Medo de Amar - Brutinha - Segunda temporada.
11 "As pálpebras do Bruno começaram a se mover, lentamente, até que por fim, seus olhos abriram"
Notas iniciais
Acordei com o sol invadindo o quarto, era manhãzinha, eu nem me lembro como vim parar na cama, devo der despencado de tão cansada que estava, Mel dormindo no meu lado como um anjinho, tão quietinha, tão linda, viro-me para o lado e olho o relógio, são 08hrs da manhã, me levanto devagar pra não acordar-la. A casa já esta bastante movimentada, Marta, Olavo, Ju e Gil na mesa tomando café.
– Bom dia família. – Falei me espreguiçando.
– Bom dia, dorminhoca. – Marta falou rindo. – Ontem cheguei em casa não era nem 20horas da noite e você tava na cama apagada com á Mel.
– Nós apagamos, ela tava muito cansada e eu também. – Falei me sentando. – Ontem ela gastou bastante energia, cheguei em casa ela tava mortinha de cansaço.
– É, quando sai daqui deixei ela com a Ju fazendo coisas pro blog.
– Ela me contou. – Peguei um copo de suco. – Depois que o Vitor trouxe ela ontem, ele não ligou, nem veio aqui? – Perguntei.
– Ele ligou umas 18hrs só. – Ju respondeu.
– Ah, combinei de ir andar de bicicleta com ela agora de manhã, vocês topam ir com a gente?
– Eu topo! – Ju falou levantando. – Vou escolher um look bem legal!
– Calma moça, termina o café, e ela nem acordou ainda. – Falei rindo da afobação dela.
– Você vai também né amor? – Ju falou com Gil.
– Poxa linda, lembra que eu te falei que minha mãe convidou meus avos pra irem lá pra casa hoje? Então, prometi a ela que passaria o dia lá, e eu já dormir aqui... – Ele falou coçando a nuca. – E você falou que ia comigo.
– Vamos fazer assim, eu vou andar de bicicleta com elas, e perto do almoço você vem me buscar, pode ser? – Ela falou com ele.
Me levantei e fui pro quarto acordar a Mel.
– Mamãe. – Ela falou quando entrei no quarto.
– Acordada já amor?
– É, só tava sem coragem pra levantar. – Ela sorriu manhosa.
– Tava com preguiçinha foi minha bichinha manhosa. – Deitei na cama a puxando pra perto de me e fazendo cócegas.
– Aí mamãe! – Ela falou entre as risadas. – Para. – Pulou da cama. – Nós vamos ligar pro dindo? Pra ver se ele quer ir também.
– Será? – Eu falei prendendo o cabelo num coque alto.
– Por favor. – Ela cruzou as mãos como se tivesse rezando e fez biquinho.
– Tem como resistir você me pedindo com essa carinha? – Ri da manha dela. – Pega meu celular aqui. – Ela pegou meu celular e sentou do meu lado na cama, disquei o número e liguei pro Vitor. – Oi anjo. – Falei quando escutei a voz dele do outro lado da linha.
– Oi Fatinha. – Ele respondeu com a voz sonolenta.
– Eu e a Mel combinamos de ir andar de bicicleta agora de manhã, a Ju vai com a gente, você não quer ir também não? – Perguntei.
– Poxa Fatinha, eu acabei de acordar, to aqui na Lia, eu vou falar aqui com ela.
– Desculpa anjo, te acordei num foi? – Falei.
– É, meio isso. – Ele falou com a voz rouca.
– Faz assim, a gente vai ir andar naquela pracinha perto do lago, se você resolver ir você encontra com a gente lá.
– Ta bom menina, manda um beijo pra minha afilhada mais linda do mundo.
– Ta, mando sim. – Desliguei o celular. – Ele ta na casa da Lia, acabaram de acordar e ele vai falar com ela pra ver se ela quer ir, e mandou um beijo pra tu, a afilhada mais linda do mundo.
– Poxa, queria que ele fosse mamãe – Ela fez bico.
– Oh meu amor, ele ta namorando, ele disse que vai falar com a Lia. – Eu me levantei. – Vamos nos arrumar? Sua tia disse que vai fazer um look bem legal, vai lá ver com ela uma roupa pra você.
– Ta bom. – Ela correu pro quarto da tia, me deixando sozinha no quarto.
Depois de 1hr daquelas duas trancadas no quarto finalmente saímos de casa, eu, Mel, Ju e a Marta, cada uma com sua bicicleta, fomos para a lagoa montada nas mesmas, chegamos lá apostamos corridas, tomamos sorvetes, sentamos a beira do lago e molhamos os pés, antes de 13horas voltamos pra casa, eu tinha que ir pro trabalho as 14:30hrs.
Tomamos banho e fomos almoçar fora, de lá decidimos ir no hospital ver o Bruno, tinham 2 dias que a Mel não ia lá ver ele, e eu não queria que ela se afasta-se dele.
– Mamãe, ele nunca vai acordar né? – Ela perguntou no caminho para o hospital.
– Quem amor? Teu pai? – Perguntei sem tirar os olhos da pista.
– É mãe, desde que eu nasci ele nunca acordou, mesmo tendo o dindo comigo sempre, mesmo ele indo em todos os eventos da escolinha eu queria que meu pai acorda-se pra fazer parte da minha vida também mamãe.
– Vamos fazer assim, hoje, você vai pedir a ele pra ele acordar, mais você pede com muita fé viu? – Parei o carro num sinal vermelho e me virei pra trás pra poder vê-la. – Você tem que ter esperanças.
– Ta bom. – Ela falou olhando pra frente.
Fomos para o hospital, Vitor me ligou perguntando onde estávamos e falei que estávamos no hospital, ele disse que iria lá nos encontrar pra dar um beijo na Mel, ele chegou antes mesmo de entrarmos no quarto do Bruno, disse que estava aqui perto, por isso não demorou nem 5min e chegou, ele entrou com a gente no quarto, a Mel caminhou até a cama do pai e sentou-se ao seu lado, pegou a mão dele.
– Oi papai, sou eu, a Mel. – Ela falou olhando pra mim, insegura, eu sorri, assim como o Vitor, e ela se virou novamente pra ele. – Papai, daqui a 3 semanas eu vou fazer 8 anos, e o meu maior desejo, o único presente que eu realmente quero nesse meu aniversario é a sua presença papai, você tem que ser forte, tem que acordar, eu só quero ouvir tua voz, sentir seu abraço e poder conversar contigo, quero que você me coloque pra dormir e me acalme quando eu tiver pesadelos, quero que você me proteja e quero também receber broncas suas. – Ela falou devagar, com a voz embaçada, ela estava chorando, minha vontade era de correr até a cama e abraçar a minha pequenininha, mais os braços do Vitor me impediram,eu estava abraçada nele, quase não acreditei no que estava vendo, as pálpebras do Bruno começaram a se mover, lentamente, até que por fim, seus olhos abriram, e encontraram os da Mel.
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