Meeting You!

14 Capitulo 14: Erika, Celty, Mikado e Masaomi entram em ação!


Notas iniciais
Feliz Natal! Me desculpem a demora, as provas finais me deixaram com a corda no pescoço e eu comecei a trabalhar meio período. Como eu redobrei os estudos fiquei com pouquíssimo tempo para escrever, mas agora está tudo bem e vou voltar a escrever normalmente. Espero que não tenham me abandonado, eu não vou abandonar essa estória. Feliz Natal, tudo de bom pra vocês! Boa leitura!

Capitulo 14: Erika, Celty, Mikado e Masaomi entram em ação!

Erika ama yaoi e casais gays, mas acima de tudo ela ama seus amigos. Shizuo e Izaya eram ambos, seus amigos e casal gay favorito. Infelizmente, estavam brigados e passando por uma fase difícil no relacionamento. Essa era a razão para a cara azeda da menina em um belíssimo dia na praia.

A garota olhava de um lado para o outro com as sobrancelhas franzidas. A sua esquerda se encontrava Shizuo sentado ao lado de Celty, e a sua diretita estava Izaya, de óculos escuros, deitado em uma canga debaixo do guarda sol lendo um livro, mas Erika sabia que seus pensamentos estavam em outro lugar. O garoto não tinha virado uma única página desde que chegaram.

Ela mal tinha conseguido ver os momentos deles juntos e já estavam se desentendendo? De quem era a culpa? Shinra? Vorona? O próprio casal? Erika diria que era a falta de confiança resultante da inexperiência em relacionamentos. A relação era tão nova, e pelo que tinham lhe contado, evoluído tão rápido que o casal não teve nem tempo para fortalecer os laços que os unia e agora enfrentavam dois dos maiores inimigos de uma relação amorosa: O ciúme exacerbado e a falta de comunicação sobre o que sentiam.

A morena sabia que ninguém deve se meter em briga de casal, mas uma ajudinha dos amigos é sempre bem vinda...

~~~~~~~~~~~~~Flashback~~~~~~~~~~~~~~~

Após a separação do casal Erika, Mikado, Masaomi e Celty se reuniram na parte da piscina. Seus olhares determinados brilhavam sob a luz da lua em cumplicidade silenciosa.

– Então está combinado. Eu e Mikado vamos conversar com Izaya. – disse o loiro

– Eu falarei com Shizuo – Celty disse.

– E eu cuidarei de alguns “detalhes” para a reconciliação final! Ah, vai ser um grande momento – dizia Erika enquanto mexia nos contatos do celular. Seus olhos brilhavam como estrelas. As outras três figuras a olhavam com sorrisos estranhos, mas tinham que admitir que o plano da menina era bom, uma forma de “Dividir, juntar e conquistar”.

~~~~~~~~~~~~~Flashback~~~~~~~~~~~~~~~

– Eu vou dar um passeio pela praia – O moreno de dredlock falou se levantando

Erika observou as mãos de Izaya tremerem assim que o loiro alto sussurrou algo no ouvido da loira.

– E-eu vou com você. Eu tenho que... pegar o filtro solar.

Erika achou que já estava na hora de botarem o plano em ação. Ela enviou rapidamente uma mensagem para o resto do grupo da OYF (Operação Yaoi Forevermente) – mesmo os outros membros rejeitando totalmente tal nome.

Celty, Mikado e Masaomi olharam para a tela de seus celulares e viram o sinal que estavam esperando.

Iniciar Fase 1

– Masaomi, vamos comer alguma coisa.

– Claro, Izaya você não quer nada?

– ...

– IZAYA!

– Huh?

– Eu e o Mikado vamos dar uma volta pra comer algo, você não quer vir com a gente?

– Não, eu... – o moreno olhou para o livro, e do canto do olho para o loiro sentado ao lado da prima, olhando para o oceano. Seus olhos estavam inchados, assim como os seus. – é claro, talvez seja bom sair um pouco de debaixo do Sol.

– Mas você ta o tempo todo debaixo desse guard- Gah! Celty, meu amor, por que fez isso?

