Meine Shuld

17 Capítulo 17- Querida Confiança.


Era madrugada, o sono que ela esperava não lhe via como ela queria, e ela não entendia o quê estava de errado com isso, ela esperou por isso por anos, e agora que ela finalmente literalmente o tinha nos seus braços, o sono não lhe concedia nada além de uma madrugada acordada, ela bufou para si mesma, pelo menos alguém ali estava tendo o sono merecido. E isso lhe bastava pelo menos.

Evaline o observou novamente, como se ela já não tivesse fazendo isso a cada momento em que ele está perto dela. O rosto era fino como ela lembrava, o cabelo realmente estava mais escuro, mas a expressão dele continuava a mesma, mas os olhos...

Os olhos dele tinham algo no horizonte deles, que ela não sabia o motivo de ter isso refletido neles, ele não entendia o medo que ele mostrava nos olhos. Era como se a presença das pessoas o assustassem de uma maneira que ela não conseguia entender, e sua mais recente paranoia de que alguém estava escondendo um detalhe muito importante sobre o motivo dele estar assim só ficou mais forte. E ela iria descobrir isso indo confrontar diretamente Akagi.

Ele sentiu Shinji se remexer em seus braços, ela pensou que ele havia acordado por sua culpa, mas do contrário, ele apenas inalou o perfume que emanava de seu cangote e se aproximou ainda mais, sem que Shinji percebesse ele encostou seu rosto no pescoço da mais velha, Evaline sentiu a respiração em seu pescoço, com certeza ela não dormiria.

— Você é muito bom nisso, hm? — ela disse mais para si mesma, porém alto demais. — Quase sinto vontade de te acordar só para ver sua reação quando notar que está no meu pescoço tão intimamente. — ela cantarolou baixinho. — Não que eu me importe é claro...

Evaline realmente tentou chegar ao sono, mas ela já tinha noção que com a pessoa mais importante para ela estar literalmente grudada nela, ela não teria seus sonhos, pelo menos ele estava por perto, e agora ela com certeza poderia descobrir mais coisas sobre ele. Ela não sabia se ela tinha a abertura o suficiente para perguntar o que havia acontecido com ele, ela decidiu confiar em Asuka pelo menos. Por enquanto...

Entre seus pensamentos veio a ideia de ir na farmácia amanhã, depois que ela garantisse que Shinji pudesse ficar sozinho durante algumas horas. Ela precisava comprar três remédios, principalmente as pílulas dele, mas ela não entendeu ainda porque ele precisava de um remédio para acelerar os hormônios. Ela resolveu deixar isso para ela. Se movendo o mais calmamente possível ela arqueou suas costas e ficou ainda mais baixa, afastando o pescoço do rosto de Shinji o mais lentamente possível, a respiração abafada dele lhe causava calafrios e ela não sabia como. Ela ficou assim durante alguns minutos, e finalmente ela conseguiu o merecido descanso, os dois estavam perfeitamente apagados agora.

Sorte a deles. Pois em outro quarto com apenas uma ruiva nervosa, a situação era totalmente diferente. Asuka nem ao menos conseguiu fechar seus olhos, ela estava pensando em várias coisas que ela não devia pensar. Estava preocupada com Shinji de qualquer forma, não que Evaline fosse tão podre como ela, mas ela ainda sim se preocupava... E se algo acontecesse com ele? Shinji não conseguia se levantar de sua cama. E não conseguiria fazer nada se Evaline decidisse fazer algo contra ele.

Mas ela sabia que a loira não faria isso, somente ela foi podre o suficiente para agir assim. Ela se odiava... Mas agora ela tinha que dormir, com que cara ela encararia a loira pela manhã? Ela se esforçou durante algum tempo, mas finalmente ela conseguiu relaxar em seus sonhos, milagrosamente não tendo nenhum pesadelo com ela. Ela conseguiu pelo menos relaxar seus olhos durante algumas horas, já era de madrugada enquanto ela tentava dormir. Ela acordou com o barulho de uma velha bêbada e rabugenta entrando na porta, fazendo barulho o suficiente para ela querer estrangula-la.

Ela olhou para o relógio na parede do seu quarto, não eram nem ao menos nove da manhã... Ela resolveu ficar no seu quarto e dormir mais um pouco.

