Meine Shuld
18 Capítulo 18 - Problemas a Caminho
Trazendo o menino para sua cama foi a parte mais fácil para Evaline, ele não estava com muito peso, e isso a preocupava, ele precisava comer algo, café da manhã seria um bom começo, ela logo se prestaria para ajudar a preparar algo para ele preencher o estômago, é claro que depois que ela lesse a bula de seus remédios, pois estavam na hora dele tomar os três. Asuka estava lhe observando o caminho inteiro, Misato havia terminado de organizar as sacolas com alimentos que havia comprado no mercado.
— De volta pro ninho. — a loira disse, novamente com todo o cuidado possível e ajeitou em sua cama, Shinji se desprendeu de seu pescoço, Evaline estava segurando a parte inferior de sua cintura, o ajudando a pousar na cama. — Você precisa tomar seus remédios. — ela abriu a gaveta do criado mudo de seu quarto, foi em direção a cozinha, encontrou uma caneca vazia e preencheu de água e voltou para o quarto dele, tendo a plena noção de que estava sendo observada pelas duas presentes ali. Não que ela se importasse, ela estava o ajudando de qualquer forma. — Eu sei que a pílula é simplesmente horrível, mas você precisa, eu posso dizer que as dores já estão vindo.
Shinji ardia de dor a cada contato que ela tinha com ele, o efeito já havia passado, e ele precisava disso de qualquer forma. — Tudo bem, eu vou tomar, é o melhor não é? — ele perguntou um pouco temeroso e olhando para ela. Evaline assentiu e o ajudou a beber, pela cara engraçada que Shinji havia feito, essa pílula com certeza não era das melhores, ela olhou o pacote, haviam mais 12 pílulas, significando que antes de suas semanas ela teria que comprar outra. Evaline pegou os outros dois remédios, hormonais e locais, o hormonal não fazia sentido em sua cabeça.
Shinji tomou seus remédios obrigatório e automaticamente se sentiu zonzo, ela leu mais atentamente a bula, e a pílula funcionava como um anestésico neural, diminuía toda a integração do sistema nervoso com os membros funcionais, era como um laxante muscular, sem os músculos estarem sensitivos, não haveria dor, não é uma lógica adorável? Seria exceto pelo fato que Shinji se sentia sonolento e indisposto mais ainda.
— O que você gosta no café da manhã? — Evaline perguntou, ajudando Shinji a ficar sentado, não fazia sentido deitá-lo, correndo o risco dele dormir apenas para acordá-lo novamente. — Torradas? Bacon? Ovos mexidos talvez?
Shinji demorou um pouco para entender que a pergunta era para ele. — Ahmm... Eu gosto de torradas, frias... Eu queria comer alguma fruta junto... — ele disse virando a cabeça um pouco para baixo, estava com sono, Evaline teria um dia de testes hoje, e ela não estava nem um pouco disposta a deixar o menino, mas regras eram regras.
— Vou preparar algo então, um momento, por favor não durma. — ela pediu para ele, assim que saiu do quarto ela notou que Asuka já estava fazendo o seu próprio café. — Asuka, onde estão as frutas? Shinji pediu por elas. — vendo isso, Asuka apontou para um pequeno balcão, onde havia uma cesta de várias frutas dentro. — Eu vou pegar um pequeno prato para ele, se estiver tudo bem pra você. — ela olhou para Misato, que ostentava uma cerveja e um pão meio queimado, ela apenas a deixou ser.
Evaline preparou uma torrada caseira, pão de carne, frios, um queijo branco, e um tomate doce cortado rapidamente, nenhuma das duas questionou a torrada estar fria, Shinji havia evitado muitas coisas quentes desde o vulcão, não era seu direito questionar. Evaline pegou um pouco de leite nos armários, e trouxe consigo em uma caneca que Asuka havia confirmado que era de Shinji quando foi questionada.
— Prontinho. — ela chamou a atenção de um sonolento rapaz na cama, ele fez o seu melhor para ficar acordado, ele observou o que estava em sua frente, Evaline havia feito uma coisa para ele comer, isso sempre teve importância para ele. — Não se contenha, coma.
