Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
50 O casamento II
Notas iniciais
– Vem aqui filha. – Me agachei abrindo os braços para Mel, desde que ela chegou, ainda não havia falando com ela. Ela não demorou, correu diretamente pro meus braços sorrindo. – Meu Deus, que filha mais linda que eu tenho. – A abracei. – Linda e cheirosa. – Disse sorrindo, e me lembrei do meu primeiro encontro com a Fatinha.
Cheguei a sua casa e ela ainda estava se arrumando, abriu a porta desembaraçando os cabelos. “ Uau! Você esta um gato!” ela disse ao me ver, “Você que esta linda” disse para ela entrando em seu apartamento “linda e cheirosa” disse ao sentir seu perfume.
Sorri com aquela lembrança, nosso primeiro encontro, estava nervoso e confiante ao mesmo tempo, estava sentindo algo tão forte por ela e simplesmente não sabia explicar o que era, e agora aqui estou eu, casado com ela.
– Papai? – Mel me chamou, me tirando dos meus pensamentos distantes.
– OI filhota. – Sorri me levantando a pegando no colo. – Estava distante, lembrando de umas coisas. – Sorri bobo.
– O que amor? – Fatinha se aproximou da gente, envolvendo seus braços junto com os meus ao redor da Mel.
– Nosso primeiro encontro. – Disse sorrindo largamente. – Eu estava tão nervoso, afinal eu iria te pedir em namoro, e agora estou eu aqui, casado contigo.
– Eu lembro perfeitamente daquele dia, apesar do susto, o bom e o ruim, a noite foi ótima. – Ela sorriu de uma forma que não á via sorrindo a muito tempo, ela sorriu como aquela menina inocente que eu conheci.
– Eu amo vocês tanto. – Mel nos envolveu nos seus pequenos braços.
– Nós também te amamos filhota. – Lhe dei um beijo na testa.
– Eu já disse o quanto to feliz? – Ela disse acariciando meu rosto.
– Já disse, e esta estampado no seu rosto meu amor. – Fatinha sorriu boba.
– Papai já lhe disse que você esta parecendo uma princesa? – Perguntei a fazendo rir.
– To linda como a mamãe né? – Falou rindo.
– Não sei dizer que é mais linda, você ou ela. – Sorri, assim como ela.
– Tia Fatinha! – Escutamos uma voz masculina infantil. O Pedro.
– Oi Pedrinho. – Fatinha inclinou-se para falar com ele.
– Parabéns, você ta linda. – O menino disse com um sorriso bobo nos lábios.
– E você? Ta um cavalheiro, todo lindo nessa roupa. – Fatinha apertou suas bochechas de leve.
– Fatinha! – Mariana apareceu usando um vestido longo cor creme com as costas nua.
– Mari! – Fatinha a abraçou.
– Parabéns, eu me emocionei com o casamento de vocês.
– Minha mãe chorou. – Pedrinho disse fingindo contar um segredo e nós rimos.
– Eu sempre me emociono com essas cosias, quando me casei eu só sabia chorar. – Ela disse rindo.
– Mel, vamos brincar?! – Pedrinho chamou Mel, que automaticamente me olhou.
– Vai lá meu amor, só não se suja hein? – Disse a colocando no chão e lhe dando um beijo na testa.
– Pode deixar! – Ela saiu correndo acompanhada pelo Pedrinho.
– Cadê o seu marido? – Fatinha perguntou a Mariana.
– Ele estava logo ali cumprimentando uns conhecidos dele de SP. – Ela disse olhando para trás, procurando o marido. – Ali ele, vou lá o chamar para falar com vocês. – Saiu nos deixando a “sós”.
Narrando: Fatinha.
Bruno me abraçou por trás, envolvendo seus braços em minha cintura, apoiou seu queixo sobre o meu ombro enquanto admirava a festa.
– A decoração esta linda. – Ele disse próximo ao meu ouvido.
– Sua mãe que deu a idéia, ela disse que queria que seu casamento também estivesse sido ao ar livre. – Disse encostando minha cabeça levemente na sua.
– Ta tudo lindo, inclusive você. – Ele disse. – Quando eu disse para nossa filha que não sabia quem era a mais linda eu mentir, ela esta linda sim, mais você meu amor, se supera. – Ele disse me fazendo rir.
– Amor, você mentiu para nossa filha. – Lhe dei uma tapa de leve nas mãos, e ele riu.
– Não foi bem uma mentira, só que você amor, é sem duvida a mais linda de todas, e a nossa princesinha é a segunda. – Disse dando de ombros.
– Fatinha! – Ju veio correndo até nós. – Ta na hora de jogar o buquê! – Falou eufórica.