Misato fez barulho propositalmente para que todos acordassem, ela havia trazido algumas coisas para um glorioso café, já que Shinji não podia fazer nada, e Asuka com certeza não era acostumada a fazer nada, e ela própria... Bem, a comida que ela podia fazer sair de ingredientes caros lhe custaria lágrimas. Misato deixou seu jaleco em seu quarto, e após isso ela passou na frente da porta do quarto de Shinji, seria um eufemismo dizer que ela não queria entrar, mesmo que isso o acordasse...

Mandando isso a merda, ela abriu a porta com certo cuidado e com alguma surpresa mal escondida no seu rosto. Uma de suas soldadas estava agarrada a Shinji como se ele fosse um travesseiro, ela não ousou respirar. Uma cabeleira loira se levantou lentamente e a observou. Ambas ficaram em um silêncio desconfortável, Misato fez questão de perguntar com certa hostilidade.

— Posso saber o que você está fazendo aqui? — ela perguntou sem rodeios, baixo o suficiente para não acordar seu protegido. — Como infernos você dormiu aqui?

Evaline suspirou cansada, a mesma explicação novamente. — Eu não pude deixar Shinji sozinho a noite, conversamos alguns momentos e ele decidiu que queria que eu dormisse junto com ele. — ela respondeu tão rapidamente que Misato não podia dizer que era mentira. — Não pense coisas erradas de mim, eu só queria ficar perto dele.

Misato queria muito dizer que ela não confiaria tão facilmente em nenhuma adolescente perto dele tão cedo, mas optou por ficar em silêncio, dando um assento com a cabeça ela saiu do quarto, deixando-os os em silêncio.

Evaline havia acordado com o barulho da porta sendo literalmente chutada, ela já havia se desprendido há muito tempo, se alguém tivesse vindo com a intenção de ferir o menino ao seu lado, ela o defenderia. Mas era '' apenas '' a pessoa responsável por ele, ela fez menção de se deitar novamente, mas os olhos de Shinji começaram a se abrir nessa hora.

— Hmmmm que horas são? — perguntou piano o menino. — Eu sinto que dormi mais do que devia. — ele falou para si mesmo, até olhar para a loira que estava sentada em sua cama. — Bom dia Evaline... — ele disse timidamente, vendo o sorriso dela para ele, se sentiu mais a vontade.

— Bom dia Shinji, acho que já passa das nove horas por agora. — ela lhe respondeu se levantando. — Bom, vamos fazer sua higiene matinal, logo após isso eu irei para o meu apartamento e já retorno, de acordo?

Shinji apenas assentiu, mas ele realmente não tinha ideia de como iria fazer isso. Evaline deixou o quarto por um momento. E encontrou a Guardiã de Shinji deixando vários pacotes do mercado pela cozinha, era hora do café deles. — Com licença. — Evaline chamou por Misato, que parou de fazer tudo o que estava fazendo para lhe olhar.

— Algum problema sol- Evaline? — Misato iria chamá-la de soldado, mas achou melhor não. Evaline apenas olhou para isso sem muita reação.

— Shinji acordou agora, estava pensando se deveríamos ajudá-lo a se lavar. — Evaline apontou. — Ele poderia tomar um banho, mas de seu quarto eu acho um pouco difícil fazer isso.

Misato a observou por alguns instantes e resolveu perguntar algo que tinha em sua mente durante algum tempo. — Eu quero te perguntar uma coisa, dependendo de sua resposta, o seu convívio com ele pode ser longo, ou pode acabar em definitivo...

Evaline não pareceu nem ao menos assustada, ela esperou pela pergunta.

— Qual é a intenção que você tem com meu menino? — ela perguntou ríspida. — Eu não preciso dizer que após um acontecimento muito infeliz, eu não me sinto disposta a confiar em muitas pessoas perto dele, isso incluí uma soldada alemã que não é muito aberta para falas.

Evaline nem ao menos se importou com a verdade, ela não fazia questão de dizer quem era, pelo menos não para os outros.

