Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
61 O parto.
Notas iniciais
Narrando: Bruno
– Oi Maria de Fátima. – A dra° disse ao ver a Fatinha entrando no quarto.
– Oi. – Ela respondeu respirando fundo.
– E ai, qual tempo do intervalo das contrações? – A Silvia perguntou.
– 8 minutos. – Eu respondi.
– Me deixa checar a dilatação. – A dra° falou indo em direção a Fatinha, que respirava fundo, e assim ela fez com o auxilio de uma enfermeira. – Esta com 8 de dilatação, Fatinha, eu quero que você relaxe o máximo que conseguir, Bruno, como é a sua primeira vez acompanhando o nascimento do seus filhos eu vou lhe pedir que ajude a Fatinha no que ela precisar, e tende a acalmar, ok? – Ela disse com calma.
– Tudo bem, vou ficar aqui com ela.
– Ótimo, Fatinha, relaxe e guarde suas energias, você vai precisar, afinal são dois. – Ela sorriu. – Quando vocês precisarem de qual quer coisa chamem a enfermeira, ela me avisara quando chegar a hora.
– Tudo bem Silvia. – Disse me aproximando da Fatinha deitada na cama, a dra° sorriu e saiu do quarto nos deixando a sós. – Ta nervosa amor?
– E como estou, nervosa e ansiosa, quero ver o rostinho dos meus tesouros. – Ela disse com um sorriso bobo nos lábios.
– Eu to nervoso também, nunca presenciei uma coisa assim, com certeza vai ser o momento mais emocionante da minha vida. – Disse e lhe dei um beijo na testa. – Obrigado por me proporcionar um momento assim meu amor.
– Obrigada por estar comigo, me fazendo feliz e completa. – Ela disse e eu lhe selei.
– Agora tenta descansar, por que como a medica disse, você vai precisar de força e energia, afinal são dois. – Disse afagando seus cabelos.
A porta do quarto começou a se abrir devagar e nós olhamos em direção a mesma esperando para ver quem entraria.
– Posso entrar? – Era a Mel.
– Claro, vem cá princesa. – A chamei, e ela correu pros meus braços, a peguei no colo e coloquei sentada ao lado da Fatinha.
– Ta chegando a hora dos meus irmãozinhos chegarem. – Ela tinha um sorriso bobo nos lábios.
– Pois é meu amor, quando nós imaginaríamos estar vivendo um momento desses? – Fatinha disse. – Até 1 ano atrás seu papai era um belo adormecido. – Ela deu de ombros rindo.
– Nunca eu ia imaginar isso, nem nos meus melhores sonhos. – Mel sorriu e levou a mão de leve a barriga da Fatinha. – Caramba, como ta dura! – Fez cara de espanto. – Ta doendo muito mamãe?
– Só as vezes meu amor. – Sorriu.
– Filhota, nós precisamos deixar sua mãe descansar. – Disse e ela fez bico. – Que tal você fazer cafuné nela pra ela tirar um cochilo? – Disse e ela voltou a sorrir.
Mel se acomodou bem pertinho da Fatinha e começou a afagar os cabelos dela, que caiu no sono após alguns minutos de carinhos.
Após a Fatinha dormir, tirei a Mel da cama, que deu um beijo no topo da cabeça da mãe, e a levei para ficar com os avos.
– Cadê a Fatinha? – Meu pai perguntou.
– Tirou um cochilo após uma certa mocinha fazer cafuné nela. – Brinquei com os cabelos da Mel. – Liguem pra Ju e digam a ela que daqui a pouco o parto vai acontecer, mais é para ela continuar na festa. E vocês, se possível, vão em casa trocar essas roupas. – Disse.
– Tudo bem meu filho, nós vamos e voltamos logo, antes dos bebês nascerem.
– Vão sem pressa, eu to aqui com a Fatinha.
– Papai, cuida da minha mãe e dos meus bebês viu? – Mel disse e eu lhe dei um beijo no topo da cabeça.
– Pode deixar meu amor. – A abracei. – Vou voltar pro quarto.
– Ta filho, boa sorte para vocês, já voltamos. – Minha mãe me abraçou e eu voltei pro quarto.
A minha loira dormia tranquilamente, seus lábios formavam um pequeno sorriso, sua barriga estava mais baixa e mais endurecida. Me sentei na poltrona ao lado da cama.
15 minutos a Fatinha acordou fazendo careta.
– O que foi amor?! – Me levantei da poltrona num pulo.
– Preciso fazer xixi, acho que esta na hora. – Ela disse e eu ri nervoso.
– Serio? Ta sentindo dor? – Lhe dei um beijo na testa. – Vou chamar uma enfermeira pra checar.
– Ta bem.
Assim eu fiz, chamei a enfermeira, e junto com ela veio a dra° Silvia, ela checou a dilatação da Fatinha.
– 10 cm, ta na hora. – A dra° disse. – Fatinha, você sabe o que fazer né? Respeite as vontades do seu corpo, se sentir vontade de empurrar, empurre, se sentir vontade de gritar, grite, ok?
– Tudo bem. – Fatinha parecia mais calma que eu.
– Enfermeira, a leve para sala de parto, já chego lá. – A Dra° saiu do quarto.
