Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
5 Pracinha.
Notas iniciais
Não fui pra casa com a Marta e a Ju, quando estávamos chegando vi o Vitor no Misturama e resolvi ir até lá fazer companhia a ele, ele parecia estar mais, estava num canto, sozinho, de cabeça baixa.
– Oi, posso sentar? – Falei fazendo o olhar pra mim.
– Claro, senta ai menina. – Ele sorriu de canto.
– O que houve anjo? Que carinha é essa?
– Ah Lia, nós brigamos feio, ela pediu que eu á deixasse em paz.
– Porque brigaram?
– Ela com ciúmes besta de uma ex-namorada minha.
– Ela tem motivos pra ter ciúmes anjo?
– Claro que não né Fat, eu amo a Lia, e a Luana é passado, inclusive ela ta com o meu irmão, e tenho certeza que eles se amam, não tem porque a Lia ter ciúmes de nós dois.
– Me conta essa história direito, a Luana não ta em Brasília com teu irmão?
– Ta sim, ela me ligou, eu tava na casa da Lia, ela me ligou pra perguntar se eu sabia alguma coisa do Sal, ela disse que ele sumiu, eles brigaram e ele saiu e não voltou pra casa, ela tava preocupada e queria saber se ele tinha me ligado ou algo assim, ai a Lia ficou toda irritadinha porque eu tava falando com ela, e me pôs pra fora da casa dela aos berros.
– Aí anjo, relaxa daqui a pouco ela aparece ai pra te pedir desculpas, até parece que você não conhece a Lia né? – Falei rindo fraco..
– E você, vem de onde?
– Do hospital, fui ver o Bruno. – Falei desviando o olhar.
– Contou da minha afilhada linda?
– Contei sim, e ele reagiu, tipo, os batimentos cardíacos dele aumentaram, isso quer dizer que ele me ouviu, e que reconheceu a minha voz. – Falei sorrindo.
– Nossa, seus olhos chega brilharam agora hein. – Ele riu me abraçando.
– Essa guria nem nasceu e já é paparicada. – Eu falei me afastando dele e pondo a mão na barriga. – Imagina quando nascer.
– Oh! – Ele riu.
– Ih anjo, olha quem vem ali com cara de arrependimento. – Ele se virou e viu a Lia saindo do prédio com a Tatá.
– Você conhece mesmo sua amiga né?
– Claro. – Ri me levantando e indo até elas.
– Oi Fat. – Lia falou.
– Fatinha! – Tatá me abraçou de lado.
– Oi amores. – Sorri pra Lia.
– Fica um pouco com a Tatá pra mim? – Ela falou olhando pro Vitor.
– Claro, e ah, deixa de bobeira ta? O Vitor ama você. – Pisquei pra ela. – Vamos no balanço Tatá?
– Vamos. – Ela subiu a escada correndo e eu fui atrás andando mesmo. – Me balança?
– Uhum, mas vou balançar fraco viu?
– Ta bom, depois eu pego impulso. – Ela falou sentando no balanço e eu comecei a empurrar-la.
Meus pensamentos foram pra longe, imaginei eu, a Melzinha e o Bruno no bosque brincando, havia um balanço lá, e ele estava balançando ela enquanto eu tirava fotos deles dois.
Será que um dia eu ainda vou viver esses momentos assim?
– Tatá, eu tive uma idéia, que tal irmos tomar sorvete?
– Ótima idéia, você espera eu ir em casa pedir dinheiro a vovó?
– Não precisa, eu tenho aqui, vamos. – Dei a mão a ela e fomos em direção a sorveteria, olhei pra trás e a Lia estava nos braços do Vitor, estavam se beijando.
– Eu vou querer de chocolate. – Ela falou quando entramos na sorveteria.
– Eu vou querer de creme com passas.
Colocamos nossos sorvetes, depois colocamos uns docinhos em cima e fomos comer, essa foi realmente uma boa idéia, á um tempão não como sorvete.
Quando terminamos voltamos pra pracinha.
– Tatá, vamos subir? Eu to cansada, quero me deitar e tu num pode ficar aqui sozinha.
– Mas e a Lia? – Ela falou.
– A Lia ta namorando, deixa ela.
– Tatá? – Um garotinho chamou por ela.
– Juca! – Ela foi de encontro a ele. – Fatinha, eu vou falar com a Lia que eu to aqui brincando com o Juca, pode ir pra casa.
–Ta bom. – Desci as escadas da pracinha. – Oh Lia!
– Oi! – Ela saiu dos braços do Vitor.
– A Tatá ta aqui na pracinha brincando com o Juca, eu vou ir pra casa.
– Ta bom amiga, mais tarde eu passo lá.
– Ta, tchau anjo.
– Tchau!
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