Notas iniciais
GENTE! PARA TUDO! VAMOS FALAR DE COISA BOA! A NOVA TEKPIKS VEM COM TUDO EQUIPADO!
Mentira.
Enfim, oque eu queria dizer é que esse é o penúltimo capítulo! Sim, minhas amoras (eu adoro amoras) o próximo capítulo é o epílogo!
Espero que gostem do capítulo!

– Avada Kedavra! – gritou Astrid Jacob apontando a varinha para a filha.

Coral rolou para o lado. Eu também te amo, mamãe, pensou ela.

Coraline havia sido a única sonserina de toda a escola que ficara para lutar contra Voldemort. Agora, com dezessete anos, Coral continuava a mesma. Suas feições estavam mais duras, ela se tornara um tanto amarga e seu coração tornou-se de pedra.

Afrodite parecia ter uma birra particular com Coral. A filha de Hades só se apaixonara duas vezes na vida; uma por Régulos Black, mas ele morrera e não pertencia á mesma época que ela. E, a mais recente, por Draco Malfoy.

Só de pensar aquilo, Coral ficava com dor de cabeça. Oque ela fizera á Afrodite para merecer aquilo?

E agora, durante a batalha de Hogwarts, Coral estava lutando com sua Astrid Jacob, sua mãe, que estivera em Azkaban por todo esse tempo, só voltando á liberdade durante a fuga em massa da prisão.

Estupore! – disse Coral.

Protego! – defendeu-se Astrid; ela riu desdenhosa – Que tipo de sonserina é você, filhinha?

Crucio! – gritou Coral furiosa.

Caso aquela maldição tivesse pegado em Astrid, ela estaria perdida. Mas a mulher desviou-se. Os anos em Azkaban haviam tirado sua beleza angelical, seu cabelo não tinha o mesmo brilho maravilhoso que tinha nos tempos de escola.

– Você não pode me matar com feitiços, amorzinho! – riu Astrid insana – Conjunctivitus!

– Protego! – disse Coral.

Tem razão, mãe. Não posso matá-la com feitiços.

Coral escondeu-se atrás de um pilar de pedra.

– Bombarda! – gritou Astrid – Saia daí, sua covarde!

A filha de Hades apontou para o chão aos pés da mãe, concentrou-se profundamente e descarregou toda a raiva que vinha sentindo desde o quinto ano. O chão rompeu-se e chamas verdes saltaram para fora.

– Estupefaça!

O feitiço atingiu o peito de Astrid; a comensal da morte caiu de costas no buraco do Tártaro, que fechou-se com sua passagem.

Coral, por um segundo, permitiu-se á sentir pena da mãe.

– Não – decidiu em voz alta – Ela não merece.

Ouviu o som da batalha que vinha do Salão Principal e correu até lá. A filha de Hades estava com uma aparência horrorosa; tinha os cabelos negros desgrenhados e as pontas chamuscadas e a pele pálida suja com poeira e com inúmeros cortes.

Ela entrou no Salão Principal, que estava apinhado de gente, no momento que Harry e Voldemort trocaram feitiços.

– Avada Kedavra!

– Expelliarmus!

Coral sentiu seu coração na boca; desde quando Expelliarmus poderia competir com o Avada Kedavra? Mas, então, ela o viu. Tânatos estava parado, invísivel, ao lado de Voldemort.

O feitiço recoxeteou e Voldemort caiu morto no chão. Coral estava estática e não sabia oque fazer. Ela queria chorar pelas mortes, pular de alegria pela vitória e chorar mais um pouco pelos amigos.

Coral rompeu a multidão e correu para abraçar Harry no momento que Tânatos sumia com uma figura fantasmagórica de Voldemort, ele parecia emburrado. Todos avançaram comemorando sobre o Menino Que Sobreviveu Multiplas Vezes. Depois de abraçar o amigo, Coral saiu pelas sombras do meio daquela confusão. Ela agora estava em um corredor deserto de Hogwarts.

– Lamento – disse uma voz ao seu lado.

Tânatos era sem dúvida um dos deuses mais bonitos do Olimpo, com seu rosto sério e olhos melancólicos.

– Teve muito trabalho essa noite – disse Coral um pouco amargurada.

– De fato – disse Tânatos – Uma das almas em especial, me pediu para entregar uma mensagem á uma mulher chamada Molly Weasley.

– Foi o Fred? – sussurrou Coral.

– Sim – confirmou – Um rapaz um tanto irritante, fazendo piadas sobre meu trabalho. Ele disse que eu pareço com um personagem de um desenho mortal. As Aventuras de Billy e Mandy. Fred disse que eu pareço-me com um tal de Puro Osso.

– É mais ou menos – sorriu Coral.

