Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
46 Ciúmes de filha.
Notas iniciais
O Bruno rapidamente se levantou, me puxando para um abraço, tirando meus pés do chão e me girando.
– Eu te amo tanto. – Ele sussurrou ao parar de me girar, olhando nos meus olhos. – Você me faz o cara mais feliz da face da Terra. – Ele acariciou meu rosto, deixando um lagrima escorrer.
– Eu te amo moreno. – Lhe selei. – Você me faz a mulher mais feliz do mundo, sabia? – Sorri, deixando lagrimas de felicidade escapar pelos meus olhos.
– Parabéns querida, eu vou adorar ter mais um netinho, ou netinha. – Marta disse se levantando para me abraçar.
– Vai ser netinha mãe. – Bruno disse lhe dando espaço para me abraçar.
– Outra netinha? Ótimo! – Marta me abraçou forte. – Eu to aqui para o que precisar viu querida. – Ela disse enquanto me abraçava.
– Eu sei. – Retribui o abraço com carinho.
– Eu vou logo avisando! – Ju chamou a atenção para ela. – Eu e o Gil somos os padrinhos, o.k? – Afirmou nos fazendo rir.
– Quem disse isso Juliana? – Bruno provocou ela.
– A Fatinha! – Lhe deu língua. – Né amiga?
– Eu disse isso quando Ju? – Disse rindo.
– Ah é assim? – Ela fez bico, fingindo-se chateada.
– To brincando Ju, claro que vai ser tu. – Soltei beijo no ar para ela.
– Ih, já vi que vou ter que ficar de olho por que se não minha filha vai virar uma patricinha metida. – Bruno a provocou novamente, e ela lhe deu língua.
– Bom, se isso for verdade, eu vou ficar muito feliz em ser padrinho desse bebê. – Gil disse sorrindo.
Olhei para Mel, ela estava sentada ao lado do Gil com um pequeno sorriso nos lábios.
– Ei princesa, você não vai vir aqui dar um beijo na sua mãe? – Falei e ela sorriu fraco e veio me abraçar.
– Parabéns mamãe. – Me abraçou forte. – Eu vou adorar ter uma irmãzinha. – Sorriu e se afastou, sentando novamente.
– Oh filhota, eu não ganho abraço não? – Bruno sentou ao lado dela, a pondo em seu colo.
– Claro que ganha papai! – Ela o abraçou, lhe enchendo de beijo.
– Você quer ter uma irmãzinha ou um irmãozinho? – Ele a perguntou.
– Irmãzinha. – Ela disse sorrindo largamente. – Vou ter com quem brincar. – Disse relaxando a cabeça nos braços do pai.
E assim passamos o resto do dia, falando sobre o bebê que estava por vir, mimando a Mel, que hoje estava mais dengosa que nunca.
Anoiteceu, e foi cada um para um canto da casa. Ju saiu com o Gil, Marta estava descansando no quarto e Olavo trabalhando na sala, Mel havia ido para o quarto fazer atividade de casa e eu estava no sofá com o Bruno.
– Amor, vou ver se a Mel ta precisando de ajuda. – Disse tirando a sua atenção da TV.
– Ta amor, quando acabar essa reportagem aqui eu vou lá. – Lhe dei um selinho e levantei.
Fui para o quarto ver minha filhota dengosa, ao entrar no quarto a vi chorando.
– Mel, o que aconteceu? – Perguntei caminhando até sua cama, ela rapidamente enxugou as lagrimas, virando o rosto.
– Não é nada mamãe. – Disse com a voz embaçada, e falha.
– Eu não to acreditando que você não vai me contar. – Sentei da cama, perto dela. – Diz pra mim o que houve meu amor.
– Eu não quero parecer egoísta mamãe. – Ela disse sentando de frente pra mim. – Eu odeio me sentir assim.
– Assim como? – Passei a mão no seu rosto, limpando lagrimas que escorriam.
– Com medo, com ciúmes, sendo egoísta.
– Me explica direito meu amor.
– Mamãe, eu to com medo de deixar de ser o xodó da casa, de ser o seu xodó, quando você falou sobre a gravidez, eu fiquei tão feliz por que iria ter um irmão, aí eu vi a felicidade do papai, dos meus avos e da Ju, dizendo que ela seria a madrinha. – Ela disse fungando, e limpando as lagrimas. – É uma coisa ruim isso que eu to sentindo, é feio, é errado, mais num da para evitar esses sentimentos mamãe. E se você e o papai deixarem de me amar e de me dar carinho? E se a tia Ju gostar mais desse bebe do que de mim? Ela vai dar mais atenção a ele do que a mim mamãe. Eu to sendo egoísta, eu quero ser sempre o único xodó de vocês. – Ela falou escondendo o rosto no travesseiro.
– Oh minha princesa. – Acariciei suas costas. – A mamãe e o papai nunca deixaram de te amar, muito pelo contrario, a cada dia que passar nós vamos te amar ainda mais, por que nós iremos ter outro filho, não significa que você vai deixar de ser nosso xodó meu amor, você vai continuar sendo minha princesa, minha moleca, mas agora vai ter a sua irmãzinha ou irmãozinho, e você vai me ajuda, e ele ou ela vão ser o nosso xodó também, mais você nunca vai perder esse posto, só vai ter que dividir. E você vai gostar de ter uma irmãzinha ou irmãozinho, eu aposto. – Lhe disse acariciando seus cabelos.
– Você jura que não vai diminuir seu amor por mim? – Falou com a voz manhosa.
– Eu juro meu amor, agora vem aqui me dar um abraço. – Estiquei os braços e ela me abraçou forte.
– Eu vou adorar ter uma irmãzinha, e eu quero ajudar na escolha do nome. – Ela disse baixinho perto do meu ouvido, me fazendo rir.
– Pode deixar mocinha dengosa. – A abracei forte. – Eu te amo princesa.
– Eu te amo também mamãe, e vou amar muito esse bebezinho que tem aqui dentro. – Ela disse se afastando de mim e pondo a mão na minha barriga.
– Essa é uma das cenas mais lindas que eu já vi. – Escutamos a voz do Bruno, e nos virando, o vendo na porta do quarto.
Narrando: Bruno
Após a reportagem que estava vendo na TV acabar, eu fui pro quarto ver os amores da minha vida, ao chegar lá escutei uma conversa delas, sobre o novo bebê que estava por vir, a Mel dizia esta sendo egoísta, por estar com medo de perder a atenção da casa, e a Fatinha lhe explicava que não era assim, e por fim elas se abraçaram.
– Essa é uma das cenas mais lindas que já vi. – Elas viraram olhando para mim, que estava sorrindo largamente.
– Há quanto tempo você esta ai moreno? – Fatinha perguntou ajeitando a Mel no seu colo.
– Desde o começo da conversa. – Caminhei até a cama da Mel, e me sentei perto delas. – Meu amor, o amor do papai por você nunca vai diminuir, eu sou muito feliz e grato por ter você, e agora eu to mais feliz ainda por esse neném que estar ai dentro. – Pus a mão na barriga da Fatinha, que não tinha alteração nenhuma ainda.
– Agora eu sei disso papai. – Mel sorriu largamente, me envolvendo num abraço apertado. – Eu te amo. – Ela disse.
– Nós também te amamos. – Fatinha disse juntando-se ao abraço.
Passamos o resto da noite com a Mel, a ajudando nos deveres de casa e depois fomos dormir.
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