– Vamos então! – o loiro disse enquanto puxava Izaya rapidamente pela mão.

Erika sorriu de canto, se levantando. Um já foi, falta mais um.

– Kadota, Shinra por que não vamos nadar um pouco? Eu trouxe uma bola!

– Ãh Erika eu acho que... – Kadota parou ao reparar no olhar da namorada, eles estavam brilhando de forma preocupada e ansiosa, muitos poderiam confundir essas emoções por excitação, mas Kadota conhecia bem a garota. Ela estava armando alguma. – tudo bem, vamos logo. Shinra...

– Eu vou ficar aqui com a Celty e-

– Shinra, você tem que se exercitar mais, ganhar alguns músculos não seria nada mal... – disse a morena – esses dias eu vi a Celty admirando o corpo do cara que faz o Thor...

– EU VOU COM VOCÊS!

– Legal!

A morena deu uma última olhada suplicante para a Celty que assentiu levemente, seus olhos ardiam com determinação.

Os dois restantes observavam seus amigos se divertindo no mar e partilhavam um silencio confortável, porém melancólico, até um suspiro pesaroso sair da boca do loiro, que se virou encontrando o olhar da sua prima.

Celty sentiu seu peito se contrair. Dor. Os olhos castanhos que lhe eram tão familiares e sempre tão carinhosos esbanjavam puro sofrimento. Lutando contra as lágrimas, a menina pegou seu caderno de desenho.

“Quer conversar?”

– Eu não sei mais o que fazer Celty. – o loiro disse enterrando o rosto em suas mãos, na tentativa de esconder os olhos cheios de lágrimas.

“Tudo bem, se você não sabe o que FAZER então concentre-se no que você QUER no momento”

– Izaya. – o garoto disse encontrando novamente o olhar dela. – Izaya é tudo o que passa pela minha cabeça.

“Quer falar mais um pouco sobre isso?”

– O que eu quero fazer? Abraçar Izaya e nunca mais solta-lo. O que mais me Dói? Ver os olhos de Izaya daquela maneira. O que eu quero? Izaya. O que eu preciso? Izaya. Izaya. Izaya. Todas as respostas me levam a ele. Celty isso está me deixando louco!

A menina pegou as mãos do loiro, que tremiam e lhe mostrou seu bloco novamente.

“Então por que saiu daquele jeito ontem?”

– Eu não aguentei. Eu fui fraco Celty!

A menina levantou uma sobrancelha mostrando que não estava compreendendo.

– Quando eu olhei nos olhos dele e vi as lágrimas se formando, a dor que ele estava sentindo... E saber que EU sou a pessoa que causou tal sofrimento me fez desmoronar. Eu fui covarde. – O loiro terminou desviando o olhar.

A menina pôs uma mão nos ombros dele e lhe mostrou o caderno novamente.

“Mas você também está sofrendo, não é?”

O loiro olhou nos olhos claros de sua prima e sorriu tristonho, ela sempre conseguia lê-lo como um livro, sempre conseguia fazê-lo entender o que estava sentindo e de onde vinha o problema, depois era só discutir uma forma de passar por cima dele.

– Vê-lo sofrendo está me matando. Tudo começou tão bem, ele sorria tanto. Eu amo o sorriso dele, ele ri como se soubesse algo a mais, como se pudesse enxergar algo que ninguém mais consegue, como se pudesse ver além do que está presente. Mas há alguns dias ele tem parado de sorrir com frequência e quando eu descobri que era culpa MINHA eu não aguentei e explodi. Eu devo tê-lo magoado mais ainda.

“Se o que ele sente é a fonte da sua aflição então você tem que se concentrar nele”

– Mas Celty eu já tentai explicar pra ele o que eu sinto-

“Exato! O que VOCÊ sente, mas e o que ELE sente e o que ELE QUER OUVIR”

O loiro a olhou, lembrando que em todos os momentos de crise ele tirava suas conclusões e dizia o que sentia, mas não chegava a ouvir o que o moreno sentia e nem o que queria.

