Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
34 Dia da alta.
Notas iniciais
Após dois dias no hospital se recuperando de uma intoxicação alimentar, causada por coisas que ela comeu na viagem de volta pra casa, a Mel finalmente teria alta, e estava 100% recuperada.
– Moreno? – Falei ao escutar sua voz do outro lado da linha, ele havia me ligado.
– Oi loirinha, então, que horas você vai ser liberada? – Eram 18:30 da noite, a Mel receberia a alta essa noite.
– Então amor, 19 horas eu to saindo daqui.
– Eu vou ir te buscar ta? Aí nós vamos no hospital buscar nossa molequinha.
– Mal vejo a hora de dormir agarradinha com minha filhota. – Eu disse não contendo a felicidade.
– Só com ela é? – O Bruno deu uma de carente.
– Com vocês dois, meu moreno carente.
– A bom, então loirinha, 19:20 eu passo aí, me espere hein.
– Pode deixar moreno, te espero sim.
– Beijos. – Ele estralou beijos no telefone após alguns segundo dando risada nos despedimos e desligamos.
Após o termino do meu horário, eu fiquei esperando o Bruno na frente da agência onde eu trabalhava, eu estava faminta, e tinha uma lanchonete na rua ao lado. Resolvi ir até lá. O atendente era conhecido meu, conhecido que eu digo é de falar “Oi, e aí, tudo bom”
– Boa noite dona sumida! – Ele disse quando me encostei no balcão.
– Boa noite Felipe. – Sorri. – Sumida não, é que eu to saindo do trabalho cedo e indo pra casa ver minha família.
– Ah! Cadê a Mel? Como ela vai?
– Ta bem agora, vai receber alta do hospital hoje.
– Por que ela ta no hospital? – Ele perguntou meio preocupado, ele simpatizava com a Mel, já a trouxe aqui algumas vezes e eles se deram super bem.
– Pegou uma intoxicação alimentar, mas ta tudo bem já.
– Melhor assim. – Ele sorriu. – Qual quer dia trás ela aqui.
– Trago sim.
– E você vai querer o que? O mesmo de sempre.
– Exato! – Disse me sentando no balcão mesmo.
Após ele me trazer um misto bem caprichado, com um copo de suco de goiaba, ficamos conversando, ele era uma boa companhia, um cara bem legal e extrovertido.
Alguns minutos depois meu celular tocou.
– Oi moreno. – Falei atendendo o celular.
– Oi loirinha, cadê você? To na frente do seu trabalho.
– Me espera ai Brunito, eu passei na lanchonete pra comer alguma coisa, to chegando aí em 2 min.
– A lanchonete é pra que lado? – Ele perguntou e eu o expliquei, a lanchonete fazia parte do caminho para o hospital. – Fica ai que eu te pego.
– Ta, to te esperando aqui dentro. – Desliguei o telefone.
– Namorado? – o Felipe perguntou me fazendo tirar os olhos do celular.
– O pai da Melzinha.
– Ele num tava em coma no hospital? – Ele perguntou.
– Ele acordou tem uns meses já, na verdade vai fazer um ano.
– E vocês se resolveram?
– Uhum. – Sorri toda boba, escutei a buzina, e me virei para trás, o moreno estava dentro do carro me olhando. – Felipe, vou indo.
– Tchau Fatinha, aparece mais vezes. – Ele disse segurando minha mãe e depositando um beijo ali.
– Pode deixar, tchau. – Sai, e entrei no carro. – Oi Brunito. – Ele não estava com uma cara muito boa, com certeza ciúmes.
– Quem é aquele rapaz?
– Um conhecido meu Bruno, trabalha aqui na lanchonete, antes quando eu trabalhava muito eu sempre comia aqui.
– Só conhecido? – Com certeza aquilo era ciúmes.
– Ciúmes Brunito? – Dei risada.
– Claro que não, só puxando assunto. – Ele disse ligando o carro.
O caminho pro hospital ele foi calado, não tirava os olhos da direção nenhum segundo.
Chegamos no hospital, o Bruno estacionou o carro e começou a caminhar em direção a entrada do hospital sem me esperar.
– Bruno! Me espera amor. – O chamei, dando alguns passos rápidos. – Bruno! – O alcancei e segurei seu braço. – Quê que é isso? Por que ta me tratando assim? – Perguntei apoiando minhas mãos em seus ombros.
