Notas iniciais
Oooooi amores da Lê ♥3333
E ai, estavam com saudades de mim? Bom, confessar pra vocês, eu tava louca de saudade de vocês :l
Finalmente eu conseguir deixar de enrolação e vim aqui postar.
Mas me desculpem amores, é que eu realmente precisava dar uma acelerada na fic antes de começar a postar, pra depois eu não me enrolar tendo que escrever alguns capítulos na pressa, como dizem, a pressa é inimiga da perfeição u-u.
Bom vamos deixar de papo e vão ler o capítulo.
Espero que gostem ;D

“- Você esta esperando um bebê. – Aquelas palavras foram um choque pra mim.”

Durante dias essa frase me atormentou, rodava pela minha cabeça a cada segundo novo, o que eu vou fazer agora?

Empurro a porta do quarto, que range ao se mover, aquele ambiente escuro, triste e com fortes lembranças, um cheiro, o cheiro dele. Cortinas fechadas, janelas fechadas, nada mudou desde nossa última vez aqui, tudo em seu devido lugar, caminho em passos hesitantes até a cama, os mesmos lençóis da nossa ultima noite de amor aqui, o cheiro dele, as fotos dele, minhas, nossas espalhadas por todo canto, na cabeceira, na porta do guarda–roupas, no criado mudo. 1 mês desde que tudo aconteceu, a primeira vez que entro aqui depois de que tudo aconteceu, ele ainda esta naquela UTI, coberto de curativos, soros, aparelhos pra ajudar-lo a respirar, pra ajudar-lo a continuar vivo, só tinha o visto 2 vezes, de longe, por trás do vidro da UTI, minha vontade era de invadir aquele lugar e tocar no meu moreno, pedir pra ele voltar pra mim o quanto antes, mas eu não podia, os médicos disseram que o caso é muito grave, ele não reagiu a cirurgia, esta em coma.

Á Ju esta muito fraca com tudo isso que aconteceu, mas ela tem o Gil ao lado dela, tem á mim (que também estou muito fragilizada com tudo isso) a Lia, o Vitor.

Ah, o Vitor tem sido o melhor amigo que eu poderia ter agora, ele ta cuidado tão bem de mim.

Os pais do Bruno, Marta e Olavo vieram pra cá, eles vão ficar aqui até o Bruno se recuperar totalmente, o Olavo é um paizão, super gente boa, super acolhedor, fez questão que eu viesse morar aqui, para que ele e a Marta pudessem cuidar de mim e da minha gravidez. A Marta por sua vez não era aquelas sogras más, ela é divertida, acolhedora, amiga. Eu gosto dela, mesmo.

Me deparo agora, deitada na cama do Bruno, abraçada com as fotos, implorando pra que ele volte.

- Volta pra mim moreno, volta? – Sussurrava pra foto enquanto as lagrimas rolavam pelas minhas bochechas. – Volta pra mim moreno, por favor. – Sussurrei mais uma vez. – Eu não vou saber viver sem você. – Sussurrei mais uma vez entre os soluços.

- Fatinha? – Escutei uma voz vindo da porta, a Marta. – Oh querida, não fica assim. – Ela se aproximou, sentando-se na cama ao meu lado. – Vamos lá pra fora, ficar aqui não vai ter fazer bem. – Neguei com a cabeça. – Vamos Fatinha. – Ela segurou minha mão, puxando meu corpo, me fazendo ficar de pé.

- Por que ele tinha que fazer isso? – Soluçava.

- Ele vai voltar logo, você vai ver. Ele é forte. – Ela me abraçou, acariciando meus cabelos. – Vamos sair daqui. – Ela me puxou pra fora do quarto, fechando a porta atrás de si.

Entramos na sala e a Ju estava deitada no colo do pai, dormindo.

- Finalmente ela dormiu. – Marta falou sorrindo fraco. – Pelo que ela me disse tem dias que não consegue dormir.

Eles haviam chegado á 2 dias, Ju ligou pra eles naquele mesmo dia do acidente, mais aconteceram muitas coisas e eles só conseguiram finalmente vir pro Brasil agora.

- Fatinha, você também precisa descansar. – Olavo falou olhando pra mim. Eu estava abatida, olhos fundos e inchados, cansada, muito cansada.

- Eu não quero. – Me sentei na cadeira, debruçando-me na mesa. – Toda vez que fecho os olhos o Bruno aparece pra mim, é muito doloroso.

- Você precisa descansar. – Agora Marta que falou. – Toma um banho, eu vou ficar contigo até você dormir. – Abri a boca pra falar algo mais ela não permitiu. – Sem mais, você vai descansar. Enquanto você toma banho vou fazer algo pra comer.

