Notas iniciais
Ooooooi gente! C: Tuudo bom com vocês amores da Lê? Bom, comigo ta tudo ótimo, quer dizer, mais ou menos, nada serio. Desculpem num ter postado ontem, eu sai >< Fui no cinema ver se já esta vendendo ingresso pra um filme que eu quero muito ver (Divergente). Enfim, desculpem, mais olha aqui um capítulo novinho!

Acordei com mais sono do que eu estava quando fui dormir, como isso é possível eu não sei, mas eu sei que foi assim que eu acordei. Levanto da cama com bastante cuidado para não acordar os anjinhos que estão dormindo ao meu lado. O Bruno dormia com um pequeno sorriso nos lábios, e a Mel estava com o rostinho enterrado no corpo do pai, coisa mais linda do mundo.

Fiz tudo que eu fazia todos os dias quanto acordava, tomei banho, vesti o uniforme do trabalho, me maquiei, e fui ajudar a Marta no café da manhã, algum tempo depois o Bruno saiu do banheiro já arrumado também, logo estavam todos na sala, vendo jornal, e conversando, menos a Mel, que ainda dormia.

– Eu vou lá acordar a Mel pra tomar café se não ela se atrasa. – Falei me levantando da mesa e indo pro quarto, ela dormia toda encolhidinha. – Filha, acorda meu amor. – Sentei na cama, ao seu lado. – Meu amor, ta na hora. – A chamei mais uma vez, agora tirando algumas mechas de cabelo que estava sobre o seu rosto. – Caramba. – Falei ao perceber que ela estava muito quente. – Filhota. – A chamei de novo.

– Hum? – Ela disse ainda dormindo.

– Acorda meu amor. – Falei afagando seus cabelos, e ela por fim abriu os olhos. – O que você ta sentindo meu amor?

– Eu to me sentindo muito mal. – Ela disse com a voz embaçada.

– Muito? – Passei a mão mais uma vez sobre sua testa. – Você ta com febre.

– Eu posso faltar aula hoje? – Ela disse, deixando uma lagrima rolar pelo seu rosto.

– Claro meu amor. – Me levantei. – Espera aqui. – Marta! – A chamei da porta do quarto.

– O que foi? – Ela logo apareceu.

– A Mel acordou com febre, e disse que ta se sentindo muito mal. – Falei voltando pra cama.

– O que você tem Melzinha? – Ela se sentou ao meu lado, checando a temperatura da Mel.

– Dor vovó. – Ela disse se encolhendo mais ainda na cama.

– Aonde?

– Tudo.

– Aí Marta, to preocupada, e se for alguma coisa seria?

– Calma querida, ficar assim não adianta nada. Faz o seguinte, você vai trabalhar, eu vou ligar pra editora e vou dizer que vou ficar em casa hoje, e eu fico cuidando dela, se a febre aumentar, ou ela piorar eu te ligo e corro pro hospital, ta bom? – Marta disse segurando minhas mãos.

– O que seria de mim sem você? – A abracei, mas aliviada. – Meu amor, hoje você falta aula viu? Se você sentir muito, muito mal você fala pra vovó, ta bom? – A Mel apenas assentiu com a cabeça.

– O que houve? – O Bruno apareceu na porta do quarto.

– A Mel ta doente. – Respondi me levantando da cama e indo até ele.

– O que ela tem? – Ele me abraçou.

– Num sei, ta febril, disse que o corpo todo ta doendo. É tão ruim ver minha princesinha mal assim e não poder fazer nada. – Eu disse encostando a cabeça no seu peitoral.

– Calma, minha mãe vai cuidar dela direitinho, ela vai ficar bem. – Ele afagou meus cabelos.

– Vocês não estão atrasados não? – Marta falou. – Fica tranqüila, eu vou cuidar dela. – Ela disse pra mim.

– Meu amor, mamãe vai trabalhar, mas qual quer coisa a sua vovó ta aqui, ta bom?

