Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
31 Mais um dia de apegos.
Notas iniciais
Após ela desligar o telefone, correu para o banheiro para se banhar, enquanto ela tomava banho tentei ligar para minha irmã, após algumas tentativas ela atendeu dando uma gargalhada.
– Oi Bruno. – Não era a voz da Ju, e sim da Lia, que ria muito. Escutei gritos histéricos do outro lado da linha.
– Oi Lia, cadê a Ju? – Perguntei.
– A Ju? – Ela disse rindo. – Ela ta aqui dando uma crise por que um grilo estava nas suas costas. – Lia disse rindo, me fazendo rir também.
– Imagino a cena, medrosa do jeito que ela é. – Continuava escutando os gritos da Ju, e muitas risadas.
– Não Bruno, você não imagina, foi muito engraçado. – Lia disse tentando parar de rir. – Ela só faltou ficar nua. – Ela voltou a gargalhar.
– Tadinha da minha maninha. – Disse rindo também. – Cadê minha filha no meio dessa bagunça toda? – Perguntei.
– A Mel ta aqui, essa daí num para de rir. – Ela disse e eu pude ouvir a risada da Mel. – Mel, o teu pai. – Lia disse com a voz longe, alguns minutos de “silêncio”, ouvi a voz da Mel. – Oi papai. – Ela disse ofegante.
– Ta se divertindo aí? – Perguntei.
– Eu to, e muito, tinha um bichinho na roupa da tia Ju, ela entrou em desespero. – Ela falou rindo ainda.
– E você mocinha? Num tem medo desses bichinhos não? – Perguntei.
– Claro que não papai, são bichinhos indefesos, são criaturas da natureza. – Essa daí puxou ao pai, pensei.
– Eu falava mesma coisa sabia? A sua tia que sempre foi assim, mimada e medrosa. – Disse rindo.
– Cadê a mamãe? – Ela perguntou, escutei as risadas se afastando.
– Ela ta tomando banho filha.
– Vocês tão com saudade de mim? – Ela perguntou com a voz manhosa.
– Eu to morrendo de saudade meu amor, e aposto que sua mãe também esta. – Falei.
– Eu to com saudade também, nós vamos chegar hoje a noite que o dindo falou.
– Você ta se comportando né filhota? Obedecendo seu dindo e suas tias?
– To sim papai, e você ta cuidando da mamãe?
– To filhota. – Disse.
– Papai, a tia Ju quer falar, ela já se recuperou, e eu vou ir pra água. Tchau, até mais tarde, te amo papai. – Ela disse e logo o telefone ficou mudo. – Maninho?
– Oi maninha medrosa. – Disse rindo.
– Até você Bruno? – Ela pareceu brava. – Era um bicho nojento maninho.
– Deixa de drama Juliana, desde quando um grilo é um bicho nojento? – Falei rindo.
– Era sim! – Ela disse brava.
– Ta bom, era. – Disse concordando com ela, ainda rindo. – Ta tudo bem ai? Ta cuidado da minha filha?
– Ela ta cuidado de mim, isso sim. – Ela disse me fazendo rir. – Aquela moleca é esperta, muito esperta. – Ela disse menos histérica.
– Olha que eu não duvido. – Disse rindo.
– Cadê a Fatinha? – Ela perguntou.
– Ta no banho.
– E os nossos pais?
– Nós não estamos em casa maninha. – Eu disse simples, como se fosse obvio.
– Opa! Se vocês num tão em casa, onde vocês estão a essa hora da manhã e a Fatinha ta tomando banho? – Ela perguntou toda eufórica.
– Estamos num hotel maninha, fiz uma surpresa pra Fatinha e tal, depois ela te conta.
– Num motel? – Ela perguntou, me fazendo rir, rir não, me fazendo gargalhar.
– H-O-T-E-L Juliana. – Eu disse ainda rindo. – Hotel.
– Ah bom, eu tinha entendido outra coisa. – Ela riu agora, a Fatinha saiu do banheiro apenas de biquíni, me olhando de maneira sexy.