– Mais já? – Perguntei confusa.
– É Fatinha! Eu quero começar a festa logo, e para isso é preciso jogar o buquê e cortar o bolo! – Disse como se não fosse obvio e começou a me puxar pelos braços para perto da mesa do bolo.
Ao redor, havia mesas com cadeiras, ainda não ar livre, dentro do salão continha algumas mesas, uma pista de dança e o Buffet com doces variados.
– Mulherada! – Ela chamou a atenção de todos a nossa volta. – A noiva vai jogar o buquê!! – Foi gritaria de geral, e eu apenas ria de toda aquela euforia.
– Então. – Disse me virando de costa para o grupinho de mulheres. – É um! – Gritei, o Bruno estava de frente para mim rindo. – É dois! – Dei um olhadinha para trás rindo. – É três e... – Prolonguei o “e”.
– Joga logo!! – Lia gritou e eu ri.
– E já! – Joguei o buquê para trás e rapidamente me virei para ver quem o pegaria.
– Eu peguei!! – Era a Ju, estava com o buquê nas mãos. – Eu peguei! – Ria eufórica.
– Ei cunhado, prepare-se o próximo a se casar será você. – Bruno falou pro Gil que riu nervoso.
– Ai amor, quando você vai me pedir em casamento hein? – Ju disse envolvendo os braços no pescoço dele, com um sorriso de orelha a orelha.
– Linda, depois nós falamos disso. – Ele riu nervoso lhe dando um selinho. – Agora para de pular se não nós iremos sair. – Ele disse e nós rimos.
– Vamos corta o bolo? – Chamei Bruno com a mão, e ele me acompanhou até a mesa. – Ei gente, nós vamos cortar o bolo! – Disse chamando atenção de todos que conversavam euforicamente.
O Bruno passou os braços por volta da minha cintura e envolveu sua mão na minha para que cortássemos o bolo juntos, e assim fizemos, cortamos a primeira fatia sem pressa, sorrindo para os flash, sim, Ju fez de tudo para que contratássemos um fotografo.
– E a primeira fatia, é nossa, claro. – Disse rindo enquanto colocava a fatia num prato.
Então todos foram pegar sua fatia de bolo, enquanto eu e Bruno conversávamos na mesa junto com a nossa família.
– Meu amor, você esta tão linda. – Minha avó sorria largamente. – Agora quando eu descansar, vou poder ir em paz, sabendo que você esta em boas mãos.
– Aí vó, num fala isso, a senhora ainda tem que ver o nascimento desses bebês. – Acariciei minha barriga um pouco elevada.
– Nunca se sabe meu amor, mais eu tenho certeza que eles estarão em boas mãos. – Ela estava sentada ao meu lado, então levou a mão até minha barriga acariciando aquela região.
– Mais vamos parar de falar disso né? Se depender de mim a senhora vai acompanhar o crescimento dos meus bebês. – Sorri e ela concordou com a cabeça.
Então senti algo batendo nas minhas pernas, e rapidamente olhei, era o pequeno David, filho do Miguel com a Katia.
– Oi anjinho. – Sorri para ele, o pegando no colo.
– Oi tia “Faltinha” – O pequeno disse embolando a língua, ele não conseguia falar alguns nomes certos.
– Você ta tão lindo. – Falei brincando com seus cachinhos, ele havia puxado a mãe, tinha cabelos ruivos cacheados, porém seus traços eram parecidos com do pai.
– “papa” disse que “vuxê” ta “palecendo” uma “plincesa” – Falou se complicando em algumas palavras me fazendo rir, assim com todos na mesa, exceto o Bruno.
– David! – Escutamos a mãe dele o chamar. – Filho, não sai correndo assim, mamãe fica preocupada. – Ela disse sorrindo pro menino, que fazia cara de sapeca. – Oi gente. – Ela era simpática.
– Oi Katia. – Disse sorrindo. – O David tava aqui nos arrancando risadas, disse que eu estava “palecendo” uma “plincesa”. – O imitei, rindo.
– Ele tem razão, você esta linda. – Ela disse e eu me levantei para lhe dar um breve abraço, ainda com o David no colo. – E a propósito, o casamento de vocês foi tão lindo, chorei horrores, o Miguel ficava rindo de mim. – Ela riu, assim como eu.
– Achei vocês! – Miguel apareceu. – Então esse sapeca veio parar aqui! – Ele disse estendendo os braços pro filho, que imediatamente pulou do meu colo pros braços do pai. – Oi Fatinha. – Ele disse, e eu sorri. Nesses anos que se passaram o Miguel havia mudado, como dizem, o amor faz milagres, ele havia mudado pela mulher e pelo filho, e nós voltamos a ter uma relação normal, de primos.
