Notas iniciais
Olá meus amores, tudo joia com vocês? Olha eu aqui para postar o capítulo diário uhausha. Oh, não briguem comigo eu prometo que essa fase de tristeza já vai acabar, e todos vão viver felizes para sempre, ou não uheuheuh. Boa leitura (:

Quando acordei a cama estava vazia,só havia eu, o sol tentava penetrar as cortinas, me levanto devagar e percebo que minha cabeça esta estourando, e meu corpo esta pesado, estou me sentindo mal, muito mal, só quero voltar pra cama e poder relaxar meu corpo, procuro meu celular, não o acho. Caminho até a sala, Marta esta no sofá trabalhando.

– Até que fim você acordou Fatinha. – Ela disse quando me viu.

– Preferia não ter acordado. – Falei pondo a mão na cabeça. – Minha cabeça ta perto de explodir.

– Deixa eu ver se você esta com febre. – Ela colocou seu notebook no sofá e caminho até mim, colocando a mão sobre minha testa. – Aí meu Deus, você esta queimando em febre. – Ela passou a mão pelos meus cabelos, os afastando do meu pescoço. – É melhor você se deitar. – Caminhamos até o quarto, ela me ajudou a deitar.

– Que horas são? Cadê todo mundo? E a Mel?

– São 15hrs30. – Sentou-se ao meu lado. – O Olavo foi andar de bicicleta com a Mel e a Juliana. – Passou a mão na minha testa mais uma vez. – Você ta muito quente, essa sua febre não ta normal.

– É só um mal estar, daqui pra amanhã eu to melhor.

– Eu vou fazer assim, vou chamar o Lorenzo aqui pra te examinar, ou ele ou a Raquel.

– Não precisa.

– Precisa sim, espera aqui. – Ela saiu do quarto, me deixando sozinha.

Alguns minutos se passaram e ela entrou no quarto junto com a mãe da Lia, a Raquel, e a Lia veio junto.

– Oi Maria. – Raquel falou. – Fala pra mim o que você ta sentindo.

– É só um cansaço, e dor de cabeça.

– E muita febre. – Marta falou, a Raquel levou a mão até minha testa.

– Ta alta mesmo, Marta, me arruma um termômetro?

– Claro. – Marta saiu do quarto.

Após Marta voltar com o termômetro, a Raquel mediu minha temperatura (40 C°), checou minhas pulsações.

– Pelo que tudo indica é só uma febre alta, você não ta doente realmente, essa febre, a dor de cabeça e a dor no corpo podem ser de fundos emocionais, aconteceu alguma coisa com a qual você ficou muito abalada? Muito triste? – Ela me perguntou.

– Sim, aconteceu. – Falei olhando pra Marta agora.

– Você vai melhorar. – Ela olhou pra Marta agora. – Fica tranqüila. – Ela sorriu fraco. – Qual quer coisa você me chama lá em casa, e se eu não tiver liga pro Lorenzo. – Olhou para Lia. – E você Maria, tenta não ficar pensando no que esta te deixando triste, procura pensar em outras coisas e se distrair.

– Vou tentar. – Sorri de canto. – Lia, fica aqui comigo?

– Fico, não precisa nem pedir. – Sorriu caminhando até a cama.

– Bom Fatinha, eu to na sala, qual quer coisa me grita. – Marta e Raquel saíram do quarto.

– É por causa do Bruno né? – Lia perguntou e eu confirmei.

– Sabe Lia, é difícil demais pra mim, eu tento parecer forte quando minha filha ta por perto, porque eu não quero a ver triste também, mais é que as vezes parece que as coisas nunca vão da certo pra mim, primeiro eu perco meus pais, depois eu sou abusada... – Falei engolindo o choro. – Perco meu avô, depois o Bruno não acredita em mim, ele sofre um acidente, fica em coma por anos, e eu passei todos esses anos da minha vida esperando o momento dele acordar, pra ele acordar e não lembrar-se de mim? – Passei a mão nos olhos impedindo uma lagrima prestes a escorrer. – A vida não tem sido nada justa comigo, eu só me ferro, é uma queda atrás da outra, só que dessa vez eu acho que eu não vou conseguir me erguer desse tombo, dessa vez foi demais. – Agora deixei as lagrimas escorrerem , sem me preocupar com elas, Lia ficou olhando pra mim, depois me abraçou, forte, muito forte.