– Ju, eu vou ter que desligar agora, da um beijo na minha filha e diz que a Fatinha ta mandando um beijo pra ela também.
– Ta maninho, juízo ai viu. – Ela disse, e logo depois desligou o celular.
– Nossa princesinha ta bem? – Ela perguntou calmamente sorrindo de uma maneira que me tirou o ar.
– Ela ta se divertindo muito. – Me levantei da cama. – Você faz isso pra me provocar né? – Eu perguntei caminhando em passos lentos até ela.
– Isso o que? – Ela se esquivou de mim sorrindo ainda.
– Você sabe. – A peguei pelo braço. – Vem cá. – A encostei na parede, a impedindo de sair com meus braços.
– Ah moreno, isso é sacanagem, num vale você me prender assim, você é mais forte. – Ela disse fazendo berçinho.
– Sacanagem é você ficar me provocando assim. – Eu disse lhe dando beijos no pescoço.
– Para Brunito. – Ela disse entrelaçando os dedos no meus cabelos, então eu parei e lhe olhei. – Não, para não. – Ela disse rindo, me fazendo rir também.
– Se decide loira. – Lhe selei.
– Vamos pra praia? – Por fim, ela me empurrou, saindo os meus braços.
– Ta, espera eu tomar banho? – Perguntei e ela assentiu com a cabeça.
Narrando: Fatinha.
Após o Bruno sair do banho, descemos e fomos até a praia.
– Eu nunca tinha vindo nessa região. – Eu disse enquanto caminhávamos abraçados pela areia fofa.
– Eu também não, na verdade quem me falou desse lugar foi o Nélio. – Ele disse.
– Aqui é lindo, quase um paraíso.
– Quase? – Ele parou, olhando pra mim. – O que falta pra ser um completo paraíso.
– Ta faltando nossa filha. – Eu estava morrendo de saudade da minha moleca, nunca havia ficado tanto tempo longe dela.
– Hoje a noite nós vamos estar com ela meu amor. – O Bruno disse segurando meu rosto com as mãos.
– Parece ser bobagem minha amor, mas é serio, eu to louca de saudade dela. – Senti lagrimas brotarem nos meus olhos. – Coisa de mãe. – Dei de ombros.
– Nada disso, eu to morrendo de saudade dela também. – Ele disse e me selou. – Fica com essa carinha não, hoje a noite ela vai ta grudadinha em você, aí nós a colocamos pra dormir juntos. – Ele falou me fazendo rir.
– Tipo família do comercial de margarina? – Falei rindo, assim como ele.
– É amor, tipo isso. – Voltamos a caminhar, só que de mãos dadas agora.
O Bruno estava usando uma bermuda, sem camisa, eu estava usando a sua camisa. Como a praia era na frente do hotel viemos assim mesmo, sem nos preocupar. A praia estava meio vazia. Só havia alguns hospedes do hotel.
Sentamos numa espreguiçadeira que estava vazia bem próxima do mar, era propriedade do hotel.
O moreno sentou, se encostando na espreguiçadeira, e eu me sentei encostando nele.
– Como é que eu sobrevivi 8 anos sem você? – Eu falei quebrando o silêncio.
– Eu não sei. – Ele deu de ombros.
– Eu morria de saudade de você, ficava imaginando o dia que você iria acordar, iria me chamar de meu amor. – Eu disse, me virando, de forma que desse para olhar seu rosto. – Só que ai aconteceu tudo diferente de como eu imaginava, nossa eu fiquei sem chão quando você acordou e não se lembrava de mim.
– Mas agora nós vamos ficar juntos por um longo tempo, eu não vou dizer pra sempre, por que a gente não sabe se o “para sempre” existe mesmo. Mais eu quero ficar ao teu lado até o fim da minha vida. – Ele disse me olhando de forma apaixonada.
– Eu também quero viver ao seu lado até o fim dos meus dias. – Eu estava completamente apaixonada pelo Bruno, além de lhe amar de uma forma que eu não sabia explicar, também existia muita paixão entre nós.
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