– Eu nunca pensei nisso. O que Izaya quer me dizer...

“O que ele queria quando vocês começaram isso tudo?”

Assim que a menina perguntou isso Shizuo pode sentir as palavras de Izaya sussurrarem em seus ouvidos

“me de uma chance para fazê-lo esquecer”

– Ele queria me fazer esquecer Iza-chan. Mas ele já conseguiu e sabe disso!

“E por que ele iria querer isso?”

“Eu sou real” a voz sedutora sussurrava novamente.

– Ele queria que eu o visse ao invés dela, queria me fazer vê-lo como a pessoa a quem me dediquei todo esse tempo, mas não faz sentido! Eu já disse que escolhi a ele.

“Pense mais Shizuo, o que ele REALMENTE queria ouvir?”

“Ser amado desse jeito deve ser muito bom

O loiro arregalou os olhos, sentindo sua garganta e peito se contraírem.

– Ele queria que eu o visse como a pessoa que eu amava... ele queria que eu dissesse que. eu o-

“Guarde essas palavras pra ele” O loiro leu enquanto sentia a mão da menina tapando sua boca.

“ Você já sabe o que fazer, certo?”

O loiro assentiu e abraçou sua prima, agradecendo por mais uma vez tê-lo ajudado a abrir sua mente e encontrar a origem do problema. Agora ele tinha que resolvê-lo. E ele iria.

Shizuo não via a hora de ter Izaya em seus braços de novo. Dessa vez ele daria o que o garoto merecia.

Izaya caminhava ao lado de seus amigos, dos quais certo loiro estava perdendo a paciência com aquele olhar melancólico e silencio ensurdecedor nada característico do moreno.

– Izaya, chega!

– Huh?

– to cansado desse olhar de labrador abandonado na chuva!

– HUH?

– O que Masaomi está querendo dizer é que estamos preocupados com você.

– Não deveriam estar...

– Izaya você está chorando! Você não costuma fazer isso e muito menos na frente das pessoas.

Os meninos viram a cor vermelha tomar conta das maçãs do rosto do amigo, que virou levemente para esconder o embaraço.

– Ta vendo! Normalmente você teria rebatido com uma resposta sarcástica, mas nem pra isso você ta ligando mais. – argumentou o loiro.

– Eu estou cansado...

– é exaustivo, não é? – Mikado parou ficando de frente para o moreno, fitando-o nos olhos. – Quando você estava se metendo no meu relacionamento com Masaomi eu fiquei irritado. “Ele acha que sabe como eu me sinto?” era o que eu pensava. Mas no fim é sempre bom ter a opinião de alguém de fora, alguém que possa ter um ponto de vista neutro da situação. Isso ajuda quem está perdido a começar por algum lugar. Funciona como uma bússola.

Izaya encarou os olhos de Mikado e suspirou.

– O que vocês têm pra me dizer então OH Poderosas Bússolas! Me mostrem onde fica o norte! – o moreno tentou ironizar como sempre, só pra mostrar que estava bem. Mas os meninos viam a fachada.

– Pra começar por que você não responde o que nós te perguntamos da última vez?

Izaya fitou-os com olhos confusos.

– Izaya, você está apaixonado?

Olhos escarlates se arregalaram e desviaram-se para o chão.

– O que isso tem haver?

– Faz sentido que você tenha problemas em confessar isso sendo a pessoa auto centrada e sabe- tudo que você é. Você nunca suspirou por alguém, você fazia pessoas suspirarem. Você nunca foi levado à loucura, você levava as pessoas à loucura. E você nunca sentiu que algo valia mais na sua vida do que você mesmo, nunca achou que alguém fosse tão importante, nunca sentiu algo tão forte que o faz embarcar em território desconhecido de forma impulsiva, coisa que você nunca faria.

– Eu não sei como agir... Não quero que ele me odeie, mas não consigo suportar quando aquela loira SE ATIRA NO MEU NAMORADO, NO MEU LOIRO, NO MEU SHIZUO! – Izaya arfou no final da frase, sua garganta ardia pelo grito. Assim que se tocou do peso de suas palavras o moreno arregalou os olhos e corou.