A enfermeira chamou um enfermeiro, e pediu que eu o ajudasse a por a Fatinha na maca para a levar pra sala de parto, e assim eu fiz. E fomos encaminhados para sala de parto, chegando lá, a dra° já nos esperava.
– Maria, o que você ta sentindo? – A medida perguntou após a Fatinha ser acomodada na cama para o parto.
– Desconforto e vontade de empurrar. – Ela disse trincando os dentes e colocando força.
– Respira fundo, inspira pelo nariz e expira pela boca. – A medida falou. – Bruno, repita com ela.
– Ta bem. – Disse e assim fiz, dei a mão a Fatinha e começamos a fazer aquilo.
A medida se posicionou entre as pernas da Fatinha, e a auxiliou a fazer força quando sentisse vontade, e assim ela fazia, sempre com meu auxilio, alguns minutos depois dela repetir aquele gesto a medida disse que o bebe estava “coroando” e então ela continuou, só que dessa vez pondo mais força, alguns minutos depois a Fatinha repetir aquilo, sempre com minha ajuda e auxilio da dra°, escutamos um choro ecoar pela sala.
– A princesa de vocês nasceu. – A dra° disse entregando a pequena para a enfermeira. – Fatinha, segura essa emoção para ver sua princesa, o seu príncipe ainda precisa nascer, ok? – A dra° disse sorrindo.
– Tudo bem. – Ela respirou fundo. – Mais não estou sentindo vontade de empurrar ainda. – Ela disse e eu tirei alguns fios de cabelos da testa dela.
– É normal, quando sentir vontade, empurre. – A medica disse e se virou para a enfermeira, que cuidava da nossa Isadora, que chorava um pouco ainda. – Bruno, vem aqui. – Ela me chamou, e assim eu fiz.
– Oi coisinha linda do papai. – Disse ao ver a pequena nos braços da enfermeira. – Daqui a pouco a mamãe vai pegar você e seu irmãozinho no colo. – Disse passando o dedo levemente pelo rostinho dela.
– Quer pegar ela papai? – A enfermeira perguntou e eu olhei pra Fatinha, que sorria.
– Ainda não, vou pega-la junto com a Fatinha. – Disse e voltei a atenção para minha loira. – Ela é linda, loirinha como você. – Disse.
A Isadora tinha fios loiros e os olhos negros como os meus, os cabelos dela eram loiros como os da Fatinha e não cor de mel.
A Fatinha começou a sentir vontade de empurrar novamente, e eu me aproximei dela, a ajudando como da primeira vez, tudo se repetiu da mesma forma, a medica auxiliava, e a Fatinha obedecia, com a minha ajuda , 5 minutos a medica anunciou o nascimento do bebê, porem sua feição de feliz mudou para preocupada ao pegar o bebê nos braços.
– O que foi?! – Perguntei ao perceber. – Porque ele não chorou? – Respondi.
– Bruno, calma. – A medica disse. – Espera um minuto. – Ela se virou para a enfermeira, que estava com o bebê nos braços.
Foram longos minutos de espera, elas conversaram e depois a medica nos voltou a atenção.
– O coração dele parou durante o parto da Isadora. – A dra° disse apreensiva.
– O que?! – A Fatinha meio que gritou, fazendo força para se levantar, mais caiu deitada novamente. – Como assim?! Você disse que não havia nenhum problema com os bebês!
– E não tinha Maria, estava tudo bem nas ultrassons, os bebês estavam ótimos, eu não sei explicar o que aconteceu. – A dra° disse com calma. – O coraçãozinho dele parou de bater.
– Não! Não! – Fatinha disse em meio as lagrimas. Eu não conseguia falar nada, olhava para a enfermeira de costas mexendo no bebê.
Um silencio tomou conta do ambiente, os procedimentos pós-parto foram feitos enquanto a Fatinha segurava nossa pequena Isadora nos braços, a menina inocente não sabia de nada, apenas nos olhava quieta. As lagrimas rolavam pelo rosto da Fatinha e pelo meu também. Aquele havia sido um dos momentos mais felizes e mais tristes da minha vida. A Fatinha foi levada para o quarto após derem banho nela, eu estava sem chão, ainda não havia ido na sala de espera ver a Mel e os meus pais. No quarto havia dois berçinhos, um com forro rosa, e outro azul, no rosa se encontrava a Isadora, dormindo tranquilamente, a Fatinha estava deitada na cama, com o olhar distante.
– Por que isso aconteceu Bruno? – Ela disse por fim, eu estava ao seu lado, afagando seus cabelos, foi a sua primeira palavra desde que saiu da sala de parto.
– Eu não sei. – Disse baixo. – Isso não podia ter acontecido.
– Por que meu Deus?! – Ela olhou pro teto, como se falasse com Ele.
– Meu amor, pode parecer meio idiota o que eu vou dizer, mais nós temos que focar na Isadora e na Mel agora, elas vão precisar de nós, principalmente a Isadora, com o tempo esse sentimento de perda vai ser preenchido. – Eu disse e ela esboçou um pequeno sorriso.
– Com você ao meu lado vai ser mais fácil. – Ela disse e eu lhe dei um beijo no alto da cabeça.
– Eu vou estar junto contigo para sempre, na alegria e na tristeza. – Eu disse.
– Eu te amo, e amo as nossas filhas, e vou focar nelas agora. – Ela suspirou, encostando a cabeça no travesseiro e relaxando o corpo.
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