Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
51 Festa de casamento.
Notas iniciais
Após 20 longos minutos, Fatinha apareceu, ainda estava com o vestido de noiva, porém, sem a saia longa e volumosa, apenas a parte de cima do vestido, que media a altura das suas coxas.
– Voltei moreno. – Ela se aproximou de mim na mesa.
– Demorou. – Disse fazendo bico. – O vestido ficou lindo assim também. – Sorri com malicia e ela me deu um leve tapa no braço.
– Moreno! – Me repreendeu e logo depois começou a rir. – A Ju quer começar a festa, e já vai escurecer, o que você acha?
– Acho ótimo. – Eu disse, eram 17:30h e o sol estava se pondo lentamente, daqui não dava para ver, apenas dava para ver as mudanças de cores do céu.
– O céu ta lindo meu amor. – Ela disse olhando para cima.
– Realmente. – A envolvi nos meus braços. – Muito lindo. – Beijei seu pescoço, um beijo molhado e lento.
– Aí Brunito, num faz isso. – Ela fraquejou a voz.
– Por que não? – Perguntei num tom de deboche.
– Você sabe Brunito. – Ela disse com a voz fraca.
– Sei é? – Repetir o ato, dessa vez mais demorado.
– Ai meu amor, não faz isso. – Ela se afastou rapidamente, sorrindo.
– Logo agora que tava ficando bom. – Fiz bico, e ela me selou rapidamente.
– Vem moreno, vamos dançar. – Pegou minha mão e saímos andando em direção a Ju e Gil. – Vamos arrebentar na pista de dança meu povo? – Disse animada.
– Let’s go! – Ju falou animada. – Lia! – Gritou a amiga que estava a poucos passos dela. – Vamos dançar? – Chamou, e a mesma se animou, puxando o Vitor.
Fomos até a pista de dança, e começou a tocar uma música bastante animada, foi escurecendo, e as pessoas que estavam do lado de fora entraram e se acomodaram nas cadeiras do salão, enquanto umas dançavam, outras conversavam, e as crianças se divertiam.
Havia parado de dançar com a Fatinha para conversar com um colega de trabalho. Então começou a tocar “se ela dança, eu danço”
– Com licença. – Fatinha se aproximou. – Moreno, dança essa música comigo? – Ela pediu.
– Claro. – Disse sorrindo. – Vou lá cara, depois conversamos. – Me despedir do meu colega e caminhei até a pista de dança com a Fatinha.
– Obrigada por vir dançar comigo moreno. – Ela disse envolvendo seus braços em meu pescoço.
– Claro que eu ia preferir dançar contigo a ficar conversando com um homem né. – Eu disse segurando sua cintura e a acompanhei no ritmo da música.
– Bom saber disso. – Ela falou envolvendo suas mãos nos meus cabelos.
Quando a música começou a se agitar ela se afastou de mim dançando até o chão, como se fosse uma adolescente numa balada, e eu, claro, a acompanhei, afinal era divertido. Após a música acabar caímos na gargalhada.
– Eu amo dançar contigo. – Ela disse envolvendo seus braços mais uma vez no meu pescoço.
– Eu amo fazer qual quer coisa contigo. – Disse roçando meu nariz no dela.
Começou a tocar “A Thousand Years” da Christina Perri.
– Amo essa música moreno. – Ela disse me puxando um pouco mais para perto, envolvi meus braços em sua cintura, colando nossos corpos. Ela encostou sua testa na minha e ficamos dançando daquela forma, olhando um nos olhos do outro.
– Eu sou o homem mais feliz e realizado do mundo, eu tenho você, nossa filha e essas lindas menininhas que estão por vir. – Sorri, a olhando nos olhos.
– A 1 ano atrás, eu vivia pela Mel, cada dia minha esperança de ser feliz ao seu lado diminuía, mais agora, eu vejo que valeu a pena esperar por todos esses anos, a minha felicidade de te ter ao meu lado é tão grande, e tão concreta. – Ela disse acariciando meu rosto com uma das mãos.
– Você não vai se arrepender de ter me esperado, nós iremos ser muito feliz, eu lhe prometo. – Disse.
– Eu acredito meu lindo. – Ela inclinou seu corpo mais para frente, unindo nossos lábios. – Eu te amo. – Ela disse olhando nos meus olhos, e logo iniciou um beijo calmo, intenso, e apaixonado. A abracei forte, com a intenção de não deixá-la sair dali nunca mais, a quero só para mim, e tenho certeza que ela é só minha, até o fim.
Narrando: Fatinha.
– Filha, para de correr um pouco. – Chamei a Mel quando ela passou correndo por onde eu estava sentada com o Bruno. Havíamos parado de dançar, cansaço, e também queria ficar de olho nela.
– Deixa ela loira, ta se divertindo. – Ele disse fazendo carinho nas minhas mãos, estávamos de mãos dadas.
– Ela não parou pra comer. – Fiz cara de brava, e ele me roubou um selinho me fazendo rir.
– Mel! – Ele a chamou, e ela atendeu, parando. – Senta aqui para comer alguma coisa.
– Ta bom. – Prolongou a palavra sentando ao meu lado.
– Já, já cê vai brincar meu amor. – Disse afagando seus cabelos. – Toma refrigerante. – Lhe entreguei um copo de refrigerante e ela bebeu comendo uma fatia de bolo enquanto conversava comigo e com o Bruno.
E logo voltou a brincar, havia bastante crianças na festa, e estavam todas se divertindo, principalmente a Mel, e o pequeno David, que tentava correr para acompanhar os maiores mais sempre ficava para trás.
Bruno e eu ficamos sentados entre os amigos (Gil, Vitor, Lia e Ju) conversando, relembrando coisas que aconteceram anos trás, e aos poucos os convidados se aproximavam de nós para se despedir. Por volta das 23 o salão ficou vazio, restando apenas os mais próximos. Mel estava deitada nos braços do pai cochilando, enquanto Marta conversavam com os faxineiros do local organizando a forma da limpeza. Após isso, fomos para casa, todos juntos, divididos em vários carros. Lia, Ju, Vitor e Gil foram no carro do Vitor. Marta, Olavo, eu, Bruno e Mel fomos no carro do Olavo. E minha avó, tia Carol, Miguel, Katia e David pegaram um taxi.
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