Masaomi soltou um assovio longo e alto.

– Ai está, Izaya é do tipo ciumento e possessivo.

– E que fica guardando os sentimentos até explodir. – completou Mikado virando-se para o moreno e falando com uma voz gentil – Izaya, você tem que falar. Melhor, você tem que contar pra Shizuo exatamente o que você quer. Chega de jogos de palavras e insinuações. Seja direto. Eu sei que você não gosta de se expor, mas às vezes nós temos que arriscar.

– Eu...

– Izaya ta na hora de tirar a armadura. – Masaomi se intrometeu, Izaya reconheceu as palavras. Afinal fora as mesmas que ele usara para fazer o loiro contar o que sentia para Mikado. – Quando você é cauteloso pode chegar a um lugar desejado, mas se não for ousado e se arriscar não vai poder descobrir novos lugares e nem experimentar novos sentimentos. Conte o que sente para aquele que importa. Só tem uma pessoa no mundo a quem você deve dizer essas palavras.

– Eu... Eu vou pensar.

– Pensar nada. Você já sabe o que sente não sabe?

– Mas e se ele não sentir o mesmo? – Izaya disse em um fio de voz.

– Izaya, o Heiwajima é louco por você. Você ta deixando o cara desequilibrado e desnorteado com suas mudanças de humor e não pense que eu e o Mikado não descobrimos a sua “punição”!

– Como é q-

– Não é só você que “brinca” desse jeito.

– Masaomi! –Mikado o repreendeu com as bochechas vermelhas. – Caham. O que estamos tentando dizer é que em uma relação amorosa você sempre vai perder ou ceder algo, mas o que você ganha em troca é bem maior e melhor do que aquilo que se foi. Ao menos tente Izaya, pela sua felicidade. Nós estamos preocupados.

– Eu vou tentar... Eu só não sei como e nem quando...

– Isso você pode deixar com a gente! – o loiro disse enquanto piscava – Agora vamos voltar pra comer os sanduíches da Celty!

Izaya passou os braços ao redor dos seus amigos, surpreendendo a ambos.

– Obrigada! – disse se afastando tão rápido quanto havia se aproximado. – não contem a ninguém.

– Hahaha pode esquecer Orihara, agora vou contar pra todo mundo como você não pode viver sem a gente. – o loiro disse enquanto corria de volta para a praia.

– Masaomi Kida! Volta aqui!

Mikado suspirou e foi atrás das suas “crianças”

Izaya corria feliz ele sempre gostara da interação que tinha com seus amigos, eles sempre puxavam sua orelha, não que Izaya costumasse seguir seus conselhos, se algo desse errado era só contornar a situação. Pena que isso só funcionava quando ele conseguia prever os futuros resultados e probabilidades, coisa que não acontece em uma relação amorosa onde seus sentimentos levam a reações impulsivas.

A pesar do peso no coração, Izaya se sentia mais seguro, eles tinham razão. Se seu coração estava tão pesado e cheio por emoções e sentimentos reprimidos só o que faltava era libera-las, afinal elas iriam explodir uma hora ou outra. Melhor seria com ele podendo escolher como isso aconteceria.

Ele sabia que o Loiro tinha escolhido ele, mas não sabia se ele o entregaria seu coração. Izaya estava ciente que já era tarde para tentar trancafiar o seu próprio, o loiro já o tinha cativo em suas mãos, mesmo sem perceber. Só o que restava era torna-lo ciente disso.

O moreno decidiu, enfim, seguir o conselho dos amigos, afinal seu corpo, mente e coração sentiam saudade do loiro, ele entendia perfeitamente que não conseguiria mais viver sem ele.

Resolvido Izaya correu até a praia, louco para ver seu loiro, quando o avistou na areia sorriu. Ele adorava a forma com que o sol batia em seus cabelos e refletia em seus olhos dando um tom dourado e contornava sua figura como se o próprio Shizuo irradiasse luz.

Izaya estava prestes a chamar o loiro quando a voz de alguém o impediu.

