Meio Bruxa, Meio Deusa
13 Capítulo 12
Notas iniciais
Espero que gostem!
Coral acordou exatamente ás quatro e quinze da manhã, oque, segundo ela, era um horário extremamente indecente para se acordar. A filha de Hades vestiu-se em silêncio, jogou seu malão em uma sombra (de onde poderia tirá-lo á qualquer hora) e pegou sua varinha.
Coraline andou nas pontas dos pés até a cama mais próxima, a de Andrômeda.
- Até mais, Dromeda – murmurou olhando para a face angelical da amiga – Obliviate.
Astrid Jacob dormia como uma princesa, com os cachos loiros caindo suavemente no travesseiro. Coraline sabia que deveria gostar da mãe, mas não suportava olhar para ela nem mais um minuto.
- Obliviate.
Coral parou ao lado da cama de Bellatrix. Coraline queria azará-la, queria jogá-la nas profundezas do Tártaro (oque era perfeitamente possível) ou mesmo queria levá-la para a sua época, onde Neville cuidaria pessoalmente dela. Mas ela repetiu o processo que fez com Andrômeda.
- Obliviate. E agradeça por não ser Avada Kedavra.
Narcisa dormia tranquila. Coral não tinha nada contra a mãe de Draco, ela parecia ser só mais uma vítima dos errados ideias da família Black.
- Obliviate.
Coral desceu as escadas do dormitório feminino nas pontas do pé. Draco já a estava esperando com seu malão; ele estava suado e ofegava.
- Eu tive um trabalho horroroso para tirar o meu malão lá de cima sem que ninguém visse – disse ele.
- Tirou a memória de todos? – perguntou Coral.
- Bem, não – admitiu – Só tirei a memória dos meus colegas de quarto. Seus amiguinhos não são meus colegas de dormitório.
- Eu já volto – suspirou Coral.
Ela subiu as escadas do dormitório masculino e andou por entre os corredores verdes escuros. Parou diante a porta em que estava estampado o nome de Severo.
Seu futuro professor de Poções estava dormindo encolhido sobre o cobertor. Coral achou quase hilário pensar naquele garoto pálido como o seu professor rabugento; oque teria acontecido para ele se tornar daquele jeito?
- Obliviate.
Coral saiu do dormitório e fechou a porta delicadamente. Agora ela precisava achar Régulos.
- Caso esteja me procurando, estou aqui – disse uma voz atrás de Coral. O sangue dela congelou.
Coral se virou e deu de cara com Régulos, que usava o mesmo pijama prateado da noite anterior, somente com um casaco preto por cima das roupas.
- Régulos... – começou Coral.
- Você não é dessa época – disse firme, porém com os olhos virados para o chão – Você... Quantos anos você tem?
- Bem, eu não nasci ainda – disse com um sorriso amarelo.
Régulos encarou-a; ele parecia com um dos fantasmas do Mundo Inferior sob a fraca luz que vinha da Sala Comunal.
- E Draco e aqueles grifinórios também vieram com você. E você está apagando a memória de todos... – a voz dele falhou um momento – Você vai embora.
- Vou – confirmou – As coisas na minha época não estão muito boas.
Régulos deu um passo e segurou as mãos de Coral.
- Você pode ficar – disse Régulos com um pequeno brilho de esperança nos olhos – Sabe, você pode ficar e viver como se fosse dessa época. Os outros podem voltar.
- Régulos – a voz de Coral não era mais que um sussurro – Eu... Eu não posso ficar. Tenho... Tenho mesmo que ir. Desculpe.
Uma lágrima escorreu do canto do olho de Coral e ela amaldiçoou-se; porque tinha que ter quebrado aquele vira-tempo?
Régulos secou a lágrima da bochecha de Coral com a mão.
- Então... – disse ele com um pequeno sorriso triste – Eu ao menos ganho um beijo de despedida?
Coral aproximou-se dele e seus lábios se juntaram. O beijo não passou de um selinho, mas a filha de Hades pode ver que Régulos entendia oque ela passava. Ela realmente gostava dele.
- Por favor – disse ele quando se separaram – Tire minha memória, não quero lembrar-me disso.
Pela primeira vez, Coral entendeu o significado da expressão coração partido. A sonserina tinha a sensação de que seu coração havia sido despedaçado em mil pedaços.
- Adeus, Régulos – sussurrou para o sonserino – Obliviate.
Os olhos escuros de Régulos tornaram-se desfocados e Coral sentou-o no chão delicadamente, ele acordaria confuso, não mais que isso. Ela desceu as escadas correndo enquanto secava uma última lágrima.
- Está chorando? – perguntou Draco franzindo a testa.
- Não – respondeu bruscamente – Vamos logo para o Salão Principal.
Draco e Carol deram as mãos, a garota pegou seu malão das sombras e os dois entraram em uma sombra. Eles saíram no Salão Principal, onde Harry, Rony, Hermione e Dumbledore já os esperavam.
- Vocês demoraram – disse Rony.
- Alguém teve uma despedida emocional – disse Draco revirando os olhos. Coral deu-lhe um tapa no braço – Ai! Tudo bem, desculpe.
- Vocês estão prontos? – perguntou Dumbledore, todos assentiram – Pois bem.
Ele pôs o vira-tempo modificado em volta do pescoço de todos.
- Vocês estão destinados á grandes coisas – disse Dumbledore – Serão grandes heróis para os bruxos, tenho certeza. Então, Srta. Granger.
Hermione girou o vira-tempo três vezes e tudo escureceu para eles.
* * *
Quando voltaram á consciência, estavam nos jardins de Hogwarts. Tudo estava exatamente igual ao dia em que foram ao passado. O vira-tempo azul estava nas mãos de Coral, assim como no dia.
- Não deixe isso cair! – exclamaram todos.
- Podem relaxar – disse Coral devolvendo o vira-tempo para Hermione – Um raio não cai no mesmo lugar duas vezes. Hum... Sim, isso foi irônico para uma filha de Hades.
- Eu vou voltar para o Salão Comunal – disse Harry emburrado – Eu ainda tenho uma detenção com a Umbrigde. Nós poderíamos ter matado-a no passado.
- Ia ser uma boa alternativa – disse Rony.
- Eu preciso estudar para as N.O.M.s – disse Hermione – Vamos.
Draco e Coral voltaram para o Salão Comunal da Sonserina.
- Você gostava dele? – perguntou Draco como se não conseguisse mais segurar a pergunta.
- Gostava – admitiu Coral chutando um osso de roedor que brotara do chão – Mas... Ah, não ia dar certo mesmo. Ele disse que eu poderia ter ficado lá.
- Oque? – pergunto Draco – Tipo, ficar lá e viver naquela época?
- Hum hum.
- E você recusou?
- Com certeza.
Essa resposta pareceu deixar Draco mais aliviado.
Coral subiu as escadas do dormitório feminino e largou-se em sua cama, exausta. Suas colegas de dormitório haviam sumido e ido para algum lugar. Coral sabia que uma guerra estava se aproximando, tempos difíceis já batiam ás portas. Coraline fez uma promessa á si mesma.
Ela iria vencer essa guerra. Venceria essa guerra por ele, por Régulos.
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