Meia Hora

2 Azumane Asahi/Nishinoya Yuu


Notas iniciais
Contém menção de sexo (pornografia, na verdade). Ok, eu levei mais de meia hora pra escrever essa aqui. Foi uns 40 minutos, ou mais, mas só pra terminar a história de um jeito decente. Na verdade, eu nem deveria estar usando o computador, hehe.

― Nishinoya― Asahi disse assim que entraram em seu quarto―, o professor passou alguns exercícios para nota, se importa se eu fizer agora? Não quero deixar para última hora...

―Tudo bem!― respondeu o outro, que estava empolgado demais para se incomodar.

Aquela era a primeira vez que ele iria passar a noite na casa do seu colega de time― que também era seu namorado.

―Posso mexer nas suas coisas?― perguntou Nishinoya, jogando-se sobre a cama arrumada como se fosse a sua própria.

―Pode. ― Asahi se sentou de costas para ele, abrindo vários livros sobre sua escrivaninha.

O quarto de Azumane era muito organizado. Não havia nenhuma roupa jogada no chão, nem revistas espalhadas pela escrivaninha. Era tudo muito limpo e arrumado, assim como ele.

Nishinoya começou pela estante alta do canto do quarto, logo ao lado da escrivaninha. Ela estava cheia de livros e revistas, com alguns prêmios e porta-retratos espalhados aqui e ali, nada que chamasse sua atenção. Ele apanhou uma revista aleatória e se sentou no chão, folheando-a com desinteresse. Asahi parecia estar muito concentrado no que fazia, e ele não queria incomodá-lo, por mais que estivesse entediado.

Foi aí que ele viu, debaixo da cama, a lombada azul de um livro. Asahi tinha uma estante, por que haveria livros debaixo de sua cama? Nishinoya sabia muito bem o motivo, assim como todo garoto.

Ele se aproximou da cama devagar, e enfiou a mão por baixo da beirada do lençol, apanhando o livro.

Era um mangá amador, aparentemente. Na capa havia um menino de feições exageradamente femininas fazendo uma pose obscena. Nishinoya sempre quis saber que tipo de coisa Asahi gostava, mas ele com certeza não esperava por aquilo.

O que estava dentro era pior. A quantidade de onomatopeias e fluídos corporais beirava o cômico, depois de tentar ler duas ou três páginas Nishinoya teve que se segurar para não rir.

Ele enfiou a mão debaixo da cama mais uma vez, pegando mais alguns dos vários mangás que estavam ali. Todos seguiam a mesma fórmula: meninos com corpo afeminado transando com caras que tinham queixos exageradamente pontudos e mãos enormes. Como Asahi podia gostar daquilo?! Não era real, e estava longe de ser.

―Nishinoya, você... O quê?! ― Asahi olhou por cima do ombro, e quase gritou assim que viu o que seu namorado tinha nas mãos. ― Mas o que você....?!

―Ah, Asahi-san, não sabia que você gostava disso― ele riu, fechando o mangá que segurava. ―, é tão estranho, todo mundo é depilado. Só tem de homem com homem?

―N-não é bem assim!!― Asahi se levantou, derrubando um caderno. ― Isso não é meu!! É... Ah, droga.

―Não precisa se envergonhar, Asahi-san, cada um tem o seu gosto.

―Eu sei, mas é que... ― ele soltou um grunhido, voltando a se sentar. ― Não mexe nisso.

―Tá bom, prometo que não vou mexer ― Nishinoya guardou os mangás em seu lugar e se sentou na cama.―, pode continuar sua tarefa.

Os dois ficaram em silêncio, enquanto Asahi lia e relia o mesmo exercício inúmeras vezes. Seu namorado encontrara sua pornografia, e ainda descobrira que ele gostava daquele tipo de mangá, não dava para estudar logo depois disso.

―Ei, Asahi ― Ele olhou para Nishinoya por cima do ombro. ― , quer que eu te chame de Senpai?

―O quê?!

―Azumane-senpai― Nishinoya disse quase que em um gemido, colocando o dedo indicador no canto da boca­. ―, seja gentil comigo.

―Ni-Nishinoya!!― Asahi quase enfartou pela segunda vez na tarde. ― Meus pais vão escutar!

―Estou brincando!― Nishinoya riu, divertindo-se com o constrangimento do namorado.― Mas falando sério, você quer?

O silêncio que veio depois fez Nishinoya pensar que talvez ele tivesse ido longe demais. Depois de alguns instantes, Asahi se virou, com as bochechas vermelhas e olhando para o chão.

―Pode ser― ele murmurou. ―, mas não na frente dos outros.

Notas finais
Outra ideia de meio de aula, essa foi minha. Aceito pedidos de casais/prompts, mas não prometo que irei escrever tudo que mandarem.