Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
56 Mais um dia da lua de mel.
Notas iniciais
– “Mamã”! “Aga” – A Clarinha disse apontando para o mar.
– Quer ir para água meu amor? – A Joana afagou os cabelos dela.
– É! – Ela disse toda eufórica, sorrindo.
– Amor, vamos comigo levar a Clarinha na água? – Ela chamou o marido, que rapidamente se levantou, pegando a Clarinha no colo. – Foi um prazer conhecer vocês, quem sabe não nos encontramos por ai? – Ela disse e eu sorri.
– Quem sabe né! Foi ótimo conhecer vocês. – Me levantei, dando um breve abraço neles, e um beijo no rosto da Clarinha, que retribuiu, me dando um beijo babado no rosto. O Bruno fez o mesmo, depois se sentou novamente na espreguiçadeira, e eu me sentei encostada nele.
– Uma fofura essa menina né? – Eu disse os observando correr pela beira do mar.
– É sim! – Ele me puxou ainda mais para perto. – Sabe o que eu tava imaginando?
– O que? – Me virei para ele, sorrindo.
– Eu, você, a Mel e os nossos bebês aqui nessa praia, imagina a bagunça que seria. – Ele riu, e eu o acompanhei.
– Nós íamos ficar doidinhos, os mandando pararem de correr. – Gargalhei acariciando a barriga. – To tão ansiosa pela chegada deles.
– Eu to curtindo muito tudo isso, acompanhar sua gestação, estar casado contigo, criando a nossa filhota já criada, e muito bem criada. – Ele acariciou meu rosto, e eu sorri, lhe selando. O selinho transformou-se num beijo, ele me puxou pela cintura, me fazendo ficar sentada entre suas pernas, e eu envolvi minhas mãos nos seus cabelos.
– Te amo tanto moreno. – Separei o beijo, sorrindo.
– Eu te amo tanto loirinha. – Nos abraçamos.
Ficamos alguns minutos calados, apenas abraçados, nunca estive tão feliz e tão realizada ao mesmo tempo.
– Ei amor, vamos para água? – Bruno quebrou o silencio.
– Vamos! – Me levantei. Tirei o vestido e a sandália, os deixando na espreguiçadeira, o Bruno tirou os óculos e a sandália. – Me da a mão. – Seguramos um a mão do outro e fomos correndo de encontro ao mar, feito dois adolescentes.
A água estava maravilhosa, e havia pouca gente, o que a tornava melhor ainda. Abracei o Bruno pelas costas.
– Isso era para ser ao contrario não? – Ele falou e eu ri, o soltando. – Até por que, a senhorita baixinha, não consegue ver nada quando esta atrás de mim. – Ele riu, e eu lhe dei uma tapa fraca no braço.
– Seu bobo! – Ele me abraçou por trás, enquanto observávamos o mar, indo e vindo.
Após sairmos da água voltamos para pousada e fomos tomar banho, depois descemos para almoçar no restaurante da pousada. Resolvemos ir dar uma volta na cidade, e assim fizemos, passamos o resto do dia explorando a cidade, comprando bobagens, lembranças para Mel, Ju e todos.
No final do dia voltamos para pousada, exaustos, liguei para Mel, e ficamos conversando por horas, até a mesma adormecer no telefone.
Aconcheguei-me nos braços do Bruno, pegando no sono ali mesmo.
Narrando: Bruno.
Os quatro dias que se passaram, seguiram sem acontecimentos importantes, eu e Fatinha passeávamos pela cidade, conversávamos, íamos a praia, fazíamos passeios de barco pelo mar, enfim, explorávamos a cidade. Matávamos a saudade que á dias atrás estava nos matando. Hoje seria nossa última noite aqui, sexta-feira. Voltaríamos no sábado pela manhã. Eu queria fazer algo especial.
Com a ajuda de um funcionário da pousada eu decidi o que queria fazer, iria levar a Fatinha para um jantar a luz de vela em um dos melhores restaurantes do lugar, que ficava numa rua chamada Rua das Pedras, uma das mais bonitas do lugar.
– Amor, onde você estava? – Foi a primeira coisa que a Fatinha disse quando entrei no quarto, havia a deixado dormindo e sai para ver as coisas do jantar especial daquela noite.
– Eu tava resolvendo umas coisas para hoje a noite. – Me sentei na cama ao seu lado.
– O que tem hoje a noite?
– É a nossa última noite aqui, e eu lhe preparei uma surpresa. – Disse e ela sorriu, o que me fez sorrir.
– Me conta, o que é amor? – Pulou no meu colo sorridente.
– Amor, o que você entende da palavra surpresa? – Falei rindo e ela me deu uma tapa no braço. – Aí! – Dei risada.
– Seu bobalhão! Mais me fala o que é, preciso escolher uma roupa adequada para a ocasião! – Fez biquinho, e eu depositei um beijo ali.
– É um jantar, isso é tudo o que você precisa saber! – Disse. – E capricha no “look” – Falei e ela me deu língua.
– Nossa lua de mel foi perfeita. – Ela disse deitando novamente.
– É! Precisamos viajar mais, só que trazer nossa filhota com a gente.
– É! Ta decidido, a nossa próxima viagem a Mel virá junto. – Ela disse sorridente. – Falando nela, pega meu celular para eu ligar pra ela. – Pediu e eu assim fiz, lhe entreguei o celular, deitando ao seu lado e ligando a TV.
Ficamos conversando com a Mel bastante tempo, ela nos contou que iria a praia com a Lia e o Vitor, e que amanhã acordaria cedo para esperar a gente chegar.
Deu a hora do almoço, então eu e Fatinha nos despedimos dela e fomos almoçar, após o almoço fomos dar um mergulho na piscina da pousada, lá encontramos aquele casal da praia, e ficamos ali, curtindo a tarde e conversando com eles.
Por volta das 16h, eu e Fatinha voltamos para o quarto, e ela começou a se preparar, já que sairíamos para jantar as 19h.
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