– SHIZUO! SHIZUO! – Vorona vinha correndo em direção do loiro, Tom há uma pequena distancia dela. Quando chegou perto do loiro ela se atirou em seus braços, abraçando-o pelo pescoço – EU CONSEGUI! EU CONSEGUI! OBRIGADA!

O que mais horrorizou Izaya foi ver Shizuo devolver o abraço e sussurrar algo no ouvido da menina enquanto sorria, girando ela no ar.

O moreno não pode aguentar a cena, e assim que seus olhos se encontraram com os do loiro correu. Ele tinha que sair dali.

O loiro estava muito feliz por sua amiga ter conseguido o que queria afinal aquela era a razão dela ter vindo para a casa de praia. Ele a girava em seus braços rindo e sussurrando palavras congratulatórias em seu ouvido. Pelo menos ela sairia dali feliz. Ele esperava poder se reconciliar com o amado assim como ela tinha feito. Shizuo pegou a visão de cabelos pretos e olhos vermelhos do canto dos olhos e empalideceu. Ele soltou a loira e se preparou para ir em direção a sua pessoa mais querida, mas antes que pudesse pronunciar qualquer coisa ou fazer algum movimento ele fugiu.

– Droga! – o loiro disse enquanto corria.

– Izaya! Shizuo!

Ele ouviu os gritos de seus amigos atrás deles. Mas não deu importância, tinha que encontrar Izaya e explicar tudo pra ele, dessa vez ele explicaria tudo, seus sentimentos, a razão de Vorona estar ali, do por que dele não contar nada a ele... Mas primeiro ele o teria nos seus braços, onde Shizuo jamais o deixaria fugir.

Izaya correu até parar em frente a uma escadaria que levava a um tipo de observatório. De lá as pessoas podiam ver o por do sol de forma espetacular.

O garoto se sentou em um dos bancos enquanto assistia o fenômeno. Era lindo. O Sol de um tom alaranjado, se encontrava com o mar, dando a impressão de que iam, lentamente, se fundindo em um só ser. Ele desejava intensamente que aquilo pudesse acontecer com ele e Shizuo.

Lágrimas escorriam pelo seu rosto, quem diria que seria tão difícil estar apaixonado? Ele sempre achou extremamente curioso, divertido, bobo e até ridículo o quão longe as pessoas poderiam ir pelo amor de alguém. Como negligenciavam a si mesmas, como entregavam seu coração facilmente e deixavam escaparem a razão. Karma. Agora ele é uma delas.

No início, ele estava intrigado com o loiro, mas o interesse logo se transformou em algo mais e o coração de Izaya foi arrebatado tão rápida e subitamente que o moreno não pôde fazer nada além de se apaixonar perdidamente pelo loiro.

Um pequeno sorriso surgiu em sua face manchada pelas lágrimas salgadas. Mesmo com o sofrimento que sentia, o moreno não se arrependia nem um pouco de ter começado tudo isso, ele não pode dizer que está satisfeito, mas se pudesse voltar no tempo teria feito tudo de novo, mesmo que as coisas terminassem assim, ele sentia que o loiro era parte dele agora, um parte que ele amava com todo seu ser e ele não pretende amar a mais ninguém...

Izaya ficou observando o Sol terminar de se por, as luzes da rua já começavam a se acender. O Sol e o mar demoravam a se fundir, mas se fundiam e quando isso acontecia davam lugar a lua, brilhando gentil e belamente no céu, influenciando o mar tornando-o cheio e misterioso.

Dane-se a Vorona e o que ela quer. Shizuo é dele e ele não pretende cair sem lutar.

Com um sorriso determinado o moreno se levantou e caminhou lentamente em direção a escadaria, ele iria arrancar a loira dos braços de Shizuo nem que fosse a força. Era o que ele deveria ter feito desde o início.