— Eu esperei anos da minha vida, desde que meus pais morreram para poder ficar perto dele, ele era meu amigo de infância, e eu estarei disposta a fazer tudo dentro das minhas capacidades para ficar perto dele, e protegê-lo de qualquer engraçadinho que tente feri-lo. — ela disse sem hesitação, como um texto decorado. — Seria um eufemismo dizer que eu me importo com ele, ele é a razão pela qual eu estou aqui.

Misato soltou um longo suspiro. — Tudo bem... — ela disse por fim. — Vamos falar com ele sobre ele receber um banho, seria bom tirar o cheiro de hospital químico dele.

Evaline abriu a porta e viu que Shinji estava sentando esperando por elas. — Shinji, se importaria se nós lhe carregássemos para tomar um banho?

Shinji piscou surpreso com isso. — Mas... Eu não conseguiria nem molhar ensaboar meu corpo sozinho... — ele tentou lhes explicar. — Eu quero muito, mas eu não consigo.

Evaline se aproximou dele. — Você se importaria ou sentiria vergonha se eu dissesse que estou aqui para te ajudar com isso?

Misato atrás dos dois começou a observar as interações deles, ela pôde ver a coloração do rosto de Shinji ir para um vermelho fraco, corando provavelmente.

— Eu não queria te causar ainda mais trabalho, eu já pedi pra você passar a noite, não posso pedir mais nada egoísta. — Shinji murmurou um pouco infeliz, Evaline ouviu isso calmamente, como se já adivinhasse os motivos dele hesitar.

— Você confia em mim? — Evaline perguntou isso após alguns segundos de silêncio.

Shinji ficou em silêncio por mais alguns momentos, relembrando as conversas anteriores, ela nunca lhe deu motivos para temê-la... Na realidade, ela sempre pareceu uma pessoa certa para ele encontrar o sentido de admiração... Talvez... Talvez ela...

— Eu... Eu confio... — ele disse olhando em seu olhos. A feições de Misato foram ao chão. — Você me ajuda?

Evaline deu um sorriso gentil para ele, que Misato pôde observar, Deus essa garota era boa.

— Com prazer menino. — ela lhe chamou por tal, enquanto retirou a coberta que ele estava usando. — Você tem outras roupas, não é? — ela olhou para Shinji, mas a pergunta era pra Misato, que foi em direção ao armário do garoto, pegou uma cueca, um par de meias, um calça fina e uma camiseta branca. — Eu vou precisar te levantar, tudo bem? Coloque os seus braços ao redor do meu pescoço.

Evaline se abaixou o máximo que pôde para não forçar muito os braços dele, Shinji com algum medo e vergonha começou a tocar em seu corpo, Evaline se apoiou em seus joelhos e começou a tatear caminhos até o corpo do mais novo, como se ele fosse de vidro, ela colocou seus antebraços e palmas ao redor das pernas do garoto, e com todo o cuidado possível, em suas costas, perigosamente perto da massa cinzenta que o estava ajudando, Shinji mordeu os lábios de dor, Evaline achou que tivesse feito algo errado, logo ela percebeu que seria melhor segurá-lo mais em baixo, ela teria que fazer uma força extra...

Misato iria se oferecer para ajudar, mas Evaline parecia tão imersa em descobrir um jeito de não machucá-lo que ela não podia atrapalhar a interação. Shinji a deixaria levá-lo do jeito que ela estava? Provavelmente não.

Evaline finalmente tirou o corpo menor do menino de sua cama, carregando-o como uma noiva. Ela nem ao menos se importou em direcionar um olhar para a nova presença de quarto. Asuka havia acordado pouco tempo depois, esperando encontrar Evaline longe dali, ela não escondeu a surpresa ao vê-la carregando Shinji. E Misato estava logo ao lado, sem impedi-la.

— Lidere o caminho pro chuveiro. — ela pediu enquanto carregava Shinji nos braços, o mesmo havia escondido o seu rosto no pescoço dela, ela não se importou, Misato começou a andar e abriu a porta do banheiro reformado que ela tinha, era maior e isso era bom o suficiente para ter uma banheira descente. Ela deixou a água fria começar a surgir na banheira. A roupa que Shinji usava agora, não era nada mais do que um calção curto e um avental que cobria sua parte superior. — Precisamos sentar ele. — ela visou para Misato, que sem nem ao menos se importar em explicar nada para uma Asuka com um tique nervoso nos olhos, ela pegou o corpo frágil do menino pelas pernas, e fez o caminho para baixo, como Evaline agachando seu corpo, e o colocando sentado na tampa da privada. Com todo o cuidado possível, ela ergueu os braços de Shinji que não era capaz de dizer nada, a vergonha de certa forma o estava matando.