Obedeci, fui para o banheiro, tomai um banho um tanto demorado, lavei os cabelos, não era possível distinguir o que era lagrimas e o que era água no meu rosto, cada canto dessa casa me traz uma lembrança diferente. Terminei o banho, fui pro quarto da Ju me trocar, ela estava deitada na cama agora, dormindo pesado. Coloquei um shortinho de pano mole e uma blusa do mesmo tecido.

Na sala, Marta e Olavo estavam sentados sobre a mesa, me esperando pra comer algo.

- Vem, senta aqui. – Marta bateu na cadeira ao seu lado, me sentei calada.

Comemos um pouco da comida que ela fez, pra mim estava tudo sem gosto, o mundo estava sem gosto, mais comi, estava com um pouco de fome, havia perdido tanto peso esse mês que passou, quase não comia, só quando os meus amigos insistiam muito. Quando acabei de comer, Marta me deu um calmante e me deixou ir pro quarto da Ju descansar, ela havia preparado uma caminha no chão pra mim, me deitei, exausta, com a ajuda do calmante, dormir alguns minutos após ter deitado.

Novamente sonhei com o Bruno, mais agora ele não estava ferido nem ensangüentado, como das outras vezes, estava limpo, com roupas brancas, de mãos dadas com uma menininha linda, ela se parecia com a descrição que ele havia me dado em SP, olhos negros, pele clara e cabelos cor de mel, o sorriso dela lembrava muito o dele, os dois se aproximaram de mim, e sentaram ao meu lado, estávamos no bosque, no nosso bosque. Eles apenas se sentaram e ficaram ali, do meu lado enquanto os observava atentamente.

E fui assim até eu despertar horas depois, cansada ainda, mais não tanto quanto antes. Ju sentada em sua cama, lendo.

- Jujuba? – Minha voz estava sonolenta ainda. Ela levantou os olhos acima do livro.

- Oi Fat, achei que não iria acordar mais hoje. – Ela sorriu fraco. – Você dormiu hein!

- Eu estava super cansada, ainda estou, mais não tanto. – Me sentei na cama dela. – Como você ta?

- To melhor. – Sorriu fraco. – Deita aqui. – Ela bateu na perna esticada, eu me deitei, automaticamente ela levou a mão aos meus cabelos e ficou acarinhando eles, até eu adormecer novamente. Dessa vez não houve sonhos, dormir pesado.

Acordei o sol já invadia a janela do quarto, Ju tava deitada no colchonete no chão, acordada, mexendo no celular.

- Bom dia Ju. – Falei assustando ela.

- Que susto Fatinha! – Ela se sentou olhando pra mim. – Tem nem dois minutos que eu te olhei pra ver se você ainda tava dormindo.

- Desculpa. – Ri fraco. – Que horas são?

- 11hrs.

- Nossa, eu dormir tanto assim?

- Você não imagina o quanto, a gente tentou de acordar pra você jantar, quem disse que conseguimos? Você dormia tão profundamente.

- Nossa, mas em falar em jantar, to com fome. – Coloquei a mão na barriga. – Vou tomar um banho e ver alguma coisa pra comer.

- Ta.

Me levantei, tomei um banho breve, troquei de roupa no banheiro mesmo e fui pra sala ver algo pra comer, Marta e Olavo estavam no sofá conversando.

- Bom dia. – Falei quase num sussurro entrando na cozinha.

- Bom dia Fatinha. – Olavo falou.

- Quer ajuda ai querida? – Ela veio pra cozinha. – Dormiu bem?

- Como uma pedra. – Sorri fraco.

- Nos pedimos o almoço num restaurante Japonês e ainda não chegou, você não quer esperar?

- Pode ser. Vou ficar com a Ju no quarto.

- Ta. – Ela me deu um beijo na testa e eu fui pro quarto.

Ju estava no celular com o Gil, acho que pedia pra que ele viesse pra cá ficar com ela, não prestei muita atenção no que ela falavam, estava com os olhos fitados numa foto dela com o Bruno, meus pensamentos estavam no hospital, junto com ele, preocupados com ele.

- Fatinha? – Ju me chamou de volta pro mundo.

- Oi? – Olhei confusa.

- Você estava ai voando. – Ela sorriu fraco. – Pensando no Bruno?

- É... – Pausei. – Eu me sinto tão mal por tudo isso que aconteceu, em pensar que nós estávamos brigados, se nós estivéssemos bem, nada disso teria acontecido Ju. – Desviei o olhar dela. – Eu sou culpada, de certa forma, eu sou culpada.

- Não Fatinha, nada haver, você não tem culpa de nada. – Ela segurou uma das minhas mãos, e a outra pausou cuidadosamente sobre o meu rosto. – Você não tem culpa de nada, foi um acidente, essas coisas acontecem.

