A notícia de que a aluna de intercâmbio era uma semideusa grega se espalhou por Hogwarts como fogo de rastilho.

- E então? – perguntou Coral pela manhã, quando encontrou Draco á caminho do Salão Principal – Gostou de conhecer seu pai de quinze anos?

- Foi estranho, mas gostei – respondeu Draco – Ele era bem legal na adolescência. Só tinha um garoto pálido estranho sentado no canto da sala, sem falar com ninguém...

- Era o Snape – disse Coral.

Draco arregalou os olhos.

- Snape? – perguntou com a voz mais baixa – Como assim o Snape?

- Severo Snape, oras! – disse Coral irritada – O nosso professor de Poções rabugento com quinze anos.

- Ele sempre foi meio esquisito então... – disse Draco.

- Eu conversei com ele – falou Coral – O Snape dessa época é bem legal.

- Porque ele é um excluído igual você – disse Draco – E também... Ai! Não precisava do tapa!

- Argh – disse Coral revirando os olhos – Você me irrita, Malfoy. Até.

Coral foi em direção á mesa da Grifinória, onde recebeu muitos olhares raivosos graças á seu uniforme verde e prata.

- Oi Harry! – disse ela se aproximando – Mione, Rony...

- Coral, preciso falar com você – disse Rony se levantando do lado de uma garota ruiva de olhos castanhos.

- Espere um minuto, Rony – disse a garota se levantando também.

A garota olhou para Coral e estendeu a mão, sorridente:

- Olá! Sou Molly Prewett.

Coral apertou a mão de Molly enquanto dava um sorriso de canto para Rony, que estava extremamente pálido.

- Bom te conhecer, Molly – respondeu – Sou Coral Horan.

- Você parece legal, Coral – disse Molly simpática – Talvez mais tarde eu possa te levar para conhecer minhas amigas. Hum... Que tal na hora do almoço?

- Seria ótimo – respondeu Coral.

Rony levantou as sobrancelhas.

- Você está sendo gentil, Coral? – perguntou levando um tapa de Hermione.

- Rony! – exclamou a grifinória.

- Sabia que sou muito gentil, Rony – disse Coral com uma mão na cintura.

- Aposto que sim – disse um garoto com um sorriso encantador – A propósito, sou Sirius Black.

Santo Olimpo, pensou Coral, Sirius Black era o maior gato!

- Prazer em te conhecer, Sirius – disse Coral.

- Ah, não – falou – Eu que sinto prazer em te conhecer.

Um garoto de óculos quase engasgou com seu suco de abóbora.

- Almofadinhas! – exclamou rindo.

- Qual é, Sirius – disse outro garoto com cabelos castanhos e olhos cor de âmbar – Deixe a menina. – ele virou-se para Coral – Sou Remo Lupin.

Coral sorriu enquanto apertava a mão de Remo, ele fora seu professor favorito em Defesa Contra as Artes das Trevas.

- Então, pessoal – ela disse – Vocês parecem ser bem legais, espero que possamos conversar mais.

- Hoje nós temos aula de Poções – disse uma garota ruiva, a qual Harry estivera encarando discretamente nos últimos dez minutos – E... Ah, sou Lily Evans.

LOL, pensou Coral. Sim, ela tinha pensamentos muito complexos.

- Então, até a aula de Poções – disse Coral sorrindo – Até.

Coral voltou para a mesa da Sonserina e sentou-se ao lado de uma garota com lindos cabelos castanhos claros, olhos de mel e expressão simpática. Não lembrava uma sonserina.

- Olá – disse com a voz doce – Sou Andrômeda Black.

Era a mãe da Tonks, uma das pessoas mais legais que Coral conhecia.

- Coraline – respondeu Coral – Você... Desculpe, mas você não parece uma Black.

- Obrigada – disse com um risinho – Eu não gosto muito da minha família, sabe? Nem da Sonserina...

- Não gosta dos sonserinos?

- Não muito.

Coral sorriu.

- Legal, achei alguém que me entende. – disse.

- NÃO, POTTER! – gritou Lily Evans da mesa da Grifinória.

- Mas Lils...

- NÃO ME CHAME ASSIM! – ela gritou e saiu andando furiosa.

Severo deu um risinho e voltou á comer suas torradas.

- Porque ninguém deu atenção á isso? – perguntou Coral.

- Ah, isso acontece todo dia desde o ano passado – disse Andrômeda – Não é algo com que nós devemos nos preocupar.

O sinal tocou e o som foi ouvido por toda a escola.

- Vamos? – chamou Andrômeda levantando-se da mesa com muita classe.

- Ah, claro – disse Coral checando os horários – A primeira aula hoje é Herbologia, com a Lufa-Lufa.

Coral pegou sua mochila e seguiu andando e conversando com Andrômeda.

- Ei! – ouviram atrás delas.

Coral e Andrômeda se viraram. Um garoto de pele pálida, cabelos e olhos negros e rosto anguloso se aproximava delas com um caderno nas mãos.

- Ah, isso pertence á você... – ele leu o nome no caderno – Coraline Horan.

