Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
4 Você tem que voltar, moreno!
Notas iniciais
– Vamos Fatinha?
– Vamos.
– Ju, você vem?
– To indo. – Ju gritou do quarto.
Estávamos indo visitar o Bruno de novo, dessa vez Ju e Marta iriam primeiro, vou ser a ultima, quem sabe assim ele não se agita tanto com a minha presença.
– Anda Ju! – Gritei da sala.
– To pronta. – Ju saio do quarto pondo um brinco na orelha.
– Que demora. – Dei língua pra ela.
– Vamos logo meninas. – Marta já estava na porta.
– Vamos. – Puxei a Ju pelo braço e saímos.
20min e chegamos no hospital, pegamos os crachás e subimos, Marta foi a primeira novamente, 15min e ela saiu do quarto, emocionada, de novo. Depois foi a vez da Juliana, que demorou bastante lá, uns 30min depois ela saiu aos soluços.
– Eu quero meu irmão de volta. – Ela tava abraçada a Marta chorando. – É tão horrível ver ele daquele jeito mãe.
– Calma meu amor, ele vai ficar bem. – Ela acariciava os cabelos da Ju.
– Quem é a próxima? – A enfermeira perguntou.
– Eu. – Respondi caminhando até a enfermeira.
– Eu to aqui fora, qual quer coisa me chame, por favor.
– Claro. – Abri a porta e entrei, ele estava lá, imóvel, do mesmo jeito que ontem, caminhei em silencio até a cama, e me sentei do seu lado. – Oi Bruno. – Falei simples. – To aqui de novo. – Sorri. – Como você esta fazendo falta, moreno. Você precisa voltar pra gente. – As lagrimas já estavam prestes a transbordar. – Eu tenho uma coisa pra contar moreno, se lembra daquele teu sonho, sobre a menininha de pele clara, olhos negros e cabelos cor de mel? – Perguntei, esperei por uma resposta, que eu sabia que não iria vim, então continuei. – Bem. – Levei sua mão até a minha barriga. – Eu to carregando ela no meu ventre. – Falei sorrindo entre as lagrimas. – Eu to carregando um fruto do nosso amor dentro de mim moreno, a nossa princesinha. – Levei uma das minhas mãos até o rosto dele. – Você precisa melhorar moreno, você precisa ficar bom pra ver a nossa filha nascendo. – Acariciei o rosto dele. As batidas cardíacas aumentaram novamente, me levantei e chamei a enfermeira. Ela mais uma vez pediu pra que eu me retira-se, me juntei a Marta e a Ju, me sentei ao lado da Ju.
– E ai? – Ela perguntou.
– Falei da bebe, e os batimentos dele aumentaram de novo.
O medico entrou na sala de espera.
– Dr° o que ta acontecendo? – Marta perguntou.
– O Bruno esta reagindo, a cada vez que essa moça conversa com ele, ele se agita, isso é um bom sinal, ele esta reconhecendo as vozes, isso é um ótimo sinal.
– Ele vai sair do coma? – Perguntei.
– Ele vai, só não sabemos quando. – O medico disse.
– Eu posso ir lá dar tchau a ele? – Perguntei.
– Claro, venha comigo. – Acompanhei o medico até o quarto do Bruno. – Seja rápida, ele precisa descansar.
– Ta. – Caminhei até a cama dele. – Moreno, eu vou voltar aqui todos os dias pra te ver, ta bom? Eu e a nossa filha. O nome dela vai ser Mel. – Curvei meu corpo e lhe dei um beijo na bochecha, perto da boca.
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