Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
45 "Moreno, eu to grávida"
Notas iniciais
Esse com toda certeza foi o final de semana mais longo de toda minha vida, quanto mais eu queria que ele passasse, mais ele custava a passar.
Passei o final de semana com a minha família, conversando, trocando carinhos e curtindo minha filhota.
Liguei para minha avó, que já havia tempo que não me comunicava com ela, recebi as devidas reclamações, pedi mil desculpas e lhe contei sobre o casamento, a presença dela era muito importante para mim, não só dela, de todos os outros da família também.
O começo da semana também custou a passar, as horas do dia pareciam se arrastar.
Até que finalmente a quarta-feira acordou. Eu iria no consultório logo cedo.
Acordei as 07h da manhã, e me levantei da cama com cuidado, para não acordar pro Bruno, o Bruno havia corrido atrás de mim o final de semana todo para saber o que eu realmente fui fazer no sábado, ele não havia engolido a história do vestido, eu consegui o dobrar e lhe disse que era uma surpresa que estava preparando para ele, até fiz um drama básico para ele parar de perguntar.
– Aonde você vai? – Ao levantar, sentir os braços do Bruno envolver minha cintura, me fazendo sentar na cama.
– Ao medico. – Disse, e logo depois coloquei a mão na boca.
– Medico? Pra que? – Ele se sentou ao meu lado.
– Consulta de rotina amor, eu faço sempre. – Disse desviando o assunto. – E o senhor, ta atrasado para o trabalho não?
– Hoje só vou depois do almoço, recebi a manhã de folga, queria curtir você um pouco. – Ele me puxou para perto, fazendo com que eu sentasse em seu colo.
– Ah meu amor. – Acariciei seu rosto. – Eu preciso ir, mais a noite eu prometo lhe recompensar. – Sorri, juntando nossos lábios.
– Isso é uma promessa? – Perguntou, entrelaçando os dedos no meu cabelo, não lhe respondi, lhe beijei cheia de desejo.
Havia um bom tempo que eu e o Bruno não tínhamos um momento intimo, estava carente, e com saudade dele. Nunca tínhamos um momento a só, sempre a Mel estava, ou a Marta e o Olavo. A meses nós dois não sentíamos um o corpo do outro.
– Eu estou com tanta saudade. – Ele disse parando o beijo, ainda segurando meu rosto bem próximo ao seu.
– Meu Deus, nós não temos mais tempo para ficar a sós. – Disse fazendo uma carinha triste.
– Saudade desse teu corpo. – Ele disse acariciando minhas coxas sem nenhum pudor, sem se importar com a nossa filha dormindo ali, perto de nós.
– Amor, eu acho melhor ir tomar banho. – Lhe dei um selinho, levantando.
– Ai Fatinha. – Ele falou deitando na cama de volta, frustrado.
Após tomar banho, fui pro quarto me arrumar, e sentir o olhar do Bruno em mim a todo o momento, ele estava deitado ainda e me olhava.
– É bom, e desconfortável ao mesmo tempo. – Eu disse ainda de costas.
– Quê? – Ele disse sem entender.
– Você me olhando. – Me virei, desembaraçando os cabelos. Havia colocado um vestido de cores claras, na altura dos joelhos, soltinho.
– Fazer o que se você é linda né. – Sorriu, levantando. – Me deixa ir contigo?
– Moreno, pode demorar, e você vai ficar lá na recepção me esperando? Fica em casa com a Mel.
– Ta legal amor. – Me roubou um selinho. – Posso pelo menos tomar café contigo.
– Será um prazer. – Sorri, indo para sala abraçada com ele.
Após tomar café, e eu Ju saímos de casa, Bruno perguntou porque a Ju iria também, e ela disse que iria por que também tinha consulta marcada.
Chegamos ao consultório da dra° e ela estava ocupada, após longos 20min de esperar.
– Olá Maria de Fátima. – Ela sorriu simpática ao me ver entrando na sala.
– Bom dia Fernanda. – Sorri, ela fez sinal para que eu me sentasse, e assim eu fiz, sendo acompanhada pela Ju.
– Seu exame esta aqui, eu abro, ou você abre? – Ela perguntou, mostrando o exame sobre a mesa.
