Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
35 Rotina.
Notas iniciais
Narrando: Bruno.
Chegamos ao restaurante escolhido pela minha mãe e fomos encaminhados para o lugar onde sentaríamos, pedimos para que as mesas fossem juntadas pois queríamos aproveitar um a companhia dos outros.
Minha filha estava muito feliz com toda aquela situação, não parava de falar e rir, era lindo de ver ela assim.
As meninas também estavam numa euforia que só, pareciam adolescentes, e não mulheres, a tempos que eu não presenciava uma cena assim, Fatinha e Lia se implicado, e nos fazendo dar altas gargalhadas.
– Então gente, vamos fazer o pedido, to varado de fome. – Eu estava faminto.
– Demorou! – Lia disse pegando o cardápio.
– E a draga Lia ataca novamente! – Fatinha disse implicando com a amiga, que lhe deu língua.
Após todos os pedidos feitos continuávamos ali, com aquela conversa descontraída esperando o jantar chegar, comida saudável para todos, e suco também. Para estimular a Mel a não querer comer bobagens.
Após o jantar ficamos conversando mais um pouco, então percebi que a Mel havia se calado mais, e estava quieta encostada nos braços da mãe.
– Ei filhota, o que foi? – Perguntei.
– To um pouco cansada papai. – Ela disse toda manhosa.
– Quer ir pra casa meu amor? – Fatinha perguntou, a puxando pro seu colo.
– Agora? – Ela encostou a cabeça no ombro da mãe.
– É filhota. – Sorri ao ver sua carinha de sono. – Gente, eu e a Fatinha já vamos, a Mel ta com sono. – Falei com o pessoal.
– É, pra nós também já deu. – Meu pai falou. – E amanhã todos vocês trabalham, e estudam, melhor irmos.
Todos concordaram, meu pai pediu a conta e nós a dividimos, voltamos pra casa com a mesma organização que viemos.
Chegando no estacionamento do prédio percebi que a Mel havia dormido no banco de trás e a Fatinha estava morta de cansaço.
– Amor, a nossa princesinha dormiu. – Sorri ao ver a cena, ela toda encolhidinha no banco de trás.
– Tava mortinha de cansaço. – Ela sorriu.
– Assim como você.
– É, vamos subir, tudo que eu quero é um banho e cama.
– Eu também. – Destravei as portas e sai do carro, abri a porta de trás, e peguei a Mel no colo.
Entramos no elevador e subimos, chegamos a frente dos meus pais. Após colocar a Mel na cama fui tomar banho junto com a Fatinha, e meus pais chegaram e ficaram na sala enquanto esperavam o banheiro ser desocupado.
Saímos do banheiro e fomos nos trocar no quarto, retornei a sala pra dar boa noite e todos e tomar um pouco de água.
Cheguei ao quarto e minha loira já estava deitada, quase dormindo.
– Boa noite amor. – Sussurrei em seu ouvido, a fazendo rir.
– Boa noite Brunito. – Ela disse antes de fechar os olhos.
Aconcheguei meu corpo ao dela, e adormeci no mesmo instante.
O dia demorou para amanhecer, e a noite foi calma e proveitosa, descansei completamente.
Acordei primeiro que a Fatinha, ela dormia tranquilamente nos meus braços, e um pequeno sorriso estava formado nos meus lábios, senti uma paz imensa ao estar ali do lado dela. Quero poder ter esse prazer todas as manhãs, acordar ao seu lado, poder a observar dormindo. Depositei um beijo no seu rosto, com a intenção de acordar-la.
– Hum? – Ela disse sorrindo sonolenta.
– Bom dia minha loira dorminhoca. – Sorri, ela se virou olhando pro meu rosto.
– Bom dia moreno. – Disse ainda sonolenta. – Dormir tão bem essa noite.
– É, eu também, dormir incrivelmente bem. – Sorri e lhe selei.
– Agora vamos a luta, pois hoje ainda é sexta feira e temos trabalho.
– Ah não, quero ficar aqui, na cama contigo.
– Eu também. – Ela sorriu, aconchegando nossos corpos. – Vamos fazer essa loucura?
– Num me provoca loira. – Dei risada.
– Já que nós não podemos fazer isso, vamos a luta! – Ela se levantou, se espreguiçando.
– Olha lá nossa pequena dormindo, tão linda. – Sorri, sentando e lhe abraçando de lado.
– Não vou acordar-la hoje não, como é sexta feira vou a deixar ficar em casa.
– É melhor mesmo. – Eu disse. – Vamos fazer alguma coisa hoje a noite?
– O que por exemplo? – Ela perguntou.
– Sei lá, dar uma volta juntos, qual quer coisa.
– Eu gosto da idéia. – Ela me selou. – Quando chegarmos, perguntamos o que ela quer fazer.
– Ta.
– Agora vou tomar banho amor. – Ela se levantou saindo do quarto e eu fui atrás.
– Opa! – A segurei pela cintura. – Antes eu quero um beijo amor. – Falei roçando meu nariz em seu pescoço.
– É? Será? – Ela brincou, virando-se pra mim, então lhe beijei carinhosamente, tentei aprofundar o beijo mais ela se afastou. – Amor, banho! – Se soltou de mim, entrando no banheiro.
Fui pra sala encontrando minha mãe pondo a mesa.
– Quer ajuda dona Marta?
– Quero filhote. – Ela caminhou até a mim me dando um beijo na testa. – Cadê a Fatinha?
– No banho. – Sorri, a ajudando. – Nós resolvemos deixar a Mel faltar aula hoje, tudo bem pra senhora?
– Claro! Eu não trabalho hoje, vou passar a tarde todinha com minha neta, tem coisa melhor? – Minha mãe perguntou me fazendo rir. – Vou levar-la ao shopping, dar alguns agrados.
– Isso dona Marta, vai mimando ela. – Dei risada. – Ah, eu quero presente viu? E nada de deixar ela comer bobagens.
– Eu sei filho, esqueceu que eu já cuidei de duas crianças mais sapecas que a Mel?
– As vezes eu esqueço. – Falei rindo. – E eu não era sapeca.
– Claro que era, né Olavo? – Meu pai tava no sofá vendo a cena.
– E como era! – Ele disse rindo.
– A Ju era mais, muito mimada. – Eu disse.
– Eu o que? – A escutei gritando do quarto, e logo a porta se abriu.
– Bom dia pra você também maninha, deu formiga na cama foi?
– Engraçadinho. – Me deu língua.
Após aquele momento descontraído, Fatinha saiu do banheiro e eu fui tomar meu banho e me aprontar pro trabalho.
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