- Obrigada – agradeceu pegando o livro e devolvendo-o á mochila.

- Sou Régulos Black – disse o garoto – Indo para a aula de Herbologia?

- Sim – respondeu Andrômeda irritada – Estamos com pressa, Régulos.

- Claro, claro.

Andrômeda puxou Coral e elas foram para as estufas. A Prof. Sprout estava mais jovem e mais bonita, com seus sedosos cachos loiros escuros brilhando.

Draco apareceu ao lado de Coral ao mesmo tempo que Andrômeda ia para o lado de um garoto com olhos e cachos castanhos.

- Quem é aquele? – sussurrou Coral para Draco.

- Ted Tonks – respondeu Draco colocando as luvas para a aula – Nascido trouxa. Meu pai estava agora á pouco falando dele.

- É o pai da Tonks – sorriu Coral bobamente olhando Andrômeda e Ted conversarem e rirem – Eles são tão fofos.

- Não vai colocar suas luvas? – perguntou Draco.

- Não, é inútil – respondeu a filha de Hades – Eu sou péssima em Herbologia.

- Ah, vamos lá – disse Draco – Você está exagerando.

- Estou? – perguntou Coral erguendo as sobrancelhas – Veja isso.

Coral tocou na terra onde crescia uma linda e grande flor. No momento que a filha de Hades encostou na terra, a flor murchou e ficou num tom doentio de marrom.

Draco arregalou os olhos.

- Certo, você é definitivamente péssima em Herbologia – disse o loiro.

- Sério? – perguntou Coral – Chegou á essa conclusão sozinho, Capitão Óbvio?

- Alunos – sorriu a professora mostrando seus dentes brilhantes – Por favor, atenção. Quero que vocês tratem desses Arbustos Autofertilizantes. Eles precisam de uma terra fértil para florescerem bonitos e fortes! Juntem-se com um parceiro e comecem!

- Olá – disse Bellatrix aparecendo ao lado de Draco – Quer ser meu parceiro?

- Hãn... Tudo bem – disse Draco, que foi arrastado por Bella.

Régulos sentou-se ao lado de Coral.

- Olá – cumprimentou.

- Oi – respondeu Coral – Hãn... Régulos, não?

- Sim – respondeu colocando as luvas – Não vai pôr suas luvas?

- Não – disse a garota – É inútil. Aposto que as flores vão murchar mesmo se eu puser as luvas.

- Aposto cinco galeões que você consegue – disse Régulos.

Coral olhou para ele com uma sobrancelha erguida. A filha de Hades pegou as luvas de couro e as colocou, tocou na terra e, como já era esperado, as flores murcharam.

- Está me devendo cinco galeões – disse Coral com um sorriso vitorioso.

Régulos revirou os olhos.

- Certo, eu pago mais tarde – disse.

Ao fim do período de aulas da manhã, Coral foi encontrar com Hermione.

- Hermione! – chamou a garota – Você também foi convidada para almoçar?

- Claro – confirmou pegando sua bolsa e colocando-a no ombro – Harry e Rony estão surtando. Estão tendo ataques toda vez que seus pais se aproximam para conversar e Harry já tentou estrangular Peter Pettigrew umas três vezes.

- Espero que consiga – disse Coral – Mas caso precisar de ajuda, filha do deus dos mortos á dispor.

Hermione riu enquanto chegavam perto do grupo de garotas sentadas no gramado. Lá estavam Lily Evans, Molly Prewett e uma garota de cabelos castanhos cacheados, sorriso simpático e olhos amendoados.

- Olá Coral – disse Lily – Você já conhece Molly... Então, essa é Marlene McKinnon.

Marlene apertou a mão de Coral.

- Olá sonserina – disse em tom de brincadeira – Então, posso fazer uma pergunta?

- Você acabou de fazer uma pergunta – disse Coral erguendo uma sobrancelha.

- Certo, vou fazer outra – disse Marlene com uma careta – Como é esse negócio de semideusa?

- Legal – respondeu Coral – Bem, eu pelo menos acho. Filhos de Hades não são muito populares.

- Por quê? – perguntou Molly – Você parece legal.

- Só parece – disse Hermione rindo.

- É porque as pessoas nos associam á morte e ao azar – Coral bufou – Não é nossa culpa se papai ficou com o Mundo Inferior.

- Então você pode, tipo, ver como a pessoa vai morrer? – perguntou Molly curiosa.

- Que horror, Molly! – exclamou Lily – Quem quer saber como vai morrer?

- Sei lá – disse Molly – Pode ser legal.

- Não, não pode – disse Marlene.

- E não, acho que não posso fazer isso – disse Coral.

Coral, Hermione, Lily, Molly e Marlene conversaram e riram por todo o horário do almoço.

É – pensou Coral – Estou virando uma pessoa sociável. Não gostei disso...

Notas finais
Olá pessoas lindas ^-^ Como vão?
Eu entrei de férias hoje! UHU! Eu não fiquei de recuperação em nenhuma matéria OBRIGADA ATENA!
E vocês? Alguém já entrou de férias?