Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
32 Chegada da Mel.
Notas iniciais
Nós passamos a tarde inteira trocando carinhos no hotel, depois fomos para casa, aproveitei o resto do domingo pra dar uma arrumada no quarto, e também tive a idéia de tirar o berço da Mel lá do quarto e colocar no quartinho onde o Bruno estava dormindo, e trazer a cama de solteiro pro nosso quarto, assim a Mel poderia dormir ali, e eu e o Bruno na cama de casal. Depois de arrumar o quarto fui pra cozinha com a Marta, que me ajudou a fazer um bolo de chocolate dos deuses, do jeito que o moreno e a Melzinha gostavam.
Logo anoiteceu.
Tava no sofá conversando com a Marta e o Olavo, abraçada com o moreno.
– Então... – O Bruno disse cortando nosso assunto sobre bolos. – Eu e a Fatinha estávamos pensando em comprar uma casa pra nós dois. – Ele disse com calma.
Após alguns minutos de silêncio Marta falou:
– Quê? – Ela disse nos olhando confusa.
– É mãe, nós amamos morar aqui, só que daqui a pouco essa casa não vai caber para todos nós. – Ele disse ainda com calma.
– Mas... – Ela tentou falar. – Nossa, vocês me pegaram de surpresa. – Disse tentando absorver o que o Bruno tinha dito.
– Então filho, eu acho uma boa iniciativa da sua parte, por que logo, logo a Mel vai virar uma mocinha, vai começar a dar aquelas crises de adolescentes, ela vai querer ter o cantinho dela, pode ser que vocês também tenham outros filhos, e essa casa vai ficar pequena... – Olavo disse segurando as mãos da Marta. – Mas eu e sua mãe vamos sentir muita falta de vocês, da nossa neta correndo pela casa, então, vão com calma nessa mudança ta?
– A gente vai com calma sim. – Dessa vez eu falei. – Só estamos falando pra vocês por que queríamos o apoio, e o consentimento de vocês. – Eu falei sorrindo. – Nós queremos a “benção” de vocês.
– Mas vai ter casamento? – Marta falou olhando pro Bruno, que olhou pra mim.
– Futuramente, quem sabe. – Ele falou.
Escutamos o barulho da porta se abrindo, e olhamos todos para mesma direção.
– Mamãe! – Assim que a porta se abriu minha princesa correu pros meus braços. – Que saudade que eu tava. – Ela me encheu de beijos.
– Caramba filha. – A abracei forte. – Dois dias parecem ser tão poucos né? Mas pra mim eles duraram quase uma eternidade, morri de saudade. – Afagava seus cabelos.
– Esse drama todo é por que ela só ficou 2 dias fora de casa. – Ouvi a Lia dizendo, olhei novamente em direção a porta e ela estava rindo da cena. Assim como eu estava grudada na Mel, Marta estava grudada na Ju, a enchendo de beijos.
– E vem cá dona Mel, o seu pai, que também morreu de saudade da senhorita, não ganha abraço não é? Que injustiça! – O moreno disse, e a Mel o puxou para o nosso abraço.
– Melhor assim papai? – Ela disse entre os nossos braços.
– Muito melhor! – Ele falou rindo e me dando um selinho.
– Cadê o Vitor e o Gil? – Eu perguntei ao perceber que só as meninas haviam chegado.
– Estão subindo com as mochilas, junto com o Seve. – Tatá disse.
– Oh Tatá, e a senhorita não levou nenhum namoradinho não foi? Ficou lá de vela?
– Eu não tenho “namoradinho” Fatinha. – Ela disse me dando língua.
– Uhum, eu finjo que acredito. – Eu disse e ela riu.
Ficamos o resto da noite todos ali, eles nos contávamos sobre as coisas da viagem, nós pedimos 3 pizzas, e a noite foi regada a pizza, guaraná e muitas risadas.
Quando deu 23horas os que iriam para casa se despediram e foram embora.
– Agora vamos limpar essa bagunça! – Marta se levantou pegando as caixas de pizza que estavam em cima da mesa.
– Eu te ajudo Marta.
– Desculpem, mas eu to um caquinho, vou tomar banho e ir pra cama. – Ju disse tirando o corpo fora, e nós olhamos para o Bruno e o Olavo, que se entre olharam.
– Nem pensem. – Eles falaram juntos.
– Legal da parte de vocês. – Eu disse. – Precisam se incomodar não patrões, nós fazemos o trabalho pesado. – Fiz um drama básico.
– Olha só amor, a Mel capotou aqui. – Bruno falou, e eu olhei para Mel, que estava deitada nos braços do pai, dormindo feito um anjo.
– Num coloca ela na cama ainda não amor, ela ta soada, espera eu terminar aqui que eu a acordo e lhe dou banho.
– Ta bom.
Ajudei a Marta a limpar a bagunça, o que foi coisa rápida, em cerca de 20 minutos havíamos limpado tudo e lavado os pratos.
– Bom, agora nós vamos dormir né Olavo. – Marta disse quando saímos da cozinha.
– É, eu to super cansado. – Ele se levantou. – Boa noite pra vocês. – Ele se abaixou perto do Bruno e deu um beijo na testa da Mel. – Boa noite princesa do vô. – Ele disse com um sorriso bobo nos lábios. O Olavo era um avô muito babão.
– Boa noite. – Eu e o moreno falamos juntos.
Após eles entrarem no quarto eu me agachei na frente do Bruno.
– Filha, acorda meu amor. – Falei tirando uma mecha de cabelo que estava caída sobre seu rosto.
– Hum? – Ela abriu um pouco os olhos. – Que foi?
– Vamos tomar banho meu amor? Cê ta toda soada. – Falei e ela apenas concordou com a cabeça. – Vem cá coisa dengosa. – Me levantei, a pegando no colo.
– Quer ajuda amor? – Bruno se levantou, a ajeitando nos meus braços.
– Não precisa moreno. – Lhe dei um selinho. – Vou dar banho nela e vou pro quarto.
– Ta. – Ele disse voltando a se sentar no sofá.
Entrei no banheiro com a Mel e a coloquei em pé em cima do vazo sanitário. Ela tava caindo de sono, chega revirava os olhos. Tirei sua roupa e lhe ajudei a tomar banho, só para tirar o suor do corpo e refrescar. Depois do banho a coloquei para escovar o dente e a levei pro quarto, lhe ajudei a colocar o pijama e deitamos juntas na cama.
– Será que tem espaço pra mim ai? – Bruno disse entrando no quarto poucos minutos após deitarmos.
– Claro que tem, vem cá. – Falei lhe olhando. Ele deitou do outro lado, deixando a Mel entre nós dois, ela já estava no milésimo sono, aposto que nem nos escutava.
– Tão linda dormindo. – Ele disse passando a mão sobre sua testa. – Ela é uma combinação perfeita de nós dois. – Ele disse me fazendo sorrir.
– Muita gente diz isso sabia? Ela tem tantos traços seus, quanto meus. – Disse a observando dormir.
– Vocês são as coisas mais importantes no mundo pra mim. – O Bruno depositou um beijo em sua testa e logo depois um beijo na minha.
– Pra mim também. – Sorri, e me deitei, bem próxima a eles, o Bruno fez o mesmo, se deitando próximo a nós duas, deixando a Mel entre nós dois.
– Te amo. – Ele sussurrou após eu apagar as luzes.
– Te amo. – Disse relaxando a cabeça no travesseiro.
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