Seria melhor que ele estivesse dopado da mesma forma quando ele veio para cá, ele nem se importaria. Mas vendo tudo ao seu redor, ele não pôde deixar de sentir vergonha. Evaline o observou por alguns momentos depois de retirar o avental.

Misato pegou o olhar da menina, raiva e pena disputando um lugar em suas feições, por um segundo ela quis explicar o que havia acontecido com Shinji, não sabendo que Asuka já havia lhe mentido.

— Shinji... — Evaline chamou pelo seu nome, deixando suas expressões mais naturais para ele. — Nós vamos precisar retirar o seu calção, você se importa?

Shinji sentiu o seu rosto aquecer, ele tentou responder algo mas sua voz pareceu morrer. Era uma situação bem desconfortável. Ele não tinha boas experiências ao pessoas verem seu corpo nu, não eram boas lembranças que invadiram sua cabeça. Ele notou que Asuka o olhava com certo temor e preocupação, ele viu a culpa escorrer no rosto dela.

— Eu... Eu... — ele começou a dizer. — Não quero todo mundo aqui, por favor... — ele praticamente implorou.

Asuka interviu. — Você tem certeza que está tudo bem? — ela lhe perguntou, tentando soar o mais calma possível, pelos olhares dos outros, ela pareceu ter falhado completamente.

Evaline voltou seus olhos para ele, ela notou que isso era um momento muito embaraçoso para ele, ela o entendia. Mas ela jamais faria algo que fosse o prejudicar, sua intenção era de fato ajudar ele.

— Vamos deixar vocês por alguns instantes. — Misato disse após ver que banheira havia quase ficado cheia. — A água está fria como você gosta Shinji. — ela deu um olhar de aviso para Evaline e praticamente puxou o corpo de Asuka para fora.

Fora do banheiro o clima era bem pesado, a porta estava meio entreaberta, dando privacidade o suficiente para ele. Até mesmo para Misato, isso era uma situação que ela queria ter evitado, mas já que ela surgiu, o melhor era encará-la logo.

Shinji ficou em silêncio e começou a olhar para os lados nervosamente. Evaline entendia muito bem o que se passava na cabeça dele, ela resolveu tornar a situação menos embaraçosa para ele.

— Não tenha vergonha de você mesmo Shinji, e além do mais, você confia em mim não é? — ela lhe deu outro sorriso. — Eu vou levantar um pouco o seu dorso, e você puxa o calção para baixo, tudo bem?

Shinji assentiu com nervosismo, vendo o corpo formado de Evaline se aproximar do seu, ele sentiu os dedos frios dela lhe enviarem um arrepio pela espinha quando ela o tocou com todo o cuidado e o ergueu, ela era forte.

Era agora ou nunca!

Ele removeu os calções com um movimento rápido, ele já sentia a vergonha lhe invadir. Evaline foi rápida e colocou um braço atrás das coxas Shinji, e com uma velocidade e cuidado, ela o repousou para a água da banheira, e logo ele estava escondido e protegido pela camada de água.

— Podem vir. — ela avisou para as outras duas, Asuka entrou primeiro, ela observou o rosto de Shinji e se pôde ver uma vergonha escaldante nele. Misato abriu o pequeno armário que tinha ao lado da banheira e pegou um Shampoo para ele, deixando nas mãos de Evaline. — Eu só vou deixar você com a cabeça com Shampoo, vou te ajudar com isso, e depois eu vou te dar a esponja, e você tenha o seu momento, eu vou estar ao lado da porta, me chame se precisar de ajuda para lavar algum lugar, tudo bem? — ela pegou o Shampoo e deixou algumas gotas irem para o coro cabeludo dele. Esfregou com certo cuidado, Shinji não a olhou mais. Ela não queria ter colocado ele em uma situação que a mera presença dela o fizesse sentir vergonha.