- É mais fácil pensar assim Ju, mas se nós estivéssemos bem ele não teria saído pra dirigir em alta velocidade. Eu sou culpada, sou sim. – Meus olhos agora queriam transbordar, eles precisavam transbordar.

- Não, para de pensar nisso, para. – Ju me abraçou forte, enterrando meu rosto em seu ombro, me abraçando o mais forte que podia.

- Oi meninas. – Ouvimos uma voz, a do Gil.

- Amor. – Ju falou sem me soltar. – Vem aqui. – Agora ela afogou o abraço.

- Ta tudo bem com vocês? – Ele perguntou cauteloso.

- Estamos né Fat? – Ela me soltou agora.

- É? – Meu rosto estava molhado.

- Já vi que a senhorita tava chorando. – Gil passou a mão nos meus cabelos. – Encontrei Lia e Vitor chegando no prédio, falei pra eles que vinha pra cá, acho que já, já eles chegam ai.

Foi dito certo, alguns minutos depois a campainha tocou, Marta abriu a porta e eles invadiram a casa, vindo pro quarto.

- Oi meninas. – Vitor falou.

- Oi divas. – Lia sentou entre a gente. – Ih Fatinha, que carinha de choro é essa?

- A minha ué. – Disse simples. – Tava pensando no Bruno. – Desviei o olhar.

- Ei menina. – Vitor se ajoelhou na minha frente, até porque na cama da Ju já não cabia mais ninguém. – Não fica assim, nós vamos estar contigo o tempo todo, não chora menina, você é muito mais linda sorrindo, e eu tenho certeza que se o Bruno estivesse aqui ele ia fazer de tudo pra te ver sorrir.

Não sabia o que falar, o abracei forte, me sentia segura nos braços do Vitor também, não como nos braços do meu moreno, mas era alguma coisa, alguma coisa boa.

- Olha que eu fico com ciúmes viu Fatinha? – Lia falou me fazendo rir pelo nariz.

- Ele é todinho teu. – Me sentei de volta na cama. – Mas você tem que dividir um tiquinho comigo, to precisando.

- Um pouquinho só viu? – Ela falou rindo, e me abraçando de lado. – Eu tive uma idéia, que tal fazermos brigadeiro? Nada melhor que estar com os amigos, comendo brigadeiro.

- Ótima idéia! – Ju pulou do colo do Gil, ficando de pé na porta. – Vocês vem me ajudar a fazer?

- Uhuum! – Lia me puxou da cama. – Meninos, voltamos já.

Fomos pra cozinha, Ju e Lia brigaram pra ver quem iria mexer o brigadeiro, bateram par ou impa, Lia ganhou, Ju sentou do meu lado, estava sentada em uma cadeira próxima ao balcão da cozinha.

- Só vocês pra me fazerem rir. – Falei olhando pra Ju com cara de brava.

- Eu queria fazer o brigadeiro , Lia! – Ela falou me ignorando.

- Eu dei a idéia, e eu ganhei! – Lia virou lhe dando língua, eu ri mais.

- Vejo que vocês estão se distraindo. – Olavo falou ponto uma mão no meu ombro, e a outra no ombro da Ju.

- Estamos fazendo brigadeiro. – Ju falou.

- Estamos não, eu estou. – Lia riu.

- Cala boca Lia. – Ju falou e todos rimos.

- É bom ver vocês rindo. – Olavo piscou pra mim. – Vou no escritório, cuidado com o fogo vocês viu.

- Ta bom papai. – Ju falou, ele deu um beijo na testa dela, e um na minha, e saiu.

Marta estava deitada no quarto, ela deveria estar exausta, estava cuidado da gente, e mal descansava.

Lia terminou e fomos pro quarto, os meninos estavam jogando conversa fora, cada uma das meninas sentaram-se perto dos seus respectivos namorado.

- Sobrei! – Disse apoiando os braços na almofada que havia colocado sobre o meu braço.

- Ai que menina carente. – Lia sentou do meu lado apertando minhas bochechas.

- To carente mesmo. – Fiz bico. – Ele faz tanta falta. – Desviei o olhar.

- Mas tarde quando a mamãe acordar peço pra ela levar a gente no hospital, ta bem?

- Ta bem. – Sorri fraco.

Ficamos conversando, depois fomos comer o brigadeiro, e passamos a tarde ali, juntos, jogando conversa fora.

Notas finais
Olha a Lê aqui de novo 0/
Bom, quero pedir as mesmas coisas de sempre hein amores, comentem, pliss. Me falem o que acharam do primeiro capítulo e o que esperam dessa 2 temporada u-u
Mereço muitos comentários, né? u-u