Meio Bruxa, Meio Deusa
6 Capítulo 5
Coraline Jacob só se acostumou com o fato de ficar diariamente no reino de Poseidon durante o seu quinto ano, mas durante o quinto ano ela já tinha outros problemas, como por exemplo, um bruxo das trevas que voltou do além e jurou vingança aos seus amigos.
Com o passar do tempo, Coral também percebeu que seu lugar não era na Sonserina. Ela não gostava dos alunos da Sonserina, não gostava do diretor da Sonserina, não gostava do uniforme da Sonserina e, com certeza, não gostava do novo monitor da Sonserina.
As únicas pessoas com quem Coral se dava bem eram os grifinórios, mais especificamente Harry, Hermione e os Weasley. E apesar de ninguém dizer-lhe na cara, por puro medo, Coral sabia que os sonserinos chamavam-na de traidora de sangue e várias outras coisas piores.
Coraline acordou numa manhã e espreguiçou-se. Olhou para os lados e viu que as outras meninas ainda dormiam por conta da festa que houve ontem á noite, a qual não foi convidada. Coral levantou-se, trocou de roupa e olhou-se no espelho.
Continuava com olhos negros cruéis e com um toque de humor, cabelos negros sedosos, pele pálida impecável e uma expressão de maturidade que não se via em qualquer garota de quinze anos. Não que Coral se preocupasse com a aparência, afinal, ela tinha muito mais com oque se preocupar, mas Afrodite sempre fazia Coral visitá-la uma vez por verão para fazer uma limpeza de pele.
Os olhos de Coral saíram do espelho e foram para o calendário que ficava do lado do espelho.
- Droga! – exclamou prendendo o cabelo num rabo de cavalo. Coral agarrou a pasta de anotações que estava em cima de sua escrivaninha e saiu correndo do quarto.
Ela desceu as escadas e saiu correndo o mais rápido que pode. Mas como Tique nunca gostou muito dela, Coral encontrou Draco Malfoy, o monitor da Sonserina.
- Não se pode correr no corredor – disse com um sorriso irritante.
- Então porque se chama corredor? – respondeu Coral sem nem se dar o trabalho de parar de correr.
Draco ficou descrente por um minuto enquanto via Coral dobrar o corredor, mas depois gritou:
- Ei!
E saiu correndo atrás dela. Coral estava quase chegando aos jardins quando esbarrou em alguém e os dois (o alguém e Coral) caíram no chão.
- Rony! – disse Coral após se levantar e ver o alguém – Foi mal, cara.
- Tudo bem – disse esfregando o ombro – Só não faça mais isso.
- Bom dia, Coral – disse Hermione.
- Olá – disse – Oi Harry.
- Oi – respondeu o moreno.
- Então, Mione – disse Coral entregando a pasta – Aqui estão as suas anotações. Sério, muito obrigada mesmo.
- Ah, por nada – disse Hermione sorrindo – Estamos quites por causa do Bicuço.
Coral bufou.
- Você só paga a dívida dois anos depois, que legal hein... – disse.
Hermione ia responder, quando ouviram uma voz ofegante atrás deles dizer:
- Aí... Está... Você!
Coral virou-se incrédula para encarar Draco.
- Você me seguiu?
- Não se pode correr no corredor – disse ele como se fosse o motivo mais óbvio para perseguir alguém.
- Você é patético – Coral disse e acrescentou quando Draco abriu a boca para responder – E você não pode tirar pontos da minha casa, porque eu sou da mesma casa que você, babaca.
Draco deu um sorriso vitorioso.
- Mas posso te dar uma detenção. – disse. – Membros da Brigada Inquisitorial também podem fazer isso.
Coral tocou a mão esquerda inconscientemente, a mão com as cicatrizes das suas detenções com Umbrigde.
- Não faria isso. – disse desdenhosa.
- Não faria? Tem certeza disso? – perguntou Malfoy. – Porque eu...
Malfoy interrompeu-se quando olhou diretamente nos olhos negros de Coraline. Assim como o pai Hades, Coral podia dar ás pessoas visões sobre seus maiores medos e angústias, e foi exatamente oque fez com Malfoy.
Malfoy reviu todos os pesadelos que já teve em sua vida, todos os seus medos. Em um segundo ele estava sendo atacado por monstros gigantes e no outro, estava se afogando.
- PARE COM ISSO! – gritou Draco com as mãos na cabeça e os joelhos fraquejando.
Coral atendeu ao pedido e fez as visões pararem. Draco a encarou; seu rosto estava vermelho como se tivesse corrido uma maratona e o suor fazia seu cabelo loiro grudar na testa.
- Deplorável – disse Coral baixinho enquanto dava um sorriso de canto.
Draco a encarou com raiva e virou-se para voltar ao castelo, mas tropeçou em algo.
- Ah nossa – riu Coral oferecendo a mão para ajudar Malfoy – Quer ajuda?
Draco encarou a mão e depois olhou para o rosto de Coral.
- Não vou levar um choque ou algo parecido? – perguntou
Coral revirou os olhos, irritada.
- Eu estou tentando fazer uma boa ação, não faça eu me arrepender. – respondeu a menina.
Malfoy segurou na mão de Coral, que o levantou com tanta facilidade quanto levantaria uma boneca de pano.
Draco olhou para o chão em busca do que tropeçara, quando viu uma ampulheta de cristal com uma areia azul brilhante dentro.
- Que droga é essa? – ele perguntou.
Draco abaixou-se para pegar o objeto.
- Malfoy, não toque nisso! – gritou Hermione.
O loiro parou e encarou-a.
- Porque não, Granger? – perguntou.
- Porque isso é um vira-tempo – disse ela – Admito que não é um vira-tempo comum, acho que foi modificado.
- Isso pode nos trazer problemas? – perguntou Coraline.
- Pode – respondeu Hermione.
- Problemas em que nível?
- Problemas no nível Zeus com raiva – informou Mione.
- Então tudo bem – disse Coral sorrindo.
Coral se abaixou para pegar o objeto. Hermione avançou junto com Harry e Rony.
- Coral, solta isso! – exclamou Mione.
- Ah, qual é, Mione? – perguntou a garota – Até parece que eu vou quebrar ou...
O vira-tempo escorregou das mãos pálidas de Coral. Draco tentou apanhar o objeto antes que ele caísse, mas ele não era um apanhador muito bom. O vira-tempo atingiu o chão com o leve barulho de vidro se quebrando e a areia azul espalhou-se sob os pés dos cinco.
- Ops – disse Coral sorrindo amarelo.
Então, de repente e sem aviso prévio, tudo escureceu.
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