Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
60 Entrando em trabalho de parto.
Notas iniciais
Narrando: Fatinha
O casamento da Ju corria muito bem, ela chegou ao altar com um sorriso imenso nos lábios, o Gil sorria do mesmo jeito, era tanta felicidade que eles não sabiam como conter, o Olavo “entregou” a Ju pro Gil e foi pro lado da Marta.
O padre começou as falas do casamento e eu senti mais uma contração, e me contorci, trincando os dentes.
– Amor, ta tudo bem? – Bruno disse no pé do meu ouvido.
– Contração amor. – Respondi baixo.
– Qual foi o tempo do intervalo? – Ele perguntou acariciando minha barriga, olhei pro relógio e respondi.
– 25 minutos amor.
– Você não acha melhor irmos pro hospital?
– Não Brunito, é o casamento da sua irmã, você precisa ficar aqui. – Levei a mão até minha barriga, a acariciando também. – Meus amores, agüentem mais um pouco, daqui a pouco o casamento da tia de vocês acaba.
– Você tem certeza loira? Se não der para agüentar, pelo amor de Deus me fale. – Bruno me puxou ainda mais pra perto.
– Ta tudo bem, agora fica quieto. – Disse voltando a atenção para Ju e Gil.
Eles já estavam na parte do “Eu aceito” quando eu senti novamente outra contração, mais forte e mais intensa, e não pude deixar de dar um pequeno gemido.
– Fatinha, ta tudo bem? – Marta que estava próxima de nós ouviu.
– Ta sim. – Disse olhando pra Ju que sorria tão concentrada no momento que não havia escutado nada.
– Amor, dessa vez veio mais rápido, qual tempo? – Bruno perguntou.
– 15 minutos. – Respondi olhando pra minha barriga. – Henrique e Isadora, esperem o casamento da tia Ju chegar ao fim. – Sussurrei para minha barriga.
– Contrações Fatinha? – Marta se aproximou de mim mais um pouco. – Por que você não disse que já tinha começado?
– É o casamento da Ju, nada pode estragar. – Respondi como se não fosse obvio.
– Meu Deus, você ta brincando com coisa seria. – Marta me repreendeu.
– Marta, por favor é o casamento da sua filha, eu não quero atrapalhar nada e nem criar tumulto. – Coloquei a mão na barriga, ela estava bastante endurecida.
– Querida, qual quer coisa avisa por favor. – Ela acariciou minha barriga e voltou ao lado do Olavo.
– Tudo bem Marta. – Respondi voltando a atenção para Ju. Eles já estavam trocando as alianças, e eu soltei um suspiro aliviado.
– Os noivos podem se beijar! – O padre disse e Gil envolveu Ju pela cintura e a beijou ternamente e todos aplaudimos.
– Ae Ju! Agora somos as três casadas! – Lia abraçou a amiga que derramava lagrimas de emoção.
– Parabéns maninha, e Gil, cuida dela hein! – Bruno disse e abraçou a Ju e depois o Gil.
– Pode deixar Bruno, vou cuidar muito bem dela. – Gil a abraçou por trás.
– Ei Fatinha, vai me dar um abraço não?! – Ju falou e eu sorri, caminhando devagar até ela. – O que houve? – Ela perguntou preocupada.
– Parabéns amiga! – A abracei, em meio ao abraço senti outra contração, e dessa vez dei um pequeno grito.
– Meu Deus, o que foi Fatinha?! – Ela se afastou um pouco e o Bruno me apoiou com os braços.
– Calma amor, respira, qual o tempo?
– 10 minutos Bruno. – Disse sentindo os olhos encherem de lagrimas. – Meu Deus, que dor, com a Mel foi diferente! – Disse com os dentes trincados.
– O que ta acontecendo?! – Ju bateu o pé no chão.
– Seus sobrinhos resolveram que queriam lhe presentear com o nascimento deles.
– O QUE?! – Ju gritou chamando a atenção de quem estava próximo. – Meu Deus, que presente!! – Ela se aproximou de mim pondo a mão na minha barriga.
– Amor, vamos pro hospital, 10 minutos é muito pouco tempo.
– Vamos, mais antes liga para a medica pra ver se ela esta de plantão. – Respondi.
– Enquanto isso senta aqui. – Bruno me ajudou a sentar. – E Ju, vai atender os convidados que querem falar contigo.
– Ta bom. – Ela se virou, puxando o Gil para falar com os convidados.
– Alô? Dra° Silvia? – Bruno disse. – É o Bruno, marido da Fatinha, ela ta entrando em trabalho de parto. – Se calou por uns instantes. – Ta bom, estamos indo pra ai. – Se calou novamente. – São de 10 minutos e estão bastante intensas. – Me olhou. – Ta bom, estamos indo.
– E ai? – Perguntei.
– Ela ta indo pro hospital. – Bruno me ajudou a levantar. – Pai você pode nos levar? – Pediu pro Olavo que assentiu na mesma hora. – Mel você quer vir conosco?
– Quero sim, quero ta lá pra ver meus irmãozinhos. – Mel sorria totalmente feliz.
– Mãe, e você?
– Eu vou, claro que vou. – Ela respondeu de imediato.
– Ju! – Bruno a chamou.
– Nós estamos indo pro hospital, mais fica aqui e curti a sua festa de casamento, quando eles nascerem eu ligo dando noticia. – Eu disse.
– Não, eu quero ir. – Ela fez bico.
– Jujuba, fica aí, é o seu casamento, eu vou ficar mal se você sair daqui agor... – Não consegui terminar a frase, senti outra contração.
– Meu Deus, vamos logo! – Marta disse. – Filha fica ai, qual quer coisa nós ligamos. – Marta abraçou a Ju e saiu na frente com a Mel, e Bruno e Olavo me ajudaram a sair da igreja, me ajudaram a entrar no carro, Bruno foi na frente com o Olavo, e Mel e Marta atrás.
– Mamãe, ta doendo muito? – Mel me olhou meio assustada.
– Ta sim meu amor. – Disse respirando fundo.
– Comigo foi assim também? Eu fiz você sentir muita dor?
– Não meu amor, você foi mais tranqüila, ta doendo tanto por que são dois querendo sair. – Disse encostando a cabeça no vidro do carro e acariciando a barriga.
– Maninhos, vão com calma. – Ela disse acariciando minha barriga também. – Não machuquem a mamãe. – Ela falou bem próxima a minha barriga e eu senti outra contração. – Caramba, a barriga ficou mais dura! – Ela disse assustada, e eu não pude deixar de rir.
– Aí, socorro. – Disse em meio a risada. – Bruno o tempo diminuiu, são 8 minutos agora.
– Agüenta mais um pouco, estamos chegando. – Olavo respondeu.
– Ta. – Respirei fundo novamente.
Logo chegamos ao hospital e eu fui colocada numa maca para ser levada pro quarto, a maca era elevada de forma que eu ficasse meio sentada, cheguei no quarto e a Silvia, minha obstetra, já estava lá.
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