Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
55 Manhã na praia.
Notas iniciais
Narrando: Fatinha.
– Vamos amor? – O chamei me levantando da mesa.
– Vamos loirinha. – Ele sorriu me estendendo a mão, entramos no quarto e ele procurou seu óculos de sol na mala e depois saímos do quarto. Bruno estava sem camisa, sua camisa estava em seu ombro. Entramos no elevador e havia duas mulheres morenas usando apenas uma saia de biquíni, percebi elas olhando pro Bruno e dando risadinhas para ele, que retribuiu o sorriso.
O elevador parou e eu sai, chateada e pisando fundo.
– Fatinha me espera! – Bruno me alcançou, eu fervia de raiva. – O que foi hein? – Ele me segurou pelos braços, com um sorriso bobo na cara.
– Você é muito cara de pau Bruno! Até parece que você não sabe. – Cruzei os braços, fazendo bico.
– Ai meu amor, deixa de ciúmes bobo. – Ele me abraçou.
– Ciúmes bobo coisa nenhuma, você retribuiu o sorriso daquelas vacas! – Revirei os olhos.
– Ei, nada disso, eu apenas sorri amor, nada demais, eu só tenho olhos para você! – Ele me roubou um selinho.
– Para vai Bruno, to brava contigo. – Me afastei dele, e sai andando rumo a praia, ele me acompanhou, com os braços em volta do meu pescoço.
Alcançamos uma espreguiçadeira próximo ao mar, e eu me sentei ali, olhando pro mar.
– Oh loirinha, você vai ficar com essa tromba enorme no rosto é? – Ele me abraçou por trás, roçando a barba no meu pescoço.
– Vou!
– E se eu te disser que você dá de 10 á 0 naquelas mulheres do elevador? Elas não chegam aos seus pés meu amor. – Ele disse e eu dei um breve sorriso.
– E por que você sorriu para elas? – Me virei para ele.
– Foi um ato natural meu amor, não foi de má intenção. – Falou colocando uma mecha de cabelo que estava no meu rosto atrás da orelha.
– Cê jura? – Falei manhosa, fazendo bico.
– Eu juro minha loirinha manhosa. – Ele me puxou pela cintura, me dando vários selinhos. – Aposto que toda essa manha é hormônios por causa da gravidez. – Brincou, colocando a mão sobre minha barriga.
– É sim, com certeza, fiquei tão dramática de uns tempos para cá. – Ri, esquecendo totalmente a ceninha no elevador.
– Eu que o diga. – Ele riu, se encostando na espreguiçadeira. – Vem aqui. – Me chamou, eu me sentei encostada nele, com a cabeça apoiada no seu ombro, ele levou suas mãos até minha barriga, acariciando ela.
– Qual será o sexo deles? – Perguntei depois de algum tempo calada.
– Serão duas meninas. – Ele disse como se tivesse certeza.
– E se for um casal? – O contrariei.
– Vai ser ótimo também.
– Eu quero muito um casal. – Suspirei.
– É, eu falo que quero duas meninas, mais a idéia de ser um casal é ótima. – Me deu um beijo na bochecha.
– Ótimo! – Sorri vitoriosa, ele havia concordado comigo. – Você tem idéia para algum nome?
– Para menina? Eu tenho um monte. – Ele disse e eu ri.
– Qual é o que você gosta mais? – Perguntei.
– Isadora. – Ele disse e eu sorri. – Eu acho esse nome lindo.
– Por que? – Perguntei fingindo estar desconfiada.
– Ah, é um nome lindo, era o nome de uma das minhas professoras quando era criança, era minha favorita.
– É lindo. – Sorri. – Ta decidido, a nossa menina, se vir uma menina, se chamará Isadora.
– Se forem duas meninas, a primeira que nascer se chamará Isadora. – Ele disse.
– E se for menino amor? – Perguntei brincando com seus dedos sobre minha barriga.
– Não tenho nenhuma idéia, e você sugere algo?
