Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
49 O casamento.
Notas iniciais
O dia amanheceu lindo, o sol brilhava, havia algumas nuvens no céu, o que o deixava mais lindo, eu estava na pequena varanda do apartamento observando o céu quando sentir braços me envolverem pela cintura.
– É hoje. – Falei sorrindo ainda olhando pro céu.
– Estou tão ansioso. – Ele disse bem próximo ao meu ouvido. – Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida.
– Eu to extremamente feliz. – Disse encostando minha cabeça em seu ombro.
– Eu te amo. – Ele sussurrou no meu ouvido, e eu esbocei um sorriso.
– Eu te amo muito, meu futuro marido. – Ri me aconchegando ainda mais em seus braços.
– Que horas vocês vão? – Ele perguntou beijando meu pescoço.
– As 10h. – Ainda eram 7h, não havia conseguido ficar na cama, a ansiedade tinha tomado conta de mim.
– Temos um tempinho para nós dois ainda. – Ele segurou minha cintura firma, fazendo-me ficar de frente para ele.
– Nós vamos viajar amanhã de manhã não é? – Perguntei envolvendo meus braços em seu pescoço.
– Exato, já que a festa vai nos deixar cansados. – Ele sorriu, roçando seu nariz no meu, e após me dar um selinho encostou sua testa na minha.
– Eu nem acredito que hoje chegou to tão ansiosa. – Sorri.
– Eu também estou, e to muito ansioso também para o nascimento dos nossos bebês. – Ele levou uma das suas mãos a minha barriga.
Eu já estava com 2 meses, e minha barriga estava aparecendo já, claro que não era nada muito chamativo, porém já dava para perceber.
“Nossos bebês” sim, nossos, eu estou esperando dois bebês, após a primeira ultrasson deu para ver dois fetos, e eu estava muito feliz com tudo isso.
– Quero tanto poder ver os rostinhos deles logo. – Sorri largamente, apoiando minha mão sobre a sua.
– Deles não amor, delas, já te disse que vão ser duas meninas. – Ele disse, Bruno havia cismado que seriam duas meninas.
– Amor, por que não pode ser dois meninos? Ou um casal? – Fiz bico, e ele riu.
– Pode até ser um casal, mais eu quero que sejam duas meninas. – Disse me roubando um selinho.
Ficamos por ali conversando sobre os nossos futuros bebês, até o resto da casa acordar, já iriam das 10h quando saímos de casa rumo ao salão de beleza, Bruno havia ficado em casa, pois se arrumaria com a ajuda do pai. Lia e Ju vieram comigo e Mel, pois também teriam o “dia da noiva” comigo. E como eu já havia dito, Marta, minha avó e minha tia se arrumariam juntas.
O dia no salão foi simplesmente incrível, após chegarmos, recebemos tratamentos para pele, massagens, e as horas foram passando, por volta das 13h os cabelos já estavam prontos, todas lindas.
A cerimônia começaria as 16h, ou seja, tínhamos aproximadamente 3h estarmos prontas. Após almoçarmos foi a vez da maquiagem, a Mel estava amando tudo aquilo, se sentindo com se fosse a noiva, afinal ela quem receberá maioria dos mimos, todas no salão a adoraram, ela sorria largamente, me fazendo sorrir da mesma forma. Vez ou outra me pegava imaginando o Bruno se arrumando, ele não me deixou ver seu terno, assim como não o deixei ver o meu vestido desenhado pela Ju. Minha cunhadinha pensou em tudo, fez um vestido 2 em 1, a saia era removível, por conta da festa, seria impossível curtir a festa com aquele tanto de pano.
As horas foram passando e com elas minha ansiedade aumentando, eram 15:30h e só faltava em me vestir, minhas madrinhas lindas e minha filha já estavam prontas.
Ju: (http://3.bp.blogspot.com/-SaWLWLEVv4Q/T2sUAwKq4eI/AAAAAAAABr4/7h4C4X42bKk/s1600/madrinha2.jpg)
Lia: (http://www.garotasestupidas.com/wp-content/uploads/2013/09/lookcasorio3.jpg)
Mel: (http://1.bp.blogspot.com/-Jnv1duvDnV8/T4xu8s0-9lI/AAAAAAAAAUc/JC1KaFmKMSU/s1600/07girl064.jpg)
Narrando: Bruno
As horas se arrastavam enquanto eu e meu pai conversávamos sobre as responsabilidades de um casamento, meu pai me aconselhava, e me dava dicas para que eu e Fatinha tivéssemos um casamento saudável, e calmo sem entrar na rotina. Por volta das 14h fomos nos arrumar, Vitor e Gil chegaram com seus trajes, iriam se arrumar aqui também. As horas passavam enquanto nos arrumávamos.
Gil: (http://www.noivas.net/files/2012/10/trajes-para-os-padrinhos-despojados-e1349878035458.jpeg)
Olavo: (http://barmodamasculina.com/wp-content/uploads/2013/08/roupa-social-para-festa.jpg)
Bruno: (http://www.portalminasnoivas.com.br/site/wp-content/uploads/2013/12/TRAJE-NOIVO-12.jpg)
Por fim estávamos prontos, e já iriam dar 16h, então seguimos para o local onde seria o casamento. Era uma casa de evento, porem o casamento aconteceria no jardim, a Fatinha fez questão que fosse na área externa, porque era lindo. Estava tudo arrumado: (http://www.figurinonoivas.com.br/noivas/Portugues/redimensionaImagem.php?image=Li4vLi4vbm9pdmFzL3VwbG9hZC9nYWxlcmlhX2FudGlnYS8xMzQ0ODc1NDUzX2Nhc2FtZW50by1jYW1wb185XzYwMC5qcGc=&lar=612&alt=377) Minha mãe, a avó da Fatinha e sua tia já estavam lá, e junto com elas Miguel, sua mulher e seu filho, o menino era uma graça, estava de roupa social, e eu fiquei encantado ao vê-lo correr para os braços do pai. Sim, ter um filho homem seria incrível, mais eu ainda assim quero mais uma menina, ou mais duas.