Shinji mordeu a torrada e imediatamente ele sentiu o gosto macio do que estava dentro, era muito bom, ele devorou a torrada em poucos segundos, e conseguiu secar a caneca de leite com poucos goles. Evaline nem ao menos tentou esconder a surpresa, ela honestamente pensava que ela teria que ajudar ele a comer, não que ela fosse se importar, jamais! Mas foi uma surpresa muito grande vê-lo comer com tanto fervor mesmo com o remédio.
— Uau... Estava bom? — era o máximo de surpresa que ela iria demonstrar pra ele. Shinji olhou para ela com os olhos um pouco semicerrados, provavelmente estava muito bom pela expressão suave dele. — Eu fico feliz, foi a primeira coisa que eu fiz pra você comer, está certo que é apenas uma torrada, mas se você me der a oportunidade eu com certeza posso te servir com coisas muito boas.
— Estava muito boa, obrigado. — ele disse se deitado com a ajuda da mais velha depois de notar que ele queria deitar. — Eu gostaria de provar mais coisas que você preparou, um dia... — ele disse fechando o seus olhos lentamente. — Hmmm eu... — ele desfaleceu em seu sono, Evaline achou isso fofo, era tanto sono que nem para terminar a frase, ela recolheu o prato e a caneca e voltou para a cozinha, Asuka já havia terminado de comer e estava assistindo TV, como se nada mais fosse interessante. Ela lavou os utensílios e fez uma mesura leve para Misato que a encarava de soslaio.
— Obrigada por deixar eu ajudá-lo! — ela se curvou. — Eu espero poder visitar ele algumas vezes, dito isso, até breve Comandante. — ela se virou e saiu do apartamento deles, e foi em direção ,agradecendo por não encontrar Harumi no caminho, ela pegou as chaves em seu bolso e abriu a porta, foi recebia por seu guardião Himura e seu namorado Tobio, ambos sentados na mesa, com um café humilde.
— Aproveitando a noite? — perguntou Himura puramente na curiosidade. Evaline apenas assentiu e foi em direção ao seu quarto, ela queria tomar um banho, ter seu precioso café da manhã, e então ela poderia se preparar para mais um dia de simulações. Pelo que ela tinha lido nos e-mails, hoje ela teria que participar de um teste em conjunto com a Eva de Harumi, era uma boa oportunidade para verificar seus rivais. E ela tinha noção que haveriam ainda mais pilotos de outras nações para vir. Ela tinha que ser a melhor.
Ela tomou seu banho enquanto pensava nisso, vestiu seu uniforme militar, já havia colocado suas botinas, ela gostava de usar isso, era resistente e confortável. Ela se sentou ao lado de Tobio, o moreno lhe ofereceu uma fatia de pão com manteiga, ela pegou outra, e mais outra, e mais outra, preencheu com manteiga e queijo, ela devorou tudo enquanto pegava o café e bebia tudo em poucos segundos. No final, ela não ficou mais do que três minutos sentada, os dois a olharam por um momento.
— Não te deram comida? — perguntou Himura um pouco preocupado.
— Eu não quis comer, achei melhor aproveitar e fazer tudo aqui, vou pegar o metrô e vou para o terminal, eu não sei quando eu volto hoje, pode deixar algo pronto pra mim? Qualquer coisa serve. — ela disse enquanto se levantava, pegando suas chaves e rumando para fora, desejando que Shinji tivesse uma boa soneca.
Agora ela iria mostrar que era a melhor. Ela também queria ver como seria a Eva de Harumi... Falando no diabo, quando ela fechou a porta do seu apartamento, o de Harumi foi aberto, e ela saiu sorrindo como boba. Alguma coisa boa havia acontecido.
Ela torceu para não ser notada, mas Harumi virou o rosto para os lados e a encontrou de canto na porta.
— Hora, que bela manhã para colegas piloto, não acha? — disse Harumi, vestindo seu uniforme vermelho e rosa. — Preparada para a nossa primeira simulação em conjunto? — ela esperou Evaline se aproximar. — Você vai pelo metrô? — ela perguntou enquanto Evaline passava por ela sem dizer nada. — Oh, não seja assim, somos amigas certo?
Evaline parou e olhou em seus olhos. — Eu não sou sua amiga, no máximo somos colegas de trabalho, você consegue entender essa linha de raciocínio? — ela estreitou os olhos para a rosada, que apenas aumentou ainda mais o sorriso. — Vamos logo, eu sei que você vai me seguir de qualquer jeito.