– Eu acho Henrique um nome lindo, e não me pergunte o por que, sempre fui apaixonada por esse nome.
– É um nome bonito, podemos o chamar de Rick, é um apelido.
– Ou Henri. – Dei de ombros.
– É, então ta decidido, se for um casal, será Isadora e Henrique. – Suspirou, e eu fiz o mesmo.
– Mais se for duas meninas? – Ri. – O nome da segunda pode ser Sofia?
– Eu adoro esse nome também, se eu me lembro bem, era o nome da minha primeira namoradinha, quando eu tinha 6 anos. – Ele riu e eu fechei a cara.
– Como cê lembra?
– Ah meu amor, foi a minha primeira namoradinha, a situação era engraçada, eu era um pirralho, de 6 anos, e ela tinha 5, e nós dizíamos para todo mundo que íamos nos casar, e viver felizes para sempre. – Ele riu. – Mais ela teve que sair do colégio, os pais dela se mudaram, e perdemos o contato.
– Ah, quer dizer que o senhor desde pequeno já era namorador?
– Oushi! Dias depois que ela se foi eu já tava paquerando outra. – Ele disse rindo, e eu não agüentei, cai na risada também.
– Meu Deus! Que safado! – Disse entre o riso. – Mal esperou a coitadinha ir embora e já estava com outra. – Ria, acompanhada por ele.
– Eu era só uma criança. – Continuamos rindo.
Passou um casal por nós, com uma menininha correndo pela areia, ao se aproximar dos nossos pés ela caiu.
– Meu Deus! – Me afastei do Bruno a pegando no colo, seu rostinho havia se enchido de areia, a menina começou a chorar. – Shi, foi só um susto meu amor, passou. – Me virei pro Bruno. – Me da sua camisa amor. – Pedi, e ele me deu. Com cuidado limpei o rosto da pequena, que chorava. – Passou meu bem, passou.
– Clarinha! – Uma mulher ruiva se aproximou. – Muito obrigado moça, essa sapeca ama correr pela areia, mais por ser muito novinha sempre acaba caindo. – Ela disse sorrindo.
– Tudo bem, foi só um susto né Clarinha. – Passei a mão no rosto da menina, que havia parado de chorar. – Ela é uma gracinha.
– Muito obrigado. – A ruiva sorriu. – Prazer, me chamo Joana. – Estendeu a mão.
– Eu sou a Fatinha, e esse é o Bruno, meu marido. – Apresentei o Bruno.
– Prazer. – Bruno sorriu, brincando com a bebe nos meus braços.
Um rapaz alto e branco se aproximou.
– Esse é o Cadu, meu marido.
– Prazer. – Eu e Bruno dissemos juntos.
– Vem cá princesa! – O rapaz estendeu o braço para menina, que pulou rapidamente em seus braços. – Sua doidinha, ta vendo o que dá sair correndo sem esperar mamãe e papai. – Brincou fazendo cócegas na menina, que riu.
– Quantos anos ela tem? – Perguntei para Joana, a mãe dela.
– Tem 2 anos, é a primeira viagem dela, e a nossa primeira viagem desde que ela nasceu, escolhemos esse lugar por ela amar a praia, assim como eu. – Ela disse sorridente. – E vocês? São visitantes?
– Somos, moramos no RJ, viemos passar lua de mel. – Sorri.
– Nossa, parabéns! Começo de casamento é uma maravilha, e quando vem os filhos só melhora. – Ela suspirou.
– Nós já temos uma filha, de 8 anos. – Sorri. – E vem mais dois a caminho. – Coloquei a mão sobre a barriga.
– Que sortuda você! – Ela disse animada. – Três filhos! Não há coisa melhor que a família.
– É! – Disse sorrindo.
Eles sentaram na espreguiçadeira ao lado, Bruno e Cadu ficaram conversando sobre esportes, e eu e a Joana conversando sobre a família e brincando com a pequena Maria Clara, havia gostado deles, e me apaixonado pela garotinha ruiva dos olhos verdes.
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