Narrando: Bruno.
Esta história da Fatinha esta muito estranha, esse negocio de medico, todo esse mistério. To ficando paranóico. Estava deitado no sofá quando sentir alguém pular em cima de mim.
– Bom dia papai mais lindo do mundo! – Era a Mel.
– Bom dia princesa mais linda do mundo. – Imitei seu tom de voz rindo.
– Cadê a mamãe? – Ela perguntou deitando ao meu lado.
– Foi ao medico, fazer coisas de rotina.
– Ah! – Ela coçou a cabeça. – E quem vai fazer meu Nescau? – Me olhou fazendo bico.
– Bom, sua vó saiu também, e a tia Ju foi com sua mãe. – Dei de ombros. – Só tem eu, serve?
– Serve! – Ela disse e eu imediatamente me levantei do sofá. – Oh papai, o leite não pode esquentar muito se não eu queimo a língua. – Ela mostrou a língua, e eu ri.
Após fazer dois copos de Nescau, um para mim e outro para Mel, ela bebeu todinho e disse que estava muito bom, só não estava como o da mãe.
Depois decidimos ir andar de bicicleta, e assim passamos a manhã, pedalando perto da lagoa.
Até meu telefone tocar, era a Fatinha pedindo para que eu fosse para casa junto com a Mel, seu tom de voz parecia serio, mais havia algo de diferente nele.
Narrando: Fatinha.
– Positivo? – Falei boquiaberta ao abrir o exame. – Isso quer dizer que eu to grávida?!
– Exatamente Maria. – A dra° sorriu. – E eu faço questão de acompanhar a sua gravidez.
– Eu que faço questão que você acompanhe. – Sorria, ainda incrédula.
– Bom, pelo que parece você deve estar na 3° ou 4° semana da gravidez, então não há muito que fazer ainda. A partir da 8° semana é que vão começar os exames, o acompanhamento de verdade. – Ela disse sorrindo. – Maria, é normal sentir enjôos matinais, e a mudança de humor também faz parte. – Ela fez uma pausa me olhando. – Pro enjôos, eu tenho uma dica, quando acordar não levante logo, fique um pouco na cama, e beba água, alivia para quando você levantar não se sentir enjoada. E quanto a mudança de humor, bom, peça a quem convive contigo para ter paciência, vai melhorar com o tempo, e se não melhorar eles se acostumam. – Ela disse rindo, assim como a Ju ao meu lado.
– Fat, eu ainda não acredito que vou ter outro sobrinho! – A mesma se pronunciou pela primeira vez desde que entramos na sala.
– Ou sobrinha né Ju.
– Olha, vou logo avisando, eu vou ser madrinha, e o Gil padrinho! – Ela disse em disparada, e eu ri.
– Claro cunhadinha. – Sorri completamente feliz.
Dali fomos diretos para casa, ao chegar lá a encontramos vazia. Algum minuto após chegarmos a Marta também chegou, dizendo estar aliviada por ter entregado mais um trabalho, e que agora descansaria. Liguei pro Bruno e pedir que ele viesse para casa, já se aproximava da hora do almoço, então pedir que a Marta ligasse pro Olavo e o chamasse para almoçar em casa, queria dar a novidade a todos de uma vez só.
Ju também chamou o Gil.
E quando todos chegaram, comecei a conversa.
– Então, preciso ter uma conversa seria com todos vocês. – Falei tentando manter o semblante serio, porem não conseguia conter meu sorriso por muito tempo.
– O que aconteceu loira? – Bruno estava preocupado, e a cara dele só me dava ainda mais vontade de rir.
– Bom, é uma coisa boa, eu acho. – Deixei meu sorriso escapar. – Essa família, irar ganhar mais um integrante. – Disse sorrindo de orelha a orelha.
– Como assim Maria? – Olavo perguntou.
– Olavo, você vai ser vovô de novo. – Disse pro Olavo, porém olhando pro Bruno. De repente surgiu um enorme sorriso nos seus lábios.
– Quê? Soletra pra mim? – Ele disse segurando minhas duas mãos e me olhando nós olhos.
– Moreno, eu to grávida. – Disse com calma, sorrindo.
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