– Senti ciúmes. – Ele disse desviando o olhar. – Não tem motivo, eu sei, mais num da pra controlar essas coisas, a gente simplesmente sente. To me sentindo um babaca por isso. – Ele disse e eu não contive o riso. – Engraçado é? – Ele continuava serio.
– Desculpa amor. – Disse prendendo a risada. – É engraçado sim, você é todo fofo com ciúmes, mas eu sinto lhe informar que não há motivo, e nunca vai haver para você sentir ciúmes, eu te esperei por todos esses anos, eu te amo, eu tenho motivos de sobras para você se sentir seguro. – Eu falei acariciando seu rosto.
– Eu sei, desculpa. – Ele finalmente tirou a “tromba” e esboçou um sorriso envergonhado.
– Seu lindo. – O beijei.
– Vamos entrar? – Ele disse parando o beijo.
– Vamos moreno. – Lhe dei a mão e entramos juntos no hospital. Passamos na recepção e depois fomos direto pro quarto da Mel, lá se encontravam a médica, o Olavo, a Marta a Ju, o Gil, Lia e Vitor.
– Quê isso? – Bruno falou entrando no quarto. – Tão dando uma festinha e não nos chamaram? – Ele riu.
– Vocês demoraram! – Ju disse indo em direção ao irmão de braços abertos.
– Ê Ju, nem foi tanto assim, só uns minutinhos. – Disse caminhando em direção a cama, onde a Mel já estava vestida com suas próprias roupas, enquanto Marta arrumava seus cabelos. – Ta liberada já meu amor?
– To sim mamãe, finalmente vou pra casa. – Ela disse abrindo um imenso sorriso.
– Finalmente meu amor, mal vejo a hora de num desgrudar mais dessa minha molequinha mimada. – Sentei na cama a abraçando. – Nossa, como ta linda, caprichou hein?
– Tudo produção da minha tia. – Ela disse sorrindo boba pra Ju.
– Num conta pra ela não, mas sua tia arrasa nessas produções “simples” que ela faz pra você. – Falei entre aspas no “simples”. – Só não conta pra ela se não ela fica se achando. – Fingir sussurrar e todos riram.
– Você me ama demais né? Me ame menos cunhada. – Ela disse sentando próxima a mim na cama.
– Impossível te amar menos “cunhadênha”! – Falei rindo, e todos riram também.
– Pronto. – Marta falou ao terminar o cabelo da Mel. – Agora sim!
– Posso finalmente dar a alta? – A Mariana disse e todos nos assentimos. – Pois então... – Ela fez algumas anotações e por fim disse: — Ta liberada mocinha, mas olha, repouso, bastante liquido, nada de refrigerantes por enquanto, e comida saudável. Estamos entendidas? – Ela fingiu falar serio com a Mel.
– Estamos! – Mel disse, e a Mariana sorriu.
– Pois bem, agora eu vou ver meus outros pacientes. – Se aproximou da Mel, que correu para lhe dar um abraço. – Qual quer dia desses vamos marcar pra você ir brincar com o Pedro lá em casa. – Pedro era o filho dela, ele tinha 9 anos, era um amor de criança, uma fofura.
– Eu vou adorar, eu posso ir né mãe? – Ela perguntou.
– Será? Se merecer eu deixo. – Sorri.
– Enfim gente, vou indo que tenho muita coisa pra fazer. – Mariana deu um beijo na testa da Mel, se despediu de todos e saiu do quarto.
– E aí galerinha, o que nós vamos fazer? – Lia se pronunciou pela primeira vez desde que nós havíamos entrado no quarto.
–Pizzaria? – Ju sugeriu.
– Sei não, a dra° acabou de falar pra Mel comer comidas saudáveis, pizza num ta incluído nas coisas “saudáveis”. – Falei e Ju me olhou frustrada.
– Mas então, o que vamos fazer? – Lia disse frustrada também.
– Vamos fazer assim, vamos pra um restaurante jantar todos juntos. – Olavo disse, com a Mel nos braços.
– Pronto, vamos pra um restaurante aqui perto. – Marta disse.
– E nós, homens dividimos a conta. – Olavo falou e os meninos concordaram.
Como tinha muita gente junta, o grupo se dividiu. Marta, Olavo, Ju e Gil foram no carro do Olavo. Lia e Vitor de moto. Eu, Brunito e Mel no carro do mesmo.
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