Senti os braços do Bruno na minha cintura, e sorri.
– Oi Bruno. – Miguel disse receoso. – Podemos ter uma conversa em particular? – Pediu e eu estranhei aquele ato.
– Sim, podemos. – Bruno soltou minha cintura lentamente e me deu um beijo breve na bochecha. – Volto já loirinha.
Miguel colocou o filho nos braços da mãe e começou a se afastar acompanhado pelo Bruno.
Narrando: Bruno.
– Então Bruno, eu sei que você tem motivos de sobra para não gostar de mim. – Ele disse e eu ia o interromper. – Não interrompe, só me ouvi. – Assenti com a cabeça. – Depois daquele episodio lá em casa, eu não parei com aquilo, ficar com a mulher de outros caras, e apanhar com isso, eu achava divertido, sempre achei. Então a Katia entrou na minha vida, ela não era comprometida. – Ele deu um breve sorriso, mais ao perceber minha expressão seria continuou a falar. – Começamos a ficar, e era bom ficar com ela, eu não só sentia atração, eu gostava de estar na presença dela. Até ela dizer que estava grávida, no começo eu rejeitei toda aquela história de gravidez, era muito moleque, imaturo, e rejeitei ela e o nosso bebê. Mais minha mãe a apoiou em toda a gravidez, até o nascimento do David, e mesmo sem querer eu me apaixonei por ele, e começando a conviver com ele e com a Katia eu tive noção do quanto era bom ter uma família, o quanto era bom chegar em casa e os encontrar me esperando, é tanta felicidade quando o David aprende uma coisa nova e eu estou lá presenciando aquele momento. E então eu me dei conta de uma coisa, eu estraguei o seu relacionamento com a Fatinha, não só o de vocês, mais muitos relacionamentos por ai. Mais o de vocês foi o que mais me deixou mal, por que eu sabia que era o culpado pelo o que vocês estavam passando. Quando ela ligou lá para casa para dizer que você tinha sofrido um acidente e que ela estava grávida, eu não me importei, não mesmo. Quando ela ia visitar a vovó com a Mel ela me olhava com desprezo e rancor, e eu não me importava, nunca me importei, afinal de contas eu era um moleque, só queria me divertir. Mais quando ganhei o David foi que eu me dei conta do mal que eu fiz. De certa forma eu fui culpado pelo seu acidente, pois vocês brigaram por minha causa, por uma travessura de um moleque imaturo. Eu então me senti culpado por ter te impedido de ver os primeiro passos da sua filha, fiquei me sentindo um monstro por ter te impedido de acompanhar o crescimento dela. E aquele sentimento estava me consumindo, eu me desculpei com a Fatinha, eu lhe pedir perdão, e ela me desculpou, mais eu preciso me desculpar contigo cara. Hoje em dia eu me sinto tão culpado por tudo que lhe fiz. E eu quero realmente que você me perdoe Bruno, eu sei que você é um cara bom, e é capaz de fazer isso. – Ele disse, e confesso, estava emocionado, e tocado com o que ele falou.
– Bom Miguel, eu sinto bastante magoa de você, bastante mesmo, como você disse, de certa forma você me tirou tudo de mais importante, mais eu sou capaz de te perdoar, vejo verdade nas suas palavras, o amor realmente muda as pessoas. – Disse sorrindo torto, sim eu havia o perdoado, afinal aquilo tudo já passou.
– Obrigado Bruno, você me tirou um peso enorme da consciência . – Ele sorriu e me estendeu a mão. – Um acordo de paz entre a gente? – Ele sorriu, e eu apertei sua mão.
– Uma acordo de paz, mais não pense que eu sou teu amigo. – Disse tentando ser duro. E ele riu.
– Tudo bem Bruno, um acordo de paz. – Soltou minha mão ainda rindo e começou a caminhar em direção a Katia e Fatinha, que conversavam e riam, o acompanhei.
Ao alcançarmos elas, elas nos olharam sorrindo.
– O que vocês foram conversar? – Fatinha perguntou assim que eu a abracei por trás.
– Depois te conto meu amor. – Falei próximo ao seu ouvido.
– Ta bem. – Ela sorriu boba. – Vou encontrar a Ju, preciso tirar essa saia do vestido, estou começando a sentir calor. – Ela disse, se afastando de mim. – Gente, já volto. – Disse breve e foi ao encontro da minha irmã, que estava abraçada com o Gil ainda admirando o buquê que havia pegado.
Elas conversaram por alguns minutos e depois entraram no salão, sumindo do meu campo de visão.
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