Harumi sorriu mostrando os dentes — Que bom que você é inteligente, lidere o caminho, Hail Evaline! — ela zombou levantando a mão e dando um saudação estranha com a mão. — Pronunciei certo né?
Evaline notou que ela não teria muita facilidade em ficar em silêncio e ficar relembrando do que havia acontecido entra ela e Shinji, não que tivesse acontecido algo realmente '' marcante '', mas foi muito bom embora. Ambas esperaram na estação, que por conveniência não era mais do que alguns minutos de caminhada, havia poucas pessoas essa hora. O trem bala parou e todos subiram, Evaline foi em direção a uma das últimas cabines, com Harumi chamando a atenção para si mesma com o tom de seu cabelo.
Evaline se sentou, praticamente tomando uns três bancos para si mesma, deitada esticando a perna, uns dez minutos deitada, aproveitando as memórias, era muito bom.
Exceto se não houvesse uma rosada para puxar assunto. — E então? Como foi? — perguntou Harumi para ela. — Você parece bem cansada, hora, muito exercício físico na casa de um menino? Ara Ara Ara...
Evaline sabia que estava sendo provocada. — Você tem uma imagem bem ruim de relacionamento em sua cabeça. — ela disse depois de um tempo. — Sua primeira conclusão quando uma menina vai atrás de um menino, é sexo?
Harumi deu de ombros. — A maioria dos garotos não tenta levar para esse caminho? — ela disse puramente baseado em suas experiência com filmes. Não que Harumi tivesse experiência com garotos, agora com meninas era outra história.
— Se você acha que Shinji é como a maioria dos garotos, reveja seus conceitos. — a loira disse simplesmente. — Ele não é assim, nunca foi e nunca será o tipo que irá forçar os desejos para cima dos outros.
— Quão confiante em sua afirmação, já conhece ele tão bem... — ela disse olhando para as pessoas ao longe. — Ele é tão especial assim pra você?
— Muito.
— Muito quanto? — a rosada devolveu.
— O suficiente para me preocupar com qualquer pessoa que fique num raio de cinco metros dele. — ela disse se levantando, já podia ver o terminal de longe. — Por que está perguntando isso de qualquer forma? Você não tem nada com isso.
— Eu só sou curiosa, sabe? — ela sorriu carinhosa. — Eu apreciei ver as fitas de nosso salvador, ele mesmo sendo fraco sempre conseguiu reverter as situações, acho que eu sinto respeito e curiosidade sobre ele...
— Você estava bem feliz pela manhã. — Evaline mudou de assunto.
— Ah sim, ainda estou, acredite. — ela se levantou ao ver que a próxima parada era para o terminal. — Vamos ver como nós nos saímos, não?
— Faça o que eu digo e estaremos bem. — Evaline disse simplesmente descendo do trem, os funcionários da NERV japonês estavam por toda a parte. — Não sei o que vai acontecer, mas provavelmente iremos passar por uma simulação de batalha, nada realmente complicado.
— Qual foi a sua primeira porcentagem com a EVA? — uma pergunta que Evaline jamais responderia. — Bom, acho que os números são muito pessoais não? — Harumi disse tranquila. — Estou com fome... — ela disse alisando a barriga.
— Você não comeu algo antes de sair? — ela disse colocando a mão em um painel digital, demonstrando ser filiada a NERV, Harumi fez o mesmo e ambas passaram, agora era apenas uma estrada até a entrada do terminal. De cara ela notou que havia uma comoção maior do que deveria. — Tem algo estranho hoje. — ela notou olhando ao redor, havia muitas pessoas entrando no terminal, e todas pareciam com pressa, ela perdeu alguma e-mail? Não, ela com certeza havia conseguido fazer com que todas as conversas fossem direto para o servidor dela. Então o quê? Talvez algo que tenha chegado agora quando ela saiu de casa? Harumi também estava confusa com a quantidade de pessoas que estavam entrando.
— Bom, provavelmente algum tipo de evento está acontecendo? — Harumi mais perguntou do que afirmou enquanto se dirigiam para entrada do terminal, era um elevador que levaria diretamente para a base no subsolo. Haviam quatros guardas fortemente armados. — Evaline, piloto de EVA. — ela disse enquanto se apresentava, Harumi fez a mesma coisa, elas dividiram o elevador com pelo menos mais dez pessoas.