O deus deu-lhe um aceno com a cabeça e desapareceu. Coral vagou por Hogwarts destruída e sentou-se na entrada de pedra da escola.

– Coral! – exclamou uma voz atrás de você – Por Merlin! Eu achei que você tivesse morrido!

Ela nem precisou virar a cabeça para reconhecer o dono da voz.

– Achou mesmo que eu ia morrer, Malfoy? – perguntou sem encará-lo – Eu voei num dragão. Depois disso, acho que nada mais me mata.

– Éramos muitos – disse Draco em voz baixa.

– Mas nós vencemos – disse Coral firmemente – E agora, espero que você vá para Azkaban.

Draco sentou-se ao seu lado e olhou para a entrada da escola, que estava queimada e destruída.

– Desculpe-me – murmurou Draco.

Ela olhou-o de esguelha. Malfoy tinha os cabelos loiros bagunçados e sujos e milhares de machucados espalhados pelo rosto.

– De boa – respondeu Coral abraçando as pernas – Não foi exatamente sua culpa tudo isso.

Malfoy assentiu silenciosamente e olhou-a.

– Mas... Então, meus pêsames pelos seus amigos – disse ele estudando-a com os olhos cinzentos – Soube sobre... O Weasley.

– Foi uma explosão, não seus amiguinhos – respondeu seca – Mas Lupin e Tonks não podem dizer a mesma coisa.

– Você tem muitos preconceitos contra comensais – disse Draco numa tentativa de brincadeira.

– Não tenho preconceitos, odeio todos igualmente – respondeu-lhe.

Coral voltou á encarar o pátio destruído. Draco suspirou e fez o ato mais inesperado que Coralina esperaria de uma Comensal da Morte: Ele abraçou-a. A filha de Hades afastou-se quase que instintivamente.

– Ah – disse Malfoy – Desculpe-me. Eu só... Hãn...

– Tudo bem – disse Coral ficando de pé – Eu vou ver se posso ajudar alguns feridos.

Draco levantou-se também e ficou na frente dela. Eles de fato estavam muito próximos, quase podiam sentir a respiração um do outro. Malfoy aproximou-se fechando os olhos para beijá-la... E Coral colocou um dedo sobre seus lábios.

– Eu te dei essa intimidade, Malfoy? – perguntou Coral erguendo as sobrancelhas.

O loiro ergueu as sobrancelhas surpreso.

– Mas – disse – Eu... Eu achei que...

– Achou que depois de tudo isso um beijo ia me fazer mudar de ideia? – perguntou a filha de Hades desdenhosa.

– Então mais beijos mudariam sua opinião? – perguntou Draco com um sorriso malicioso.

Coral encarou-lhe séria, dizendo que mais beijos não mudariam sua opinião.

– Eu vou voltar ao Salão Principal para ajudar os feridos – informou Coral — Algum sonserino tem que manter a honra da Casa, não?

Ela virou-se de costas para seguir seu caminho, mas Draco puxou-a pelo pulso e deu-lhe um rápido selinho.

– Tudo bem – respondeu o sonserino sorrindo.

Coral seguiu para o Salão Principal corada. Aparentemente, seu olhar medonho não estava mais surtindo efeito. Ao entrar naquele leito de enfermo, suas entranhas reviraram-se. Pode ouvir as vozes de Olho-Tonto, Fred, Tonks e Remo ecoando em sua cabeça. Eles haviam ido para os Campos Elíseos, podia sentir isso.

Bellatrix e Voldemort, por outro lado, não tiveram nem chance á um julgamento. Os dois foram enviados para o lugar mais sombrio e tortuoso dos Campos de Punição, onde ficariam perto também de Pedro Pettigrew.

Coral experimentou fechar os olhos e concentrar-se no que acontecia no Mundo Inferior. Ela viu o relance de Dumbledore abraçando Remo e Tonks, recebendo-os no Elíseo. Essa imagem trouxe lágrimas aos seus olhos.

Ela abriu os olhos e seguiu seu caminho até o lado de Sra. Weasley, que apesar de cuidar dos ferimentos de Gina, chorava abertamente.

– Sra. Weasley – disse Coral suavemente enquanto colocava a mão em seu ombro.

– Coral! Querida! – a ruiva abraçou-a ainda com as lágrimas descendo – Fico feliz que... Esteja bem...

– Ele está bem, Sra. Weasley – disse Coral – Foi para os Campos Elíseos. O Céu.

– Eu sei – disse a mulher emocionada – Ele era... Tão bom...

E desatou á chorar abraçada com Coral. Aquele havia sido o dia mais longo da vida de Coraline, e sem dúvida o mais difícil, mas ela tinha uma certeza:

Acabara. Agora tudo estava bem.

Notas finais
Gostaram?