado como um filho de Hades; olhos e cabelos negros, pele pálida, nariz que lembrava vagamente um gancho e pele oleosa.
Coral levantou-se e sentou-se numa poltrona perto do garoto, assustando-o.
- Olá – disse, porque achou que o garoto parecia ser legal – Sou Coraline Horan.
- Olá – respondeu o garoto – Sou Severo Snape.
Agora foi a vez de Coraline assustar-se; ela estava conversando com o futuro professor de Poções.
- Ah – disse Coral – Então, Severo. Os alunos dessa escola são legais?
O Snape de quinze anos deu de ombros.
- Um pouco, os grifinórios são insuportáveis. Menos a minha amiga, Lily Evans; você poderá conhecê-la amanhã.
- É oque eu espero.
- Desculpe-me se a pergunta lhe ofende, mas você é uma... – ele engoliu em seco – Uma semideusa?
Coral sorriu surpresa.
- Sou sim – disse – Como descobriu?
Severo deu um sorriso humilde.
- Eu leio muito – disse – E eu achei que os semideuses ainda deveriam existem... Mas então, quem é o seu pai olimpiano?
- Hades, deus...
- Dos mortos e do Mundo Inferior – completou Severo entusiasmado. – Os filhos de Hades têm poderes?
- Ah, sim – respondeu Coral – Vários. O mais legal, em minha opinião, é a habilidade de invocar o fogo grego. Veja só.
Coral virou a palma de sua mão para cima e Severo ofegou; na mão da garota brotara uma chama verde limão, fogo grego.
- Fantástico – sussurrou o futuro professor fazendo algumas anotações no caderno que tinha no colo.
Severo e Coraline conversaram bastante até o sono aparecer. Coral subiu de volta ao seu dormitório e se largou na cama.
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