– Orihara- kun! – Izaya gelou ao escutar aquela voz, ele sabia de quem era, mas não acreditava ser possível. Ele virou lentamente até encarar o homem encostado na grade do observatório. Há quanto tempo ele estava ali o observando e ele não tinha percebido? Se estar na presença dele já o deixava ansioso e desconfortável, adicionando o fato de estarem sozinhos e estar escuro... Izaya não conseguia nem acreditar, quais eram as chances de isso acontecer? Mas lá estava ele. Shiki, seu professor.

– Orihara-kun, que coincidência. – ele dizia enquanto se aproximava – por que não fica mais um pouco para conversarmos? Um rosto tão bonito quanto o seu não deveria ter lágrimas o enfeitando.

Izaya começou a dar passos para trás a medida que o homem se aproximava, ele conseguia trazer os sentimentos e lembranças mais terríveis no moreno. Izaya podia sentir seu estomago se agitando, ele estava enjoado, suas mãos suavam. Ele mal notava o quão perigosamente perto da escadaria ele estava.

– Orihara-kun, você não precisa fugir, eu sempre quis te conhecer melhor, mas você sempre da um jeito de fugir de mim. – o homem disse em um tom estranho, perigosamente perto do garoto. Izaya engoliu em seco – Izaya você é tão especial.

O moreno arregalou os olhos ao ouvir as últimas palavras.

“Izaya você é tão especial.”

Essas palavras foram usadas para ele há muito tempo atrás, uma memória que ele gostaria de apagar definitivamente, algo que ele gostaria de mudar, mas não poderia. Izaya recuou mais ainda ao perceber a mão do homem vindo em sua direção, esquecendo-se completamente da escadaria atrás de si, razão pela qual perdeu seu equilíbrio e caiu.

Izaya sentiu seu corpo sendo puxado pela gravidade e fechou os olhos esperando o contato com a superfície dura da escada, mas tudo que sentiu foi o calor de alguém o tomando nos braços e direcionando sua cabeça contra o peito, o protegendo de qualquer dano que o impacto da queda poderia ter lhe causado. Como a pessoa estava lhe apertando contra o peito, era impossível ver o rosto de quem lhe segurava, mas ele não precisava, sabia exatamente quem tinha aquelas mãos e a quem pertencia o calor que lhe envolvia. Izaya queria chorar, seu corpo tremia enquanto escorregavam escadaria abaixo. Quando pararam Izaya pode finalmente levantar a cabeça e olhar para a pessoa.

– Shi-Shizu-chan – ele perguntou com a voz tremula. – Shizuo!

– Ai... Izaya você está bem? – o loiro perguntou, usando o braço esquerdo de apoio para o corpo e a mão direita para acariciar o rosto do moreno quanto procurava por algum ferimento. O menor arregalou os olhos quando viu um filete de líquido vermelho escorrer pelo rosto do amado.

– Shi-zu-o, v-você tá sangrando– sua voz saia baixa e tremida.

– O que?

– Você tá sangrando!

O moreno tentou se levantar, já pegando o celular pra pedir ajuda, mas foi impedido pela mão do loiro em sua cabeça, puxando o seu corpo para mais perto, prendendo-o contra si.

– Izaya...

–Shizu-chan, a gente precisa te levar pro hospita-

– Não, Izaya a gente têm que conversar.

– A gente conversa depois... — o loiro dizia enquanto apertava o abraço, ignorando totalmente o pedido do amado para ir ao hospital, e os gritos dos amigos que se aproximavam.

– Shizuo, por favor.

Izaya eu preciso te dizer uma coisa...

– Eu vou ouvir, eu prometo, mas primeiro a gente precisa ver seu ferimento. Por favor, Shizuo... Por favor... – Izaya suplicava, se o loiro pelo menos o deixasse pegar seu telefone, nunca se sentiu tão bem e ao mesmo tempo tão temeroso, Por mais que amasse estar nos braços do loiro, ele não via a hora de sair deles para poder leva-lo a um hospital. Izaya sabia que seria a única vez que desejaria sair daquele abraço.

Notas finais
Bom... desculpa gente! Eu prometo que no próximo vai ter super Shizaya action! Por isso não me matem! Como vocês estão? Todo mundo aproveitando o Natal?