– Ta mamãe. – Ela disse, então lhe dei um beijo na testa e sai do quarto, o Bruno veio logo atrás de mim.

– Fica calma amor, ela vai ficar bem, deve ser uma virose, ou coisa assim.

– Tomara que seja só isso. – Disse.

– Vamos? Eu te deixo no trabalho. – Bruno falou me abraçando por trás.

– Vamos. – Peguei minha bolsa, ele pegou a pasta dele e saímos.

Fomos o caminho todo calados, eu não parava de pensar na Mel, eu nunca tinha a visto tão mal quanto hoje, sempre que ela pegava uma virose, ou gripe, nunca parecia tão serio quanto agora, ela nunca ficou assim, toda molinha, mal conseguindo falar.

– Amor? – Bruno me tirou dos meus pensamentos. – Você ta muito preocupada com a Mel né?

– Eu to Brunito, ela nunca ficou assim, nesse estado. – Falei lhe olhando.

– Não deve ser nada serio, não se preocupa, minha mãe da cuidado dela, e qualquer coisa ela disse que nos avisa né?

– Uhum. – Tentei sorrir. – Cê fica um lindo tentando me acalmar.

– É? – Ele disse sorrindo. – Eu to muito preocupado também, mas eu acho que não é nada serio.

– Assim eu espero. – Dei de ombros, relaxando o corpo.

Narrando: Bruno.

Após deixar a minha loira na faculdade, eu segui em direção a minha. A manhã custou a passar, fiquei ligado no meu celular o tempo todo, esperando noticias da Mel, liguei pra minha mãe algumas vezes e ela disse que a Mel continuava dormindo desde cedo. No horário do almoço passei na faculdade da Fatinha pra pegar ela.

– Vamos almoçar em casa hoje amor? Quero ver a Mel. – Ela disse assim que entramos no carro.

– Claro, vamos almoçar em casa sim. – Sorri, lhe selei.

Após alguns minutos dirigindo chegamos em casa, e encontramos minha mãe na sala andando de um lado pro outro.

– Marta, o que foi? – Fatinha perguntou ao perceber a inquietação da minha mãe.

– A febre da Mel aumentou muito, e ela agora esta com diarréia.

– Por que você não me ligou? – Fatinha perguntou indo em direção ao quarto, e minha mãe foi atrás.

– Eu tinha certeza que você iria vir em casa, então resolvi esperar. – Elas entraram no quarto e eu fui atrás.

– Filhota? – Fatinha chamou a Mel, que estava toda encolhida na cama.

– Mamãe, eu to com dor aqui. – Mel falou segurando a barriga, sua voz estava embaçada.

– Sua febre ta tão alta filha. – Ela se levantou. – Vamos levar ela na emergência?

– Vamos sim. – A Mel parecia bastante mal, então concordei com a Fatinha. – Deixa eu pegar ela. – Caminhei até a cama pegando a Mel nos meus braços.

– Vai descendo que eu vou pegar os documentos dela e um capote. – Fatinha disse abrindo o guarda-roupas. Eu a obedeci, e sai do apartamento com a Mel nos meus braços, minha mãe veio logo atrás.

Acomodei a Mel no carro e esperei pela Fatinha, que logo apareceu.

Seguimos para o hospital, em menos de 15 minutos chegamos lá.

Dermos entrada na emergência e quem nos atendeu foi a pediatra Mariana, que segundo a Fatinha já era medica da Mel.

– O que você ta sentindo meu bem? – Ela perguntou toda atenciosa enquanto examinava a Mel.

– Eu to com dor de cabeça, e dor na barriga. – Minha filha disse com a mão sobre a barriga.

– Dor de barriga, ou uma dor desagradável diferente?

– Uma dor diferente.

– Abre a boca pra mim meu bem? – Ela pediu e a Mel abriu a boca, ela colocou uma paleta na língua da Mel para examinar sua boca. – Ta desidratada. – Falou nos olhando.

– Então ela ta assim por conta de uma desidratação? – Fatinha perguntou.

