Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
13 "Foi como se o chão embaixo dos meus pés tivessem aberto"
Notas iniciais
Narrando: Fatinha
O Bruno ficou simplesmente encantado com a Mel, depois de alguns minutos de conversa o médico pediu para que nós fomos para casa, porque o Bruno precisava descansar, Marta pediu para ficar aqui com ele, mas o médico disse que ele ainda ia fazer uns exames hoje, e conversar com um terapeuta, ele a convenceu que seria melhor ela ir pra casa descansar.
Pedir ao Vitor que levasse a Mel para casa, tinha que ir pro trabalho, já estava atrasada.
O dia demorou a passar, cada segundo pareciam horas, eu queria ir embora, eu queria ir á algum lugar, para poder ficar sozinha, e quanto mais eu queria isso, mais o tempo se arrastava.
Finalmente meu horário acabou e eu pude ir embora, só queria ficar quieta, sozinha em algum lugar.
Sai dirigindo sem rumo pelas ruas da cidade, parei numa praia, completamente deserta, caminhei até a areia e me sentei próxima ao mar, as ondas cobriam suavemente os meus pés.
Eu esperei por isso durante 8 anos, esperei ele acordar, eu esperei por ele, para ele acordar e simplesmente não lembrar de mim? Foi como se o chão embaixo dos meus pés tivessem aberto, nós meus sonhos quando ele acordava, ele me abraçava, me chamava de amor, me beijava, mas na realidade é diferente, a realidade é sempre dura e dolorosa.
Narrando: Bruno.
Depois que todos foram, embora o médico me deixou dormir um pouco, no começo fiquei meio que com medo de fechar os olhos e não conseguir abri-lo novamente, porém fui vencido pelo cansaço e peguei no sono.
Tive um sonho hiper estranho, no meu sonho eu estava com aquela moça, a Fatinha, nós estávamos em um lugar lindo, parecia ser um bosque, ela estava chorando e dizendo que me amava, pedindo para que eu acreditasse nela.
Acordei no susto, esse sonho, que sonho estranho, porque que eu sonho com ela mais não consigo me lembrar dela? É como se tivesse tudo escuro, todas as minhas memórias embaralhadas.
Narrando: Fatinha.
Quando dei por mim o céu já havia mudado de cor, agora ele estava num tom meio acinzentado com algumas partes laranjas, o dia estava amanhecendo.
Levantei-me e voltei pro carro. Cheguei em casa Marta estava dormindo no sofá, com o celular na mão.
– Marta? – A chamei baixo, para não acordar os outros. – Marta, o que você ta fazendo aqui no sofá?
– Fatinha? – Ela falou passando a mão no rosto e se sentando. – Onde você tava? Todo mundo tava preocupado contigo.
– Desculpa, eu precisava ficar sozinha. – Sorri fraco colocando uma mexa de cabelo atrás da orelha.
– Poderia ter avisado, a Mel dormiu super preocupada.
– Desculpa, é que isso que aconteceu mexeu comigo, claro que mexeu né, e eu precisava ficar quieta, sozinha em algum lugar.
– Mamãe? – Olhei para trás e a Mel vinha saindo do quarto coçando o olho.
– Oi meu amor, porque você ta acordada essa hora?
– Eu acordei, e não te vi na cama. – Ela caminhou até o sofá e se sentou. – Onde você tava mamãe?
– Eu tava pensando na vida, perdi á hora. – Levantei. – Vamos deitar? Ainda é cedo.
– Vamos. – Ela levantou e foi comigo pro quarto, tirei a calça jeans e me deitei ao seu lado, pegando no sono no mesmo instante.
Meu sono foi pesado e intenso, não sabia explicar, eu simplesmente apaguei.
Fale com o autor