– Bruno meu filho, você esta lindo! – Minha mãe me abraçou, me elogiando.
– Que isso mãe, são teus olhos. – Disse rindo um pouco envergonhado.
– Não são não! – A dona Carol, tia da Fatinha disse. – Minha sobrinha tem sorte! – Me abraçou quando minha mãe se afastou.
– Falando nela... – Cocei a cabeça. – Será que ela vai demorar muito? – Olhei em volta e o local estava começando a se encher aos poucos. A proporção que as pessoas iam chegando elas viam até mim para me cumprimentar, e minha ansiedade já estava em alta.
Alguns minutos e o lugar já estava cheio, todos estavam acomodados nos acentos, e eu no altar junto aos meus pais, eu reclamava da demora dela, enquanto eles tentavam me acalmar de toda forma possível.
Vi Lia e Ju entrarem no jardim com um sorriso imenso os lábios, ela já esta ai, só esperando o momento certo para entrar. Lia caminhou até os músicos e pediu falou com eles, e Ju foi até a avó da Fatinha, que se levantou, entrando no salão e sumindo do meu campo de vista.
Os músicos começaram a tocar, e eu sentir meu coração palpitar forte no peito, lá vem ela, pensei.
Mel apareceu com uma almofada florida em suas mãos, estava linda, e sorria largamente, era visível o quão feliz ela estava, caminhavam em passos lentos, e logo atrás dela a pessoa mais esperada apareceu, acompanhada por sua avó, Fatinha sorria com os olhos brilhando, de longe dava para perceber que eles estavam marejados, assim como os meus. A olhei de cima a baixo, estava linda.
Fatinha: (http://gnt.globo.com/gsat-images-web/ar/ar-livre-620_08_6844865758080761327.jpg) Penteado: (http://www.amandacidral.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/01/35.jpg)
A cada passo dela meu coração palpitava, e a vontade de correr para abraçá-la tomava conta de mim. Estava próxima do altar, Mel finalmente chegou a frente e sorriu para mim, caminhando para ficar perto dos meus pais, e então ela chegou ao altar. Abaixou-se para que sua avó lhe desse um beijo na testa, e assim ela fez.
– Cuide das minhas netas viu Bruno. – Ela disse sorrindo para mim, e se aproximou de mim, abaixei-me um pouco e então ela beijou minha testa, fazendo uma cruz com os dedos sobre ela. – Eu confio em você, e estou te entregando o meu maior tesouro. – Ela disse num sussurro e se afastou sorrindo.
– Oi. – Disse sorrindo para Fatinha, estendi minha mão, e ela colocou a sua sobre a minha.
– Oi. – Ela sorriu visivelmente emocionada, nos viramos para o altar, onde o padre sorria.
– Noivos caríssimos. – O padre começou. – viestes à casa da Igreja para que o vosso propósito de contrair Matrimônioseja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro da Igreja e na presença da comunidade cristã. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Batismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um novo Sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do Matrimônio. Diante da Igreja, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições. – Disse pausadamente, sorrindo para nós. – Bruno Menezes e Maria de Fátima dos Prazeres, vieram aqui para celebrar o vosso Matrimônio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?
– Sim. – Dissemos juntos.
– Vós que seguis o caminho do Matrimônio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida?
– Estamos. – Sorrimos um para o outro.
– Estão dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?
– Estamos. – Falamos juntos mais uma vez.
– Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimônio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja. – O padre falou sorrindo, e assim fizemos, unimos nossas mãos direitas.
– Eu Bruno Menezes, recebo-te por minha esposa a ti Maria de Fátima dos Prazeres, e prometo ser-te fiel,amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. – Disse lhe olhando nos olhos enquanto colocava a aliança em seu dedo anelar da mão esquerda.
– Eu Maria de Fátima dos Prazeres, recebo-te por meu esposoa ti Bruno Menezes, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida. – Ela disse sorrindo, deixando uma lagrima escapar dos seus olhos, enquanto repetia o meu gesto, colocando a aliança em meu dedo anelar.
– Confirme o Senhor, benignamente, o consentimento que manifestastes perante a sua Igreja, e Se digne enriquecer-vos com a sua bênção. Não separe o homem o que Deus uniu. – O padre falou por fim, sorrindo. – O noivo, pode beijar a noiva. – Ele disse unindo as duas mãos.
Não perdi tempo, a envolvi em meus braços de forma terna, lhe olhei nos olhos e disse:
– Eu te amo. – Sorri. – Nunca estive tão feliz em toda minha vida.
– Eu te amo. – Ela sussurrou me olhando nos olhos. – Agora sim estou me sentindo completa. – Sorriu, então encostei nossos lábios, lhe dando um selinho demorado, a partir daquele selinho, o transformei em um beijo, tentando transmitir toda felicidade que estava sentindo naquele simples gesto. Nos afastamos alguns minutos depois ouvindo os aplausos ecoarem pelo jardim, estavam todos nos aplaudindo de pé.
Fale com o autor