– Não, eu vou fazer uns exames mais concretos pra ter certeza do que ela tem. – A medica falou e saiu do quarto, nos deixando sozinhos. Alguns minutos depois ela voltou com uma enfermeira, que trazia um kit para tirar sangue. – Meu bem, eu sei o quanto você odeia tirar sangue, mas eu preciso de um pouquinho do seu sangue pra saber o que você tem.

– Eu vou ficar boa? – A Mel perguntou e a Dra° sorriu.

– Claro que vai, você deixa a gente tirar um pouquinho do seu sangue? – A Mel assentiu com a cabeça, Fatinha saiu dos meus braços e caminhou até a cama onde a Mel estava, e sentou ao seu lado, segurando sua mão.

– Obrigada mamãe. – Mel disse fechando os olhos.

A enfermeira então retirou uma seringa de sangue dela e deixou o quarto para fazer a analise.

Após a enfermeira sair, a médica pediu que Fatinha ajudasse a Mel para recolher outros matérias para exames de fezes e urina. Assim Fatinha fez, saindo do quarto com a Mel, algum tempo depois elas voltaram e a Fatinha havia colhido o material para o exame.

A Dra° resolveu deixar a Mel sobre observação enquanto o resultado dos exames não saiam, e como ela estava muito fraca teve que tomar soro.

Narrando: Fatinha.

– Fatinha, eu sei que você e o Bruno tem que ir trabalhar... – A dra° Mariana começou a falar. – Podem ir tranqüilos, eu, a Marta e as enfermeiras não vamos tirar os olhos dela nem por um segundo.

– Eu não vou deixar minha princesa sozinha. – Eu afagava os cabelos da Mel, que dormia quietinha.

– Ela não ta sozinha querida, eu to aqui. – Marta disse sentando ao meu lado. – Eu e a Mariana.

– Eu vou ligar pra uma colega de trabalho, vou pedir pra ela me render por hoje e quando a Mel melhorar eu recompenso.

– Nada disso, você e o Bruno vão trabalhar. Fica tranqüila, aqui a Mel esta em boas mãos. – A dra° Mariana disse. – Eu os proíbo de ficarem aqui.

– Marta, você promete que qual quer coisa, qual quer coisa mesmo vai me ligar? E quando ela acordar me liga também? Pra eu poder falar com ela.

– Eu ligo sim Fatinha, vai tranqüila.

– Olha lá em, eu não vou desgrudar do celular.

– O pior é que eu sei que não vai desgrudar mesmo. – Ela disse me dando um beijo na testa. – Eu sei como é isso, eu já passei por isso varias vezes, ser mãe num é fácil, quando a Ju tinha idade da Mel vivia ficando doente.

– Aquela ali sempre foi fresca, ficava resfriada por tudo, era um dengo que só. – Bruno disse fazendo todos nós rir.

– Você também num fica atrás né Bruno? Quase sempre caia doente, e fazia maior drama do mundo. – Marta disse e o Bruno fingiu-se estar magoado.

– Poxa mãe, assim você me quebra. – Ele disse, e eu ri.

– Só vocês pra me fazerem rir viu. – Disse dando um beijo na testa da minha pequena, que dormia quieta, apesar de todas aquelas vozes a sua volta.

– Ei filhota, nós vamos indo, mais tarde nós vamos vir de buscar viu. – Bruno sussurrou segurando a mão da Mel, e ali depositando um beijo. – Te amo princesa. – A Mel então abriu um pouco os olhos e soltou um sorriso sonolento, logo fechando os olhos de volta.

– Tchau moleca. – Falei acariciando seu rosto e por fim saindo do quarto acompanhada por todos, menos pela Marta, que ficaria lá com ela.

Notas finais
Ah, quero agradecer a vocês pelos comentários do último capítulo, cês são umas lindas ♥ Aaaah, Dona Isadora, se você estiver lendo, por favor comente, estou sentindo sua falta minha diva, saudade de você :l E as demais leitoras, também comentem viu? Eu sinto a falta de cada uma de vocês.