Ela se levantou e disse antes de sair algo para lhe confortar. — Assim como você confiou em mim Shinji, eu também confio em você, me chame se precisar de algo. — ela saiu primeiro do banheiro, Asuka fez menção de falar algo, mas Misato não deixou.

— Se precisar de ajuda, chame, certo? — ela fechou a porta. As três ficaram olhando uma para a outra durante alguns segundos, antes de Misato se afastar dali em passos lentos, ela tinha que tirar as compras ainda.

Asuka praticamente estava mordendo os lábios de raiva, dando olhares ocasionais para a mais velha, que nem ao menos estava preocupada, ela ficou encarando o chão.

Ambas só podiam ouvir barulhos de água ocasionais, e então silêncio, mais barulho de água e um silêncio contínuo. Após alguns minutos disso a voz de Shinji soou em seus ouvidos.

— Evaline... Eu... Preciso de ajuda... Se possível... Só você. — Evaline finalmente direcionou um olhar para Asuka que praticamente estava uma pilha de nervos.

Evaline deixou a ruiva plantada ao lado da porta.

— Terminou de se lavar? — ela tentou manter a conversa em um tom natural, mas Shinji ainda estava com vergonha, ela suspirou com isso, e se colocou de joelhos rente a banheira. — Ei... — com a voz o mais suave possível, ela fez o caminho de sua mão lentamente para a latera do rosto de Shinji. — Eu só quis te ajudar Shinji, minha última intenção era te fazer ficar constrangido, peço desculpas se fiz algo ruim...

Shinji finalmente a olhou. — Eu... Ok. — ele disse apenas isso por alguns instantes. — Preciso de ajuda para me secar, por favor. — ele disse o mais baixo possível. Evaline assentiu e apertou o botão para a banheira começar a drenar a água, lentamente, ela começou a observar o corpo de Shinji, e ela sentiu a mesma raiva lhe invadir os poros.

Ela não estava por perto, ela não pôde ajudá-lo. Shinji a olhava por alguns momentos, enquanto as mãos e a toalha faziam o caminho todo por seu corpo, dessa vez de olhos fechados, Shinji se deixou relaxar um pouco e deixou ela lhe ajudar com isso.

Evaline o secou o melhor que pôde, evitando olhar demais para algumas áreas do corpo dele. Ela não queria traumatizá-lo. Depois de alguns minutos ela largou a toalha longe. — Pronto, agora vamos te vestir, tudo bem?

— Sinto muito por te colocar nessa situação. — Shinji disse para ela. — Acho que não é muito legal pra você também...

Evaline o olhou confusa enquanto segurava sua roupa íntima. — Shinji... — ela o chamou com um pouco mais de seriedade. — Eu não quero que você pense que fazer isso é um problema pra mim, não é, eu me importo com você e com certeza não me importo nem um pouco de te ajudar, com o que que for preciso te ajudar, eu vou.

Isso pareceu sanar algumas dúvidas dele. Ela entrou na banheira, e ergueu as pernas dele, colocando sobre os pés, e o ajudando a se arrumar ali, colocar o restante das peças foi mais fácil. Terminando de colocar as meias, a calça e a camiseta branca, ela pegou a escova de dentes que Shinji disse que era dele. — Mesmo que você vá comer logo, é bom escovar os dentes.

— Obrigado Evaline. — Shinji disse não olhando diretamente para ela. — Obrigado por ser tão... Legal. — ele procurou um adjetivo melhor mas nada lhe via a mente.

— Disponha menino, agora me mostre esses dentes lindinhos. — ela lhe entregou uma expressão mais tranquila. — Assim mesmo. — ela começou a escovar os dentes dele, e nessa situação ela percebeu que ele realmente não estava capacitado para cuidar de si mesmo por algum tempo, talvez em duas semanas, ele mesmo com uma dor considerável, conseguisse se mover sozinho, ela o ajudaria de qualquer forma. — Vamos voltar para a cama?

Shinji deu um pequeno sorriso concordando, parecia que a relação havia deixado o momento estranho e voltado ao normal. E isso era importante, Evaline era a primeira pessoa que não estava fazendo nada com ele em segundas intenções...

E por isso, ele era grato.