— Querido, você está suando. — uma moça disse enquanto entregava um lenço para o marido velho, que realmente não parecia muito bem no elevador, não que isso sequer fosse importante pra ninguém. — Você não está nervoso está? É só uma reunião de negócios...
Evaline estreitou os olhos, reunião de negócios na NERV? Haviam poucas para os assuntos, ou eram doações, ou eram empréstimos. Harumi também começou a prestar atenção nos dois, porém depois de alguns minutos, todos haviam chegado na base subterrânea. Evaline e Harumi foram em direção ao vestiário. Dentro de seus armário haviam algumas unidades de seus uniformes, elas se trocaram sem muitas palavras, e foram em direção a sala de controle, onde elas poderiam entrar nas cabines de suas EVAS.
Seria uma longo dia de treino. Ela só esperava que tudo ocorresse bem.
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AERO PORTO INTERNACIONAL / ESTAÇÃO CENTRAL DO JAPÃO / Okinawã.
Um garoto apressado passava pela fila enorme que estava esperando para desembarcar do avião, mas para o menino isso não passava de apenas uma mera perca de tempo, ele deveria ser o primeiro a descer para esse País, o País que ele mostraria que ele seria o melhor do mundo, e nada além disso. O garoto tinha cabelos caídos e arredondados em torno de sua cabeça, estava utilizando uma jaqueta laranja, na realidade, um conjunto laranja, quase vermelho, o sorriso do garoto era confiante, mas mesmo assim ele estava raivoso, ele ignorou os guardas, e quando um deles tentou pará-lo, ele explodiu.
— Tire suas mãos de mim! — o menino, ou jovem exclamou enquanto se soltava do aperto do guarda, ele tinha que entrar para o aero porto, onde sua carona estaria o esperando. — Eu vou ser o melhor piloto de EVA que esse mundo pós apocalipse já viu, guarde esse nome! Akira Hashina!
Dito isso, ele desceu as escadas móveis e não quis nem saber que empurrou algumas boas pessoas mais idosas para o lado. — Saiam da frente velhas inúteis, vão tricotar e não se metam no meu caminho! — ele desceu por todos eles, nem ao menos vendo a cara de desacreditados dos demais, era muita falta de educação. Ele entrou onde deveria, e na fila de pessoas, ele encontrou um homem de cabelos grisalhos, baixinho, porém com uma aura imponente, segurando uma placa vermelha, dizendo o seu nome, esse era o seu mais novo guardião! Nada mal, nada mal mesmo!
— Você é o meu guardião? — Akira perguntou de repente, sem sequer se preocupar em se apresentar, o homem já estava por isso, havia lido sua ficha, suspenso três vezes do treinamento de integração da Itália, quatro vezes removido de células de treinamento por mal comportamento, dois processos cancelados, e uma acusação de estupro da parte dele, com certeza o garoto não era nada além de problemas. — E então? Cumpriu com a sua parte do acordo?
O homem ignorou isso e começou a se dirigir para fora do aero porto, onde havia sua encomenda e sua parte do acordo. O garoto o seguiu sem dizer mais nada, e se maravilhou quando encontrou mais quatro homens saindo de um pequeno cargueiro, trazendo a parte deles.
Era uma moto personalizada que ele havia pedido para eles desenvolverem, com isso em mãos, ele se tornaria um piloto não oficial da Grã Bretanha, mesmo sendo Italiano. Mas isso ninguém precisava saber. Eles a desceram com muito cuidado, Akira sorria como um maníaco, se eles haviam seguido as especificações e não apenas as aparência, essa moto seria a coisa mais rápida de duas rodas que já foi construída. Capaz de alcançar quase trezentos e cinquenta cinco milhas por hora( isso dá mais ou menos 500 e poucos quilômetros por hora, existe uma moto assim na vida real, claro que ela é feita em testes fechados, mas existe) E agora ele poderia dirigir uma dessas, o Japão já estava sendo bom o suficiente.
— Próxima parada: NERV! — ele acelerou, e antes que sequer pudessem perceber, ele já havia desaparecido da vista de todos.
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