– Se lembra que a Ju te prometeu que se acontecesse coisas ruins com você nós sempre íamos estar do teu lado, lembra? – Fiz que sim com a cabeça. – Pois então, eu to aqui, eu e a Ju vamos estar sempre aqui, pra te dar forças, e te ajudar a se reerguer.

– Eu não sei se vou conseguir! – Falei entre os soluços agora.

– Mamãe? – Escutei a voz da Mel, eu e Lia nos viramos e a encontramos em pé, na porta do quarto, com os olhos molhados.

– Você ta ai á muito tempo? – Lia perguntou enquanto eu secava o rosto com as costas da mão.

– Porque você ta chorando tanto mãe? – Ela correu até a cama e me abraçou forte.

– A mamãe só esta um pouquinho triste filha, nada demais. – Respirei fundo, piscando os olhos rapidamente para me livrar das lagrimas.

– Eu ouvi o que você e a tia Lia estavam falando, eu ouvi tudo mamãe. – Ela falou passando a mão entre meus cabelos. – Não precisa se fazer de forte mamãe, todo mundo tem o direito de sofrer. – Ela se afastou, segurando meu rosto com as mãos. – Lembra quando você me falou pra eu ter esperança e fé quando fosse pedir para o papai voltar? – Fiz que sim com a cabeça. – Então mamãe, agora você que precisa ter fé e esperança, e acima de tudo paciência. – Ela falou parecendo uma adulta.

– Oh pirralha, onde foi que você aprendeu a falar assim? – Lia falou rindo fraco, passando o braço ao redor da cintura da Mel.

– Assim como? – Mel perguntou tirando os olhos de mim.

– Que nem gente grande. – Lia falou passando o dedo na ponta do nariz dela. – Porque a gente não deixa sua mãe descansar um pouco? Vamos preparar um lanche pra ela?

– Você vai ficar bem sozinha mamãe? – Mel perguntou.

– Vou meu amor, prepara um sanduíche bem caprichado pra mim viu?

– Pode deixar. – Ela me deu um beijo na testa e saiu do quarto com Lia.

Me deitei de lado na cama e me cobri, minha cabeça tinha melhorado a dor, mais eu ainda estava bastante abalada, e me sentindo fraca.

Agora parece que o ambiente ficou frio, um tremor estranho passou a tomar conta do meu corpo, calafrios estranhos, suor frio na palma das mãos.

– Saindo um misto quente no capricho! – Mel falou entrando no quarto. – Mamãe? O que foi? Porque a senhora ta tremendo tanto? – Ela perguntou correndo até a cama e colocando o prato na mesa de canto.

– Mamãe esta com um pouco de frio, filha, só isso. – Falei, mas minha voz quase não saiu.

– Eu vou chamar a vovó, espera. – Ela correu pra fora do quarto. Logo depois voltou com a Marta e a Lia.

– Lia, liga pra sua mãe? Pede pra ela vir aqui. – Marta falou se aproximando da cama. – Mel, vai ficar um pouco com teu avô meu amor.

– Não vovó. Quero ficar aqui, com minha mãe.

– Vai meu amor. – Falei forçando um sorriso. – Vou ficar bem. – Tentei sorrir mais uma vez.

– Mas... – Ela começou a falar e a Marta a interrompeu.

– Vai pedir pra Ju fazer chocolate. – Marta falou e ela saiu do quarto bufando.

– Ela disse que já estar vindo pra cá. – Lia falou após desligar o celular.

A Raquel chegou, me examinou mais uma vez, depois me deu um remédio e eu simplesmente dormir, apaguei.

Notas finais
Pronto, dever cumprido, agora é a vez de vocês me fazerem feliz comentando, o.k? Vejo vocês nos comentários (: Beijos da Lê.